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terça-feira, novembro 01, 2016
sábado, junho 26, 2010
Continue sempre assim (Ronney Bunn)
Mago, do meu Tharot.

Recebi esse email. Fiquei feliz, bom saber que se fez algo de bom neste mundão. Uma forma legítima de se retribuir todas essas coisas lindas que recebi e venho recebendo de colegas, conhecidos e desconhecidos.
"Olá Thais
Sou associado da AELIJ há um ano, e recentemente passei a acompanhar o grupo de debates no yahoo. Fiquei um pouco relutante quanto a lhe escrever, mas acabei decidindo que se fazia necessário lhe dar os parabéns pela postura de luta pelos nossos direitos. Nesse curto espaço de tempo na associação, percebi que às vezes, as pessoas perdem um pouco o foco da razão da própria existência da AEILIJ, e não fazem o uso mais adequado desta que poderia ser uma pedra no alicerce de dias melhores para todos os envolvidos na criação literária, particularmente na literatura infanto juvenil. Tenho que admitir que os anos, e as cacetadas pelo caminho, acabaram por me roubar esta sua postura de falar em nome de muitos, que muitas vezes se quer partilham deste sentimento, preocupados que estão somente com seu próprio universo. Não vou me alongar muito, mas recentemente consegui meu primeiro trabalho de ilustração após nove anos afastado do mercado. Estava morando no exterior, e já havia me esquecido de como é mágico colocar linhas e cores no papel, e nem pensava mais nisso. Entretanto, a crise imobiliária do mercado americano, "deu um empurrãozinho" para meu retorno ao Brasil e aos desenhos, e o fato é, que na hora de acertar a remuneração deste primeiro trabalho, foram as suas palavras que me ajudaram a pelo menos não ser muito castigado.
Sendo assim, estou enviando este email, que embora pequeno traduz a importância da sua atuação. Não como profissional, porque seu talento é inegável, mas sim como uma batalhadora, conclamando todos nós a refletir e agir para juntos melhorarmos.
Continue sempre assim
Fico por aqui, tudo de Bunn
Roney Bunn"
Mais tarde, na abertura da Confraria Reinações no Salão do Livro, conheci pessoalmente o Ronney. Um espírito batalhador ele também, com energia e talento de sobra! Sucesso e felicidade pra ti, Ronney! Super obrigada.

Recebi esse email. Fiquei feliz, bom saber que se fez algo de bom neste mundão. Uma forma legítima de se retribuir todas essas coisas lindas que recebi e venho recebendo de colegas, conhecidos e desconhecidos.
"Olá Thais
Sou associado da AELIJ há um ano, e recentemente passei a acompanhar o grupo de debates no yahoo. Fiquei um pouco relutante quanto a lhe escrever, mas acabei decidindo que se fazia necessário lhe dar os parabéns pela postura de luta pelos nossos direitos. Nesse curto espaço de tempo na associação, percebi que às vezes, as pessoas perdem um pouco o foco da razão da própria existência da AEILIJ, e não fazem o uso mais adequado desta que poderia ser uma pedra no alicerce de dias melhores para todos os envolvidos na criação literária, particularmente na literatura infanto juvenil. Tenho que admitir que os anos, e as cacetadas pelo caminho, acabaram por me roubar esta sua postura de falar em nome de muitos, que muitas vezes se quer partilham deste sentimento, preocupados que estão somente com seu próprio universo. Não vou me alongar muito, mas recentemente consegui meu primeiro trabalho de ilustração após nove anos afastado do mercado. Estava morando no exterior, e já havia me esquecido de como é mágico colocar linhas e cores no papel, e nem pensava mais nisso. Entretanto, a crise imobiliária do mercado americano, "deu um empurrãozinho" para meu retorno ao Brasil e aos desenhos, e o fato é, que na hora de acertar a remuneração deste primeiro trabalho, foram as suas palavras que me ajudaram a pelo menos não ser muito castigado.
Sendo assim, estou enviando este email, que embora pequeno traduz a importância da sua atuação. Não como profissional, porque seu talento é inegável, mas sim como uma batalhadora, conclamando todos nós a refletir e agir para juntos melhorarmos.
Continue sempre assim
Fico por aqui, tudo de Bunn
Roney Bunn"
Mais tarde, na abertura da Confraria Reinações no Salão do Livro, conheci pessoalmente o Ronney. Um espírito batalhador ele também, com energia e talento de sobra! Sucesso e felicidade pra ti, Ronney! Super obrigada.
sexta-feira, junho 25, 2010
Senhor Cunha contra os Autores Malvados!

