quinta-feira, janeiro 23, 2014

Para onde vai a vida? – ed. Lamparina

Eis, em lápis de cor e aquarela, minhas ilustrações para o livro "Para onde vai a vida?" do premiadíssimo Luiz Bras. Aqui é uma proposta socrática sobre o sentido e o usufruto da vida. A magia da literatura usada de forma magistral para um diálogo filosófico de alto nível. Porque crianças são naturalmente filósofas. Ou já viu alguma criança com medo de fazer perguntas? "Aquelas" perguntas?




















segunda-feira, janeiro 20, 2014

O Menino e o Mundo – imperdível!




Existe um adjetivo que reservo apenas para aqueles filmes muito especiais, melhor que os melhores. Obras que enchem tanto os olhos quanto a alma e deslocam alguns passos o eixo de minha caminhada de artista.
Esse adjetivo é: PHODÁSTICO.

Assim, este mesmo, o adjetivo cru  que remete a procriação humana. O filme "O Menino e o Mundo" do Alê Abreu é PHODÁSTICO. Após um espetáculo visual, sonoro e poético – numa técnica primorosa, além de uma verdadeira aula de produção em áudio-visual, a sessão encerrou com salva de palmas dos espectadores, entrecortadas com um fio de lágrimas de canto de olho.

Imagina que essa obra exepcional da cinematografia brasileira, terá apenas uma semana (com sorte duas) em cartaz em uma ÚNICA sala de projeção da cidade (Cine Itaú na Praia de Botafogo) em apenas UM horário (18h)! Ó, porque afinal, as salas brasileiras precisam abrir caminhos para os blockbusters multimilionários que já contam com uma artilharia de marketing ajudando na divulgação. Na sala ao lado, por exemplo, a porcaria "Tarzan" tinha todos os privilégios!

Para não perder "O Menino e o Mundo" – pois vê-lo em DVD ou na TV será abrir mão de um show de visual inegualável mesmo em grandes produções do gênero feitas na França, Japão ou EUA – você precisa correr e reservar seu lugar no cinemão.

A obra conseguiu a façanha de ser selecionada para os principais festivais do mundo, e PAPAR os prêmios internacionais, incluso os de juri popular! Merecia muito mais divulgação e espaço em seu país de origem.


Em resumo: PHODÁSTICO!

domingo, janeiro 19, 2014

A Menina e a Bolsa da Menina – ilustrações

Editada pela Lamparina, essa bela publicação fala do feminino, do criativo, do emotivo, do fértil.
A narrativa é poética na letra e no traço.
Usei ecoline muito fluida, a qual permiti romper os limites dos traços, usufruindo da riqueza de informação das sobremanchas.
O lápis de cor e o pastel seco adicionam trimendiosanilidade.
A sobreposição de camadas de imagens fotográficas formam camadas de memórias.
São imagens multidimensionais para um texto que é lido em muitas camadas.

O texto é de Lúcia Castello Branco.



















terça-feira, janeiro 14, 2014

Vovó Dragão – ilustrações

Feitas em gravura em chapa de metal (técnica de água forte) e coloridas com aquarela.

Estas são algumas imagens que fiz para a 2ª edição de meu livro "Vovó Dragão" – Editado pela Nova Fronteira. Selecionado para o PNBE 2007 (ainda na primeira edição, com imagens em preto e branco).






terça-feira, janeiro 07, 2014

CAARJ pelo fim do uso obrigatório do terno!


Atendendo à convocação do Marcello Oliveira, ofereço minha contribuição a uma campanha pelo bom senso no vestuário em cidades como a nossa. Onde há poucos dias a sensação térmica era de 50º!

Todos os anos vemos esse sacrifício, sem sentido, do bem estar e saúde de pessoas que, para o exercício de sua profissão, são obrigadas a se torturarem dentro de ternos pesados e sufocantes.

