segunda-feira, maio 13, 2013

Nós, ilustradores, somos autores



Todo ilustrador recebe direitos autorais, independente se começou a 20 anos ou 20 minutos.

Porque a Lei Nacional dos Direitos Autorais obriga a isso.

Alguns editores ainda impõem, mediante abuso econômico, à assinatura de contratos de cessão integral. Ou seja, um contrato, que aplicado em nossa área, é abusivo e não respeita o princípio do equilíbrio entre as partes.

E não pensem que é para escritor e ilustrador brigarem por migalhas!
Já foi resolvido tempos atrás no Encontro Nacional da AEILIJ em SP, com a presença do advogado e escritor Gabriel Lacerda, que não se faz cinto com couro alheio.
O entedimento geral é que cabe ao editor pagar pela utilização da imagem de forma justa, colocando também em nosso contrato participação nas vendas para cobrir esse uso. 
Ou usar qualquer outra forma de pagamento de direitos que seja igualmente justa. Se for para ser apenas um valor fixo (e isso também é uma forma de pagar direitos autorais, seja para ilustrador, seja para escritor), que o contrato tenha limitação de tempo e uso.

Não é correto o editor tentar tirar dos percentuais pequeninos dos escritores para cobrir o que é obrigação dele (como empresário) pagar aos ilustradores. Pois o risco do negócio cabe ao empresário e não aos autores. Além do que, se assim fosse feito, estaria o escritor a bancar os direitos do ilustrador, e ele, o escritor, teria de ter ganhos como investidor além dos 10% de contratado.

Podem ocorrer ainda acordos mútuos, onde ilustradores e escritores dividem os "fixos" (que podem ser vistos adiantamentos não reembolsáveis dos direitos autorais, ou um valor que possibilita a dedicação exclusiva à criação da obra) e os percentuais sobre as vendas que virão.

Temos pedido, e conseguido na maioria das vezes, que após um fixo cobrindo determinado tempo, edição ou tiragem, a gente receba um percentual para remunerar o uso na edição/tiragem seguinte e nas vendas casadas, como no caso do PNBE e outros editais onde os livros são comprados em grandes tiragens.

Mas ainda há editoras, e coincidentemente, das grandes, que se recusam a respeitar o direito dos autores. São as que mais ganham com as vendas governamentais, são as que mais títulos têm no mercado, são as que ganham lucros recordes todos os anos, usufruindo das criações dos ilustradores que se recusam a remunerar de forma correta.

Acompanhem os Boletins colocados online no site da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil e o texto que sairá no Boletim AEILIJ de junho de 2013 escrito pelo advogado Hildebrando Pontes.


É ponto pacífico:

Todo autor recebe direito autoral.
Ilustrador é autor de imagens,
escritor é autor de texto
e tradutor é autor de traduções.

Todo ilustrador é autor e tem direitos autorais que devem ser remunerados de forma justa com o uso das mesmas.

Cessão integral para livro de literatura ou didáticos é prática abusiva!

quinta-feira, maio 09, 2013

Para Marta Reis




Estudo para personagem de livro novo.

We, illustrators, are authors!




We, illustrators that live in Brazil, are spreading a worldwide campaign to alert to the authors rights of the illustrators. The campaign started in Argentina and is getting bigger! Please be welcome to participate with us, let's put together all the artists of the planet!
Each illustrator may collaborate with a piece of art, together with the phrase: 

We, illustrators, are authors! 

Do it in many languages you know and post it on your page!
Thank you all!

You may also collaborate posting your art in the campaign group, created by the brazilian illustrator Cris Alhadeff:


Also in french:


terça-feira, abril 30, 2013

Tabela de valores design – Era da Desinformação

Lembro-me guriazita, iniciando carreira em artes e afins. O trabalho era solitário, e contava-se apenas com os eventos para conhecer outros colegas e clientes.  Para mostrar trabalho era preciso colocar a pasta do portfolio debaixo do braço e correr Brasil afora marcando entrevistas com editores, agências e produtoras. Fui a Minas, São Paulo... subi muita ladeira, esquentei por horas os sofás esperando para ter cinco minutos com o editor.

Nas bancas de jornal as publicações eram poucas. Por volta de uma dezena de revistas de grande circulação onde se poderia apresentar algo. Nenhum tipo de orientação acadêmica, nem de ateliês, nem de cursos livres.

O ilustrador, designer, ou escritor iniciante tinha pouca informação ao seu dispor. Mas, por outro lado, quando encontrávamos a mesma, ela era precisa. E logo firmávamos direção correta para nosso trabalho.

O que eu não gostava naqueles tempos era a falta de oportunidades. Eram poucos os editores que ousavam se arriscar num mercado quase inexistente para literatura infantojuvenil. Em quadrinhos nacionais nem se falava. Ainda lembro quando produzi junto com o Bernard o meu álbum de HQ Grimoire e tive de ouvir da Devir: "Não trabalhamos com quadrinhos nacionais. Tivemos um primeira experiência muito ruim (as revistas do Ota) e não vamos mais trabalhar com nada nacional".
Pois é... a Devir!!!

O álbum Grimoire, lançado na Bienal Internacional de HQ foi a segunda publicação mais vendida do evento, atrás apenas do novo lançamento do Sandman. E, por falta de distribuição, praticamente morreu na praia. Tinhamos um acordo prévio com a Devir, pois sabíamos que dependíamos de uma distribuição pelos pontos de venda de HQs para adultos. A Devir furou, o nosso barco afundou. Era frustrante ver o Grimoire receber matérias, às vezes de página inteira, em tudo quanto é jornal do país. A pessoas pedindo... e a gente sem ter a estrutura para distribuir. Uma loja do sul comprou um lote, vendeu tudo num único evento e deu o calote na gente.

Capa do Grimoire Álbum
pintura à óleo de Bernard.


Não existia distribuição para quadrinhos nacionais adultos. Nas bancas só a turma da Mônica e Disney. As distribuidoras eram apenas duas, e monipolizavam todos os espaços. Além de não distribuir tiragens pequenas (a nossa era de 3.000) elas sabotavam abertamente os editores que distribuissem por sua conta as revistas. Peguei mais de uma vez turma das duas grandes colocando a Grimoire escondida atrás das outras revistas. Esse era o panorama para quem investisse em quadrinhos brasileiros.

Página do 
Grimoire Álbum 
de quadrinhos.


Tampouco havia espaço nas editoras de livros para crianças. Pois ainda eram poucas as publicações e material importado lotava as prateleiras das livrarias. No Rio de Janeiro apenas uma, até hoje única, livraria especializada no setor: a Malasartes, no Shopping da Gávea, recebe e orienta os leitores no que há de melhor para crianças e jovens (e apaixonados por arte como eu...).



Não existia Internet com suas milhares de oportunidades diárias de trabalho, projetos, iniciativas independentes, distribuição e vendas – para todo planeta! Sem falar nos espaços online permanentes para que mostremos nossa artes sem precisar carregar as pastas portfolios que massacravam minha coluna. Hoje é comum eu receber pedidos de artes de pessoas que me conheceram antes online.

E, até alguns anos atrás, a Internet também se mostrava campo belo para busca de informações sobre carreira, valores, projetos, direitos autorais. Bem, ainda é. O difícil agora é achar o que se quer e precisa dentre tanta bobagem!

