terça-feira, junho 12, 2012
Concurso pra escritores, BOM!!!
ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES AO
III CONCURSO CEPE DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
Premiação totaliza R$ 32 mil reais
A Companhia Editora de Pernambuco - Cepe abriu inscrições até 30 de agosto ao III Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil, que tem o objetivo de revelar novos escritores brasileiros e contribuir para a formação de leitores. Os candidatos concorrem a prêmios que totalizam R$ 32 mil: R$ 8 mil para o primeiro colocado de cada categoria, R$ 5 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro; e têm a chance de publicação da sua obra pela Cepe Editora.
No primeiro concurso, em 2010, foram inscritas 435 obras, das quais foram publicadas 12. No segundo, realizado no ano passado, foram 333 obras concorrentes, das quais foram selecionadas seis, que serão apresentadas ao público no próximo mês de julho: O mar de Fiote, da mineira Mariângela Haddad; Maria das vontades, da jornalista pernambucana Adriana Victor; e O hipopótamo que tinha ideias demais, da cearense Aline Bussons, todos destinados ao público Infantil. Na modalidade Juvenil, serão lançados O dia em que os gatos aprenderam a tocar jazz, do carioca Pedro Henrique Barros; A valente princesa Valéria, de João Paulo Vaz, também do Rio de Janeiro; e O decifrador de poemas, de Viviane Veiga Távora, de São Paulo.
O concurso é aberto a brasileiros e estrangeiros legalizados, residentes no território nacional, de qualquer idade. Os textos da modalidade Infantil são destinados a leitores de seis a 10 anos de idade e os da modalidade Juvenil são para adolescentes entre 11 e 16 anos. Os interessados poderão se inscrever nas duas modalidades de premiação. As obras serão analisadas por uma comissão julgadora composta de cinco membros, entre especialistas em literatura infantojuvenil e profissionais das áreas de educação e cultura. O regulamento do concurso está disponível no portal da Cepe: www.cepe.com.br
sábado, junho 09, 2012
Copyright Office
Preciso me lembrar de escrever um artigo sobre o Copyright aqui.
Site o Copyright Office: http://www.copyright.gov/
Site o Copyright Office: http://www.copyright.gov/
sexta-feira, junho 08, 2012
Quanto custa produzir arte?
Vídeos sobre copyright que todos deveriam ver.
http://www.copyrightalliance.org/content.php?key=videos
http://www.copyrightalliance.org/content.php?key=videos
Neil Gaiman é CONTRA a pirataria.
Arte de Thais Linhares (aka Lir)
A turma de intelectuais que assina a favor do site Humanas.argh.seilá... enviou carta pedindo, e obtendo, apoio do escritor Neil Gaiman.
Esqueceram porém de informar a mister Neil, que o site fechado por pirataria já havia sido alertado 3 vezes pela justiça e que disponibilizava conteúdo contratado de editoras comerciais.
Nos debates online, ditos representantes do Partido Piada* do Brasil adoram dizer que Gaiman apoia a pirataria. Visitem o blog do autor para ver que isso não é verdade. Ele é contra a pirataria e até disponibiliza recursos que incentivam o melhor exercício dos direitos de todos que criam. Como por exemplo o recurso do testamento que pode melhor garantir a sobrevida de suas obras assim como de seus herdeiros habilitados. Ele libera a reprodução total do post, mas eu apenas coloco o link aqui pra vocês, pois considero mais interessante criar uma versão que sirva para o Brasil e outros países onde, ao invés do Copyright, usarei o Direitos do Autor.
O link:
http://journal.neilgaiman.com/2006/10/important-and-pass-it-on.html
O pirateiros usam a carta que Gaiman assinou contra o SOPA como base pra argumentar que ele não se opõe a pirataria. Basta ler para ver que isso é mentira. Ele é contra o roubo de obra alheia, e ao mesmo tempo teme que propostas radicais como o SOPA possam acabar prejudicando mais do que ajudando. Mas que ainda assim a pirataria deve ser detida.
