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sexta-feira, novembro 02, 2018
Paixão de Ler 2018
Com a Biblioteca Volante da Beth!
Fomos até a Escola Cônego no Jardim América, saindo da Biblioteca João do Rio de Irajá.
Dia 31 de outubro (2018) fiz uma conversa ilustrada com as turmas do Fundamental da Escola Municipal Cônego Fernandes Pinheiro. Quase 90 crianças divididas em grupos menores. Batemos papo, sobre literatura, a arte de escrever, a criança de histórias e personagens e sobretudo a importância de se poder criar as próprias narrativas. Ler e escrever bem
e também cuidar bem de si e do mundo ao redor.
Em seguida, almocei na cantina (melhor almoço do mundo, com feijão, salada, ovo e fruta!) e acompanhei dos leitores que entravam na Biblioteca Volante, comandada pela professora Beth Jóia, que foi quem me orientou durante toda a visita que faz parte do projeto maravilhoso Paixão de LER, uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro que já há vários anos coloca os leitores de várias idades e de todo lado do Rio de Janeiro, em contato com produtores de textos, imagens, teatro, música, saraus poéticos... Criando um potencializador para novos autores, autonomia de criatividade, aprofundamento de saberes e geração de conteúdo! Em resumo: uma festa de cidadania através da cultura. Sempr elevou livros de minha autoria para doar e também levei minha grande lata decorada de carioquices repletas de material de desenho para a criançada, que também sempre pede pra desenhar tão logo termina o encontro! É a parte mais bonita, porque elas correm pros papéis e mural com a cabeça fervilhando das ideias que brotaram do bate-papo e ávidas por ser expressar. Fico muito emocionada nessa hora. Nossas crianças são criativas, cheias de energia, novas ideias, força pra crescer, potencial pra transformar e construir um mundo melhor. Participar de ações iguais a esta me anima, re-energiza e me faz ter muita gratidão por que a produz e também pela existência de crianças tão fofas e geniais que nos enchem de esperança e fé de que se depender delas o futuro será sempre melhor.
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quinta-feira, novembro 21, 2013
O Cordel da Macaxeira
Fiquei muito feliz em ser novamente selecionada para me apresentar no Paixão de Ler – evento promovido para difusão da leitura no Rio de Janeiro, tudo graças à parceria com a AEILIJ.
Desta vez fui oficineira de cordel e gravura.
Nos encontramos no Calouste, com a turma 1305 da Escola Municipal Tia Ciata e alguns participantes adultos.
Ganhei uma sala enorme, com estrutura de ateliê, e podemos espalhar o material sem constrangimento pelas mesas. Todas as crianças puderam criar e produzir com gosto.
Então, usando técnicas próprias de criação e roteiro, coloquei a meninada para elaborar seus próprios versos de cordel. O que foi fácil, dado o grande envolvimento e criatividade deles. Vou dizer que fiquei impressionada! Havia ali bons autores – futuros artistas? Quem sabe. O material criativo eles já possuem, e é uma questão de continuar trabalhando com eles.
Com os versos prontos, entreguei a cada participante cadernos montados na forma de cordel, para que neles escrevessem suas histórias e depois imprimirmos as capas.
Ocorre que a xilo, por usar goivas cortantes, não seria apropriada para uma oficina rápida. Algumas pessoas, ainda não tendo habilidade com as faquinhas, poderiam se cortar. Eu mesma, a primeira vez que fiz gravura (com a idade aproximada daqueles alunos), acabei com uma goiva afiada enfiada na palma de minha mão.
Expliquei então que usaríamos lâminas de macaxeira no lugar da madeira, e pontas secas (palitos de churrasco, no caso) para traçar os desenhos nas matrizes.
Espalhei os suprimentos: tintas, pincéis, papéis para estudos, lápis, borrachas, macaxeiras e até lâminas de batatas (para quem quisesse também experimentar a "batatogravura").
As matrizes foram criadas e carimbadas nas capas dos cordéis!
Nos despedimos, as crianças com suas obras autorais, seus cordéis bem coloridos e poéticos nas mãos, e eu com memórias dos bons momentos no Paixão de Ler.
Muito obrigada, sobretudo a professora Aline Dias! Que elegeu minha oficina para seus alunos. Adorei conhecer vocês, e me senti muito honrada pela sua presença.
A seguir o texto de apresentação de minha oficina do Cordel da Macaxeira:
CORDEL DE MACAXEIRA:
Manigrafia (mani=mandioca + grafia)
Através do princípio muito ecologicamente correto de uso de materiais da terra, e apresentando uma prima da batatografia, imprimimos cordéis de grande bom gosto mediante o emprego de matrizes feitas com lâminas de macaxeira.
Assim o cabra, e a moça, ilustraram seus repentes com bonitas e coloridas imagens. O carimbo de macaxeira, sendo resistente e cheiroso, permitiu uma boa tiragem dos impressos mais arretados que já se viu nestes sertões cariocas de cimento e pedra.
Aí foi: a mandioca, a tinta (plástica comum, não precisaria ser de gravura), grampeador e o papel. No lugar da goiva de metal tradicional, usamos qualquer ponta seca: canetas bic, palitos, colherinhas de café miúdas.
O cordel macaxeira consistiu em duas ou mais folhas de A4 dobras e cortadas para formar o libreto, 1/2 escrito a mão, 1/2 ilustrado.
A vantagem do cordel de macaxeira é que até as crianças pequenas podem fazer, sem perigo de ferir as mãos.
Manígrafa: Thais "da Gota Serena" Linhares
Ilustradora, escritora e gravadora. Associada AEILIJ.
Formada pelo Senai de Artes Gráficas e Bacharel em Artes Plásticas com especialização em gravura pela UFRJ – Escola Nacional de Belas Artes.
Orientações e notícias sobre carreira autoral:
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quinta-feira, novembro 08, 2012
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