De campo limpo, virou um garimpo clandestino! Procurando info sobre valores e práticas profissionais, entrei e sites de "orientação" que são um pesadelo para qualquer iniciante. Muita desorientação. E, pasme, não apenas blogs e podcasts de oportunistas amadores, mas alguns sites de "sindicatos" e "associações" regionais.

Muita informação pode ser tão ruim quanto a falta de informação. Ao entrar num destes sites que "ensinam" a ser freela, a ser designer, ilustrador etc. e encontrar orientação equivocada, a carreira criativa começa com o pé errado. O resultado é gente batendo a cabeça e se sabotando sem perceber.
Pessoalmente, acho muita irresponsabilidade de uns e outros, que passam informação errada para quem está começando.

Exemplos de desinformação:

Blogs/podcasts/sites que ensinam ao criativo (chamarei assim nossa turma que trabalha com criatividade: designers, webdesigners, ilustradores, tradutores, roteiristas, escritores, etc) que para calcular o valor/preço de seu trabalho ele precisa calcular sua hora/trabalho com base em:
–tempo de execução;
-material utilizado;
- suas contas...

Pééééé!FAIL!Aperta a buzina na cara de quem diz isso!

Obviamente, freelancer precisam saber seus custos fixos, para poder compara-los aos ganhos. Se os ganhos são menores que seus custos, é porque não sabe administrar sua carreira solo, até aí ok.

Mas NÃO SE CALCULA VALOR DE TRABALHO CRIATIVO COM BASE EM HORA/TRABALHO!!!!

Use esse valor apenas para administrar sua carreira, mas saiba que para nosso tipo de produção existe um código legal chamado: LEI BRASILEIRA DOS DIREITOS AUTORAIS. Clique aqui para conhecer a lei que nos dirige.

Ela foi criada especialmente para que o país pudesse contar com sua criatividade, um incentivo à nossa cultura e indústria criativa. Ela determina que cabe ao autor a forma como será utilizada sua criação e que a remuneração é a priori obrigatória.  Devido a isto é que não somos considerados prestadores de serviço. E sim autores. O que "vendemos" é o direitos de uso da parte patrimonial de nossos direitos autorais. Assim, nossos clientes, parceiros ou colaboradores em projetos, firmam conosco contratos de direitos autoral.

Dependendo do que estamos a produzir, criar, um tipo diferente de contrato será usado. O ilustrador Montalvo Machado, a mais de uma década, disponibiliza gratuitamente em seu site profissional vários exemplos de contratos, para diversos usos. Lá também se encontra muito material orientando os novos criativos. Diga-se de passagem, o Montalvo não só é um dos que mais ajudou e orientou quem ingressa no mercado, mas quem também batalhou muito pelo profissionalismo e qualidade da ilustração brasileira. Na dúvida: escuta o Montalvo que não tem erro. Veja também seu blog, o Sketcheria.

Pois então... tem muito blog/podcast/site por aí que esconde essa informação, ou por desconhecimento, ou por má-fé mesmo. Ainda lembro de um longo debate entre eu e determinada podcasteira em que ela batia o pé dizendo que designers, ilustradores, não tinha direito autoral. Muito simples: mostrei para ela a lei, os contratos que eu tenho firmado, expliquei com detalhes que elucidariam um coelho surdo. A resposta dela: é uma questão de opinião. Me recuso a discutir isso.

A "pérola" mais recente da menina foi defender certa Tabela Chimarrão (um desastre para todos nós!) dizendo que "tudo bem se o iniciante cobrar valores bem menores que os corretos". HEIN!?!?!
Isso mesmo que ouvi!?! Pelamordedeus qual a lógica de se passar anos investindo numa carreira de designer (mesmo os micreiros investem alto) para ganhar migalhas e não conseguir crescer na profissão? COMO alguém cria um podcast se propondo a ser guia para os freelas fala uma asneira destas? Será que ela diria o mesmo para outras categorias profissionais? Médicos, dentistas, diaristas, taxistas, engraxates... já passaram pela mesma dificuldade. Mas existem muitos mais médicos, etc do que designers e ilustradores. Então vamos continuar comendo mosca e sendo tratados como amadores??? Que raios de "dica", desculpe, opinião é esta? Na boa: desliga o podcast. Não contamine seus ouvidos com tamanha desinformação. Ninguém vai pra frente sem se colocar de forma profissional no mercado. Por sorte eu descobri isso a tempo, e hoje aqui estou, repassando o que aprendi com outros  profissionais.

Então veja: o mercado hoje é imenso, com oportunidades infinitas. No desespero é possível até mesmo  ganhar dinheiro criando seus próprios projetos, sem precisar ficar esperando chamado de cliente.
A visibilidade de seus trabalhos é planetária! A oportunidade de conhecer gente e firmar parcerias é constante. Só que precisa entender o valor do que você faz. Sua criatividade irá render dinheiro e conhecimento para o mercado e mundo. Falaremos mais sobre isso. No momento, apenas cuidado com a desinformação online... é muita poluição neste mar! Não vá engolir bosta, nem beber em tabelas Chimarrão.

Sucesso!

terça-feira, abril 16, 2013

Efeito Vala



Esse texto é para você que acredita que cobrando valores muito baixos está fazendo carreira, "passando a perna" na concorrência, etc.

O efeito "vala", isto é, "aquilo que te joga na vala", acontece quando você oferece sua produção, seu talento, seu conhecimento por um valor abaixo do que ele realmente vale. 

A consequência direta disto não é uma enxurrada de clientes maravilhados `a sua porta. Mas sim uma enxurrada de maus clientes fazendo fila para lhe contratar a preço de banana. 

E é mau cliente mesmo, pois é exatamente aquele que não valoriza o próprio negócio que coloca seus investimentos nas mãos de amadores sem noção. Os empresários sérios jamais contratariam amadores, jamais colocariam uma marca, identidade visual de empresa, personagem, livro, campanha… nas mãos de um "profissional" que por alguma falha de auto-estima qualquer, decide arregar na hora de orçar seu trabalho criativo.

Quando você procura um arquiteto, pega um calouro de faculdade e corre o risco da casa cair? Ou se vai tratar os dentes, pega um aventureiro qualquer? 

Imagina então a responsabilidade que recai sobre você quando se trata de criar a identidade que irá lançar determinada empresa ou produto no mercado!

Quando você se rebaixa, entra num ciclo vicioso em que o pior tipo de cliente lhe procura e ainda fica marcado como amador, o tal do "barato sai caro" tão frequente na vala comum dos "dizáiners graficus" de Internet, que jamais viram um contrato, ou estudaram comunicação visual, verdadeiro "pilotos de coréudráu" de vida curta no mercado. Sugestão que lhe dou: não se torne mais um a pisar no próprio rabo.

Chutei o balde com esse tipo de cliente, felizmente, bem cedo em minha carreira. O bom senso foi minha inspiração. Fica a dica para que você também não perca seu tempo e orgulho próprio com quem não dispõe de nenhum dos dois.

Estudo para livro de LIJ.

PS. Fiz esse texto inspirada por uma famigerada tabelinha de valores para freelas que começou a rolar este mês no FB. Uma publicação absurda e aviltante para qualquer profissional da área. Torço para que o estrago não seja grande entre os que estão começando. É um manual de "desorientação" total.

terça-feira, abril 02, 2013

quinta-feira, março 28, 2013

Asian Festival of Children's Content: consegui!