Para ver a carta que Gaiman e outros autores assinaram contra o SOPA, vejam em:
http://journal.neilgaiman.com/2012/01/open-letter-to-washington-from-artists.html
* Partido Piada = Partido Pirata: Um "partido" que combate o direito do autor e manda negar a remuneração pelo trabalho criativo não merece ser levado à sério.
quarta-feira, junho 06, 2012
Minha ida a Duque de Caxias
Ontem (5 de junho de 2012) em Duque da Caxias, me apresentando para um plateia de educadores, fiquei muito feliz e impressionada com a garra daqueles professores. Estava ali um grande exército do bem, com décadas de experiência e atividade em prol da educação, da leitura, da criatividade, que luta com palavras e arte, no silêncio de cada alma atendida por eles. Aguardo as fotos pra comentar mais.
sábado, maio 26, 2012
Eu acredito em direitos autorais!
Cada vez que um blogueiro diz "eu não acredito em direitos autorais"
em algum lugar do mundo morre um autor.
Thais Linhares.
***
Defender o roubo de trabalho alheio como "benéfico" , pois "divulga o mesmo", é defender que os fins justificam os meios.
Tampouco é certo que o privilégio em explorar essas obras deva ser dos pirateiros. Os meios para uma forma legítima e que respeite os direitos dos que criam já existe e é usada pelos que realmente amam a arte e cultura e querem vê-la compartilhada de uma forma que a ajude a crescer.
Os sites de compartilhamento do tipo do Megaupload ergueram os níveis de pirataria na extratosfera oferecendo prêmios em dinheiro aos campeões do Download.
Já vi colegas se queixando de ter suas obras pirateadas com partes cortadas, entre elas as partes onde estavam o crédito dos criadores e editores! (O que derruba sua defesa do roubo de obra alheia pra "ajudar na divulgação")
Também vi obra visual de colega sendo assinada por terceiros, que então se beneficiaram da tal "divulgação", e obra de amigo indo parar na coleção de verão de magazine multinacional.
Os mesmos recursos que valem para aumentar o acesso à todos das obras, estão a disposição de quem o faz de forma legítima. E acaba penalizado por querer fazer do jeito correto e benéfico aos criadores.
Pra quem está recebendo o conteúdo, não faz a menor diferença se o material lhe chega de forma legal ou ilegal (pelo menos nas vezes em que não chega com a qualidade comprometida). A priori. Então não vejo defesa possível de nenhuma pirataria que se apoie apenas nos argumentos que os piratinhas têm apresentado até agora.
A massa do que é pirateado é feito com a pior das intenções, passando por cima da cabeça de quem produz e investe na arte. Os poucos que querem, de fato, ajudar à cultura, evitando atos que prejudiquem os autores, devem tomar cuidado pra não caírem no mesmo saco dos pilantras.
É justamente quando se torna mais vulnerável, que a arte precisa ter ao seu lado leis que garantam a sua continuidade. Mais do que nunca é preciso fortalecer os direitos autorais. Para que a arte não pare.
"The show must go on!"
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Como ganhar dinheiro 2
Meu colega o autor Fábio Sombra, me passou esse link onde a Apple oferece gratuitamente seu programa para criação de ebooks para sua plataforma (atualmente a melhor nos e-readers).
Entra aqui e cria um e-books repleto de recursos interessantes:
http://www.apple.com/ibooks-author/
Depois de editado, já pode disponibilizá-lo na Apple Store e começar a promover e vender teu trabalho autoral,
Veja mais no post anterior "Como ganhar dinheiro".
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Ex Libris
Ex libris é aquele selinho que colamos no livro para indicar a quem o exemplar pertence.
Da Wiki:
Ex libris é uma expressão latina que significa, literalmente, "dos livros". É empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é "propriedade de" ou "da biblioteca de".
É costume colá-lo no verso da capa ou na falsa folha de rosto, que é a aquela primeira página apenas com o título do livro que aparece em alguns impressos, sobretudo os mais antigos com encadernação costurada a mão.
Coloco aqui meus ex libris no topo da postagem. São três imagens que produzi originalmente em gravuras, com matrizes de chapa de metal gravadas a ácido.
Mais tarde, esta e outras gravuras, foram adaptadas para ilustrar meu livro "Vovó Dragão".
Aí sobre o texto coloquei o ex libris que fiz para homenagear uma de minhas heroínas, a professora Jane Elliot. Ela tem a cabeça colocada à prêmio pelos racistas norte-americanos por conta de sua cruzada contra a discriminação, contra a tirania e a opressão.
