segunda-feira, dezembro 10, 2012

Quanto custa uma arte? – vídeo


Primeiro dos vídeos orientando novos autores como gerenciar sua carreira, cobrar pelas suas artes, conseguir bons contratos e ter sucesso:
http://www.youtube.com/watch?v=w6T2lysmxl0&feature=youtu.be

Crédito da foto: Branca de Neve – 2012.



Direitos Trabalhistas dos Autores – 2


Acabo de receber de um colega ilustrador o relato de como foi abordado por um agente com um contrato onde:

"o contrato, para escritores, previa que todo material publicado na edição, ilustrações, fotos, gráficos, seria incorporado à obra, ou seja, passaria a pertencer ao escritor."

Donde concluo, sem medo de errar, que o cérebro do agente cabia numa casca de noz.

Ele preferia receber seus percentos apenas dos percentos do escritor, ao invés de parasitar os demais do ilustrador, tradutor, fotógrafo, editor e designer. Até tentando se dar bem tem gente que fura o próprio olho.

Mais uma vez, sem medo de falhas, recomendo a todo autor que estude a LDA e redação contratos. A priori, no dia-a-dia, não precisamos de muito pra começar. Na hora de briga feia, podemos correr direto no advogado, que será mais isento do que um agente que tem em sua carteira esse tipo de contrato. Até com advogado tem de ser escolher bem, pois na AUTVIS, por ex. havia adv da Ática! Ou seja: conflito de interesses! A Ática hoje pertenca a Abril, que adora empurrar contratos mandrakes nos novatos. Quem já conhece, pede o contrato "tipo C" (se me lembro bem do nome dados pelos colegas de SP) que não é de cessão. Quem anda desinformado assina qualquer porcaria por dezmerréis.



Direitos Trabalhistas dos Autores


Lembro de ter ouvido de uma colega autora de texto, que a agente literária Lúcia Riff não considerava que os autores da imagens comercializadas deveriam receber direitos autorais por suas artes!
Essa parece ter sido a opinião de muitos, naqueles anos obscuros da cultura brasileira.
Se hoje conseguimos o cumprimento da lei e contratos minimamente dignos (ainda mínimos..!) é por conta do trabalho de ilustradores como Graça Lima, Roger Melo, Maurício Veneza, Marcelo Pimentel, Adriano Renzi, Alarcão, Montalvo Machado (este mais que todos!), Silvana Marques, Flavio Mota...(acrescente quem quiser mais nomes, pois hoje somos muitos!) – que chegamos ao patamar de profissionamlização que a cultura precisa pra ganhar destaque mundial. Graças a eles que reformulamos os contratos, e continuamos buscando relações mais justas.

Nem advogado, nem agente, esteve ao nosso lado! Apenas a AEILIJ ajudou, no histórico Fórum Nacional em SP onde firmarmos um acordo de parceria na batalha por contratos justos, onde os ilustradores recebem seus DAs pagos pelo empresário que explora comercialmente sua arte.

A chegada dos espanhóis vem nos prejudicar. Além da já antagônica Record, a Leya e a Planeta afirmam que "não pagam direitos autorais aos ilustradores". Ou seja: querem implantar aqui algo que os ilustradores lá fora já rejeitam: contratos de violação de direitos. Os direitos autorais dos autores da imagem é o nosso equivalente dos direitos trabalhistas. E não se pode obrigar um trabalhador à assinatura de um contrato em que ele abra mão de seus direitos!

Fico pasma que até hoje os advogados e agentes não tenham percebido que o filão da ilustração é extremamente lucrativo, se bem gerenciado. Diferentes do texto, a imagem possui inúmeros destinos não conflitantes, e uma mesma imagem pode rodar o mundo e render dez vezes mais que um texto. E sequer precisa de tradução ou edição! Nem mesmo as editoras que obrigam cessões leoninas percebem isso. Pois mal administram seus imensos bancos de imagens. Apenas os jornais que usufruem literalmente, para sempre, dos direitos de milhares de fotógrafos sabem cobrar, e muito bem, por qualquer uso de imagens de seus stocks.

Mas o panorama é favorável a quem quer construir uma carreira sólida como ilustrador. Se a Leya, Planeta e Record não pagam os justos direitos, temos aí centenas de novas editoras, crescendo na conta do talento e competência, sem explorar injustamente os ilustradores. E como sabemos, não é só de livros que vive o ilustrador.

Dorme em paz ilustrador, e deixe os DAs se acumularem em sua conta bancária.


segunda-feira, novembro 26, 2012

O Saci – cenografia

Alguns dos cenários que trabalhei para a animação "O Saci", 
da série "Juro que vi", produção de 2008 da Multirio.

Produtora: Patrícia Alves Dias
Diretor: Humberto Avelar



 











terça-feira, novembro 20, 2012

Tabela de valores para ilustração e design - ADEGRAF


Parecer profissional sobre a Tabela da Adegraf de Valores para design e ilustração publicada em 2011: ruim.

A tempos discutimos nas listas a necessidade, ou não, de uma tabela de valores referenciais para profissionais do design, webdesign e ilustração. Um dos maiores entraves para criação desta, reside no fato de que não podemos, legalmente, obrigar este ou aquele valor aos profissionais e artistas do mercado publicitário e editorial. É a livre concorrência.

Mas a falta de profissionalismo e, ou, ética de poucos, arriscava a depreciação gradativa de nossos trabalhos. Como fazer o cliente entender a diferença entre uma marca criada por um profissional qualificado e as "marcas a atacado" oferecidas por inúmeros picaretas na Internet? Em meio aos acalorados debates haviam até mesmo aqueles que diziam que "um cliente que coloca a imagem institucional de sua empresa nas mãos de um amador merece o estrago...". 
Assim, nos unimos, por exemplo, na ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), e na SIB (Sociedade de Ilustradores Brasileiros) e formulamos as malfadadas "tabelinhas de valores" para design e ilustração. Mas, cuidado...