Feliz em anunciar que fui uma das selecionadas para o catálogo do Asian Festival of Children's Content, o festival que reúne criadores, produtores, bibliotecários, agentes, professores, pais, crianças leitoras e todos interessados em qualidade na arte produzida para crianças e jovens.

O catálogo se chama BIG e a seleção é criteriosa!

Muito feliz..!

Abaixo a arte e carta de aceite:



Hi Thais Linhares,

We are pleased to inform you that your illustration(s)

1. 1BlGvd_01_Owl

has/have been selected for display at the AFCC Book Illustrators Gallery 2013.

Please send us a digital full colour print of the artwork(s) at the size as indicated: No bigger than A3.

Please do NOT laminate the artwork(s).

Please note that as we will be mounting the artwork(s) on sticky foam, the illustration(s) will be non-returnable.

Please send the artwork(s) by 23 April 2013, to the address below:

National Book Development Council of Singapore
50 Geylang East Avenue 1
Singapore 389777

As your illustrations have been selected for AFCC Book Illustrators Gallery, we would like to offer you a festival pass of S$150 for the Writers and Illustrators Conference (U.P. S$300). It also includes access to Seminars on 27 May and Media Summit on 29 May. If you wish to purchase the pass, please register on AFCC website.

Best regards,

Linh Luong

NBDCS

quarta-feira, março 27, 2013

Quanto ganhei no adsense do blog?

Querem saber quanto já ganhei desde que entrei para AdSense do Google?
Lá vai o painel...

Ok... míseros 6 doletas, mas tenham em mente que eu não trabalho na divulgação do mesmo e ando sem tempo para manter os posts. Há muito trabalho a ser feito se quiser colocar os valores aí num patamar bom. As ideias já tenho, só falta o tempo, pois estou produzindo "para o mundo real" no momento. 


Íntegra da entrevista para o Sobrecapa Literal


Abaixo na íntegra a entrevista que concedi ao Alex Gomes na revista Sobrecapa Literal.  






Agora me explique a técnica utilizada. Desde o início.

(Falando da arte apresentada para edição, do dragão com o unicórnio e a cobra) Rabisco tudo no lápis, só para ter ideia da composição.
Na mesa de luz traço em nankim (caneta descartável, 0.4, 0.3, 0.2)
Daí vou detalhando os sombreados. Originalmente é para ser p&B, mas se eu achar necessário jogo a cor, no caso colorindo digitalmente, visto que o papel que usei não suportaria a tinta.
Entretando, e já fiz isto, posso aquarelar se sobrepor o original com um papel apropiado na mesa de luz. 
Eu pinto as cores no papel canson usando o traço apenas como guia.
Depois escaneio as aquarelas e sobreponho o arquivo das cores ao do traço usando o recurso de "camadas"no programa de edição de imagem. Fica super bacana, pois o traço fica só na camada do preto (na separação CYMK) e as cores (magenta, azul e amarelo) não interferem nas linhas, evitando aquele "borrão"quase imperceptível mas que tira a qualidade das cores na hora da impressão no papel. 


Para qual livro é a ilustração? De quem? Qual editora?

Trata-se de um projeto pessoal, que ainda não terminei de escrever.  O nome provisório é "A Trilha Monstruosa". Só alinhavei as passagens principais das histórias, que envolvem os principais seres mitológicos e um casal de crianças numa jornada heróica. Essa técnica super detalhada é muito demorada, não tem como usá-la nos prazos apertados que recebo dos editores. Então eu estou desenvolvendo esse projeto particular para ter a chance de usar este estilo que me encanta muito e raramente posso usar! Já reparei também que este visual tem uma receptividade enorme com as crianças. Mas por conta da complexidade raramente vemos algo assim nas livrarias, apenas em obras importadas. 

Os únicos livros em que pude usar algo assim foram "Eu vi mamãe nascer" (L.Fernando Emediato, ed. Geração), "O Anjo Rebelde"(V. Brustolin, ed. Rovelle) e "O Livro do Cavaleiro" (F. Lir, ed.Ygarapé). É muito pouco! E isso impede que eu possa desenvolver meu potencial máximo. Então para tentar suprimir um pouco essa frustação, precisarei correr por fora.


Quantos livros você tem publicados?  

Como escritora apenas cinco livros. Para quadrinhos tenho duas HQs em álbuns para adultos e uma dúzia de roteiros que foram quadrinizados para as revistas do Menino Maluquinho e Sítio do Picapau Amarelo. Fiz roteiros também para a TV, em "O Quarto do Jobi" uma produção da 2DLab para a TV Brasil. Em cine-animação eu trablahei também na Multirio como cenógrafa no curta "O Saci" da série Juro que Vi.

Quando iniciou a carreira? Qual foi o primeiro? 

Início!

Meu primeiro livro para editora de literatura foi com outros ilustradores em um didático: "Lendo e Aprendendo" da Ao Livro Técnico. Antes disso em já fizeram estampas de RPG (PolePlaying Games) para as camisetas K&E, ilustrações do RPG Tagmar, cartazes de teatro, campanhas, storyboards e personagens para agências de publicidade, design de manuais para empresas como a BR Distribuidora e a Embratel. Depois deste eu já pulei para um livro que me rendeu bastantes elogios e novos trabalhos, foi "O Tesouro das Virtudes para Crianças" da Ana Maria Machado editado pelo Nova Fronteira. E foi aí o início "oficial" da minha carreira, já que antes eu me dividia na faculdade de Astronomia da UFRJ – que não completei. Daí eu não parei mais... e já perdi a conta. Se além dos de literatura contarmos os didáticos, deve passar de uma centena. Junta aí trabalho como produtora gráfica e editora. Estudei no SENAI produção gráfica e design, e fiz na UFRJ o Bacharelado em Gravura – os dois juntos me tornavam uma profissional completa e pronta para trabalhar com o que eu amava: livros!

Alguma premiação?

Prêmios?

Eu não tenho o hábito de participar de concursos. 
Talvez por trauma de infância, já que jamais ganhava estes concursos que os shoppings-centers promovem para as crianças.

Mesmo assim reuni coragem e consegui descolar alguns prêmios que ajudam um pouco a enfeitar meu currículo. Consegui um honroso quinto lugar em um concurso de charges, sétimo lugar na Bienal Internacional de Quadrinhos. Prêmios da FNLIJ: Altamente Recomendável e Acervos Básicos, uma indicação para o Jabuti de Ilustração, algumas vezes selecionada para a BIB – Bienal Internacional de Bratislava. Pegando carona nos livros que ilustrei, entrei algumas vezes no Catálogo FNLIJ de Bologna. Este ano estou entre os cem ilustradores selecionados para o Diccionario de Ilustradores Iberoamericanos da SM e também na mostra de ilustradores FNLIJ do Salão do Livro para Crianças e Jovens de 2013. Tem mais um prêmio que escapa da área de ilustração: prêmio do Edital da Secretaria de Cultura do Estado para Desenvolvimento de Roteiro de Longa Metragem. 
Os meus livros conseguiram por mim prêmios legais também. O "Breno!Breno!" foi adquirido pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte - MG, "O Monge e o Macaco" foi adquirido para o programa de bibliotecas itinerantes, "Vovó Dragão" entrou para o PNBE 2007. Mas, são os outros dois títulos: "O Livro do Cavaleiro" e "Américas Assombradas" que as crianças mais gostam, e vem sempre comentar comigo. Ficaria muito feliz se um dia eles também entrassem em algum edital.

