sexta-feira, março 28, 2014

Ron Mueck



O artista plástico australiano Ron Mueck tem suas obras apresentadas ao público no MAM do Rio de Janeiro.
Confere, ainda este mês.
É pertimitido fotografar, sem flash, e a turma faz a festa.
Aproveita para ver as artes do Benício e Ziraldo no mezzanino – são cartazes dos clássicos da pornochanchada.

Olha as fotos que fiz das obras do Ron:













Editora Cortez comemora seus DEZ anos!

E presenteia a cada um de seus autores com lindas almofadas-capas.

Está é a do livro que ilustrei: "O Pano de Boca" – da querida amiga e grande autora Sandra Pina.




No livro tem um gato, no gato tem um livro!

Tita também curte um boa leitura entre suas sonecas e banhos.

Obrigada à equipe Cortez, obrigada querido editor Amir, é sempre um prazer trabalhar com vocês.


quinta-feira, março 20, 2014

Entrevista na Rádio MEC AM - tema: literatura fantástica

Luiz Antonio Aguiar, Rosa Amanda Strausz, 
eu e o Cadu Freitas no estúdio da Rádio MEC AM.


No "Atualidades" de hoje. Você gosta de Literatura de Fantasia?

O termo abrange trabalhos de escritores, artistas e músicos, desde mitos e lendas até obras mais recentes, conhecidas por uma vasta audiência. Que o diga os sucessos de Jornada nas Estrelas, Harry Potter, Saga Crepúsculo etc. Em recente pesquisa, esse sucesso acontece em bibliotecas públicas em várias regiões, incentivando o gosto pela leitura. Mas existe preconceito sobre o tema?
Convidados:
Thaís Linhares - escritora, ilustradora, quadrinista e especialista em literatura de fantasia;
Rosa Amanda Strausz - jornalista e escritora
Luiz Antônio Aguiar - escritor e mestre em literatura brasileira pela (PUC-RIO)
APRESENTAÇÃO: CADU FREITAS
TÉCNICA: MARCOS INÁCIO
PRODUÇÃO: MARCOS LEITE
COORDENAÇÃO GERAL: LIARA AVELLAR

Ouça no LINK!

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Como conseguir trabalho

Quando em dificuldade de arrumar pedidos para trabalhos, o problema pode ser a falta de uma rede de contato que garantiria que seu nome fosse indicado para os clientes.
A maioria de meus contatos com novos clientes vieram e ainda vêm de indicações feitas por colegas. Uma vez que comece a atender determinado cliente, ele mesmo vira o seu promotor indicando-lhe para outro.

Minha primeira publicação em revista grande foi na Ediouro, porque um colega meu estava trabalhando lá como ilustrador e precisaram de outra pessoa para fazer um personagem e algumas vinhetas para colunas. Foi um longo período criando imagens para colunistas e desenhando o personagem símbolo da Internet.br, o Mouse.

Vários livros vieram quando uma editora, a primeira que trabalhei em literatura, indicou meu nome para outros editores.
É uma forma comum agir em qualquer meio. Quando preciso de um dentista, por exemplo, é na indicação. Pois o aval de um colega de confiança vale muito.

Montar rede de contato, com grupos, encontros, parcerias com colegas que também buscam se promover, poderá ser a ajuda que precisa.

Outro motivo da dificuldade em conseguir os trabalhos pode ser um mal direcionamento de seu talento. Pesquise quais editores, produtores, agências, trabalham com seu estilo. Vejo autores com estilo mais cartum buscando editores que valorizam pinturas mais soltas e vice-versa. Dificilmente irá rola uma parceria aí. 

Existe também a critério oportunidade. De tempos em tempos acontecerá de alguém estar precisando exatamente de seu tipo de produção. E nessa hora será muito conveniente se ele tiver um cartão seu, com seu contato e um link para algum portfolio online, para que ele possa rapidamente lhe encontrar. 

Estar presente nos eventos, mostrando a todos que está por aí, na ativa, ajuda um bocado. Mesmo a presença em algum grupo de discussão ou timeline de Facebook já é um ponto a mais.

Então, as dicas são: 

- formar rede de contatos, para ser indicado;
- apresentar seu material aos editores e clientes que harmonizam com seu estilo;
- mostrar que está disponível para o trabalho.


Boas criações!

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Tudo o que você ganha são direitos autorais





A HQ  "Diário das Feiticeiras" 
é publicada em capítulos no meu blog Grimoire.