Um cuidado que tivemos ao elaborar tais tabelas, foi deixar bem claro, claríssimo, que o que rege o custo de design e ilustração é o uso. Arte, design, imagem, foto, ilustração é, por força da lei, licenciada. E os termos desta licença tem de ser transcritos em contrato de Direitos Autorias. 
Ou seja: não é no número de cores, o formato, o número de palavras, o tipo de papel... que irá nortear os custos. Mas sim fatores como: área de abrangência (nacional, regional, local...), mídia (TV, rádio, impressos, Internet, outdoors...), o prazo (um mês, uma edição, um ano, cinco anos, com possibilidade de renovação, ou não...), a exclusividade (exclusivo, exclusivo para um tipo de mídia, exclusivo por N anos...).
Cores e formatos irão aumentar os custos da gráfica, do digitador, do diagramador... que já não são regidos por direitos autorais, e sim pela lei de prestação de serviços. Que ao seu modo, também protege quem pratica estas atividades. 
Obviamente que custos com materiais, páginas de web e formatos também entram no orçamento de um designer ou ilustrador, mas o ideal é que estejam discriminados, separados do valor do licenciamento, visto que atendem a regimes de impostos diferentes. Serviços como estes pagam ISS. Licenciamento NÃO! Ambos recolhem IRF.
Sobre este assunto veja um parecer completo feito pelo advogado Marcelo Salles Pimenta em Nota Fiscal não é necessária para recolhimento de direitos autorais.


Voltando a Tabela da Adegraf:

Essa tabela aí é um crime à categoria. Só para citar ilustração. Ilustração não se vende, se licencia. Segundo lei federal estabelecida – a LDA. O que determina o valor final NÃO é o tamanho, nem a digitação! Mas o uso! (região, mídias, ...). É o beabá do mercado de uso de arte.

Leia este texto do ilustrador Paulo Brabo, sobre isto no site ABIPRO. Muito bom, mostra como contratar.

Curioso notar o baixo valor proporcional que a ADEGRAF atribui à capa de livro.
Qualquer um que trabalhos com publicidade, por exemplo, sabe que a localização de determinada "mensagem" (e aí pode ser a imagem de uma capa, para cativar o leitor) é fator de valorização da mesma. Uma mesma imagem valerá mais se ao invés de entrar no miolo, ir figurar na capa do exemplar impresso. A tabela sugere que seja o dobro, como se fosse uma simples página dupla, e pior, incluindo o trabalho de preparo para impressão. Ressalto porém, que essa é uma que veio da SIB. Então: feio, SIB, feio.

Pior ainda foi a "recomendação" para os novatos darem descontos. Uma boa peça de um novato, visando distribuição nacional pode e deve custar bem mais caro do que uma peça tosca de um veterano que só irá cobrir um curto espaço de tempo a nível regional.
Desculpe-me a ADEGRAF, mas que pisada na bola.

Mais uma vez: o que determina o preço do licenciamento, é prazo, região, mídia. Nunca a quantidade de anos que o profissional tem nas costas. Conheço vários veteranos que após 20 ou 30 anos de trabalho, ainda amargam a concorrência dos novatos que acham que estão na vantagem cobrando trocados por algo que vale na casa dos milhares. Na vã ilusão de que um dia poderão cobrar decentemente. Mentira. Ao cobrar tão pouco, ele viciam o cliente num patamar irreal de valores, inviável para o desenvolvimento de suas carreiras. Na hora que acordam, já perderam o cliente para outro incauto, que orientado pela ADEGRAF, baixou "só mais um pouquinho" o seu preço.

Antes que discordem, é óbvio que a fama trará clientes. Clientes maiores, com interesse em projetos de grande abrangência, portanto mais valorosos. Fama reverte em valores melhores por conta de captar grandes parceiros, e também porque a partir do momento em que se tem uma agenda cheia, pode-se optar por aqueles que oferecem os melhores valores e contratos. É exatamente o que fiz depois de alguns anos de ilustradora atuante. Passei a descartar quem chegasse com contrato oneroso, ou valores irreais para o tipo de licenciamento requisitado.

Observo ainda que a tabela da SIB, que a ADEGRAF usou para referência de valores pra ilustração, tem como base que PRAZO e REGIAO (ou seja, USO) coisa que a ADEGRAF simplesmente cortou da tabela original. Avisem a SIB, por favor, do mal uso de seu material. A retirada desta informação altera radicalmente a visão sobre a natureza de nossas produções.
Quem não souber licenciar, irá dançar.

Veja na SIB:
Conheça a ABIPRO.
Aproveita e visita a AEILIJ.

Uma última observação que tenho a fazer é que, sendo regida pela LDA – Lei dos Direitos Autorais, não sendo, portanto, uma prestação de serviço, a ilustração depende, mais que tudo, dos critérios do artista. Tenho colegas, que atingiram tal nível de excelência em sua arte e que, dispondo de recursos extras para seu sustento, agora se dedicam apenas aos projetos que lhe cativam. Entre eles, os nomes que fazem da ilustração brasileira uma belíssima arte mundialmente apreciada.

Cuide bem de seus licenciamentos. Diferente do que ocorre com outras artes, a ilustração pode ser adequada aos mais diferentes suportes. A cada novo uso, ela vira um produto diferente, e a arte volta a gerar lucros e empregos. Entendam isso e conseguirão uma carreira de sucesso. Exemplo atual de quem sabe gerir bem a carreira: Romero Brito, Ziraldo, Maurício de Souza e um exército de ilustradores que mesmo tendo menor fama, sabem gerenciar bem o uso de suas artes, e se manter ativos no mercado sem precisar de outras fontes de renda.

Esta deveria ser a meta de todo artista visual comercial. A busca da excelência, junto ao seu cliente.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Venha ao Paixão de Ler e participe do debate!

Olha aí seu convite! Até segunda.

AEILIJ na FLUPP!


Reproduzo abaixo a boa nova de nossa coordenadora regional (RJ) a autora Sandra Ronca! 
A FLUPP acontece na UPP do Morro dos Prazeres, Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Show de cidadania e cultura carioca!

Site:

A AEILIJ está se tornando parceira da FLUPP.
Este ano, levando a mostra Cores e Formas. Esperamos aprofundar a parceria para a próxima e levar outras propostas como o DISCUSSÕES AEILIJ.
Aproveitando: programação completa da FLUPP, da FLUPP Parque, e a página no Facebook.