Fica aí a mensagem: esqueça o shopping  e vá em frente! Desenhe!

Eu no U-Tube:


domingo, fevereiro 10, 2013

Pattern generator

Se você precisar de padrões simples com urgência, pode lançar mão do super time de sites fornecidos no link abaixo! Uma mão na roda sobretudo durante a fase de estudos de cores e composição.


Eu adoro criar padrões, talvez um dia coloque online os que criei para minhas ilustrações. Na nova coleção do Malba Tahan, por exemplo, todos os padrões  que fiz foram inspirados em arte persa dos sécs. XX e XI.


terça-feira, fevereiro 05, 2013

Visita ao Ciep Presidente Tancredo Neves - RJ

O evento foi em 2011, mas hoje a foto veio parar no meu Face graças a Sandrinha (Ronca) e corri pra fazer o registro via blog.

Na foto estão: Sonia Rosa, autora, amiga, que coordenou o projeto e fez o convite; eu com o livro que ilustrei "O Vestido" do escritor Celso Sisto, editado pela Zit e a Sandra Ronca que também foi apresentar seu livro, "O Dia de Vacina", que escreve e ilustra.
Foi uma dia fantástico com a criançada na linda sala de leitura do colégio, que é toda envidraçada e super iluminada, com almofadões para a petizada se espalhar ler e desenhar!
Ainda fomos recebidas com um super lanche comemorativo com bolo, docinhos, salgadinhos, beberagens refrescantes... dezenas de sorrisos e simpatia infinita!
Provavelmente estou a comer um marshmellow – o doce ao qual eu jamais resisto.


Uma parte emocionante de nosso trabalho como autoras é a visitação escolar, onde temos o contato direto com os leitores. É muito legal ver o entusiasmo e curiosidade das crianças, e como muitas já estão a produzir seus próprios livros, muitas vezes já com parcerias onde uma desenha e a outra faz o texto. Querem saber de tudo, querem mostrar suas criações, querem conhecer a vida de quem hoje trabalha com livros. Muito bacana e revigorante esta troca!

Início de carreira: cobrar menos... ou não?


Trabalhos de início de carreira são complicados.

Por exemplo, uma novíssima editora, que sem recursos próprios, se utiliza do crowdfunding para iniciar seus projetos. Difícil definir o que seria um valor justo, que garanta um bom retorno de investimento ao editor e também compense a dedicação do artista ao projeto.

Posso no entanto passar o quanto eu cobraria por ser uma crodfunding, também iniciante, bem a título de experiência.


Acima: estudo de personagem que fiz para um amigo, que intimidado pelo mercado, preferiu deixar sua obra com uma editora iniciante e totalmente inexperiente. Resultado: jamais conseguiu ser publicado, mesmo após investimento em dinheiro pago ao editor. O livro é maravilhoso, coloco ele entre os melhores já escritos para jovens. Infelizmente, o mundo não o conhecerá se o autor não puder promovê-lo de outra forma.



A tempo: Crowdfunding é uma proposta genial, onde o produtor promove online o seu projeto, e os internautas podem entrar como patrocinadores, com qualquer valor. Assim que as contribuições batem a meta do projeto, ele é realizado. Os internautas que investiram recebem o retorno combinado, que pode ser algo simples, como exemplares da revista, ou animação, até qualquer coisa que o produtor puder imaginar: terem seus nomes e rostos colocados na obra, camisetas e promos...
Usem a criatividade!


Eu cobraria em separado as etapas, para o cliente ter uma boa visão.

Importante: esses valores não são o ideal de mercado, pois como já dito antes, o que determina o valor do licenciamento é o USO da arte.

1- A decupagem do texto, com  a criação de roteiro: R$100 por pg/ ou tirinha;

2- Arte + finalização (na técnica escolhida, eu desenharia na mão, scanearia tudo e colocaria a cor digitalmente, mas é só uma escolha): R$ 300 por página ou tirinha;

3–Projeto gráfico tirinhas mais letreragem: R$ 500 pelo projeto mais R$ 50 por tira montada e letrerada ou diagramação: R$ 50 por página letrerada;

4- Projeto gráfico do ebook: aqui entra a montagem da revista, com a colocação dos texto na fonte, mantagem da capa com títulos, formato da revista (se será só digital ou se terá também que sair impressa), número de páginas, forma de apresentação, se for impressa: qual o papel, tiragem...
R$ 2.000 (total);

5- Criação do personagem institucional:
R$ 3.000  (cessão apenas para a Editora, sem limite de tempo ou aplicações institucionais, pois se pressupõe registro como mascote institucional). Inclui manual com banco de poses, personagem em 360º, determinação das cores padrão, proporções, versões em palhetas limitadas: PB, uma cor. Obs: Está barato, mas levei em conta que é uma pequena editora, e editoras costumam a ter um retorno muito pequeno e demorado de investimento.


Não penso que o fato de ser iniciante possa ser levado em conta no valor, mas, claro, que se houver outros interesses além do financeiro, pode-se pensar em algo com custo menor mas, sempre deixando claro que o valor está abaixo do que seria o ideal. Poderia se pedir algo em troca, como uma maior exposição de seu nome, portfolio acoplado ao link do projeto. Se for um projeto bacana, que lhe seduz à fazer parte, com pessoas que tem afinidade com teu trabalho e podem se tornar bons parceiros para outras ações, cai dentro!

Já me empolguei com projetos assim e tive os dois tipos de experiência:

1- Era uma turma legal, batalhadora, nos tornamos amigos e nos reencontramos anos depois, todos com boas posições no mercado. Foi a turma do fanzine Panacea, hoje são produtores em editoras grandes. Muito talentosos. Tenho saudades daqueles tempos e faria tudo de novo.

2- Uma produtora de vídeo (Baby Vídeo), não me pagava nada e eu produzia todo o visual (concepts de personagens e cenários), até que ele começou a surtar e a cobrar que eu virasse noite. Só que aí eu descobri que mesmo sendo só eu que trabalhava de fato na equipe, eu era a única que não estava recebendo grana!!! Os demais recebiam e só ficavam fazendo pesquisa (simples!) atrasavam (quando apareciam). Sumi!

3-A Maco editora. Mesma coisa, eu fui bem empolgada, bem iniciante, tipo parceira (daquelas abestadas onde você não leva nada e trabalha como jumenta), com a única condição que eu determinaria o prazo, pois estava em época de provas finais. Não passaram 3 dias a louca me liga aos berros, cobrando todas as artes "pra ontem". Sumi 2.

4-Cometi o erro básico de atender favor para parente: um ano perdido em reuniões que varavam a noite, mais de uma centena de artes e projeto de coleção de didáticos que já tinha até editora à vista... até que um dos professores surtou e resolver cair fora furando todo o projeto. Dancei que nem o-lango-tango...never more!

5- Igual ao anterior, mas era o projeto do PRIMEIRO RPG brasileiro, que já estava vendido pra Rocco e todos seriam pagos inclusive com participação nas vendas. Estava PERFEITO, alto nível, melhor do que qualquer material já visto, inclusive na Europa e EUA. Aí o autor entrou em crise de "medo do sucesso" e toda a equipe dançou...Ódio! Só não quebramos as pernas da besta porque ele é campeão de Krav-Magá.

