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quarta-feira, setembro 23, 2015

Educação em Direitos Humanos

Direitos Humanos é uma acordo entre todos nós da família humana de respeitarmos e protegermos uns aos outros. Cabe, por princípio, que os poderes estatais os defendam e difundam, pelo menos aqueles que assinaram o acordo internacional sobre o tema, e porque desejam se elevar a um patamar civilizatório que promova a paz e o avanço social.

O Brasil ainda se encontra na adolescência do que seria a prática do Direitos Humanos. Aqui a desigualdade social é ao mesmo tempo causa e consequência do desrespeito sistemático à dignidade promovida pelos Direitos Humanos.

A mídia geral, atrelada pelo senso comum, promove uma catástrofe ao atacar "os Direitos Humanos", tendo como alvo sobretudo os defensores institucionais dos mesmos, dando a falsa ilusão de que se nos tornarmos sádicos assassinos iremos "limpar" a sociedade do "mal", e talvez reduzir a violência.
Pecam sistematicamente em olhar a sociedade de forma crítica, avaliando ações e resultados. Há 500 anos que violamos os Direitos Humanos mais básicos dos cidadãos, há 500 anos temos práticas de tortura em quartéis/delegacias/presídos/asilos de idosos, são 500 anos de assassinato e opressão com os mais vulneráveis que prosseguem alimentando um ciclo vicioso de ódio, medo e intolerância. Ajudou?

Dizem que sabemos o grau de civilidade de uma sociedade pela forma como ela trata seus mais vulneráveis. E estes são: as mulheres, as crianças, os idosos, os pobres, os deficientes físicos e mentais, os LGBTT, os loucos, os discriminados por serem minorias sociais e sobretudo, seus prisioneiros e delinquentes. É aí que atuam os Defensores de Direitos Humanos. Porque é no extremo que se marca o início da escala de direitos. Garanta que um simples bandido seja tratado como gente que é, e teremos toda uma sociedade onde a indignidade e abuso não será mais tolerado.

As causas sociais da violência deveriam ser mais debatidas nas escolas, na mídia de tudo distorce, nas praças e nas artes. As maiores causas de violência são as violações de direitos que ocorrem diariamente em nosso país.

Sediado no Rio de Janeiro, o DDH conta com uma equipe de advogados ativistas que cuidam de proteger os cidadãos contra a violação de seus direitos e abusos por parte de agentes de Estado. Cursos de educação em Direitos Humanos também fazem parte de seu rol de atividades.

Existe um programa internacional de educação em Direitos Humanos que está transformando o mundo, o vídeo "Um Caminho para a Dignidade" o apresenta a nós.

No primeiro bloco, vemos como a educação de crianças de sexta a oitava séries, do grupo mais oprimido das castas indianas, os Dalits (Intocáveis), está criando uma sociedade de respeito e cooperação.

 

A seguir, mostra como a educação e engajamento da polícia australiana nos Direitos Humanos aumentou em muito a eficiência da mesma. A polícia de lá, era como a daqui: via o povo com olhos discriminatórios, racistas, como um inimigo a oprimir. Isso afastava e corroía a confiança dos cidadãos na polícia, prejudicava a eficiência das investigações, gerava um prejuízo imenso em processos contra o departamento por causa de abusos policiais.



O treinamento e respeito aos Direitos Humanos por parte da polícia, tornou as ruas mais seguras de verdade pela primeira vez em muito tempo.

O terceiro e último bloco acontece na Turquia, onde somos recebidos por Evram Gul, uma mulher forçada a casar ainda criança com um homem 15 anos mais velho, que a agredia, chegando a chutá-la quando estava grávida de 8 meses de seu primeiro filho. Devido a uma cultura extremamente machista, ela não só não contou com o apoio da família, como esta a perseguiu com armas quando Evram decidiu pedir pelo divórcio para salvar a si e seus filhos.
Neste ponto ela conheceu o projeto de educação em Direitos Humanos focado nas mulheres. Aprendeu a se comunicar melhor, a se impor como pessoa, quais seus direitos, e hoje atua como um exemplo para ajudar outras mulheres vítimas de abusos como ela.




Todo os seres humanos nascem iguais em direito.

É ISSO que significa respeitar e aplicar Direitos Humanos.



A inauguração de audências de custódia em menos de 48h,...
 

...a implementação de cotas para a representatividade melhor do percentual de mulheres na sociedade,...
 
... a criação de Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura...
 
... e o fim das violações decorrentes da revista vexátória em familiares de presos (sobretudo mulheres e crianças), foram algum dos avanços conquistados pelos defensores de Direitos Humanos no Brasil.
Obs, veja como o fim da revista, e o uso de scanners eletrônicos, melhorou tremendamente o bloqueio de entrada de drogas e armas nos presídios clicando AQUI.


O filme não tem legendas em português, por isso eu fiz esses resumos dos blocos. Mas vale a pena acompanhar as lindas imagens feitas pela premiada produtora e diretora do filme, a cineasta ativista Ellen Bruno.

Ele pode ser replicado na reder, desde que apresentados os créditos abaixo e que não se faça uso comercial do mesmo:


CLIQUE AQUI PARA VER O FILME.


Fotos: Ellen Bruno, cineasta, arte-ativista e educadora em Direitos Humanos.
Artes do DDH: Mirim, escritora, ilustradora, designer, cine-animadora-roteirista, arte-ativista e educadora em Direitos Humanos. Coordenadora de Comunicação no Instituto de Defensores de Direitos Humanos – DDH.