Lendo algumas das propostas no site do http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/ que está aberto a "discussão da reformulação da Lei Brasileira de Direitos Autorais", vi boas colocações, bem lúcidas, o que deu um destaque maior ainda a um trecho que poderia bem concorrer ao título de "tolice do século", colocado por um senhor cuja atividade eu ignoro.
Diz o homem, que tudo que o autor criar é fruto da cultura que ele absorve, portanto, ele está em dívida com a humanidade, e deveria explorar sua criação apenas por um tempo limitadíssimo. E que os parlamentares deveriam proteger a humanidade destes autores malvados... E ainda citou o caso das mega-empresas que compram patentes de remédios para mantê-los fora de uso.
Ai, se ignorância matasse... Mas espere! Ela mata sim!
Estamos prestes a ver o assassinato da produção cultural do Brasil!
Ok, vamos usar a imaginação e colocar o homem aqui, nesta sala acarpetada e pacientemente esclarecer porque sua tolice é de fato tão tola...
Primeiro:
TUDO que é feito, produzido, consumido, repassado, pensado... é fruto do trabalho anterior de outro, é fruto da cultura onde está inserida.
Assim, um médico só consegue operar porque usa o conhecimento de outro médico antes dele.
Só se planta tomates (olha eles aí de novo!) porque milênios atrás alguém descobriu como arar a terra, porque teu vovô comprou essa terra pra você, e porque alguém inventou a moeda e o sistema econômico...
Enfim, TODOS estamos em débito com TODOS, e foram TODOS que combinaram uma cultura capitalista onde se o autor não receber ele não come!!!
Sacou? Ou preciso "desenhar"?
E... "por tempo limitadíssimo" quer dizer o quê?
Um ano?
Um minuto?
Somente o fato, deste direito ter tempo limitado, já é um ônus que passamos. Outros bens, de natureza diversa, não são tirados das famílias.
Você não devolve o terreno onde criou gado por 75 anos, para que o povo possa usufruir do mesmo.
Olha, até que seria justo...
Que tal devolver a casa onde teu avô nasceu, e passá-la a uma família sem teto?
O volume de obras em domínio público é tão grande que nem em tua vida inteira poderia usufruir de 10% dele.
E o acervo cresce imensamente todos os anos, GRAÇAS aos criadores, tão malvados...
Tenho certeza de que você trabalha pensando no futuro de sua família. Deve estar a acumular algum patrimônio, fruto de seu trabalho honesto e suado. Assim, seus filhos terão a chance que você não teve...
Pois é... eu TAMBÉM.
Só que, diferente de você, meu patrimônio é constituído de DIREITOS AUTORAIS.
Estou cuidadosamente negociando contratos (e não é fácil peitar o mercado e os megamegamega editores nestas questões, mas eu sou corajosa, ainda não vi você aqui pra ajudar...) de formas que eu tenha material para minha aposentadoria (é nós autores não temos esses seus privilégios..), e alguma garantia para os meus filhos, que irão cuidar do que criei depois que eu partir para o pó.
Não sei, nem sou obrigada, a acumular bens de outra forma.
Não teria como me dedicar à arte e ao mesmo tempo a outro meio de subsistência, e ainda conseguir a qualidade e dedicação que ofereço.
Pode parar de querer meter a mão no meu bolso?
Quanto às mega-malvadas que seguram patentes de remédios... isso é propriedade industrial (seu ignorante) e não autoral!!!
Na LEI BRASILEIRA DE DIREITOS AUTORAIS você não pode fazer isso! O autor pode, e deve reclamar, se a editora bloquear sua publicação, e é DEVER do produtor/editor/blablador/etc LEVAR AO PÚBLICO A ARTE!!!
Se você, senhor Cunha, tivesse ao menos LIDO a Lei antes de falar besteira...
Um adendo nada a ver:
Choramingam sobre acesso isso, acesso aquilo... mas o que a turma baixa mesmo é Lady Gaga e Crepúsculo.
Enquanto isso estão a elaborar mudança que vai destruir justamente os pequenos empresários (editores, livreiros, gravadoras independentes) e os autores que não têm papai rico pra se lançar.
O senhor Cunha você detesta os autores, somos tão malvados e egoístas!
Mas a verdade, desconfio, é que não tem é talento... e a inveja lhe consome.
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