Esse dragão acima foi uma das dezenas de ilustrações já prontas para o RPG. Éramos 4 ilustradores de alta qualidade, mais uma designer de renome e uma grande editora que já até havia investindo no copydesk, perdendo tempo com a atitude pouco profissional do autor.

Como percebe... foram quatro roubadas (cada autor que você perguntar poderá citar outras dez no mesmo estilo) contra apenas UMA certa.

Por isso... cuidado! Faça todas as perguntas para esclarecer suas perdas e ganhos. Como se fosse uma proposta de casamento. Só que mais sério!!!

Saiba que em 100% dos casos, se alguém lhe pede para fazer algo de graça ou por valor aviltantemente baixo, este mesmo alguém não considera o projeto com a mesma prioridade que você e o seu tempo – que é dinheiro – será TODO PERDIDO. O projeto não irá decolar. Eu pelo menos, NUNCA vi um caso de sucesso começar assim. Já participei inclusive de projetos de ONGs super bonitos, mas que simplesmente não passaram de "lágrimas no temporal" – como diria nosso amigo replicante na cena mais bela de Blade Runner – por faltar o básico no proponente: talento para negócios.

No mercadão da vida real o valor da página de roteiro está entre: R$500 – R$600. Este é o valor pago por produtora. O roteiro é entregue em lauda, só texto, cada página correspondendo a um minuto de filmagem. No caso de HQ imagino que o equivalente seria "texto que entra em uma página decupada" por página de roteiro. Para uma agência de publicidade isso é até pouco! O storyboard é outra história, literalmente, e custa mais!

Mas na época em que comecei a fazer roteiros para Globo Revistas eles não queriam pagar mais que R$ 50, e num worshop onde procuramos pedir aumento (sugeri R$ 100 roteiro, R$ 100 arte lápis, R$ 100 finalização), eles não só negaram como ainda queriam que incluíssemos a decupagem rafeada à lápis nos mesmos cinquentamínimos.

Pulamos fora!!! Nesta mesma reunião eles pediam desesperadamente que chamássemos os colegas pra fazer roteiros. Mas não queriam pagar o preço de um bom escritor. Quem estava nessa reunião hoje faz trabalho responsa no mercado, ganhando bem mais, é claro. Se pensarmos que a tiragem mínima de uma daquelas revistinhas em quadrinhos era de 100.000, com direito a espaço de mídia etc. Fica claro o absurdo de se pagar tão pouco. O custo de um bom roteirista, desenhista ou arte finalista, colorizador, por exemplar não chegaria a um centavo de centavo. Na verdade seria menos de R$ 0,0005 por exemplar. Por outro lado, é arte impressa naquele papel baratinho que faz o lucro da editora. Uma HQ de sucesso, que chega na margem do milhão, é super lucrativa! Forma público, fideliza os fãs, gera outros produtos: camisetas, mochilas, desenhos animados... Ganha fã clubes eternos.

Ainda neste tópico, me lembrei do que uma das roteiristas falou no Coffebreak: – Sabe, Thais, eu tenho aqui três roteiros sensacionais, que pensava em entregar hoje pra eles. Mas não vale a pena gastar ideias tão boas por tão pouco! Vou guardar para outra ocasião, talvez desenvolver em livro.
Ela me contou as histórias. Realmente excelentes! Fiz ela me prometer que colocaria no papel – para quem pagasse bem, é claro. Esse tipo de coisa acontece com frequência. O roteirista não libera suas melhores ideias para maus clientes. Todos fazem isso. Mente quem nega. Olha aí a falta de visão da empresa!

Da obra: "Operação Resgate em Bagdá", 
escrito por Luciana Savaget,
editado pela Nova Fronteira.


Nas editoras de livros infantojuvenis estabelecidas no mercado, é raro cobrar menos de R$ 300 por página finalizada, mesmo ilustrador iniciante. Há quem peça bem mais. Uma capa paga com justeza custará uns R$ 900 a R$ 1.500. Mal, super mal paga, uns R$ 500 (mas isso é na Record que é péssima contratante e decidiu por sua conta que ilustração é serviço e não trabalho autoral, como determina a lei). Os contratos são elaborados para serem justos, com prazos limitados a uma média de 5 anos, uso restrito ao título da obra, impresso e com participação nos lucros pelo menos nas vendas institucionais.
Essa participação nas vendas, não só é o correto, mas o principal incentivo para a máxima dedicação do ilustrador – ou escritor – nas artes. Pois formou-se uma parceria que promoverá o livro para sempre!


Do livro "Deus",  escrito por Bia Bedran, editado pela Nova Fronteira.


Voltando ao nosso caso, da pequena editora que inicia seus passos de mãos dadas com um novo artista.

Uma dica de ouro para esse tipo de cliente "de risco" com projetos crowdfundings, é sempre:

– Pedir um adiantamento, qualquer, 20%...50%... porque isso garante que o cliente não vai pular fora depois de você ter dedicado seu tempo ao projeto. Infelizmente o que acontece na maioria da vezes é exatamente isso: o cliente inexperiente simplesmente pula fora e desiste do projeto ao se deparar com o "mundo cão" que é o mercado, deixando os colaboradores a ver cyber-navios;

– Se não houver contrato, o prejudicado é o cliente, mas é gentil esclarecer para ele que nesse caso o uso já fica definido por lei: as artes só podem ser usadas no limite do que foi pedido, neste caso o projeto, o personagem institucional, a tira – tudo na mídia online inicialmente estabelecida, e NADA mais. Um contrato é sempre útil, mesmo entre amigos, Aliás, é uma boa forma de não perder o amigo se o "frango azedar" no meio do projeto.

O fato de cobrar pouco agora por ser iniciante não significa JAMAIS que um belo dia, quando marcar 5 ou 10 anos de mercado, irão automaticamente lhe pagar melhor! Nunca! Só irão lhe pagar bem quando você cobrar bem, oferecendo um material à altura. Independente do tempo de mercado!

Sei de veteranos que após 30 anos de batalha ainda cobravam os mesmos pingados (a senhora diarista de meus pais ganha melhor do que eles e em menos horas de serviço), viravam noite pra produzir centenas de páginas e ainda assim não conseguindo fechar as contas no fim do mês. Moram, pode você adivinhar, na casa dos pais idosos, como se ainda fossem adolescentes, sem carro nem Internet banda-larga. Resultado: não conseguem produzir com a qualidade máxima e acabavam sendo vistos como "quebra-galhos" para empresários com pouca seriedade em seus negócios. Viravam carpete para os pior tipo de cliente: o que não valoriza nem seu próprio produto!!! Foram meus exemplos do que NÃO FAZER profissionalmente.

Arte para coleção de cards de RPG que seria editado por amigo "garganta". No final revelou-se que "não havia dinheiro, nem editor, nem gráfica". Uma das primeiras furadas em que caí que nem pata. A figuraça que desenhei era a minha própria personagem de RPG, a elfa muito má Olcean Daioris.
Usei nankim para os traços e ecoline com lápis de cor para as cores.


Então? Espero ter ajudado. Compartilhei com você minha experiência pessoal e outros com vivências diferentes poderão também ajudar. Vale a pena pesquisar bastante, ver todos os caminhos. Nossa área tem muitas possibilidades de crescimento e propostas originais.

Sucesso para você que está começando hoje o seu sucesso de amanhã!

Grupo aberto sobre Direitos Autorais



Faz alguns anos abri uma lista do Yahoo para ser nosso databank de artigos, notícias, legislação e litígios relacionados com o Direito Autoral e outros afins essenciais no oficio das artes. 