Não é o terno que o tornará mais eficiente. E não é essencial o seu uso para se apresentar de forma elegante e respeitosa. Temos urgência de novos modos de vestir que não prejudiquem os profissionais.

Basta usar bom senso para entender que não é possível lutar contra o clima! O clima não mudará, mas podemos mudar nossa forma de vestir.

Eliminando o uso obrigatório dos ternos!
Usando cores claras e tecidos mais leves!

Todos juntos por esta campanha do CAARJ!


segunda-feira, janeiro 06, 2014

Direitos autorais dos ilustradores – lembrar é preciso.



O “problema”



Em uma nota (dia 17 de junho de 2010?) da coluna Gente Boa o Sr Joaquim Ferreira dos Santos colocou na nota intitulada “Ilustradores Unidos”, como um “novo problema dos editores” o fato dos ilustradores requererem direitos autorais dos escritores. A priori a matéria traz dois grandes erros.

Primeiro é que como colocado no texto do jornalista, o problema não seria do editor, e sim do escritor, que já como parte hipossuficiente em contrato de edição, ainda se veria obrigado a bancar os direitos do ilustrador, sem as benesses próprias do investidor de fato. Seria o caso surreal do editor que poderia se dar ao luxo de explorar comercialmente ambas as artes (texto e imagens) sem precisar investir no autor das ilustrações.

O segundo, e mais grave erro, está na própria notícia. Não há absolutamente nenhuma intenção dos ilustradores (enquanto grupo organizado) de pedir que nossos parceiros criativos arquem com uma responsabilidade que é dos nossos editores. Fato aliás, que se ocorrido, se opõe aos princípios defendidos pelas associações que nos representam nacionalmente. Em uma reunião promovida em 2006 pela AEI-LIJ, o assunto foi amplamente debatido e considerado resolvido por escritores e ilustradores de todo Brasil. Ficou assim esclarecido a importância de se reconhecer o carater autoral do ilustrador – o que já é garantido por lei – e que deveríamos nos precaver de contratos que fossem abusivos, inclusive aqueles que tentassem jogar para o escritor o ônus do investimento nas ilustrações do livro.

No entedimento dos autores dos livros (escritores e ilustradores), e também da Lei dos Direitos Autorais, cabe ao investidor o risco do negócio. É o editor que deve repassar ao ilustrador a parte que lhe cabe pela exploração comercial de suas artes em forma de livro.

O tal “problema”, ainda que não possamos chamar assim, é que a ilustração brasileira está amadurecendo tanto em sua qualidade artística, como profissional. A figura do artista ingênuo, alienado do processo de mercado e que assina sem ver as letras miúdas é que está desaparecendo. Enquanto foi possível, alguns editores – em particular o dos grandes grupos comerciais, que praticamente combinaram entre si um mesmo modelo contratual – impuseram contratos de adesão aos ilustradores onde obrigam que se abra mão de todos os diretos autorais sobre suas artes. São contratos de cessão universal, sem absolutamente nenhuma limitação de prazo, local ou mídia (abarcam até mídias futuras, o que é proibido).

Em um contrato de adesão a parte economicamente mais forte não pode impor cláusulas que prejudiquem a parte fraca no objeto do contrato. Logo, como justificar um contrato de licenciamento de direitos autorais que já prevê lucros ilimitados apenas ao editor em regime de cessão integral?

Esses mesmos grupos editoriais que se apossaram do patrimônio de inúmeros artistas – não raramente utilizando de coerção, pois quem se recusa a assinar nos termos impostos é sumariamente descartado – mantém imensos bancos de imagem que licenciam à vontade, em concorrência desleal com os próprios artistas que as produziram.

Esses contratos leoninos, onde ocorre a cessão integral, são distorções grotescas do conteúdo da Lei, e o pior é que do jeito que colocam na redação, o ilustrador inexperiente no jargão da lei fica com a impressão de que é própria Lei dos Direitos Autorais, e não a editora, que o obriga a assinar os tais termos abusivos.