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quarta-feira, julho 29, 2015

Aula com Antônio Pedro sobre o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente

Anotações feitas durante a aula dada por Antônio Pedro Soares, da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ aos membros do DDH.
Rio de Janeiro, julho de 2015.















Foto da Laíze Benevides (?):


segunda-feira, junho 15, 2015

Festival do Amanhecer contra a redução da maioridade penal.


Cozinha Arrumada



El Efecto





Anna Ratto


Pedro Luiz


Só pra ter uma ideia da dimensão do evento (enorme! Nota DEZ de organização):


Foram mais de 100 atrações e 14h em ações simultâneas! 5 espaços e várias frentes de cultura e arte. 

Ninguém nasce bandido. Pega-se as oportunidades que a vida dá. Sem apoio social/emocional perde-se muitos nessa vida. A luta é pela aplicação de um política que cuide da juventude, e assim não se deixe eles nas mãos do tráfico (onde se ganha 500 por semana como soldado) ou prostituição, ou outros. A luta é por uma política que não seja demagógica e apenas focada no interesse das empresas que financiam a bancada da bala, que lucra com a violência, o medo e a desinformação dos cidadãos.

ESTUDE sobre as verdades e consequências da redução da maioridade penal. Aqui é um bom lugar pra começar. Ninguém nasce bandido, todos nacemos ignorantes. Estudar SEMPRE antes de formar opinião é importante.



Nada melhor do que um professor para explicar:


Dráuzio, o mais lúcido dentre os nossos, explica e mostra a real:





O vídeo da Jolie está beeeem explicado, até os mais raivosos, 
se se dispuserem a ouvir, irão entender.



Neste debate sobre a redução da maioridade penal (não oficial, já que a bancada da bala sequer se preocupou com isso), o que percebo são muitos adultos agindo como crianças nos debates: xingam, apelam para o medo, apelam para o descontrole emocional. Se mesmo adultos não conseguem decidir com racionalidade, COMO exigem que adolescentes escolham como budas mesmo em face de um cotidiano de ultra violência e abandono?





Curso sobre Educação Popular OAK e DDH

No sábado (14/06/2015) foi oficina sobre Educação Popular.

Facilitadores: 
José Humberto Góes Jr.(Betinho) - Direito Achado na Rua/UNB
Pâmella Passos - IFRJ/DDH


Anotações do curso:






Após o curso, estaica no Bar do Baiacu na travessa do Ouvidor - Rio de Janeiro.
13 de Junho de 2015.

Heloísa, Laíze e um fotógrafo risonho.


Betinho, Thales, Heloísa, Laíze, Thiago e eu.

sábado, maio 23, 2015

Carta aberta aos que promovem linchamentos via redes

Eu sinceramente torço para que quem espalha boataria e acusações a populares na rede pense sobre as consequências – para toda a sociedade, inclusive vocês e suas famílias – do que estão fazendo aqui. Facebook não é tribunal, vocês não são juízes e muito menos assassinos executores. 
Não esqueçam de assumir depois a responsabilidade por tudo de ruim que advir. Inclusive inocentes que ocasionalmente possam a vir ser confundidos com a pessoa "denunciada" no post (que nem ao menos tem como comprovar se é de fato criminosa, ou o grau de envolvimento com o crime, e mesmo que fosse, não se resolve uma violência com outra).
A maioria cede ao medo e se blinda com ódio e ataques. Todos que ameaçam, agridem, esbravejam, o fazem porque estão com muito medo. Medo de morrer. Esse medo os está cegando para as soluções reais.
Parem, pensem, e procurem aprender mais.
A PAZ tem de começar dentro de si.
PAZ para TODOS. Sigam em segurança.


Na imagem, uma família que também foi vítima do ódio, da cegueira, do medo – imagem do bem, podem compartilhar à vontade. A autoria é minha, permito a reprodução acompanhada de meu texto sem edições. Arte inspirada na Madonna de Boticelli.



quarta-feira, maio 20, 2015

O LADO ERRADO




Quando se perceberá que está TUDO ligado?
Morre o ciclista no asfalto esfaqueado, 
o polícial mata o menino Eduardo,
ativista preso, professor espancado. 
Polícia truculenta. Presídio lotado.
Castigo pra menor na boca do deputado,
os Direitos Humanos são desprezados,
Jornal Nacional cria um povo manipulado,
e até hoje o Rafael Braga tá enjaulado!
Nossa "Política de Segurança" tá DO LADO ERRADO.

É o fim da revista vexatória!




Parabéns pela linda vitória
Caiu o veto do Pezão, 
e muitas outras virão.
É o DDH fazendo história.

É o fim da revista vexatória!


quinta-feira, abril 16, 2015

Somos tods Verônica


"Merecer ir pra cadeia" não significa de forma alguma estar exposta à tortura e linchamento enquanto algemada sob custódia do Estado. Se ela cometeu um crime, os policiais cometeram um ainda maior. Então, pela "lógica" animalesca de alguns, esses mesmos policiais agora deveriam ser algemados, surrados por um bando de raivosos e expostos de forma humilhante para o deleite dos sádicos? Tô assustada com a facilidade com que se aceita a violência do Estado contra cidadãos em posição de vulnerabilidade. 

Rosa negra despetalada, é para a capa para o cordel da autora Jarid Arraes relacionado ao abuso sofrido pelaVerônica na delegacia enquanto prisioneira.


Verônica, em cores ou PB. 
Sejamos solidários àqueles que sofrem.
Mexeu com uma, mexeu com todas.

Pra quem ainda insiste que defender Direitos Humanos é "defender bandido"(!?!) recomendo esse vídeo do UOL.