Todos podem participar, folhear os tópicos, contribuir com suas experiências e opiniões. É quase um registro histórico que como tem evoluído a questão dos DAs no Brasil e no mundo. 

O endereço para quem desejar se inscrever é:




Pour Thais – Para Thais: 
As fotos acima foram sacadas por mim durante uma exposição de orquídeas 
no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ. 
Creio que em 2005, estudando para minhas artes botânicas..

terça-feira, janeiro 29, 2013

About me... in english, just for you!

"Grandma Dragon" - 3rd edition, colorful and bigger!



Thais Quintella de Linhares was born in Rio de Janeiro on the dawn of September 29 of the year 1970. She moved with her family to U.S.A. while she was still a baby, and there she lived until she was five years old.

As she listened to the classics of literature introduced by her grandmother, Thais learned to love the books, together with the beautifull illustrations of Beatrix Potter and Edith Holden. Returning Brazil, her family took up residence in the neighborhood of the Jardim Botânico (Botanical Gardens), where streets and cars still share space with birds and monkeys.

In 1989 she entered to the School of Astronomy at the Federal University of Rio de Janeiro (Astronomia/UFRJ), but in ’91, during the first Comic’s Strip’s International Biennial of Rio de Janeiro, she managed to contact many cartoonists and illustrators, specially two of her greatest idols: Will Eisner and Moebius. She also worked at that time as a comic writer with Ziraldo – one of the greatests brazilian author of children books – for his magazine “Menino Maluquinho”.

So enchanted, she decided to follow the artistic career and entered (1990) as apprentice in a publicity agency, and soon after that she was chosen to enter a Special Course of Graphic Design (SENAI-AG). There she was trained in art, design, computer graphics, history of graphic design and graphic production – after a two years full time course, she graduated as graphic designer and went to work at the creative department of a publicity agency. During this time she published the graphic novel, the “Grimoire”, released at the II Comic’s Strip’s International Biennial of Rio de Janeiro, obtaining a good divulgation in the press. Further two of her comics were awarded 7th and 10th places in the Biennial competitions. 

She also graduated in the National Academy of Fines Arts (EBA/UFRJ;
Attended the animation workshop of André Leduc (form the Canadian National Film Board); studied Medieval History at Cambridge’s Summer School. And Robert McKee course "Story" in scriptwriting. Studied pitching with Heather Kanon. 

Professional experience:

Thais Linhares is a well know illustrator for children books, also a writer and an passionate student of medieval art and its relations with the popular art of Brazilian story-tellers. She's been publishing her art since 1998. Having achived some important prizes gave by the FNLIJ (Brazilian section of IBBY).
Thais is an usual guest at the FNLIJ Saloon of Books for Children and Young Readers, the biggest of the kind in Brazil, usually make performances of illustrations and talk to children about that kind of art.
Worked as an background artist for the public TV at Multirio's animation series "Juro que Vi", as seen at: http://www.youtube.com/watch?v=923nsj_V2Q4http://www.ygarape-books.com/

She writes for TV animation series "Quarto do Jobi", exihibited at the public TV. 
As publisher she create the Ygarapé Books. 

International:

2013 – SM's Diccionario de Ilustradores Iberoamericanos
2005/2007 – BIB – http://www.bib-slovakia.sk/

Many of her illustrated books was presented by the FNLIJ (Brazilian Section of IBBY) at the Bologna’s Children Books Fair, since 2001. And this years some of her works will be seen in Frankfurt Fair - 2013.

2005 – At the FLIPinha, the part of FLIP dedicated to children books, in a exposition organized by the Brazilian Association of Writes and Illustrators of Children Books (AEI-LIJ), located in Paraty/RJ, Brazil. And many other international fairs, as guest, such as FLIPorto, in Olinda-PE.

See also:

Blog Letras e Rumos de Thais Linhares

Blog, in english:




sexta-feira, janeiro 11, 2013

Viva o livro impresso!

Ilustração que fiz para o novo livro da Fátima Miguez, editado pela Nova Fronteira.


Quando em vez escritores, editores e ilustradores declaram seu amor ao livro impresso.
– O papel nunca irá morrer!

O livro impresso é veículo de liberdade, ele é seu. Sem intermediários!

Experimenta esparramar livros no meio de uma roda de crianças para ver o que acontece! Cada uma puxa aquele que flertou com sua curiosidade e, se intermediários, mergulha na leitura.

Imagina agora um laptop fechado no meio de um grupo de crianças. O que pensa que elas fazem?

Tela de computador é intermediário. Tela, mais buscador, mais provedor, mais tomada na parede é um monte de intermediários.

Uma delas pegará o laptop e sairá navegando nas ondas do saber da Internet...ou abrirá um site de jogos online, o que é mais provável...

Cada formato tem seu mérito, insubstituível. Cartaz, livro, camiseta impressa, livro digital, cinema, teatro, escultura...Vamos usufruir do melhor de cada um!

Viva o impresso!
Ele é imune a falta de energia.
De qualquer tipo.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Esquentando os tamborins para 2013

Meu primeiro vídeo no You Tube sobre carreira de ilustrador me surpreendeu com grande acesso: 7.000 em dois dias. Ilustrador passando link para fotógrafo que passava pra editor, tradutor...um modesto, mas apreciável, viral do bem.

O segundo vídeo, espero fazer melhor, deve abordar detalhes contratuais. Cláusulas necessárias, cláusulas armadilhas, e até pretender uma maior atenção às dúvidas de quem está começando a contratar  obras autorais, pois neste ramo, o que se pretende é uma parceria onde editor e autor saiam sorridentes, com a boa sensação de terem trabalhado juntos para dar vida a um livro relevante, peça de um mundo melhor.

De olho nas sugestões, percebo que há muito a ser falado. Observando as críticas, vejo onde o primeiro vídeo pode ter deixado buracos, pois não entrei em detalhes como a relação da forma como são acordados os contratos com outros tipos de produção. O que poderia ser o terceiro vídeo.
Reclamaram do som, ficou escuro, sem edição. Tentarei resolver esses problemas, mas infelizmente no que toca a vídeo sou totalmente amadora. Mas tentarei melhorar, prometo.

Segue uma imagem do livro que estou trabalhando agora, para a Nova Fronteira. O nesta imagem é meu, e não é o do livro. Apenas coloquei ele para marcar esse periodo, tão louco, que foi o fim-do-ano-e-do-mundo-também.

Feliz ano novo, agora sem maias. Apenas meias, macias e branquinhas.


segunda-feira, dezembro 10, 2012

Quanto custa uma arte? – vídeo


Primeiro dos vídeos orientando novos autores como gerenciar sua carreira, cobrar pelas suas artes, conseguir bons contratos e ter sucesso:
http://www.youtube.com/watch?v=w6T2lysmxl0&feature=youtu.be

Crédito da foto: Branca de Neve – 2012.



Direitos Trabalhistas dos Autores – 2


Acabo de receber de um colega ilustrador o relato de como foi abordado por um agente com um contrato onde:

"o contrato, para escritores, previa que todo material publicado na edição, ilustrações, fotos, gráficos, seria incorporado à obra, ou seja, passaria a pertencer ao escritor."

Donde concluo, sem medo de errar, que o cérebro do agente cabia numa casca de noz.