Com o surgimento de novas mídias, vendas de governo e principalmente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos autores, nós os ilustradores, passamos a questionar os contratos abusivos. Agora é mais comum ver o autor visual acompanhado de seu advogado em negociações de uso de imagens.

Ressalta-se ainda que foi graças a esses absoletos contratos leoninos que a ilustração brasileira viu-se amarrada a relações desgastantes de trabalho, que em muito prejudicaram tanto as carreiras individuais dos artistas, quanto a visibilidade da ilustração no panorama da cultura nacional e internacional. Por isso, junto à pressão por contratos justos, estamos conscientizando as editoras de que manter uma relação onde se reconheça e respeite o trabalho do ilustrador também reverterá em maior qualidade no que é produzido. Ganham todos quando a relação é justa e transparente: o editor, os autores e o leitor.



Temos no Brasil três associações que atuam nacionalmente:

A AEI-LIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil; a ABIPRO – Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais e a SIB – Sociedade de Ilustradores do Brasil.

Através destas associações questões de interesse são discutidos, inclusive as relações contratuais e casos de desrespeito aos direitos dos autores. No meio de livros para crianças está a AEILIJ, que comemora quinze anos de criação. Além de sua forte atuação em eventos e campanhas, a associação mantem uma lista de discussão pública, isto é, aberta a todos que tenham interesse em literatura infantil e juvenil. Foi a partir de discussões desenvolvidas nesta lista que foi convocada a reunião nacional onde firmou-se posição diante da questão do tal “problema” citado na nota.



O mercado de livros no Brasil cresceu por conta de boas políticas públicas de distribuição, além de uma maior conscientização de diversos setores da sociedade para a importância do livro na formação da cidadania. Nosso país é um dos maiores compradores de livros do planeta e isso atraiu a cobiça de grandes grupos editoriais não só nacionais como estrangeiros também. São esses mesmos grupos que se gabam em seus portais na Internet de possuírem vasto catálogo aprovado dentro dos programas governamentais, e também são exatamente eles que impõem aos seus autores (não só aos ilustradores, mas aos escritores também) as piores condições contratuais. Nos encontros recentes do Fórum Nacional de Direitos Autorais a AEILIJ e a ABIPRO, levantaram não só essa questão, mas como o governo, no papel de principal comprador, pode inibir práticas abusivas nos contratos de edição dos ilustradores. Aliás, foi em parte por causa dos editais das vendas, que o ilustrador ganhou um maior reconhecimento. Nas regras dos editais é obrigatório que se estabeleça um contrato de uso das ilustrações que contemple o novo programa e também que se apresente, tanto na forma de créditos visíveis quanto de biografia, os autores ilustradores. Bastante coerente, visto que é isso que obriga a Lei 9610/98 dos Direitos Autorais. Surpreendentemente, muitos ainda eram os editores que simplesmente ignoravam seus deveres no tocante a lida com o trabalho autoral, precisando ser “esclarecidos”. Não se tratava portanto de nada novo”, e sim do fim de um problemão, de verdade.

E aí sim, a nota do Boa Gente acertou em cheio: foi a brecha que precisávamos para fazer valer direitos que já são nossos, garantidos pela Lei que foi criada para tornar possível e digna a produção autoral brasileira.






Para autores, associados ou não, editores e jornalistas que queiram se manter informados sobre questões contratuais além de outros assunto pertinentes à criação, basta contactar-nos em:



www.aeilij.org.br

www.abipro.org

http://thaislinhares.blogspot.com



Temos ainda a lista de discussão sobre Direitos Autorais em:

http://br.groups.yahoo.com/group/direitos_autorais/







Atenciosamente,

Thais Linhares – secretária geral da AEILIJ, associada da ABIPRO e ABCA.

domingo, janeiro 05, 2014

Quando sexo vira acessório


Será que ninguém aqui reparou que a Disney fazia economia de elenco em suas produções matinais?