Assista o seu documentário já exibido aqui no Brasil pela Tv à cabo e já disponível na web: "Olhos Azuis".
Antes da professora Elliot, desenhara também esse aí de presente a uma autora de Nova York, a Vicky Shiefman, uma amiga acidental, pois a conheci através do ilustrador Vitor Tavares, quando ela estava aqui no Brasil pela segunda vez.
Ela vem de vez em quando, e fico envergonhada de não manter um contato mais estreito com ela, que é uma pessoa muito simpática e inteligente. Mas sinto que preciso antes ler sua obra, e lhe mandar esse ex libris pronto. Já o colori, mas ainda não me satisfiz com o resultado. E assim vou demorando, demorando...
Minha únia dseculpa é minha estranha noção de tempo. Por algum motivo sou capaz de saber a hora do dia sem olhar o relógio. Mas esqueço o ano em que estou, e em que ano aconteceu este ou aquele evento.
Então, ficar dez anos longe de alguém, ou apenas alguns meses, faz o mesmo efeito pra mim: é como se tudo tivesse acontecido ontem!
Esse ex libris de Eneas em trajes do "Império" foi uma forma de expressar meu carinho à distância, pois moramos em cidades distantes.
Conheci Vanessa através do Eneas, nos divertimos os quatro, eu, ela, N e Davison, esposo de Vanessa, numa tarde dourada no Parque da Redenção. Após uma visita ao paraíso dos artistas em Porto Alegre, a loja Koralle, sentamos na beira do lago para desenhar as árvores com nossos bloquinhos novos. Rimos de tanta bobagem, dividimos filosofias, fizemos arte e comemos sanduíches. A cidade estava coberta de flores e autores, era Feira do Livro.
Vanessa é uma autora que vem se destacando na web. Originalmente era uma autora que nas horas vagas ganhava dinheiro como corretora de imóveis. Mas seu talento chamou a atenção de sites de opinião, e hoje ela é contratada para produzir conteúdo online. Por conta do novo trabalho, foi transferida para São Paulo, marido, dois gatos fofos e tudo. É dela o blogs de opinião Lampertop.
É fácil fazer seu próprio ex libris, bem pequeno e elegante para colar em seus livros, ou fazer pequenos quadrinhos que decorem sua casa. Mas se você topar, eu faço um para você. O preço é você colaborar de alguma forma com o projeto Ler é 10, do Otávio Júnior. Pode ser doando livros ou recursos diversos (dinheiro, equipamento, lanches pras crianças que vão nos eventos literários, ingressos para atividades culturais para as crianças, transporte...é só falar com o Otávio). Entre em contato e ganhe seu ex libris, depois é só fazer quantas cópias quiser, pra enfeitar seus amigos de papel, ou até para incrementar o visual de suas páginas na Web.
Marcadores:
Carinho. ex libris
Como ganhar dinheiro
No site www.ygarape-books.com
você pode conhecer esta obra de amor às crianças
de um de nossos maiores autores de livros,
o Luiz Antonio Aguiar,
vencedor do Troféu Recordista 2012,
inúmeras vezes agraciado pela FNLIJ
com o prêmio "Altamente Recomendável para Crianças".
Trabalhando a divulgação com o Blogspot e o Utube, usando recursos já existentes na web como o Hotmart e os epubs, dá pra conseguir uma força pras contas do fim do mês.
Já até imagino o "nojinho" dos pirateiros que acham que autor ganhar dinheiro é "um pecado". Sendo que por autor... querem dizer todos que criam, tem ideias novas, e amam fazer arte... ou seja: TODOS NÓS!!!
Só sendo muito tolo, ou maulandro (com "u" mesmo, já existe o "malandro bom"), pra seguir um raciocínio assim.
Primeiro porque só pode se dar ao luxo ter nojo de dinheiro quem tem ele sobrando.
Segundo porque dinheiro não é nada, é um papel, um "símbolo" que usamos pra manter nossa vida e buscar bem-estar. Quando olho para uma nota de dinheiro eu não sinto nojo nenhum, porque ali na minha mão está o símbolo de horas, dias... anos de trabalho contínuo. Meu trabalho. E meu trabalho é tudo de bom, não tem nada de desonesto ou nojento.