Acompanhe as postagens desta e outras HQs 

pela fanpage do facebook.


Tudo que você recebe pelo uso de sua arte (que pode ser a escrita, a desenhada, a fotografada, a composta, a interpretada, e por aí vai) é a sua remuneração de direito autoral. Como esta será feita é o que o contratante e contratado irão combinar e colocar em letra de contrato.

Assim, vocês (autor e editor) são livres para negociar como desejarem. Pode ser um valor fixo pago integralmente no acordo e cobrindo determinado uso e prazo; pode ser percentuais sobre as vendas; pode ser uma mistura dos dois; pode ser com troca de favores; pode ser o que quiser, desde que acordado de forma justa, livre de pressão e coerente com o que se pretende com as artes.

Sobre a "prestação de serviços", ilustradores não atuam como autores: eles são autores. Sempre.

Sobre o risco: ele não tem a ver com o tipo de arte que o autor desenvolve. Ele tem a ver com a possibilidade de se assumir ou não o risco. Quando um ilustrador vai ilustrar, em geral, ele irá parar de 30 a 60 dias, às vezes mais, às vezes menos, para fazer isso. Se ele não receber um valor independente das vendas, ele simplesmente não irá ilustrar, já que precisa fechar as contas do mês enquanto fica à mercê desta produção.

O mesmo valerá para o escritor contratado para fechar um determinado livro, já encomendado pelo editor, em que ele precisará ficar em tempo integral trabalhando no mesmo.

É preciso entender que prática de mercado não é o mesmo que regra. É apenas uma forma de negociar, que se populariza em determinado ambiente comercial, seguindo o que é mais prático e desejado pelas partes. Claro, que se uma parte tem mais poder de barganha que outra, ela irá formar essa prática de acordo com seus interesses, o que pode não ser o melhor para o outro.

Lembrando: o valor que você negocia e a forma de pagamento são livres, e são todas referentes à remuneração pelo direito de editar, publicar e vender – que são os direitos autorais patrimoniais.

Bons livros para todos!





sábado, fevereiro 01, 2014

A Casa da Madrinha

Aquarela, capa para a capa da "A Casa da Madrinha" – ed. Nova Fronteira, escritora: Lygia Bojunga.

terça-feira, janeiro 28, 2014

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Para onde vai a vida? – ed. Lamparina

Eis, em lápis de cor e aquarela, minhas ilustrações para o livro "Para onde vai a vida?" do premiadíssimo Luiz Bras. Aqui é uma proposta socrática sobre o sentido e o usufruto da vida. A magia da literatura usada de forma magistral para um diálogo filosófico de alto nível. Porque crianças são naturalmente filósofas. Ou já viu alguma criança com medo de fazer perguntas? "Aquelas" perguntas?




















segunda-feira, janeiro 20, 2014

O Menino e o Mundo – imperdível!




Existe um adjetivo que reservo apenas para aqueles filmes muito especiais, melhor que os melhores. Obras que enchem tanto os olhos quanto a alma e deslocam alguns passos o eixo de minha caminhada de artista.
Esse adjetivo é: PHODÁSTICO.

Assim, este mesmo, o adjetivo cru  que remete a procriação humana. O filme "O Menino e o Mundo" do Alê Abreu é PHODÁSTICO. Após um espetáculo visual, sonoro e poético – numa técnica primorosa, além de uma verdadeira aula de produção em áudio-visual, a sessão encerrou com salva de palmas dos espectadores, entrecortadas com um fio de lágrimas de canto de olho.

Imagina que essa obra exepcional da cinematografia brasileira, terá apenas uma semana (com sorte duas) em cartaz em uma ÚNICA sala de projeção da cidade (Cine Itaú na Praia de Botafogo) em apenas UM horário (18h)! Ó, porque afinal, as salas brasileiras precisam abrir caminhos para os blockbusters multimilionários que já contam com uma artilharia de marketing ajudando na divulgação. Na sala ao lado, por exemplo, a porcaria "Tarzan" tinha todos os privilégios!

Para não perder "O Menino e o Mundo" – pois vê-lo em DVD ou na TV será abrir mão de um show de visual inegualável mesmo em grandes produções do gênero feitas na França, Japão ou EUA – você precisa correr e reservar seu lugar no cinemão.

A obra conseguiu a façanha de ser selecionada para os principais festivais do mundo, e PAPAR os prêmios internacionais, incluso os de juri popular! Merecia muito mais divulgação e espaço em seu país de origem.


Em resumo: PHODÁSTICO!