Mickey e Minnie são o mesmo ator!
Donald e Margarida também!

Eles filmam o mesmo ator em separado. Primeiro usando acessórios masculinos – nas cenas em que ele interpreta o Mickey. E depois, usando longos cílios postiços, vestido, saltos e fita de cabelo, filmam as cenas em que ele interpreta a Minnie. Então simplesmente fazem a montagem das cenas.

Da mesma forma filmavam as partes de Donald/Margarida. Aliás, o ator (ou atriz, talvez) que faz o pato é o mais versátil de todos! Pois cabia a ele os papéis extras de Vovó Donalda, Tio Patinhas, Patacôncio e Peninha!
Todos esses papéis por apenas um cachê! Disney deveria ter sido processado pelo Sindicato dos Cartoons.

Hoje em dia creio que dificilmente esse tipo de abuso duraria muito. Mas ainda temos que engolir a estereotipização do que é dito como "feminino" e "masculino" nas roupas dos personagens dos cartoons.

Se é pra menino é mais formal, com cortes duros, pretos, azuis, cinzas ou verdes. Se é pra menina é cafona (de doer a vista), arredondados, brancos, rosas, lilases e babados – e o maldito salto alto, mesmo nas heroínas de ação!

Entre numa loja de departamentos, qualquer uma.
Se é prático e confortável é pros cuecas. Se é impossível de lavar e causa deformidades permanentes em seu corpo, é pra muié.

Deve ser o incrível poder burrificante dos acessórios, sem os quais, pobre de nós, não saberíamos a qual sexo "pertencemos". Somos, na vida real, tão alienados de nós mesmos como os cartoons. Dependemos de uma fitinha, bem posicionada, para comunicar ao mundo se temos gônadas côncavas ou convexas.

PS. Outro super segredo da Disney revelado: o Pluto é o irmão mudo do Pateta! Olha que desrespeito com o ator, apenas por conta de uma deficiência física! A Disney é a casa do politicamente incorreto.

PS2. Veja mais deste discurso indignado em: COMO ASSIM "NÃO TEMOS MULHERES QUADRINISTAS?" e na catarse: TAPA NA CARA.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Amar o trabalho deve ser um pecado terrível!

Cactus - ilustradores botânicos, em geral, não recebem por seu trabalho, sabia? Estão na fronteira dos dois campos menos valorizados no Brasil: arte e ciência.


Queria saber em que livro de regras está escrito que para receber salário tem de detestar o próprio emprego. Ou que para poder cobrar pelo seu trabalho é necessário encarar este como um sacrifício, algum tipo de ordálio cristão do dia-a-dia.

Sim. Este é meu desabafo contra todos que consideram que trabalhar com arte é algo "tão bom que não tem preço". Que artistas deveriam agradecer pela "oportunidade de aparecerem", e nem uma moedinha a mais, pois, todos sabemos, eles são todos narcisistas galopantes movidos sobretudo aos vapores do ego.

Amigos e amigas que possuem empregos "de verdade": não somos narcisistas. Mas entendo que a maioria de nós seja. E que alguns até exageram. Mas narcisista não significa papa-vento. Mesmo o mais egóico dos criativos precisa se alimentar e pagamos as mesmas contas que vocês. Vejam só: não recebemos luz, água e internet de graça. Todo mês passamos parte do que ganhamos – com nossa arte – para as contas da Light, Cedae e provedores de rede.

E o fato de amarmos o que fazemos é um bônus conquistado às custas de muita coragem e batalha diária. Fazer o que se gosta não é um pecado pelo qual temos de pagar abrindo mão de nossa remuneração.

Está na constituição federal: todo trabalhador tem direito ao seu rendimento.
Não é seu sorriso ou benevolência, ao oferecer "divulgação" que irá tirar nosso direito constitucional.

Essa brotou no canteiro diante de casa.


