Mostrando postagens com marcador quadrinhos; mulheres; ilustrações; feminismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quadrinhos; mulheres; ilustrações; feminismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, dezembro 26, 2018

HQ Iemanjá

Esta nasceu de uma memória descrita para mim por Valéria Barbosa (escritora, poema, compositora, liderança na Cidade de Deus). Aqui o processo de cor ainda sem o texto completo.
Conheci Valéria em 2016 durante meus trabalhos ajudando na produção do álbum de quadrinhos da FLUP em homenagem aos 50 anos da fundação da Cidade de Deus – Rio de Janeiro (CDD 50 anos).
Valéria é uma amiga querida e mulher de imenso valor e criatividade. É dela obras importantes dentre estas o livro onde estão registradas as biografias das principais lideranças, talentos e fundadores da CDD.






sexta-feira, setembro 21, 2018

Revista Palavra / SESC – HQ Uma Poderosa Facção

Já publicada a revista Palavra do SESC com minha HQ "Uma poderosa facção", onde homenageio alguns dos Saraus e poetas que costumo acompanhar e a retratar durante as rodas de cultura do RJ.

Versão impressa nos SESCs, a online você pega completa AQUI.


segunda-feira, maio 09, 2016

Artes para a revista Vírus Planetário

Capa edição mais recente,

Capa da época das eleições presidenciais.

Acharam?

HQ inédita, sairá na próx edição (mas com final um pouco diferente deste)


Barata e o monopólio como causa de termos um dos piores transportes urbanos do planeta. Pra que gosta de privatizar serviços públicos...



quarta-feira, setembro 30, 2015

Arte & Ativismo


























A próxima HQ tem três páginas e classificou entre as finalistas da segunda Bienal Internacional de Quadrinhos.





segunda-feira, março 31, 2014

A tarada e a estuprada




Em exibição recente nos cinemas, dois filmes que em comum tinham uma imensa quantidade de mulheres nuas em cenas de sexo.
A mesma carne, nas mesmas práticas ao que a natureza nos moldou.
Uma trepação danada.

O primeiro eu vi em cine de arte, em Botafogo. Arrancou reações horrorizadas da plateia. Houve mulher que se levantasse no meio da sessão para ir embora, tamanho o horror em ver tais corpos assim. Não que houvesse sexo explícito, nem peitolas balançando, ou carnes em choque. Até era sutil, sem closes. Vimos expressões e belíssima fotografia, muito bem dirigida. O uso de metáforas visuais poupavam quem não suporta ver um pênis entrar numa vagina sem ter um tribufunanan.
A história era tocante, profunda e bela. Reveladora da sexualidade feminina, uma obra prima sobre a psiquê humana como só Lars Von Trier sabe destilar. O filme: Ninphomaniaca I.

O segundo eu assisti no blockbuster movie. Exibição nacional, atores caros. Neste o diretor abusou do cafona e pornográfico. Peitolas pra todo lado. Machos enfurecidos a enrabar pin-ups carnudas. Um toque especial na baixaria era o fato de que todos estavam bêbados ou drogados – enquanto fodiam prostitutas e clientes investidores. O filme foi louvado, ninguém se chocou. Era "O Lobo de Wall Street", mais um filme porralouquice do Scorcese.

Chocada fiquei eu.

Por que o segundo filme é bem aceito, com dezenas de cenas onde mulheres são humilhadas e tratadas como lixo, e o primeiro não?

Não muito diferente é o que está acontecendo esta semana, com o lançamento da campanha "Eu não mereço ser estuprada". 

A turma está indignada com a "nudez" das mulheres. A ideia da campanha é começar um importante debate para abalar com o machismo da sociedade brasileira. Ela vem em resposta a uma pesquisa do IPEA que aponta 68% dos brasileiros culpando a vítima do estupro como causadora indireta da violência bárbara a que foi submetida.

Esse fato em si já era o suficiente para abafar o impacto de qualquer nudez engajada, tamanho é o absurdo de tal afirmação.

Segundo mais da metade do povo brasileiro, se uma mulher usa roupa "provocante" ela está instigando o agressor e de certa forma justificando o horror que este monstro fizer com ela.

