quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Tudo o que você ganha são direitos autorais





A HQ  "Diário das Feiticeiras" 
é publicada em capítulos no meu blog Grimoire.

Acompanhe as postagens desta e outras HQs 

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Tudo que você recebe pelo uso de sua arte (que pode ser a escrita, a desenhada, a fotografada, a composta, a interpretada, e por aí vai) é a sua remuneração de direito autoral. Como esta será feita é o que o contratante e contratado irão combinar e colocar em letra de contrato.

Assim, vocês (autor e editor) são livres para negociar como desejarem. Pode ser um valor fixo pago integralmente no acordo e cobrindo determinado uso e prazo; pode ser percentuais sobre as vendas; pode ser uma mistura dos dois; pode ser com troca de favores; pode ser o que quiser, desde que acordado de forma justa, livre de pressão e coerente com o que se pretende com as artes.

Sobre a "prestação de serviços", ilustradores não atuam como autores: eles são autores. Sempre.

Sobre o risco: ele não tem a ver com o tipo de arte que o autor desenvolve. Ele tem a ver com a possibilidade de se assumir ou não o risco. Quando um ilustrador vai ilustrar, em geral, ele irá parar de 30 a 60 dias, às vezes mais, às vezes menos, para fazer isso. Se ele não receber um valor independente das vendas, ele simplesmente não irá ilustrar, já que precisa fechar as contas do mês enquanto fica à mercê desta produção.

O mesmo valerá para o escritor contratado para fechar um determinado livro, já encomendado pelo editor, em que ele precisará ficar em tempo integral trabalhando no mesmo.

É preciso entender que prática de mercado não é o mesmo que regra. É apenas uma forma de negociar, que se populariza em determinado ambiente comercial, seguindo o que é mais prático e desejado pelas partes. Claro, que se uma parte tem mais poder de barganha que outra, ela irá formar essa prática de acordo com seus interesses, o que pode não ser o melhor para o outro.

Lembrando: o valor que você negocia e a forma de pagamento são livres, e são todas referentes à remuneração pelo direito de editar, publicar e vender – que são os direitos autorais patrimoniais.

Bons livros para todos!





sábado, fevereiro 01, 2014

A Casa da Madrinha

Aquarela, capa para a capa da "A Casa da Madrinha" – ed. Nova Fronteira, escritora: Lygia Bojunga.

terça-feira, janeiro 28, 2014

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Para onde vai a vida? – ed. Lamparina

Eis, em lápis de cor e aquarela, minhas ilustrações para o livro "Para onde vai a vida?" do premiadíssimo Luiz Bras. Aqui é uma proposta socrática sobre o sentido e o usufruto da vida. A magia da literatura usada de forma magistral para um diálogo filosófico de alto nível. Porque crianças são naturalmente filósofas. Ou já viu alguma criança com medo de fazer perguntas? "Aquelas" perguntas?




















segunda-feira, janeiro 20, 2014

O Menino e o Mundo – imperdível!




Existe um adjetivo que reservo apenas para aqueles filmes muito especiais, melhor que os melhores. Obras que enchem tanto os olhos quanto a alma e deslocam alguns passos o eixo de minha caminhada de artista.
Esse adjetivo é: PHODÁSTICO.

Assim, este mesmo, o adjetivo cru  que remete a procriação humana. O filme "O Menino e o Mundo" do Alê Abreu é PHODÁSTICO. Após um espetáculo visual, sonoro e poético – numa técnica primorosa, além de uma verdadeira aula de produção em áudio-visual, a sessão encerrou com salva de palmas dos espectadores, entrecortadas com um fio de lágrimas de canto de olho.

Imagina que essa obra exepcional da cinematografia brasileira, terá apenas uma semana (com sorte duas) em cartaz em uma ÚNICA sala de projeção da cidade (Cine Itaú na Praia de Botafogo) em apenas UM horário (18h)! Ó, porque afinal, as salas brasileiras precisam abrir caminhos para os blockbusters multimilionários que já contam com uma artilharia de marketing ajudando na divulgação. Na sala ao lado, por exemplo, a porcaria "Tarzan" tinha todos os privilégios!

Para não perder "O Menino e o Mundo" – pois vê-lo em DVD ou na TV será abrir mão de um show de visual inegualável mesmo em grandes produções do gênero feitas na França, Japão ou EUA – você precisa correr e reservar seu lugar no cinemão.

A obra conseguiu a façanha de ser selecionada para os principais festivais do mundo, e PAPAR os prêmios internacionais, incluso os de juri popular! Merecia muito mais divulgação e espaço em seu país de origem.


Em resumo: PHODÁSTICO!

domingo, janeiro 19, 2014

A Menina e a Bolsa da Menina – ilustrações

Editada pela Lamparina, essa bela publicação fala do feminino, do criativo, do emotivo, do fértil.
A narrativa é poética na letra e no traço.
Usei ecoline muito fluida, a qual permiti romper os limites dos traços, usufruindo da riqueza de informação das sobremanchas.
O lápis de cor e o pastel seco adicionam trimendiosanilidade.
A sobreposição de camadas de imagens fotográficas formam camadas de memórias.
São imagens multidimensionais para um texto que é lido em muitas camadas.

O texto é de Lúcia Castello Branco.



















terça-feira, janeiro 14, 2014

Vovó Dragão – ilustrações

Feitas em gravura em chapa de metal (técnica de água forte) e coloridas com aquarela.

Estas são algumas imagens que fiz para a 2ª edição de meu livro "Vovó Dragão" – Editado pela Nova Fronteira. Selecionado para o PNBE 2007 (ainda na primeira edição, com imagens em preto e branco).