Ao Felipe agradeço o empenho em conseguir providenciar em tempo nossa mostra.

Abraços,

Sandra Ronca
Coordenadora Regional AEILIJ - RJ

Concurso para escritores, parte 3: reconhecendo picaretas!

Examinando com cuidado a última destas propostas "tentadoras", recebida por alguns de meus colegas, pude concluir que, no perfil daquela que explora os autores prometendo o que não tem, há certas características que ajudam a identificar a má-fé da proposta.

Reparei que ela se diz divulgadora, mas quem aparece o tempo todo, em fotos coloridas por todos o "melhores" ângulos é ela mesma! Dos autores, só uma foto, com meia frase...
E ela segue, sempre se auto-elogiando, com muita purpurina, como ganhadora de troféus e prêmios – nenhum deles de amplitude que impressione alguém... Fica aqui minha curiosidade: o que ela fez, exatamente, para ganhar tais "homenagens"?

Qual a ligação dela com os que a "premiaram"? Porque nunca ouvimos falar dela? Porque mesmo após procurar muito, não achei nada que divulgasse de forma significativa os autores que ela diz promover?

Porque nunca ouvi falar dos autores? Porque esses os autores não entram também em concursos legais?

Porque eles não buscam editores melhores, mesmo que pagando, pois afinal qualquer um pode se beneficiar desta prática? Se vai pagar, porque não buscar quem faça melhor o serviço?

Também notei que em todo processo, apenas ela vai ficando mais rica. A ponto de bancar viagens internacionais e publicações onde se auto-promove mas colocando como se fossem veículos isentos (já beirando a esquizofrenia!)

Já os autores... a este cabe meia dúzia (na realidade só quatro) exemplares (que eles mesmos pagaram, incluindo remessas) e um mundaréu de "louros" inventados pela mesma! Pior é que ela se gaba disto! Cantou pra quem quisesse ouvir que banca seus luxos com a grana que os autores lhe pagam para produzir as tais "antologias".  Assim mesmo, como se quem escreve fosse otário!

Aí ela monta todo um esquema, onde são bem pagos o fotográfo, o buffet, o salão...e quem banca tudo são os "ganhadores" do prêmio. Uma coisa temos de admitir... ela sabe como ninguém como brincar com o ego humano. Nada surpreendente, visto que lançar elogios de forma leviana é muito fácil para quem troca respeito e honestidade por dinheiro. O que ficou evidente também é que ela não possui absolutamente NENHUM preparo editorial. Ela não faz copydesk, ela não diagrama, não faz os projetos, não ilustra, não revisa, não traduz... NADA! Tudo isso ela terceriza, é pago pelos autores!!!
Então, por que, meu Deus, não buscar um editor de verdade?

Uma editora legítima saberá gerir melhor o processo, terá bons contatos, indicará quando o texto precisar de melhorias ou revisões. Um crescimento real para o autor, que irá dispor da experiência profissional e senso crítico do editor.

Aliás, uma característica comum a estes esquemas piratas, é a falta de transparência. Não demonstram os critérios para "premiar e nem apresentam os jurados. Não há divulgação nos meios legítimos e, pérola das pérolas, agora até pedem para "manter em segredo" a indicação!

Aos colegas da imagem, valem os mesmo cuidados!

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja o primeiro post sobre Concursos para escritores - parte 1.

Concurso para escritores, cuidado - parte 2

Mais sobre CONCURSOS PICARETAS:

O debate ganhou força nas listas de autores! Estes concursos e "honrarias" dadas em troca de dinheiro já eram denúncia velha entre meus amigos cartunistas e ilustradores! Foi criado até mesmo a comunidade "Mendigos do Orkut" pra divulgar os nomes de quem se utiliza desta prática bandida! Entra lá e coloque o nome de quem explora a ingenuidade alheia para:

- promov
er seu site ou empresa se passando por "descobridor de talentos" ou "incentivador da arte";

- encher os bolsos com dinheiro dos autores na pretensão de "divulgar" a arte deles no exterior, mas nunca consegue os canais legítimos (que além de gratuítos muitas vezes fornecem bolsas e auxílio viagem);

_ se auto-promove em seus próprios meios como grande propagador de arte, quando na verdade é apenas um mestre em afagar egos dos incautos, oferecendo penas de pavão ao invés de trabalho editorial sério!

Além destes "prêmios" para poetas e escritores, sobram as picaretagens voltadas para ilustradores, cartunistas, designers e webdesigners.

Há ainda empresas que engordam no esquema ETA: exploradores do trabalho alheio! Se você já foi vítima de alguma, divulgue! Espalhe! Que é pra afundar de vez os barquinhos de papel destes malandros.

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

E leia a continuação desta postagem em Concurso para escritores, cuidado - parte 3.

Concurso para escritores: cuidado!


ALERTA aos escritores, ilustradores!

Cuidado com CONCURSOS e PRÊMIOS que cobram altas taxas para seus participantes. É comum chegarem essas propostas picaretas assim que seu contato for garimpado pelo mailing destas pessoas que se valem dos sonhos alheios para encherem os bolsos.

Como uma destas picaretonas falou em email recente (que já está sendo amplamente divulgado entre autores consagrados,

 sempre "vítimas" dos emails coloridas desta dona):

"não quero respeito, quero dinheiro pra encher a geladeira e colocar minhas filhas na escola".

Bem... é de minha opinião que quem não se respeita dificilmente demonstrará respeito ao trabalho autoral alheio. E de fato as ações desta pessoa são pautadas pela falta de ética profissional.

A novidade agora é ela se aproximar de entidades culturais de diferentes cidades, para vender seu material, disfarçado de homenagens legítimas, que claro... não custam menos do que algumas centenas de reais para o "homenageado".

Ora, é uma pena ver tantos autores, ainda que a caminho de seu reconhecimento, apelarem para os serviços duvidosos desta dona que tem mais lábia de vendedora do que talento próprio.