E é de revirar o estômago quando alguém vem com aquele papo meloso de que os artistas tem de doar sua arte, invariavelmente em eventos onde o buffet que serve as mesas é pago, o transporte dos equipamentos é pago, a iluminação e aluguéis das peças é pago, o aluguel do espaço é pago e, acima de tudo, o organizador papo-melozo é o mais bem pago de tudo isso!

É de dar triplo nojo quando somos convocados para concursos picaretas onde, se nós formos muito, mas muito bons mesmo, ganharemos o incrível "prêmio" de ter nossa arte utilizada indefinidamente sem que recebamos o valor honesto pela nossa criação. Na realidade esses concursinhos são uma forma pilantra de conseguir arte de graça, colocando os artistas em posição mendicante.

Se fulano não tem grana para pagar um profissional de forma séria e honesta, que então vá ele mendigar uma doação a um artista com tempo livre para ajudar. Inverter tudo, fazendo parecer que está a "ajudar a um jovem talento a se provover" é uma tremenda cara-de-pau!

Que tal abrir mão do seu salário de trabalho "detestável" ante de pedir que eu desista do meu?

Ou seja honesto: diga que está pedindo um favor e, quem sabe, fazemos uma troca.

Sério, uma vez um homem pediu-me para lhe fazer ilustrações para um RPG (Role Playing Game, não a ginástica, ok) com a irrecusável oferta de colocar minha assinatura nas artes – ohhh! Lei do Direitos Autorais manda um olá! Fiz uma contraproposta muito melhor: eu faria as imagens e ele faria um mês de faxina em minha casa, cuidaria de meus filhos (levando e trazendo da escola, servindo almoço), me liberando para fazer o trabalho que pedira.

Um mês de faxina e babysitteragem custava bem menos do que o valor das artes que ele me pedia. Não entendi por que ele recusou.

SQN! Entendi que na cabeça dele meu trabalho é "diversão", logo, não merece ser pago. Agora, queria entender em que categoria se encaixa a galhardice dele.

Este texto foi uma forma de lavar a alma de meus amigos, ilustradores, designers, escritores, músicos, roteiristas, produtores, editores, professores, poetas, quadrinistas, cineastas, etc e tais – que amam tanto o que fazem que às vezes esquecem de cobrar.

PS.Gratidão é a maior virtude. Conheça (e compre, livro é o melhor presente) minhas obras como escritora:

LIVROS DE THAIS LINHARES (aqui você vê todos os títulos onde também sou a escritora, mas são mais de cem como ilustradora).

ONDE COMPRAR VOVÓ DRAGÃO – meu livro mais famoso, premiado e adorado por todas as gerações. Já em nova edição ampliada, impressa e ebook. Suas artes foram selecionadas em 2013 para o BIG – Asia, evento que reúne o melhor do conteúdo mundial para crianças e jovens.

PS.2. Aprofunde seu conhecimento sobre esse espinhoso assunto, lendo também:

EFEITO VALA – para quem se engana achando que cobrando migalhas irá fazer carreira;

VALOR DE ARTE ORIGINAL E DOAÇÕES – porque são poucos os que entendem o valor de um original;

CONTRATO DE AUTOR – porque é assim que se comercializa arte;





segunda-feira, dezembro 30, 2013

Marta Reis trabalha a SOLIDARIEDADE em projeto de leitura

Olha que bacana o trabalho da autora Marta Reis, com quem trabalhei ilustrando sua história "Uma Viagem Inesquecível" – Geração Editorial!


Boa tarde a todos.

