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segunda-feira, março 04, 2019

Aquarela para Marielle Franco


Traço à lápis.
Estudei todas as imagens que pude encontrar da Marielle, ainda que a conhecesse pessoalmente, é importante tentar capturar a essência da pessoa em sua forma visual. Esta foto que vocês podem ver aí na tela é da fotógrafa Thais Alvarenga – do Fotografias Negras.


Usando um papel telado próprio pra aquarela, mergulho só um pouco em água (quanto maior a gramatura, a grossura, do papel, mais tempo fica na água pra absorver e soltar as fibras).
Um papel fino pode apenas molhar e retirar em menos de um minuto.


Com a fita d'água prende sobre uma madeira lisa e limpa.
Essa fita é aquela que se usa pra prender obras de arte em molduras. Não é a crepe e nem a fita marrom – 99% das papelarias não irão entender seu pedido. Essa fita ela só se torna adesiva depois que a face brilhante dela é molhada (use esponja macia ou paninho, ou mesmo espalhando com dedo a água). Você passa água só do lado liso, e ele funciona como os antigos selos ou envelopes do correio, que precisava lamber pra ficar adesivo, quem pegou essa época?

Qualquer outra fita comum, destas que já são adesivas, não servem. Pois enquanto que a fita d'água se torna mais forte e firme com a umidade, a fita comum se enfraquece e deforma.

Algumas pessoas, ao prender a arte no papel, ainda usam taxinhas nos cantos, sobre a fita mesmo, pra fixar melhor.

Isso tudo é pra evitar que enquanto a papel vai secando ele fique reto, sem se deformar. Experimente molhar um papel qualquer e deixar secar sem firmar: ele ficará todo enrugado.

A aquarela, sendo a base d'água, enrugará os papeis que não forem relaxados na água, presos, e postos pra secar bem esticados.

Também se prender o papel sem molhar antes pra relaxar as fibras, elas começarão a soltar quando a aquarela encharcar o papel, e também ficará deformado.

Apenas um papel muito grosso e encorpado, e com pouco encharcamento irá resistir ainda à deformação.



Tendo as linhas do desenho a lápis como guia em começo a pintar. Estou usando aquarela de tubo e pastilha.



Terminada as cores, eu vou esperar secar bem antes de fazer o traço com tinta china (nanquim, tinta preta feita com pó de carvão e estabilizantes).


Uso um pincel fino, de qualidade, pra traçar as linhas. Se a aquarela ainda estiver úmida, vai borrar. Por isso esperei secar bem. Se o pincel não for bem macio, e com ponta fina, vai acabar riscando mal o papel e tirando a delicadeza do traço. Pra quem nunca fez traço com pincel, e se acostumou a usar canetinha,  é normal errar um pouco, mas com o tempo a mão vai ficando super firme mesmo se poder apoiar sobre o papel.


Terminei. O papel e as tintas estão super secos. Até a fita d'água secou e já começa a soltar um pouco.
Eu uso uma régua de aço e estilete pra recortar ao redor da arte e soltar da madeira. Depois arranca o que sobrou preso (as fitas) e limpa com água a madeira, deixa secar pra usar de novo quando precisar. Tenho aqui em casas algumas madeiras em tamanhos diferentes onde estico os papéis.

Escaneei o desenho, aplique um fundo com uma foto que fiz na favela da Maré, e apliquei digitalmente no vestido uma estampa de desenhei (usando canetinha) com a imagem de crianças e flores, algo que sempre me remete à atuação de Marielle, pela vida das crianças e a esperança de cidadania verdadeira pra todos nós. Primeiro eu reduzi muito a saturação (dá pra fazer isso no computador, em qualquer programa! O Gimp, por exemplo, é grátis, livre e resolver demandas mesmo profissionais). Mas achei muito esmaecido, e optei então por aumentar a saturação das cores e ficou assim:



Preparei o arquivo para um formato de saída em impressão de 42cm x 29,7cm (A3), com resolução de 300dpi e modo de cor RGB (que é o usado em tela de TV, computadores e impressões em pequenas tiragens que usam plots e impressoras de rua, bureau, xerox...) – isso porque só será impressa uma única prancha, para a exposição em Campinas organizada pela Thaís Bicudo (repararam que são 3 "thaíses" aqui? Linhares, Alvarenga e Bicudo?), que começa dia 9 de março de 2019 - comemorando o Dia Internacional da Luta das Mulheres (8 de março), em "Elas, as mulheres que mudaram o mundo".