Picaretas como ela abundam no mercado, e a Internet facilitou o contato destas com suas vítimas. Há outras de formas de se promover, sem cair nas garras de narcisistas galopantes como esta senhora que no mesmo email definiu como "boçais" mais de 400 autores, estando em meio destes nossos queridíssimos Ziraldo, Ana Maria Machado, Rosana Rio, Sandra Pina, Anna Claudia Ramos, Sandra Ronca, Vitor Tavares, Mauricio Veneza...só para dar início a uma extensa lista de autores premiados (de forma legítima e recebendo ao invés de pagar), que a décadas batalham e promovem a difusão da literatura.

Mesmo ao escolher uma editora "on demand" onde se paga para publicar, deve-se ter algum critério. Algumas destas empresas são sérias, e até lhe fornecerão um bom serviço de copydesk. Mas há muitas que de olho apenas no dinheiro, jogam no lixo todo o respeito e atraem seus clientes inflando-lhes o ego com promessas de "edições internacionais" ou "prêmios sensacionais"!
Nada disso adianta se não há um trabalho editorial sério. O que outros poderão lhe oferecer, pagando ou não!

Imprimir mil livros, distribuir numa cerimônia aos amigos, pendurar medalhinhas e comandas nos ombros... qualquer um pode fazer! Para trabalho editorial sério... busque informação com quem sabe!

Acesse meu blog e não pague NADA para uma jornada macia pelo caminho das pedras do mercado editorial.

http://thaislinhares.blogspot.com/

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja as duas continuações desta postagem em Concurso para escritores: cuidado! - parte 2 e parte 3.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Autor, associe-se.


Associe-se!

Muitos são os que me perguntam sobre onde começa o caminho das pedras para se tornar um ilustrador ou escritor ativo no mercado editorial. 
Fazer parte de uma associação onde é possível trocar ideias com os colegas, adquirir experiência dos mais antigos e saber das novidades e oportunidades, é essencial. Por isso lhe convido a entrar para a AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, que é a principal representante da classe autoral de LIJ. Sua atuação tem sido marcante tanto no tocante a políticas governamentais quanto na orientação profissional de todo e cada um que procura seu amparo. Todo trabalho produzido na AEILIJ foi através da doação voluntária do tempo e talento de seus associados, de norte a sul do Brasil, na certeza de que juntos fazemos verão. 
São inumeráveis os feitos e conquistas que conseguimos nos últimos anos. Como as participações perenes no Salão do Livro FNLIJ, na FLIPinha de Paraty, e outros tantos eventos por todo país. Projetos fantásticos como a AEILIJ Solidária, que gerou as visitas ao Solar Meninos da Luz, as Coleções da Fundação Dorina Nowill de livros em braille ilustrados com relevos e, talvez a mais importante: o acompanhamento dos desdobramentos da nova Lei dos Direitos Autorias brasileira. É com orgulho que participo desta associação, onde aprendo muito com meus pares. Pessoas a quem admiro, festejo e tenho imenso carinho. 
Associe-se. E festeje conosco a literatura brasileira clicando aqui.


segunda-feira, setembro 24, 2012

Direitos (de produção) do Autor




Direitos do Autor durante a produção, seja ele ilustrador ou escritor.

1-Contar com uma proposta de criação clara, adequada, seguida de contrato de direitos autorais com cláusulas justas;

2-Pedir um adiantamento;

3-Participação em utilizações futuras de sua arte, seja por novas edições, traduções, vendas casadas ou novas mídias, entre outros motivos;

4-Cronogramas viáveis com datas para recebimento e entrega de material;

5-Ter um horário de trabalho fixo – em horas comerciais – e que se paguem a mais as horas extras que se mostrem necessárias, além de taxa de urgência;

6-Receber alguma remuneração (caução) caso o projeto seja cancelado;

7-Receber os gastos com pesquisa e viagens;

8-Ter limite para alterações e refeituras;

9- Que as horas gastas em reuniões e brainstorms contem como horas de trabalho e sejam devidamente remuneradas;

10-Visitas, palestras e oficinas em escolas, universidades, clubes, instituições em geral sejam remuneradas, afinal são horas de trabalhos também;

11-Que seu nome apareça nos locais onde sua obra é utilizada, vendida ou exposta. Tais como: apostilas escolares, livrarias, sites, eventos educativos.

Esta lista não trata de direitos formais. É mais um guia para autores e seus promotores trabalharem suas parcerias de forma justa e produtiva.

Que venham os bons projetos.

(crédito da imagem: arte do livro "Vovó Dragão" escrito e ilustrado por Thais Linhares, que se prepara para uma reedição colorida, pela Editora Nova Fronteira).

sábado, setembro 22, 2012

Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt 2012


O livro ilustrado com o baralho de tarô cujo design e arte foi feito por mim recebeu o Prêmio Excelência Gráfica Werner Klatt para livro Técnico ILUSTRADO de 2012. Mais uma vez a editora Record, sequer se dignou a me informar do ocorrido. É da filosofia da Record desconsiderar o ilustrador como autor de sua obra visual. Sim, é fato, confirmado para mim em comunicação direta: "não pagamos direitos autorais para ilustradores, consideramos a ilustração uma MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS". Logo, porque avisá-lo se uma obra que ele criou, colaborou para o lucro da mega-editora?

Veja no link, que só consegui graças à divulgação feita pelo Ney Naiff, criador do tarot, em seu blog:
http://www.neinaiff.com/premio/tarot.htm

Do texto de divulgação:

"O Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt já se encontra em sua nona edição, sendo promovido pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf – RJ) com o objetivo de reconhecer os melhores especialistas e empresas da indústria gráfica."

E ainda, citando o tarô original, que desenhei, também premiado com outro prêmio, o RECORDISTAS 2011 –fato que também só fiquei sabendo pelo Face de um amigo:

"Para tarólogos e estudantes dessa arte representa mais um marco histórico; pois, desde os mais antigos livros de tarôs que se tem notícias, TARÔ, SIMBOLOGIA E OCULTISMO é a primeira obra a receber um prêmio pela excelência gráfica, da mesma forma que o livro CURSO COMPLETO DE TARÔ foi o primeiro a receber um troféu em 2011 pelas excelentes vendas (já se encontra em sua 10º edição!)."