Não ganho meu dinheiro montando sites onde roubo a obra dos outros, o trabalho dos outros, pra encher o bolso sem trabalhar, nem repassar os direitos de quem criou e investiu na arte. Depois querem falar mal dos "monopólios". Bem, pelo menos os monopólios colocam prazos em seus contratos, e hoje temos a opção de não mais aceitar os contratos ruins que antes tínhamos de engolir por não ter os recursos de distribuição e venda que hoje temos facilmente na Web.
Terceiro, ganhando dinheiro, se sobra algum, aí podemos ajudar muito mais a quem não tem os meios (talentos) para obtê-lo. Gerar empregos, paga impostos, dividir bens, divulgar a cultura brasileira.
E por último: ganhar dinheiro criando coisas boas, que colaboram com o desenvolvimento da humanidade, é show! E nisso vale a pena o país investir. A criatividade de um povo é seu maior tesouro!
Muito melhor do que ganhar (seja em dinheiro ou fama) na vagabundagem, vampirizando o esforço e criatividade dos outros. E os pirateiros querem acabar com isso, obrigando que nunca mais possamos ganhar nada com nosso trabalho criativo.
Para aprender com o livreiro/editor Gato Sabido como criar seu próprio ebook e se auto-publicar na web acesse:
http://blog.gatosabido.com.br/?p=425
E para comercializá-lo do jeito que quiser sem precisar investir nenhum tostão em estrutura de compra e vendas acesse o Hotmart, soluções para produtores de conteúdo digital:
http://blog.hotmart.com.br/
Muito cyber-sucesso pra você!
sexta-feira, maio 25, 2012
Repasses percentuais para os autores
O “problema”
Em uma nota (dia 17 de junho de 2010?) da coluna Gente Boa o Sr Joaquim Ferreira dos Santos colocou na nota intitulada “Ilustradores Unidos”, como um “novo problema dos editores” o fato dos ilustradores requererem direitos autorais dos escritores. A priori a matéria traz dois grandes erros.
Primeiro é que como colocado no texto do jornalista, o problema não seria do editor, e sim do escritor, que já como parte hipossuficiente em contrato de edição, ainda se veria obrigado a bancar os direitos do ilustrador, sem as benesses próprias do investidor de fato. Seria o caso surreal do editor que poderia se dar ao luxo de explorar comercialmente ambas as artes (texto e imagens) sem precisar investir no autor das ilustrações.
O segundo, e mais grave erro, está na própria notícia. Não há absolutamente nenhuma intenção dos ilustradores (enquanto grupo organizado) de pedir que nossos parceiros criativos arquem com uma responsabilidade que é dos nossos editores. Fato aliás, que se ocorrido, se opõe aos princípios defendidos pelas associações que nos representam nacionalmente. Em uma reunião promovida em 2006 pela AEI-LIJ, o assunto foi amplamente debatido e considerado resolvido por escritores e ilustradores de todo Brasil. Ficou assim esclarecido a importância de se reconhecer o carater autoral do ilustrador – o que já é garantido por lei – e que deveríamos nos precaver de contratos que fossem abusivos, inclusive aqueles que tentassem jogar para o escritor o ônus do investimento nas ilustrações do livro.
No entedimento dos autores dos livros (escritores e ilustradores), e também da Lei dos Direitos Autorais, cabe ao investidor o risco do negócio. É o editor que deve repassar ao ilustrador a parte que lhe cabe pela exploração comercial de suas artes em forma de livro.
O tal “problema”, ainda que não possamos chamar assim, é que a ilustração brasileira está amadurecendo tanto em sua qualidade artística, como profissional. A figura do artista ingênuo, alienado do processo de mercado e que assina sem ver as letras miúdas é que está desaparecendo. Enquanto foi possível, alguns editores – em particular o dos grandes grupos comerciais, que praticamente combinaram entre si um mesmo modelo contratual – impuseram contratos de adesão aos ilustradores onde obrigam que se abra mão de todos os diretos autorais sobre suas artes. São contratos de cessão universal, sem absolutamente nenhuma limitação de prazo, local ou mídia (abarcam até mídias futuras, o que é proibido).