Se fosse pra imprimir uma tiragem grande (1.000 ou mais...), o ideal é usa gráfica que imprime com processo de 4 cores (que vem em latas de tinta de impressão), o CIANO (tipo de azul puro), YELLOW (amarelo puro), o magenta (tipo de rosa super forte) e o BLACK (preto puro): é o modo de cor CYMK.

sexta-feira, agosto 31, 2018

Princesas em GREVE! – eu apoio!


Biografia resumida de Thais Linhares – autora.


Carioca, nascida em 1970. Formada pelo Senai e Escola Nacional de Belas Artes /UFRJ. É da literatura, educação e na área de direitos humanos. Comunicadora do DDH – Instituto de Defensores de Direitos Humanos, atuante nos coletivos Revista Vírus, Revista As Periquitas de quadrinhos feministas e AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Faz poesiagrafia nos Saraus da cidade e quadrinhos memoriais da cultura carioca. Atual mestranda em Conteúdos Digitas na Escola de Comunicação/UFRJ com o projetos HQuebradas – As Sarauzeiras Oníricas. Prêmios mais recentes (2015/2016): White Ravens, Altamente Recomendável e Melhor da Produção para Jovens FNLIJ e Jabuti. Mais recentemente Prêmio Neide Castanha 2018 de direitos humanos para pessoas que atuam na área de defesa e promoção dos direitos da criança e do adolescente, por conta de meu trabalho com a autora Andrea Viviana Taubman no livro "Não me toca seu boboca".



Algumas especializações:
Teatro (Tablado, Andrews, Escola de Música da UFRJ – com apresentações em óperas)
Canto popular e lírico (EM UFRJ, com CD gravado com maestro Ernani Aguiar)
Heresias Medievais / Vitrais Medievais / Sagas e narrativas medievias – Cambridge University/UK
Livro e iluminuras medievais – Faculdade do Mosteiro de são Bento
Ilustração científica, aquarela botânica – Inst. De Pesquisa do Jardim Botânico
Arte Terapia – prof. Ana Carolina (Estácio)
Quadrinhos e cartum – André Brown (Estácio)
Roteiro e revisão de roteiro para cinema e TV – Roteiraria e curso Story, Robert McKee
Desenho de animação – André Leduc, do National Film Board
Desenho de animação, Toom Boom – SENAI
Curso Técnico Especial em Programação Visual (criação e produção gráfica) SENAI (curso integral de dois anos mais estágios)
Bacharel em Artes plásticas pela EBA URFJ, habilitação gravura
Cenografia para TV e cinema, no POP – pólo Jardim Botânico
Justiça de Transíção (aspectos da formação das leis da Diatadura à Democracia) – UNB
Direitos Humanos e Estatuto da Criança e Adolescente – DDH/ CDH Alerj
Direitos Humanos – IFCS
Arte educação / cultura e ocupação da cidade – Se Essa Rua Fosse Minha
Professora de artes, tendo passado pela Fiocruz (EJA), Solar (escola de projetos, no Pavão-pavaozinho, e Liceu de Artes de Ofício - fundamental II e médio).

(outros eu acrescento depois)

Experiência ampla na área de literatura, edição e eventos.
Oficineira e palestrante no SESC, SESI, SENAI e diversas escolas e faculdades públicas e particulares.
Participação frequente em eventos de literatura, quadrinhos, direitos autorais, direitos humanos, gravura e cultura em geral.

Saiba mais http://thaislinhares.blogspot.com 


















Com Hildegard Angel no Instituto Zuzu Angel.




segunda-feira, agosto 27, 2018