Clque aqui para ver uma amostra do mesmo, como divulgado pelo professor Ney Naiff, um dos maiores pesquisadores do assunto no mundo. Algum advogado se candidataria a cutucar o maior grupo editorial do Brasil?

quinta-feira, agosto 09, 2012

Liberdade

Para meu novo livro, projeto da editora Mundo Mirim - SP/2012.

Liberdade é quando o que você faz harmoniza com o que você é.

terça-feira, junho 26, 2012

Publicação de Autor


Um dos estudos que fiz para a capa do livro 
"O Pequeno Filósofo" de Gabriel Chalita, 
editado pela Editora Globo.


Algumas dicas pra quem pretende fazer uma pequena edição familiar, se auto-publicando, e quer chamar um ilustrador pra trabalhar no livro.

No mundo editorial os ilustradores e escritores recebem com base em Direitos Autorais. Não há regra pra como se dá a remuneração, mas é obrigatório a assinatura de um contrato. Mesmo se não houver um contrato escrito, é entendido que alguns acertos de prazo e tiragem padrão serão aceitos por ambas as partes (quem cria e quem publica).
Segundo a atual Lei dos Direitos Autorais (LDA) quando as partes não assinaram um contrato em papel, o que passa a valer é: prazo de 5 anos, tiragem de até 3.000, uma edição em português para venda no Brasil.

Assim, se você acertou com um ilustrador um valor fixo e não assinaram contrato nenhum, você pode explorar comercialmente as artes dentro destes parâmetros padrão.

O correto porém, é escrever um contrato, que não tem mistério, apenas se esclarece pra que se pretende da arte. Em seu caso, o acordo poderia ser até verbal, visto que não há interesse comercial nenhum. É um presente pessoal. 

Quando calculo a remuneração por meus desenhos, costumo tomar como base qual será a tiragem, o prazo, os usos, se receberei um valor fixo inicial, se receberei percentuais sobre vendas e novos usos...

No caso de um presente pessoal, o valor poderá de ser menor do que do uso comercial, que é caro! Assim, o que precisa é encontrar um ilustrador que se disponha a fazer as imagens pra esse presente, por um valor que caiba em seu bolso, e que compense a perda do valor comercial pro ilustrador.

O formato do livro irá depender de como irá imprimí-lo. Os formatos mais usados são os A5 e  A4. Se for gráfica rápida, do tipo que faz poucos exemplares, creio que pode ter o número de páginas que quiser. Para grandes tiragens comerciais, em gráficas grandes, tem limitações que são – os editores sempre procuram encaixar o livro em múltiplos de 16: 16 pgs, 32 pgs, 48 pgs... visando melhor aproveitamento do papel, que chega formatos enormes, onde são impressas várias páginas lado a lado de uma vez só e então dobradas e recortadas.

Mãos à obra!

terça-feira, junho 12, 2012

Concurso pra escritores, BOM!!!


ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES AO
III CONCURSO CEPE DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
Premiação totaliza R$ 32 mil reais



A Companhia Editora de Pernambuco - Cepe abriu inscrições até 30 de agosto ao III Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil, que tem o objetivo de revelar novos escritores brasileiros e contribuir para a formação de leitores. Os candidatos concorrem a prêmios que totalizam R$ 32 mil: R$ 8 mil para o primeiro colocado de cada categoria, R$ 5 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro; e têm a chance de publicação da sua obra pela Cepe Editora.
No primeiro concurso, em 2010, foram inscritas 435 obras, das quais foram publicadas 12. No segundo, realizado no ano passado, foram 333 obras concorrentes, das quais foram selecionadas seis, que serão apresentadas ao público no próximo mês de julho: O mar de Fiote, da mineira Mariângela Haddad; Maria das vontades, da jornalista pernambucana Adriana Victor; e O hipopótamo que tinha ideias demais, da cearense Aline Bussons, todos destinados ao público Infantil. Na modalidade Juvenil, serão lançados O dia em que os gatos aprenderam a tocar jazz, do carioca Pedro Henrique Barros; A valente princesa Valéria, de João Paulo Vaz, também do Rio de Janeiro; e O decifrador de poemas, de Viviane Veiga Távora, de São Paulo.
O concurso é aberto a brasileiros e estrangeiros legalizados, residentes no território nacional, de qualquer idade. Os textos da modalidade Infantil são destinados a leitores de seis a 10 anos de idade e os da modalidade Juvenil são para adolescentes entre 11 e 16 anos. Os interessados poderão se inscrever nas duas modalidades de premiação. As obras serão analisadas por uma comissão julgadora composta de cinco membros, entre especialistas em literatura infantojuvenil e profissionais das áreas de educação e cultura. O regulamento do concurso está disponível no portal da Cepe: www.cepe.com.br

sexta-feira, junho 08, 2012

Quanto custa produzir arte?

Vídeos sobre copyright que todos deveriam ver.
http://www.copyrightalliance.org/content.php?key=videos

Neil Gaiman é CONTRA a pirataria.

Arte de Thais Linhares (aka Lir)


A turma de intelectuais que assina a favor do site Humanas.argh.seilá... enviou carta pedindo, e obtendo, apoio do escritor Neil Gaiman.
Esqueceram porém de informar a mister Neil, que o site fechado por pirataria já havia sido alertado 3 vezes pela justiça e que disponibilizava conteúdo contratado de editoras comerciais.
Nos debates online, ditos representantes do Partido Piada* do Brasil adoram dizer que Gaiman apoia a pirataria. Visitem o blog do autor para ver que isso não é verdade. Ele é contra a pirataria e até disponibiliza recursos que incentivam o melhor exercício dos direitos de todos que criam. Como por exemplo o recurso do testamento que pode melhor garantir a sobrevida de suas obras assim como de seus herdeiros habilitados. Ele libera a reprodução total do post, mas eu apenas coloco o link aqui pra vocês, pois considero mais interessante criar uma versão que sirva para o Brasil e outros países onde, ao invés do Copyright, usarei o Direitos do Autor.