Ele preferia receber seus percentos apenas dos percentos do escritor, ao invés de parasitar os demais do ilustrador, tradutor, fotógrafo, editor e designer. Até tentando se dar bem tem gente que fura o próprio olho.

Mais uma vez, sem medo de falhas, recomendo a todo autor que estude a LDA e redação contratos. A priori, no dia-a-dia, não precisamos de muito pra começar. Na hora de briga feia, podemos correr direto no advogado, que será mais isento do que um agente que tem em sua carteira esse tipo de contrato. Até com advogado tem de ser escolher bem, pois na AUTVIS, por ex. havia adv da Ática! Ou seja: conflito de interesses! A Ática hoje pertenca a Abril, que adora empurrar contratos mandrakes nos novatos. Quem já conhece, pede o contrato "tipo C" (se me lembro bem do nome dados pelos colegas de SP) que não é de cessão. Quem anda desinformado assina qualquer porcaria por dezmerréis.



Direitos Trabalhistas dos Autores


Lembro de ter ouvido de uma colega autora de texto, que a agente literária Lúcia Riff não considerava que os autores da imagens comercializadas deveriam receber direitos autorais por suas artes!
Essa parece ter sido a opinião de muitos, naqueles anos obscuros da cultura brasileira.
Se hoje conseguimos o cumprimento da lei e contratos minimamente dignos (ainda mínimos..!) é por conta do trabalho de ilustradores como Graça Lima, Roger Melo, Maurício Veneza, Marcelo Pimentel, Adriano Renzi, Alarcão, Montalvo Machado (este mais que todos!), Silvana Marques, Flavio Mota...(acrescente quem quiser mais nomes, pois hoje somos muitos!) – que chegamos ao patamar de profissionamlização que a cultura precisa pra ganhar destaque mundial. Graças a eles que reformulamos os contratos, e continuamos buscando relações mais justas.

Nem advogado, nem agente, esteve ao nosso lado! Apenas a AEILIJ ajudou, no histórico Fórum Nacional em SP onde firmarmos um acordo de parceria na batalha por contratos justos, onde os ilustradores recebem seus DAs pagos pelo empresário que explora comercialmente sua arte.

A chegada dos espanhóis vem nos prejudicar. Além da já antagônica Record, a Leya e a Planeta afirmam que "não pagam direitos autorais aos ilustradores". Ou seja: querem implantar aqui algo que os ilustradores lá fora já rejeitam: contratos de violação de direitos. Os direitos autorais dos autores da imagem é o nosso equivalente dos direitos trabalhistas. E não se pode obrigar um trabalhador à assinatura de um contrato em que ele abra mão de seus direitos!

Fico pasma que até hoje os advogados e agentes não tenham percebido que o filão da ilustração é extremamente lucrativo, se bem gerenciado. Diferentes do texto, a imagem possui inúmeros destinos não conflitantes, e uma mesma imagem pode rodar o mundo e render dez vezes mais que um texto. E sequer precisa de tradução ou edição! Nem mesmo as editoras que obrigam cessões leoninas percebem isso. Pois mal administram seus imensos bancos de imagens. Apenas os jornais que usufruem literalmente, para sempre, dos direitos de milhares de fotógrafos sabem cobrar, e muito bem, por qualquer uso de imagens de seus stocks.

Mas o panorama é favorável a quem quer construir uma carreira sólida como ilustrador. Se a Leya, Planeta e Record não pagam os justos direitos, temos aí centenas de novas editoras, crescendo na conta do talento e competência, sem explorar injustamente os ilustradores. E como sabemos, não é só de livros que vive o ilustrador.

Dorme em paz ilustrador, e deixe os DAs se acumularem em sua conta bancária.


segunda-feira, novembro 26, 2012

O Saci – cenografia

Alguns dos cenários que trabalhei para a animação "O Saci", 
da série "Juro que vi", produção de 2008 da Multirio.

Produtora: Patrícia Alves Dias
Diretor: Humberto Avelar



 











terça-feira, novembro 20, 2012

Tabela de valores para ilustração e design - ADEGRAF


Parecer profissional sobre a Tabela da Adegraf de Valores para design e ilustração publicada em 2011: ruim.

A tempos discutimos nas listas a necessidade, ou não, de uma tabela de valores referenciais para profissionais do design, webdesign e ilustração. Um dos maiores entraves para criação desta, reside no fato de que não podemos, legalmente, obrigar este ou aquele valor aos profissionais e artistas do mercado publicitário e editorial. É a livre concorrência.

Mas a falta de profissionalismo e, ou, ética de poucos, arriscava a depreciação gradativa de nossos trabalhos. Como fazer o cliente entender a diferença entre uma marca criada por um profissional qualificado e as "marcas a atacado" oferecidas por inúmeros picaretas na Internet? Em meio aos acalorados debates haviam até mesmo aqueles que diziam que "um cliente que coloca a imagem institucional de sua empresa nas mãos de um amador merece o estrago...". 
Assim, nos unimos, por exemplo, na ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), e na SIB (Sociedade de Ilustradores Brasileiros) e formulamos as malfadadas "tabelinhas de valores" para design e ilustração. Mas, cuidado...

Um cuidado que tivemos ao elaborar tais tabelas, foi deixar bem claro, claríssimo, que o que rege o custo de design e ilustração é o uso. Arte, design, imagem, foto, ilustração é, por força da lei, licenciada. E os termos desta licença tem de ser transcritos em contrato de Direitos Autorias. 
Ou seja: não é no número de cores, o formato, o número de palavras, o tipo de papel... que irá nortear os custos. Mas sim fatores como: área de abrangência (nacional, regional, local...), mídia (TV, rádio, impressos, Internet, outdoors...), o prazo (um mês, uma edição, um ano, cinco anos, com possibilidade de renovação, ou não...), a exclusividade (exclusivo, exclusivo para um tipo de mídia, exclusivo por N anos...).
Cores e formatos irão aumentar os custos da gráfica, do digitador, do diagramador... que já não são regidos por direitos autorais, e sim pela lei de prestação de serviços. Que ao seu modo, também protege quem pratica estas atividades. 
Obviamente que custos com materiais, páginas de web e formatos também entram no orçamento de um designer ou ilustrador, mas o ideal é que estejam discriminados, separados do valor do licenciamento, visto que atendem a regimes de impostos diferentes. Serviços como estes pagam ISS. Licenciamento NÃO! Ambos recolhem IRF.
Sobre este assunto veja um parecer completo feito pelo advogado Marcelo Salles Pimenta em Nota Fiscal não é necessária para recolhimento de direitos autorais.


Voltando a Tabela da Adegraf:

Essa tabela aí é um crime à categoria. Só para citar ilustração. Ilustração não se vende, se licencia. Segundo lei federal estabelecida – a LDA. O que determina o valor final NÃO é o tamanho, nem a digitação! Mas o uso! (região, mídias, ...). É o beabá do mercado de uso de arte.

Leia este texto do ilustrador Paulo Brabo, sobre isto no site ABIPRO. Muito bom, mostra como contratar.

Curioso notar o baixo valor proporcional que a ADEGRAF atribui à capa de livro.
Qualquer um que trabalhos com publicidade, por exemplo, sabe que a localização de determinada "mensagem" (e aí pode ser a imagem de uma capa, para cativar o leitor) é fator de valorização da mesma. Uma mesma imagem valerá mais se ao invés de entrar no miolo, ir figurar na capa do exemplar impresso. A tabela sugere que seja o dobro, como se fosse uma simples página dupla, e pior, incluindo o trabalho de preparo para impressão. Ressalto porém, que essa é uma que veio da SIB. Então: feio, SIB, feio.