Compartilho com vocês um projeto que desenvolvi ao longo de 2013 na E.M. Aurélio Buarque de Holanda - PBH: Uma Viagem Inesquecível pelas Trilhas da Leitura e da escrita. Tal projeto partiu do interesse de meus alunos do sétimo ano por minha literatura. O projeto inclui leitura, ilustração e escrita de: poemas, contos, livro infantil ilustrado, livro ilustrado com o tema SOLIDARIEDADE e livro impresso com poemas e contos. Lógico, cada produção escrita dos educandos só aconteceu após muita leitura e preparação. Também refletimos muito sobre temas como: solidariedade, não prática de bullying, cuidado com o lugar onde se vive e a convivência pacífica com todos. Os contos tiveram tema livre, mas os poemas tiveram o tema da Olimpíada de Língua Portuguesa - escrevendo o futuro que é: O Lugar Onde vivo.

No final do ano - dia 29/11/13 - fizemos um bonito evento para culminância do projeto com: exposição de todos os trabalhos, apresentações de alunos e professores artistas da escola. Além do livro impresso com textos dos alunos, também fizemos marcadores de páginas com os poemas que estavam no livro. No marcador de páginas, anexamos sementes de ipê e orientamos a todos que as plantassem, já que o sonho de cada semente é florescer. 

Ressalto que Uma Viagem Inesquecível  é um livro infantil de minha autoria, ilustrado pela Thais Linhares e publicado pela Geração Editorial. Este foi o ponto de partida de nosso trabalho. Depois trabalhamos alguns contos de minha autoria - publicado no e-book Memorial de Sombras e Ipês pela EMOOBY/Portugal. Além de leitura de livros da biblioteca de vários autores.

Tal projeto só foi possível porque contamos com apoio total da direção da escola, coordenadores, escola integrada e de todos funcionários. Foi um evento lindo, elogiado por pais, lideranças de ONG's,vários profissionais da escola e até de professores universitários. Alguns pais, empolgados, levaram o projeto para faculdades onde estudavam para mostrar aos seus professores. E, o mais importante: conseguimos incentivar nossos alunos  a gostar de ler e escrever. Sem dúvida, trabalhamos e crescemos muito ao longo deste ano de 2013.

Seguem algumas fotos da culminância do projeto. Solicitamos divulgação, se possível.

Um Feliz 2014 para todos, pleno de realizações.

Marta Reis
Professora/poeta/escritora
Vice governadora AIPOM/MG
Embaixadora Universal da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix Suisse/France

sábado, dezembro 21, 2013

Rosa Amanda Strausz, eu, em entrevista com Katy Navarro no CONVERSA com o AUTOR Rádio EBC





FELIZ NATAL leitores e ouvintes!

Sabemos que Papai Noel traz presentes (ainda que de forma nojentamente seletiva) para as crianças. Mas aqueles que foram muito peraltas não ganham nada...
Aliás, ganham sim!

Uma visita do Tonton Macoute, o velho do saco, que vem pra levar quem não obedeceu papai e mamãe.

Estas, outras histórias assustadoras e, para açucarar, algumas bem fofas,  são comentadas por Rosa Amanda Strausz e eu no programa CONVERSA COM O AUTOR, que gravamos com a Katy Navarro na Casa da Leitura, está disponível no portal da EBC, na página da MEC AM no endereço http://radios.ebc.com.br/conversa-com-o-autor

Rosa Amanda...

 Thais Linhares...


...Katy Navarro!

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Tapa na cara



Imagina se toda banca de jornais, toda mídia, toda arte, tivesse homens nus, representados como objetos sexuais, nas revistas, nos quadrinhos, nos filmes, nos anúncios. 

Cresci em uma sociedade onde a mulher é vendida como peixe.

Pessoalmente, é como receber um tapa na cara, todo dia, todo lugar.

Cada vez que abro um poster da Marvel com mulheres peitudas com cara de "me come", ou a capa de qualquer revista vendendo qualquer coisa, associada a uma mulher com lordose, em uma posição humanamente impossível, simulando um ato sexual com algum incubus invisível, preciso combater esses demônios externos para impedir que minha autoestima desça um degrau.

Queria saber se esse mal estar só acontece comigo, ou se outros humanos compartilhariam a mesma sensação.