O link:

http://journal.neilgaiman.com/2006/10/important-and-pass-it-on.html

O pirateiros usam a carta que Gaiman assinou contra o SOPA como base pra argumentar que ele não se opõe a pirataria. Basta ler para ver que isso é mentira. Ele é contra o roubo de obra alheia, e ao mesmo tempo teme que propostas radicais como o SOPA possam acabar prejudicando mais do que ajudando. Mas que ainda assim a pirataria deve ser detida.
Para ver a carta que Gaiman e outros autores assinaram contra o SOPA, vejam em:

http://journal.neilgaiman.com/2012/01/open-letter-to-washington-from-artists.html

* Partido Piada = Partido Pirata: Um "partido" que combate o direito do autor e manda negar a remuneração pelo trabalho criativo não merece ser levado à sério.

quarta-feira, junho 06, 2012

Minha ida a Duque de Caxias

Ontem (5 de junho de 2012) em Duque da Caxias, me apresentando para um plateia de educadores, fiquei muito feliz e impressionada com a garra daqueles professores. Estava ali um grande exército do bem, com décadas de experiência e atividade em prol da educação, da leitura, da criatividade, que luta com palavras e arte, no silêncio de cada alma atendida por eles. Aguardo as fotos pra comentar mais.

sábado, maio 26, 2012

Eu acredito em direitos autorais!



Cada vez que um blogueiro diz "eu não acredito em direitos autorais"
em algum lugar do mundo morre um autor.

Thais Linhares.

***


Defender o roubo de trabalho alheio como "benéfico" , pois "divulga o mesmo", é defender que os fins justificam os meios.

Tampouco é certo que o privilégio em explorar essas obras deva ser dos pirateiros. Os meios para uma forma legítima e que respeite os direitos dos que criam já existe e é usada pelos que realmente amam a arte e cultura e querem vê-la compartilhada de uma forma que a ajude a crescer. 

Os sites de compartilhamento do tipo do Megaupload ergueram os níveis de pirataria na extratosfera oferecendo prêmios em dinheiro aos campeões do Download.

Já vi colegas se queixando de ter suas obras pirateadas com partes cortadas, entre elas as partes onde estavam o crédito dos criadores e editores! (O que derruba sua defesa do roubo de obra alheia pra "ajudar na divulgação")

Também vi obra visual de colega sendo assinada por terceiros, que então se beneficiaram da tal "divulgação", e obra de amigo indo parar na coleção de verão de magazine multinacional.

Os mesmos recursos que valem para aumentar o acesso à todos das obras, estão a disposição de quem o faz de forma legítima. E acaba penalizado por querer fazer do jeito correto e benéfico aos criadores.

Pra quem está recebendo o conteúdo, não faz a menor diferença se o material lhe chega de forma legal ou ilegal (pelo menos nas vezes em que não chega com a qualidade comprometida). A priori. Então não vejo defesa possível de nenhuma pirataria que se apoie apenas nos argumentos que os piratinhas têm apresentado até agora.

A massa do que é pirateado é feito com a pior das intenções, passando por cima da cabeça de quem produz e investe na arte. Os poucos que querem, de fato, ajudar à cultura, evitando atos que prejudiquem os autores, devem tomar cuidado pra não caírem no mesmo saco dos pilantras. 

É justamente quando se torna mais vulnerável, que a arte precisa ter ao seu lado leis que garantam a sua continuidade. Mais do que nunca é preciso fortalecer os direitos autorais. Para que a arte não pare.

"The show must go on!"

Como ganhar dinheiro 2


Meu colega o autor Fábio Sombra, me passou esse link onde a Apple oferece gratuitamente seu programa para criação de ebooks para sua plataforma (atualmente a melhor nos e-readers).

Entra aqui e cria um e-books repleto de recursos interessantes:
http://www.apple.com/ibooks-author/

Depois de editado, já pode disponibilizá-lo na Apple Store e começar a promover e vender teu trabalho autoral,

Veja mais no post anterior "Como ganhar dinheiro".

Ex Libris


Ex libris é aquele selinho que colamos no livro para indicar a quem o exemplar pertence. 

Da Wiki:

Ex libris é uma expressão latina que significa, literalmente, "dos livros". É empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é "propriedade de" ou "da biblioteca de".

É costume colá-lo no verso da capa ou na falsa folha de rosto, que é a aquela primeira página apenas com o título do livro que aparece em alguns impressos, sobretudo os mais antigos com encadernação costurada a mão. 

Coloco aqui meus ex libris no topo da postagem. São três imagens que produzi originalmente em gravuras, com matrizes de chapa de metal gravadas a ácido. 
Mais tarde, esta e outras gravuras, foram adaptadas para ilustrar meu livro "Vovó Dragão".


 Ganhei este costume da Ivone, amiga de infância de minha vó Mary a quem eu muito me afeiçoei. Viramos amigas que compartilhavam amores aos livros. Foi ela quem me apresentou as artes de Edith Holden, a grande mestra inglesa da ilustração em aquarela dos temas silvestres. Junto a Cecily Baker e Beatrix Potter, forma o trio de ouro da arte vitoriana dos livros silvanos.

Aí sobre o texto coloquei o ex libris que fiz para homenagear uma de minhas heroínas, a professora Jane Elliot. Ela tem a cabeça colocada à prêmio pelos racistas norte-americanos por conta de sua cruzada contra a discriminação, contra a tirania e a opressão.

Assista o seu documentário já exibido aqui no Brasil pela Tv à cabo e já disponível na web: "Olhos Azuis".

Antes da professora Elliot, desenhara também esse aí de presente a uma autora de Nova York, a Vicky Shiefman, uma amiga acidental, pois a conheci através do ilustrador Vitor Tavares, quando ela estava aqui no Brasil pela segunda vez. 
Ela vem de vez em quando, e fico envergonhada de não manter um contato mais estreito com ela, que é uma pessoa muito simpática e inteligente. Mas sinto que preciso antes ler sua obra, e lhe mandar esse ex libris pronto. Já o colori, mas ainda não me satisfiz com o resultado. E assim vou demorando, demorando... 
Minha únia dseculpa é minha estranha noção de tempo. Por algum motivo sou capaz de saber a hora do dia sem olhar o relógio. Mas esqueço o ano em que estou, e em que ano aconteceu este ou aquele evento. 
Então, ficar dez anos longe de alguém, ou apenas alguns meses, faz o mesmo efeito pra mim: é como se tudo tivesse acontecido ontem!