Em um contrato de adesão a parte economicamente mais forte não pode impor cláusulas que prejudiquem a parte fraca no objeto do contrato. Logo, como justificar um contrato de licenciamento de direitos autorais que já prevê lucros ilimitados apenas ao editor em regime de cessão integral?
Esses mesmos grupos editoriais que se apossaram do patrimônio de inúmeros artistas – não raramente utilizando de coerção, pois quem se recusa a assinar nos termos impostos é sumariamente descartado – mantém imensos bancos de imagem que licenciam à vontade, em concorrência desleal com os próprios artistas que as produziram.
Esses contratos leoninos, onde ocorre a cessão integral, são distorções grotescas do conteúdo da Lei, e o pior é que do jeito que colocam na redação, o ilustrador inexperiente no jargão da lei fica com a impressão de que é própria Lei dos Direitos Autorais, e não a editora, que o obriga a assinar os tais termos abusivos.
Com o surgimento de novas mídias, vendas de governo e principalmente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos autores, nós os ilustradores, passamos a questionar os contratos abusivos. Agora é mais comum ver o autor visual acompanhado de seu advogado em negociações de uso de imagens.
Ressalta-se ainda que foi graças a esses absoletos contratos leoninos que a ilustração brasileira viu-se amarrada a relações desgastantes de trabalho, que em muito prejudicaram tanto as carreiras individuais dos artistas, quanto a visibilidade da ilustração no panorama da cultura nacional e internacional. Por isso, junto à pressão por contratos justos, estamos conscientizando as editoras de que manter uma relação onde se reconheça e respeite o trabalho do ilustrador também reverterá em maior qualidade no que é produzido. Ganham todos quando a relação é justa e transparente: o editor, os autores e o leitor.
Temos no Brasil três associações que atuam nacionalmente:
A AEI-LIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil; a ABIPRO – Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais e a SIB – Sociedade de Ilustradores do Brasil.
Através destas associações questões de interesse são discutidos, inclusive as relações contratuais e casos de desrespeito aos direitos dos autores. No meio de livros para crianças está a AEILIJ, que acaba de comemorar dez anos de criação. Além de sua forte atuação em eventos e campanhas, a associação mantem uma lista de discussão pública, isto é, aberta a todos que tenham interesse em literatura infantil e juvenil. Foi a partir de discussões desenvolvidas nesta lista que foi convocada a reunião nacional onde firmou-se posição diante da questão do tal “problema” citado na nota.
O mercado de livros no Brasil cresceu por conta de boas políticas públicas de distribuição, além de uma maior conscientização de diversos setores da sociedade para a importância do livro na formação da cidadania. Nosso país é um dos maiores compradores de livros do planeta e isso atraiu a cobiça de grandes grupos editoriais não só nacionais como estrangeiros também. São esses mesmos grupos que se gabam em seus portais na Internet de possuírem vasto catálogo aprovado dentro dos programas governamentais, e também são exatamente eles que impõem aos seus autores (não só aos ilustradores, mas aos escritores também) as piores condições contratuais. Nos encontros recentes do Fórum Nacional de Direitos Autorais a AEILIJ e a ABIPRO, levantaram não só essa questão, mas como o governo, no papel de principal comprador, pode inibir práticas abusivas nos contratos de edição dos ilustradores. Aliás, foi em parte por causa dos editais das vendas, que o ilustrador ganhou um maior reconhecimento. Nas regras dos editais é obrigatório que se estabeleça um contrato de uso das ilustrações que contemple o novo programa e também que se apresente, tanto na forma de créditos visíveis quanto de biografia, os autores ilustradores. Bastante coerente, visto que é isso que obriga a Lei 9610/98 dos Direitos Autorais. Surpreendentemente, muitos ainda eram os editores que simplesmente ignoravam seus deveres no tocante a lida com o trabalho autoral, precisando ser “esclarecidos”. Não se tratava portanto de nada novo”, e sim do fim de um problemão, de verdade.
E aí sim, a nota do Boa Gente acertou em cheio: foi a brecha que precisávamos para fazer valer direitos que já são nossos, garantidos pela Lei que foi criada para tornar possível e digna a produção autoral brasileira.