Esta é uma resposta doentia, resultado do machismo arraigado em nossa cultura. Mulher é sempre culpada, desde Eva. Agradecimentos à culura judaico-cristã e demais religiões misóginas do planeta.

A sexualidade feminina é um tabu. Ela não pode jamais ser expressada ou ao menos insinuada, seja em um decotinho, ou mini saia. Já os homens… Esses tem praticamente a obrigação de trepar em qualquer coisa que se mexa.

Mulher é coisa, homem é bicho.

A turminha está indignada porque na campanha ficou combinado que as mulheres posariam com um cartaz diante do corpo nu, com os dizerem: Eu não mereço ser estuprada. 


Todas as fotos que vi até agora foram extremamente pudicas. O cartaz cobre os seios, nada de púbis ou mamilos a mostra. Muitas lembram fotos artísticas que correm na internet e que costumam receber elogios.

Os homens, em geral, estão recebendo bem. 
Não fazem piadinhas, não ficam "babando" as imagens (que são belas, sim, desejaveis, mas jamais estupráveis!). 

A maioria dos rapazes e senhores apoiam e se solidarizam. 
Eles não são bichos e querem ver suas amigas, esposas, irmãs, filhas, seguras para viverem suas vidas sem ameaças de nenhum tipo. 

Eles são homens, nunca tiveram suas vestes relacionadas a nenhuma ameaça de violência sexual. Vivenciam sua sexualidade com liberdade e são louvados por isso. Sabem o que é certo para uma pessoa viver bem e livre. Entendem o que essas mulheres querem com a campanha.

Mas o que não faltou foram meninas e mocinhas achando uma "apelação", "um absurdo" a nudez das protestantes.

Lembrando:

Não é nudez explícita, é velada;

Não é de nenhuma forma mais chocante do que imagens de posts artísticos;

Posts com heroínas de HQs, pin-ups, e outras feitas especialmente para o público masculino são muito mais "agressivas" e ninguém fala nada!

E, principalmente:

O objetivo da campanha é justamente para atingir estas pessoas que tem esse tipo de mentalidade e fazê-las repensar o porquê delas julgarem de forma tão venenosa as mulheres que vivenciam sua sexualidade de forma adulta e autônoma.

Essas que ficaram horrorizadas com as fotos, são do mesmo time das mulheres que se levantaram e saíram no meio do filme Ninphomaniaca. Não conseguem aceitar que a mulher seja dona de seu desejo e de seu corpo. Que a mulher seja legítima e autônoma, sem estar submetida como um objeto sem direito de decisão, nem submetida a regras castradoras.

Ao invés de criticarem, poderia aproveitar o momento para gritar bem alto: Ninguém merece ser estuprado. Esteja como for, com ou sem roupa. 
E repensar o porque uma mulher livre, feliz e dona do próprio corpo lhe parece tão "errado".

Essa campanha é justamente para você, que mesmo sem perceber, condena a mulher e se coloca entre os 68% dos brasileiros que culpam a vítima.


domingo, janeiro 05, 2014

Quando sexo vira acessório


Será que ninguém aqui reparou que a Disney fazia economia de elenco em suas produções matinais?

Mickey e Minnie são o mesmo ator!
Donald e Margarida também!

Eles filmam o mesmo ator em separado. Primeiro usando acessórios masculinos – nas cenas em que ele interpreta o Mickey. E depois, usando longos cílios postiços, vestido, saltos e fita de cabelo, filmam as cenas em que ele interpreta a Minnie. Então simplesmente fazem a montagem das cenas.

Da mesma forma filmavam as partes de Donald/Margarida. Aliás, o ator (ou atriz, talvez) que faz o pato é o mais versátil de todos! Pois cabia a ele os papéis extras de Vovó Donalda, Tio Patinhas, Patacôncio e Peninha!
Todos esses papéis por apenas um cachê! Disney deveria ter sido processado pelo Sindicato dos Cartoons.

Hoje em dia creio que dificilmente esse tipo de abuso duraria muito. Mas ainda temos que engolir a estereotipização do que é dito como "feminino" e "masculino" nas roupas dos personagens dos cartoons.

Se é pra menino é mais formal, com cortes duros, pretos, azuis, cinzas ou verdes. Se é pra menina é cafona (de doer a vista), arredondados, brancos, rosas, lilases e babados – e o maldito salto alto, mesmo nas heroínas de ação!