Esse ex libris de Eneas em trajes do "Império" foi uma forma de expressar meu carinho à distância, pois moramos em cidades distantes.



Conheci Vanessa através do Eneas, nos divertimos os quatro, eu, ela, N e Davison, esposo de Vanessa, numa tarde dourada no Parque da Redenção. Após uma visita ao paraíso dos artistas em Porto Alegre, a loja Koralle, sentamos na beira do lago para desenhar as árvores com nossos bloquinhos novos. Rimos de tanta bobagem, dividimos filosofias, fizemos arte e comemos sanduíches. A cidade estava coberta de flores e autores, era Feira do Livro.
Vanessa é uma autora que vem se destacando na web. Originalmente era uma autora que nas horas vagas ganhava dinheiro como corretora de imóveis. Mas seu talento chamou a atenção de sites de opinião, e hoje ela é contratada para produzir conteúdo online. Por conta do novo trabalho, foi transferida para São Paulo, marido, dois gatos fofos e tudo. É dela o blogs de opinião Lampertop.


É fácil fazer seu próprio ex libris, bem pequeno e elegante para colar em seus livros, ou fazer pequenos quadrinhos que decorem sua casa. Mas se você topar, eu faço um para você. O preço é você colaborar de alguma forma com o projeto Ler é 10, do Otávio Júnior. Pode ser doando livros ou recursos diversos (dinheiro, equipamento, lanches pras crianças que vão nos eventos literários, ingressos para atividades culturais para as crianças, transporte...é só falar com o Otávio). Entre em contato e ganhe seu ex libris, depois é só fazer quantas cópias quiser, pra enfeitar seus amigos de papel, ou até para incrementar o visual de suas páginas na Web.


Como ganhar dinheiro

você pode conhecer esta obra de amor às crianças 
de um de nossos maiores autores de livros, 
o Luiz Antonio Aguiar
vencedor do Troféu Recordista 2012, 
inúmeras vezes agraciado pela FNLIJ 
com o prêmio "Altamente Recomendável para Crianças".  




Trabalhando a divulgação com o Blogspot e o Utube, usando recursos já existentes na web como o Hotmart e os epubs, dá pra conseguir uma força pras contas do fim do mês. 


Já até imagino o "nojinho" dos pirateiros que acham que autor ganhar dinheiro é "um pecado". Sendo que por autor... querem dizer todos que criam, tem ideias novas, e amam fazer arte... ou seja: TODOS NÓS!!!


Só sendo muito tolo, ou maulandro (com "u" mesmo, já existe o "malandro bom"), pra seguir um raciocínio assim. 


Primeiro porque só pode se dar ao luxo ter nojo de dinheiro quem tem ele sobrando


Segundo porque dinheiro não é nada, é um papel, um "símbolo" que usamos pra manter nossa vida e buscar bem-estar. Quando olho para uma nota de dinheiro eu não sinto nojo nenhum, porque ali na minha mão está o símbolo de horas, dias... anos de trabalho contínuo. Meu trabalho. E meu trabalho é tudo de bom, não tem nada de desonesto ou nojento. 
Não ganho meu dinheiro montando sites onde roubo a obra dos outros, o trabalho dos outros, pra encher o bolso sem trabalhar, nem repassar os direitos de quem criou e investiu na arte. Depois querem falar mal dos "monopólios". Bem, pelo menos os monopólios colocam prazos em seus contratos, e hoje temos a opção de não mais aceitar os contratos ruins que antes tínhamos de engolir por não ter os recursos de distribuição e venda que hoje temos facilmente na Web.


Terceiro, ganhando dinheiro, se sobra algum, aí podemos ajudar muito mais a quem não tem os meios (talentos) para obtê-lo. Gerar empregos, paga impostos, dividir bens, divulgar a cultura brasileira.


E por último: ganhar dinheiro criando coisas boas, que colaboram com o desenvolvimento da humanidade, é show! E nisso vale a pena o país investir. A criatividade de um povo é seu maior tesouro!


Muito melhor do que ganhar (seja em dinheiro ou fama) na vagabundagem, vampirizando o esforço e criatividade dos outros. E os pirateiros querem acabar com isso, obrigando que nunca mais possamos ganhar nada com nosso trabalho criativo.


Para aprender com o livreiro/editor Gato Sabido como criar seu próprio ebook e se auto-publicar na web acesse:


http://blog.gatosabido.com.br/?p=425


E para comercializá-lo do jeito que quiser sem precisar investir nenhum tostão em estrutura de compra e vendas acesse o Hotmart, soluções para produtores de conteúdo digital:


http://blog.hotmart.com.br/


Muito cyber-sucesso pra você!

sexta-feira, maio 25, 2012

Repasses percentuais para os autores

O “problema”



Em uma nota (dia 17 de junho de 2010?) da coluna Gente Boa o Sr Joaquim Ferreira dos Santos colocou na nota intitulada “Ilustradores Unidos”, como um “novo problema dos editores” o fato dos ilustradores requererem direitos autorais dos escritores. A priori a matéria traz dois grandes erros.

Primeiro é que como colocado no texto do jornalista, o problema não seria do editor, e sim do escritor, que já como parte hipossuficiente em contrato de edição, ainda se veria obrigado a bancar os direitos do ilustrador, sem as benesses próprias do investidor de fato. Seria o caso surreal do editor que poderia se dar ao luxo de explorar comercialmente ambas as artes (texto e imagens) sem precisar investir no autor das ilustrações.

