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quarta-feira, dezembro 26, 2018

HQ Iemanjá

Esta nasceu de uma memória descrita para mim por Valéria Barbosa (escritora, poema, compositora, liderança na Cidade de Deus). Aqui o processo de cor ainda sem o texto completo.
Conheci Valéria em 2016 durante meus trabalhos ajudando na produção do álbum de quadrinhos da FLUP em homenagem aos 50 anos da fundação da Cidade de Deus – Rio de Janeiro (CDD 50 anos).
Valéria é uma amiga querida e mulher de imenso valor e criatividade. É dela obras importantes dentre estas o livro onde estão registradas as biografias das principais lideranças, talentos e fundadores da CDD.






quinta-feira, dezembro 06, 2018

Os filhos da FLUP com pai Januário



Dia 5 de dezembro de 2018. Faltando menos de um mês para o Apocalipse. Nos reunimos sob a batuta de Márcio Januário, no acolhedor espaço do Centro Cultural Midrash no Leblon, ZS carioca.

Em comum, o fato de temos sido tornado amigos através da Flup, ou melhor, através do trabalho de Júlio Ludemir e Écio Salles. Somos todos apaixonados uns pelos outros. E neste dia Márcio Januário segurou cada uma das pontas desta rede e juntou. Saí de casa pra rever amigos e acabei vivendo um momento histórico.

Na arte, só faltou incluir a Verônica Lessa (editora/produtora), a Patrícia Hanna (produtora) e a namorada do Raphael Ruvenal, que por não sei que motivo, ele não apresentou ao grupo. Hoje em dia é moda os homi não apresentarem seus afetos. É o terceiro amigo que conheço que leva namorante par avento e mantem ela invisível. 

Nota: perguntar pro gajo aos berros "quem é essa moça?" quando isso acontecer de novo.

Faltou também desenhar os companheiros do Midrash. Mas pode ser noutra ocasião.

Aqui um desenho de data anterior, na FLUP, essa que nos uniu, ocorrida em novembro anterior na Biblioteca Parque Estadual.



São os slammers da Flup.

Obrigada Écio e Júlio.
Amamos vocês.

segunda-feira, dezembro 03, 2018

enquanto houver cerveja e quadrinhos

Quanto maior o livreiro, maior o desconto.
Grandes redes, eu vi, cobravam 80% do preço de capa.
Apenas editoras imensas, com muita "cauda longa", conseguiam segurar essa barra. E apenas com títulos de autores consagrados cuja venda de milhares de exemplares garantiria cobrir esse desconto.
Logo, os livreiros não aceitavam editoras pequenas e seus autores desconhecidos.
Só queriam vender os livros que já tinham venda garantida.
E só tinham venda garantida porque já vinham "vendidos e divulgados". E publicidade é algo muito caro.
Editoras grandes, lançam novos autores sim, mas numa escala que parece pequena pra os milhares que querem entrar no mercado. Apenas parece, pois não é pequena não. Editoras médias e pequenas também trazem novos autores, mas sabendo que terão muita dificuldade em distribuir, pois não serão aceitas nas livrarias. Gastam energia que não tem pra divulgar, montar eventos, promover lançamentos.
EXISTEM eventos e prêmios que ajudam a impulsionar.
EXISTE um fundo de incentivo a leitura (1% da venda de cada livro vai pra ele, criação do Ministro Gilberto Gil que poucos cumprem e ninguém lembra). EXISTEM associações de pessoas maravilhosas se descabelando pra fazer a coisa toda funcionar e daí temos a Aeilij, a FLUP, a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, a Festa Literária de Santa Teresa - FLIST, e por aí vão...
Hoje, mais que nunca, EXISTE a possibilidade de divulgação e distribuição usando as redes digitais.
EXISTE um cenário TODO promovido por AUTORES INDEPENDENTES que montou rede de saraus e feiras "de tudo" onde possibilidades viram realidades novas e excitantes de uma forma literariamente poética.
O que NÃO EXISTE mais é a estrutura original e engessada que fechava muitas das possibilidades que estamos vendo brotar hoje. QUE BOM!
Comemorei a queda dos monopólios. Eu não tinha acesso a nenhum deles, nem como autora, nem como editora e como leitora frustrada. Só lamentarei as dificuldades daqueles que SEMPRE enfrentaram esses cartéis, estão passando agora, juntos na mesma crise econômica/política, e sem um décimo do capital que giro que na mãos dos gigantes poderia ter servido pra criar novas rodas.
Contudo...
Espero que dentro deste nosso imenso esforço em conjunto pra recriar o mercado e circulação do livro e demais artes, também esteja o cuidado para impedir a formação de novos cartéis, pois já tem uns e outros assombrando a gente aí. Aqui também tem de valer o "ninguém larga a mão de ninguém", no melhor estilo de ser do maravilhoso João Carpalhau, que antes de nos deixar ensinou que é possível sim fazer BEM feito incluindo a TODAS E TODOS E TODES E TOD@S.
Nós na foto, no O Velho Mestre - Cervejas Especiais, Duque de Caxias, combinando Mega Gibizeiras com o amado e saudoso João Carpalhau (enquanto houver cerveja e quadrinhos, ele estará sempre conosco).