Você, humano, se visse seus "valores" reduzidos à excitação sexual que seu corpo provoca, como se sentiria?

Não se trata de uma crítica.
Ainda.

Usar apelo sexual para manipular a audiência é um velho truque que a mídia, que nós, artistas, sabemos muito bem como usar.
Eu sei como usar. E já usei. Funcionou.
Com os homens, é claro. Eu não compraria.

Por isso minha pergunta: comprariam um livro/cartaz/obra de nus masculinos em situação de puro apelo sexual?

Porque sinto repulsa por livros/revistas/cartazes onde mulheres são colocadas como bifes temperados com hormônios.
E não se passa um dia sem que eu veja um post de algum colega artista mostrando o clichê batido da gostosa com lordose, chupando o dedo, com ou o peito ou a bunda de fora (ou os dois).

Este mês não quis adquirir o livro de um querido amigo.
O livro inteiro é de imagens de "gostosonas".
Eca.

Repara só:
Gostosa "qualifica" a pessoa como "comestível", "consumível".

Ok, adoro quando meu namorado me chama de gostosa. Mas a imagem de uma pessoa, transformada em algo consumível em uma página de revista, é patético.
Não pela "transformação em si", mas pelo que ela implica culturalmente.
Meu namorado é gostoso.
Mas ele não é consumível, nem existe apenas para "me satisfazer"!
É o fato dele ser um homem inteligente, generoso e antenado, o que faz com que eu o ame. Eu o admiro, quero compartilhar de seu mundo, e se eu puder ajudar, quero vê-lo feliz.

Não é bem isso que esses caras que colocam mulheres nas capas querem.
Não há nada ali que mostre algum apreço pela pessoa retratada.
É apenas pelo prazer imediato e descartável que um corpo (sem alma) pode proporcionar. O tempo de uma "aliviada". Nada mais.

E se você, rapaz, fosse diariamente retratado como nada mais que um "consolo" descartável?

Cara... isso é brochante.
Machismo é a coisa mais brochante que existe.
Além de ser patético.
Algo que minimiza qualquer homem aos meus olhos.

Não me imagino expondo minha taras sexuais aqui, nem em imagens, nem em comentários.

Imaginem vocês, as artistas e as publicitárias colocando na mídia um desfile de saradões, com poses acrobáticas, contextualizados como meros brinquedinhos sexuais das mulheres?

A mulherada transpira,  enquanto os homi pira!

Imagine, você, rapaz, menino, com cinco anos, vendo isso na sua cara, todo dia, em todo lugar, até nas prateleiras dos brinquedos?

Olha aí o "comandos em ação" – só que "ação" aqui seria de outro tipo e submetido à aprovação e controle das meninas.

Expor seu desejo sexual por mulheres "objetos", esfregando-o na cara de todo mundo, está longe de ser uma prática socialmente sadia. Expô-lo como afirmação de uma suposta "superioridade" de um gênero, em relação ao outro, é cruel. É podre.

Entendo que certos mercados (pornô) estão aí para isso.
Entendo que, dependendo da obra, o nu precisa estar presente, e muitas vezes dentro de um contexto onde a sexualidade é bem justificada pela narrativa.

Entendo que o nu, por si só não ofende.

Aliás, deveria ser melhor aceito – e não ser alvo de uma dinâmica insana onde ora é reprimido, ora é transformado em mercadoria ou bem público!

Reparem como é tranquilo e honesto o estilo de vida naturista.
Todo mundo nu. Nada de humilhação ou dominação.
Nem mesmo a roupa está ali para objetificar você (pois é, dependendo de como se usa, roupa também rouba sua alma).

Infelizmente estamos anos luz de tratar nossa sexualidade, essa "coisa" tão vital e importante, de forma sadia para todos. 

Mas essa "prática" de representar a mulher (e eu sou uma!) como se fosse "um orifício para aliviar homens de seus impulsos sexuais" e nada mais, está em TODO lugar.
Está em propaganda de comida, bebida, remédio, clube, carro, sapato...!
Até mesmo em imagens e brinquedos voltados para crianças e jovens!
ARRRGH, chega #$@%!!!!