O segundo, e mais grave erro, está na própria notícia. Não há absolutamente nenhuma intenção dos ilustradores (enquanto grupo organizado) de pedir que nossos parceiros criativos arquem com uma responsabilidade que é dos nossos editores. Fato aliás, que se ocorrido, se opõe aos princípios defendidos pelas associações que nos representam nacionalmente. Em uma reunião promovida em 2006 pela AEI-LIJ, o assunto foi amplamente debatido e considerado resolvido por escritores e ilustradores de todo Brasil. Ficou assim esclarecido a importância de se reconhecer o carater autoral do ilustrador – o que já é garantido por lei – e que deveríamos nos precaver de contratos que fossem abusivos, inclusive aqueles que tentassem jogar para o escritor o ônus do investimento nas ilustrações do livro.

No entedimento dos autores dos livros (escritores e ilustradores), e também da Lei dos Direitos Autorais, cabe ao investidor o risco do negócio. É o editor que deve repassar ao ilustrador a parte que lhe cabe pela exploração comercial de suas artes em forma de livro.

O tal “problema”, ainda que não possamos chamar assim, é que a ilustração brasileira está amadurecendo tanto em sua qualidade artística, como profissional. A figura do artista ingênuo, alienado do processo de mercado e que assina sem ver as letras miúdas é que está desaparecendo. Enquanto foi possível, alguns editores – em particular o dos grandes grupos comerciais, que praticamente combinaram entre si um mesmo modelo contratual – impuseram contratos de adesão aos ilustradores onde obrigam que se abra mão de todos os diretos autorais sobre suas artes. São contratos de cessão universal, sem absolutamente nenhuma limitação de prazo, local ou mídia (abarcam até mídias futuras, o que é proibido).

Em um contrato de adesão a parte economicamente mais forte não pode impor cláusulas que prejudiquem a parte fraca no objeto do contrato. Logo, como justificar um contrato de licenciamento de direitos autorais que já prevê lucros ilimitados apenas ao editor em regime de cessão integral?

Esses mesmos grupos editoriais que se apossaram do patrimônio de inúmeros artistas – não raramente utilizando de coerção, pois quem se recusa a assinar nos termos impostos é sumariamente descartado – mantém imensos bancos de imagem que licenciam à vontade, em concorrência desleal com os próprios artistas que as produziram.

Esses contratos leoninos, onde ocorre a cessão integral, são distorções grotescas do conteúdo da Lei, e o pior é que do jeito que colocam na redação, o ilustrador inexperiente no jargão da lei fica com a impressão de que é própria Lei dos Direitos Autorais, e não a editora, que o obriga a assinar os tais termos abusivos.

Com o surgimento de novas mídias, vendas de governo e principalmente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos autores, nós os ilustradores, passamos a questionar os contratos abusivos. Agora é mais comum ver o autor visual acompanhado de seu advogado em negociações de uso de imagens.

Ressalta-se ainda que foi graças a esses absoletos contratos leoninos que a ilustração brasileira viu-se amarrada a relações desgastantes de trabalho, que em muito prejudicaram tanto as carreiras individuais dos artistas, quanto a visibilidade da ilustração no panorama da cultura nacional e internacional. Por isso, junto à pressão por contratos justos, estamos conscientizando as editoras de que manter uma relação onde se reconheça e respeite o trabalho do ilustrador também reverterá em maior qualidade no que é produzido. Ganham todos quando a relação é justa e transparente: o editor, os autores e o leitor.



Temos no Brasil três associações que atuam nacionalmente:

A AEI-LIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil; a ABIPRO – Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais e a SIB – Sociedade de Ilustradores do Brasil.

Através destas associações questões de interesse são discutidos, inclusive as relações contratuais e casos de desrespeito aos direitos dos autores. No meio de livros para crianças está a AEILIJ, que acaba de comemorar dez anos de criação. Além de sua forte atuação em eventos e campanhas, a associação mantem uma lista de discussão pública, isto é, aberta a todos que tenham interesse em literatura infantil e juvenil. Foi a partir de discussões desenvolvidas nesta lista que foi convocada a reunião nacional onde firmou-se posição diante da questão do tal “problema” citado na nota.



O mercado de livros no Brasil cresceu por conta de boas políticas públicas de distribuição, além de uma maior conscientização de diversos setores da sociedade para a importância do livro na formação da cidadania. Nosso país é um dos maiores compradores de livros do planeta e isso atraiu a cobiça de grandes grupos editoriais não só nacionais como estrangeiros também. São esses mesmos grupos que se gabam em seus portais na Internet de possuírem vasto catálogo aprovado dentro dos programas governamentais, e também são exatamente eles que impõem aos seus autores (não só aos ilustradores, mas aos escritores também) as piores condições contratuais. Nos encontros recentes do Fórum Nacional de Direitos Autorais a AEILIJ e a ABIPRO, levantaram não só essa questão, mas como o governo, no papel de principal comprador, pode inibir práticas abusivas nos contratos de edição dos ilustradores. Aliás, foi em parte por causa dos editais das vendas, que o ilustrador ganhou um maior reconhecimento. Nas regras dos editais é obrigatório que se estabeleça um contrato de uso das ilustrações que contemple o novo programa e também que se apresente, tanto na forma de créditos visíveis quanto de biografia, os autores ilustradores. Bastante coerente, visto que é isso que obriga a Lei 9610/98 dos Direitos Autorais. Surpreendentemente, muitos ainda eram os editores que simplesmente ignoravam seus deveres no tocante a lida com o trabalho autoral, precisando ser “esclarecidos”. Não se tratava portanto de nada novo”, e sim do fim de um problemão, de verdade.

E aí sim, a nota do Boa Gente acertou em cheio: foi a brecha que precisávamos para fazer valer direitos que já são nossos, garantidos pela Lei que foi criada para tornar possível e digna a produção autoral brasileira.






Para autores, associados ou não, editores e jornalistas que queiram se manter informados sobre questões contratuais além de outros assunto pertinentes à criação, basta contactar-nos em:



www.aeilij.org.br

www.abipro.org

http://thaislinhares.blogspot.com



Temos ainda a lista de discussão sobre Direitos Autorais em:

http://br.groups.yahoo.com/group/direitos_autorais/







Atenciosamente,

Thais Linhares – coordenadora visual da AEILIJ, associada da ABIPRO e ABCA.