Pior ainda foi a "recomendação" para os novatos darem descontos. Uma boa peça de um novato, visando distribuição nacional pode e deve custar bem mais caro do que uma peça tosca de um veterano que só irá cobrir um curto espaço de tempo a nível regional.
Desculpe-me a ADEGRAF, mas que pisada na bola.

Mais uma vez: o que determina o preço do licenciamento, é prazo, região, mídia. Nunca a quantidade de anos que o profissional tem nas costas. Conheço vários veteranos que após 20 ou 30 anos de trabalho, ainda amargam a concorrência dos novatos que acham que estão na vantagem cobrando trocados por algo que vale na casa dos milhares. Na vã ilusão de que um dia poderão cobrar decentemente. Mentira. Ao cobrar tão pouco, ele viciam o cliente num patamar irreal de valores, inviável para o desenvolvimento de suas carreiras. Na hora que acordam, já perderam o cliente para outro incauto, que orientado pela ADEGRAF, baixou "só mais um pouquinho" o seu preço.

Antes que discordem, é óbvio que a fama trará clientes. Clientes maiores, com interesse em projetos de grande abrangência, portanto mais valorosos. Fama reverte em valores melhores por conta de captar grandes parceiros, e também porque a partir do momento em que se tem uma agenda cheia, pode-se optar por aqueles que oferecem os melhores valores e contratos. É exatamente o que fiz depois de alguns anos de ilustradora atuante. Passei a descartar quem chegasse com contrato oneroso, ou valores irreais para o tipo de licenciamento requisitado.

Observo ainda que a tabela da SIB, que a ADEGRAF usou para referência de valores pra ilustração, tem como base que PRAZO e REGIAO (ou seja, USO) coisa que a ADEGRAF simplesmente cortou da tabela original. Avisem a SIB, por favor, do mal uso de seu material. A retirada desta informação altera radicalmente a visão sobre a natureza de nossas produções.
Quem não souber licenciar, irá dançar.

Veja na SIB:
Conheça a ABIPRO.
Aproveita e visita a AEILIJ.

Uma última observação que tenho a fazer é que, sendo regida pela LDA – Lei dos Direitos Autorais, não sendo, portanto, uma prestação de serviço, a ilustração depende, mais que tudo, dos critérios do artista. Tenho colegas, que atingiram tal nível de excelência em sua arte e que, dispondo de recursos extras para seu sustento, agora se dedicam apenas aos projetos que lhe cativam. Entre eles, os nomes que fazem da ilustração brasileira uma belíssima arte mundialmente apreciada.

Cuide bem de seus licenciamentos. Diferente do que ocorre com outras artes, a ilustração pode ser adequada aos mais diferentes suportes. A cada novo uso, ela vira um produto diferente, e a arte volta a gerar lucros e empregos. Entendam isso e conseguirão uma carreira de sucesso. Exemplo atual de quem sabe gerir bem a carreira: Romero Brito, Ziraldo, Maurício de Souza e um exército de ilustradores que mesmo tendo menor fama, sabem gerenciar bem o uso de suas artes, e se manter ativos no mercado sem precisar de outras fontes de renda.

Esta deveria ser a meta de todo artista visual comercial. A busca da excelência, junto ao seu cliente.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Venha ao Paixão de Ler e participe do debate!

Olha aí seu convite! Até segunda.

AEILIJ na FLUPP!


Reproduzo abaixo a boa nova de nossa coordenadora regional (RJ) a autora Sandra Ronca! 
A FLUPP acontece na UPP do Morro dos Prazeres, Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Show de cidadania e cultura carioca!

Site:

A AEILIJ está se tornando parceira da FLUPP.
Este ano, levando a mostra Cores e Formas. Esperamos aprofundar a parceria para a próxima e levar outras propostas como o DISCUSSÕES AEILIJ.
Aproveitando: programação completa da FLUPP, da FLUPP Parque, e a página no Facebook.

Ao Felipe agradeço o empenho em conseguir providenciar em tempo nossa mostra.

Abraços,

Sandra Ronca
Coordenadora Regional AEILIJ - RJ

Concurso para escritores, parte 3: reconhecendo picaretas!

Examinando com cuidado a última destas propostas "tentadoras", recebida por alguns de meus colegas, pude concluir que, no perfil daquela que explora os autores prometendo o que não tem, há certas características que ajudam a identificar a má-fé da proposta.

Reparei que ela se diz divulgadora, mas quem aparece o tempo todo, em fotos coloridas por todos o "melhores" ângulos é ela mesma! Dos autores, só uma foto, com meia frase...
E ela segue, sempre se auto-elogiando, com muita purpurina, como ganhadora de troféus e prêmios – nenhum deles de amplitude que impressione alguém... Fica aqui minha curiosidade: o que ela fez, exatamente, para ganhar tais "homenagens"?

Qual a ligação dela com os que a "premiaram"? Porque nunca ouvimos falar dela? Porque mesmo após procurar muito, não achei nada que divulgasse de forma significativa os autores que ela diz promover?

Porque nunca ouvi falar dos autores? Porque esses os autores não entram também em concursos legais?

Porque eles não buscam editores melhores, mesmo que pagando, pois afinal qualquer um pode se beneficiar desta prática? Se vai pagar, porque não buscar quem faça melhor o serviço?

Também notei que em todo processo, apenas ela vai ficando mais rica. A ponto de bancar viagens internacionais e publicações onde se auto-promove mas colocando como se fossem veículos isentos (já beirando a esquizofrenia!)

Já os autores... a este cabe meia dúzia (na realidade só quatro) exemplares (que eles mesmos pagaram, incluindo remessas) e um mundaréu de "louros" inventados pela mesma! Pior é que ela se gaba disto! Cantou pra quem quisesse ouvir que banca seus luxos com a grana que os autores lhe pagam para produzir as tais "antologias".  Assim mesmo, como se quem escreve fosse otário!

Aí ela monta todo um esquema, onde são bem pagos o fotográfo, o buffet, o salão...e quem banca tudo são os "ganhadores" do prêmio. Uma coisa temos de admitir... ela sabe como ninguém como brincar com o ego humano. Nada surpreendente, visto que lançar elogios de forma leviana é muito fácil para quem troca respeito e honestidade por dinheiro. O que ficou evidente também é que ela não possui absolutamente NENHUM preparo editorial. Ela não faz copydesk, ela não diagrama, não faz os projetos, não ilustra, não revisa, não traduz... NADA! Tudo isso ela terceriza, é pago pelos autores!!!
Então, por que, meu Deus, não buscar um editor de verdade?

Uma editora legítima saberá gerir melhor o processo, terá bons contatos, indicará quando o texto precisar de melhorias ou revisões. Um crescimento real para o autor, que irá dispor da experiência profissional e senso crítico do editor.

Aliás, uma característica comum a estes esquemas piratas, é a falta de transparência. Não demonstram os critérios para "premiar e nem apresentam os jurados. Não há divulgação nos meios legítimos e, pérola das pérolas, agora até pedem para "manter em segredo" a indicação!

Aos colegas da imagem, valem os mesmo cuidados!

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja o primeiro post sobre Concursos para escritores - parte 1.