Ontem fui com meu namorado ver o filme Gravidade.

Como fã de astronáutica desde sempre, amei o filme, é claro!
Meu sonho de infância era ser astronauta.
Cheguei a conhecer com a doutora Mae C. Jemison, da NASA, pouco tempo antes dela subir em órbita. Conversei com ela, pedi orientações, mesmo que no fundo eu soubesse que esse era um sonho inviável na minha realidade terceiromundista.
Fui para faculdade de astronomia buscando a "melhor opção após essa".

Delirei com o filme Gravidade.

Só depois que fui perceber a fuga do padrão Róliudi: a protagonista mulher em um filme de pura ação.
E o mais inusitado nesse tipo de produção: agindo como uma mulher NORMAL!

Nada de super poderes ou ninja weapons para justificar sua linha narrativa. Nada de afetações, beicinhos ou cabelos de anúncio de xampu. Nem mesmo músculos bombados, antinaturais em 99% dos humanos (sejam estes machos ou fêmeas).
A única cena que poderia ser, e mesmo assim bem pouco, de apelo sexual, é a que ela se livra do traje e se deixa relaxar dentro da estação (spoiler!) russa.

Mas, não... Vi como uma homenagem ao Stanley Kubrick (coisa de minha cabeça, provavelmente não era). Era só o contraponto de alívio que o roteirista usa para valorizar a escalada seguinte em suspense e ação.
Talvez outros mais velhinhos se lembrem da cena de abertura do filme Barbarela (lhes surpreenderia saber que me amarro também nesse filme toscão e de fortíssimo apelo sexual? Explico se quiserem em outro post).

Não havia nem peito, nem bunda sendo esfregada na nossa cara.
Sem desvios da narrativa densa, nervosa e sensacional.

Recomendo, especialmente para você que é mulher.
Um filme blockbuster que não dará tapa na sua cara.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

FLISERRANA 2013!

Bonde da AEILIJ sobe a serra!






Aquarela


Aquarelas diversas que fiz, para acrescentar arte aos posts sobre como fazer. Ecoline é um tipo de aquarela que é fornecida em estado líquido. Seu pigmento é extremamente fino. Ideal para quem quer fazer aguadas sem limitação de área, manchar bem, ou obter cores mais vivas e mais transparência que as das aquarelas em pasta e pó.

Veja também o post onde eu mostro como se faz a aquarela passo a passo.
E a continuação do post onde mostro a aplicação do lápis de cor na base em aquarela.

Ecoline, nanquim, lápis de cor e pilots – "Olcean Daioris", gamecard para RPG – revista Brainstorm.

Gravado em metal, água forte e aquarela pigmentos puros – "Atenas", do livro de minha autoria "Vovó Dragão", editado pela Nova Fronteira.


Aquarela pura sobre desenho a lápis – "Peixe japonês" do livro "Um Aquário Colorido", escrito por Luiz Antonio Aguiar e editado pela Larousse do Brasil.

Aquarela em pigmentos puros sobre papel vergê colorido – "Os Três Reis Magos", do livro "O Tesouro das Virtudes para Crianças", organizado por Ana Maria Machado e editado pela Nova Fronteira.

Ecoline sobre papel.

Aquarela e lápis de cor.

Pássaros em aquarela, fundo digital.

Ecoline, lápis contée e montagem com renda de minha bisavó.

Aquarela pigmentos puros.

Aquarela.

Gravado em metal, água forte e aquarela pigmentos puros – "Andersen", do livro de minha autoria "Vovó Dragão", editado pela Nova Fronteira.


Gravado em metal, água forte e aquarela pigmentos puros – "Vovó virou livro", do livro de minha autoria "Vovó Dragão", editado pela Nova Fronteira.