Entre numa loja de departamentos, qualquer uma.
Se é prático e confortável é pros cuecas. Se é impossível de lavar e causa deformidades permanentes em seu corpo, é pra muié.

Deve ser o incrível poder burrificante dos acessórios, sem os quais, pobre de nós, não saberíamos a qual sexo "pertencemos". Somos, na vida real, tão alienados de nós mesmos como os cartoons. Dependemos de uma fitinha, bem posicionada, para comunicar ao mundo se temos gônadas côncavas ou convexas.

PS. Outro super segredo da Disney revelado: o Pluto é o irmão mudo do Pateta! Olha que desrespeito com o ator, apenas por conta de uma deficiência física! A Disney é a casa do politicamente incorreto.

PS2. Veja mais deste discurso indignado em: COMO ASSIM "NÃO TEMOS MULHERES QUADRINISTAS?" e na catarse: TAPA NA CARA.

quarta-feira, outubro 30, 2013

Como assim não temos mulheres quadrinistas!?!

Por que não temos mulheres quadrinistas? 
Ilustradoras? Escritoras? Designers?

Será possível que ainda vamos ouvir "essa" pergunta?

Respostas possíveis:

Talvez porque você esteja cego.
Ou não é público leitor.
Ou não sabe nada do meio editorial.
Ou não tinha nada melhor pra perguntar aí tirou essa da caderneta do avô do avô de seu avô quando essa pergunta já era idiota.

Francamente, estamos de ovários implodidos de ouvir essa! 

Dados aos montes:

– são mulheres a maior parte do público leitor;

– a presidência da mais importante entidade promotora da literatura para formação de público leitor é da senhora Beth Serra, que conta com um grupo de mulheres em sua missão. Todos os anos montam os salões do livro por todo país, sendo o do Rio o maior evento do tipo na América Latina;

– foi Laura Sandroni, mulher, autora, quem fundou a FNLIJ!

– a presidência da Academia Brasileira de Letras é de Ana Maria Machado;

– é de Ana Maria Machado o prêmio nobel da literatura infantojuvenil: o Hans Christian Andersen;

– além dos EUA, o Brasil foi o único país que conquistou outro "Hans Christian Andersen". Adivinha quem ganhou antes da Ana? Outra grande mulher: a autora Ruth Rocha;

– é de Lygia Bojunga o segundo maior prêmio no meio, o Astrid Lindgren, que ela usou (é um prêmio milionário) para abrir sua própria casa editorial, com muito sucesso;

– a presença imensa de ilustradoras top na literatura é impossível de não se ver, e admirar! São mulheres que fazem sucesso aqui e fora do Brasil, que estão em mostras e eventos;

– a atual presidência da AEILIJ, e a ante-anterior, foram de mulheres. Anna Claudia Ramos e Sandra Pina, que escrevem, ilustram e também são editoras e produtoras;

– muitas das mais bem sucedidas carreiras nas editoras são de mulheres;

– foi uma mulher, a refugiada judia Eva Herz, que fundou a Livraria Cultura;

É pra continuar? Só se lhe sobrar muito tempo.
Só mais uma dica: de quem são os livros mais amados em vendidos atualmente?
Que tal "Jogos Vorazes"? Que tal "Harry Potter"? Conhece a obra da Diane Wynne Jones, a mais amada entre as favoritas dos autores de fantasia? Ok, não esqueçamos as "50 toneladas de texto ruim" e "Credopústulo" – pode até não gostar mas estão fazendo rios de dinheiro.

Esse desabafo veio depois da divulgação de uma mesa redonda em Frankfurt, onde os debatedores, todos homens, dos quadrinhos, receberam essa pergunta, e responderam com ausência de informação. Com respeito ao grande Maurício de Souza, ele é grande no que faz, mas não tem como comparar seus méritos literários a uma "deusa" do texto como Lygia Bojunga! Esta senhora está muito acima mesmo se juntarmos todo o talento da galera reunida na mesa. E ainda que na prática, não houvesse uma mulher ali sentada com eles, absolutamente nada impede que isso venha a acontecer. Afinal: qual a parte da anatomia que os senhores usam pra desenhar??? (Lembrei de uma piadinha boba dos tempos da faculdade de Belas Artes: "você pinta como eu pinto?")

Quer saber MESMO porque temos "menos" mulheres em quadrinhos e afins?
Primeiro, a pergunta está errada. Teria de ser: porque vemos menos o trabalho das mulheres do que o dos homens?

Aí sim, poderemos responder: 

Porque mulheres são cooperativas, desenham e trabalham ou por prazer ou por sustento, ao passo que homens são competitivos, e não sossegam enquanto não mostrarem para todo mundo quem tem o maior talento – Freud diria que talento aqui poderia ter algo de caráter fálico. 

Mulheres podem ser competitivas, e competimos mesmo. Mas não cedemos à pressão de ter de pavonear nossas artes por aí. Se o fazemos é porque queremos mais oportunidades de trabalhar no que gostamos.

Homens também podem ser cooperativos, e abrir mão de ter seus nomes na cabeça dos créditos, admitindo honestamente que para chegar onde chegaram dependeram do trabalho duro de muita gente, mulheres e homens. Podem até mesmo ser tão cooperativos quanto a maioria das mulheres, e abrir mão, como muitas fazem, de serem louvados por fazer aquilo que vêem como não mais que sua obrigação ou prazer de criar algo bacana. Conheço dezenas de senhores assim. São tão talentosos quando os divas da arte sequencial e outros bambambãs que a mídia se arrepia sobre. Mas não ficamos sabendo deles. 

Isso não os torna, nem a elas, menos talentosos, menos produtivos. 
Admitimos porém, que se eles não se mostrarem mais, como saberemos de suas belas artes e feitos no mundo dos livros e quadrinhos?

Mas, pela graça de Atenas, já chega de perguntar asneiras! Mulheres estão aí no meio artístico muito bem representadas! Muitas vez em maior número. Fenômeno que se reproduz nas universidades, o que tem agora de mulher juíza, delegada, economista…

No fim, são apenas pessoas, superando as expectativas tradicionais de uma sociedade simplória, para viver seus verdadeiros talentos. Pouco importando o sexo ou o gênero.

Certo tá é o Laerte. 

PS. Abaixo links para essa mulheres, que apesar sua grandeza, ainda assim há quem não as ache "grande" o suficiente para considerá-las. Como sempre o velho mimimi d"o meu é maior que o seu":

Eva Herz, fundadora da Livraria Cultura:

Laura Sandroni e o Salão FNLIJ:

Lygia Bojunga, laureada em todo mundo!

Ana Maria Machado:

Ruth Rocha:

A adorada Diane Wynne Jones:

Veja as fotos do início da AEILIJ, a Associação de Escritores e Ilustradores de LIJ, a mais atuante e importante representante da classe autoral de LIJ:

Portfolios bacanas de gurias talentosas, inclusive o meu, é claro!


E além de talentosas são engajadas!
"Adaptada para graphic novel por Irene Nasser e publicada pela ONG Just Vision, “Budrus”, assim como o filme, documenta como moradores da cidade que faz fronteira com o Muro da Cisjordânia conseguiram defender suas terras com resistência e protestos pacíficos quando o muro que separa a Palestina de Israel ameaçou tomar uma parte da aldeia. Mas, dessa vez, ao invés de usar o líder Ayed Morrar como base para a história, o conflito é apresentado através dos olhos de uma garota de 15 anos, Iltezam Morrar, filha de Ayed. "
Veja mais em: http://malaguetas.blog.br/?p=6194#sthash.10Bb3uDi.dpuf
http://malaguetas.blog.br/?p=6194

(… e tais.)

Cansei, é só jogar no Google, que a mulherada talentosa cai na sua cabeça.
Mas pra terminar com chave de coxa, dá uma olhada nesse blog:


Fica o convite para todas minha amigas colocarem nos comentários os links para seus blogs, feitos e artes!





Com essa página eu fui selecionada entre os primeiros na Bienal Internacional de Quadrinhos em BH. Ok? Usei as mãos pra desenhar: nem ovários nem testículos foram requisitados para a tarefa criar no papel. Pelo que sei usamos estes orgãos em outro tipo de criação.