Para autores, associados ou não, editores e jornalistas que queiram se manter informados sobre questões contratuais além de outros assunto pertinentes à criação, basta contactar-nos em:
www.aeilij.org.br
www.abipro.org
http://thaislinhares.blogspot.com
Temos ainda a lista de discussão sobre Direitos Autorais em:
http://br.groups.yahoo.com/group/direitos_autorais/
Atenciosamente,
Thais Linhares – coordenadora visual da AEILIJ, associada da ABIPRO e ABCA.
Em uma nota (dia 17 de junho de 2010?) da coluna Gente Boa o Sr Joaquim Ferreira dos Santos colocou na nota intitulada “Ilustradores Unidos”, como um “novo problema dos editores” o fato dos ilustradores requererem direitos autorais dos escritores. A priori a matéria traz dois grandes erros.
Primeiro é que como colocado no texto do jornalista, o problema não seria do editor, e sim do escritor, que já como parte hipossuficiente em contrato de edição, ainda se veria obrigado a bancar os direitos do ilustrador, sem as benesses próprias do investidor de fato. Seria o caso surreal do editor que poderia se dar ao luxo de explorar comercialmente ambas as artes (texto e imagens) sem precisar investir no autor das ilustrações.
O segundo, e mais grave erro, está na própria notícia. Não há absolutamente nenhuma intenção dos ilustradores (enquanto grupo organizado) de pedir que nossos parceiros criativos arquem com uma responsabilidade que é dos nossos editores. Fato aliás, que se ocorrido, se opõe aos princípios defendidos pelas associações que nos representam nacionalmente. Em uma reunião promovida em 2006 pela AEI-LIJ, o assunto foi amplamente debatido e considerado resolvido por escritores e ilustradores de todo Brasil. Ficou assim esclarecido a importância de se reconhecer o carater autoral do ilustrador – o que já é garantido por lei – e que deveríamos nos precaver de contratos que fossem abusivos, inclusive aqueles que tentassem jogar para o escritor o ônus do investimento nas ilustrações do livro.
No entedimento dos autores dos livros (escritores e ilustradores), e também da Lei dos Direitos Autorais, cabe ao investidor o risco do negócio. É o editor que deve repassar ao ilustrador a parte que lhe cabe pela exploração comercial de suas artes em forma de livro.
O tal “problema”, ainda que não possamos chamar assim, é que a ilustração brasileira está amadurecendo tanto em sua qualidade artística, como profissional. A figura do artista ingênuo, alienado do processo de mercado e que assina sem ver as letras miúdas é que está desaparecendo. Enquanto foi possível, alguns editores – em particular o dos grandes grupos comerciais, que praticamente combinaram entre si um mesmo modelo contratual – impuseram contratos de adesão aos ilustradores onde obrigam que se abra mão de todos os diretos autorais sobre suas artes. São contratos de cessão universal, sem absolutamente nenhuma limitação de prazo, local ou mídia (abarcam até mídias futuras, o que é proibido).
Em um contrato de adesão a parte economicamente mais forte não pode impor cláusulas que prejudiquem a parte fraca no objeto do contrato. Logo, como justificar um contrato de licenciamento de direitos autorais que já prevê lucros ilimitados apenas ao editor em regime de cessão integral?
Esses mesmos grupos editoriais que se apossaram do patrimônio de inúmeros artistas – não raramente utilizando de coerção, pois quem se recusa a assinar nos termos impostos é sumariamente descartado – mantém imensos bancos de imagem que licenciam à vontade, em concorrência desleal com os próprios artistas que as produziram.
Esses contratos leoninos, onde ocorre a cessão integral, são distorções grotescas do conteúdo da Lei, e o pior é que do jeito que colocam na redação, o ilustrador inexperiente no jargão da lei fica com a impressão de que é própria Lei dos Direitos Autorais, e não a editora, que o obriga a assinar os tais termos abusivos.
Com o surgimento de novas mídias, vendas de governo e principalmente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos autores, nós os ilustradores, passamos a questionar os contratos abusivos. Agora é mais comum ver o autor visual acompanhado de seu advogado em negociações de uso de imagens.
Ressalta-se ainda que foi graças a esses absoletos contratos leoninos que a ilustração brasileira viu-se amarrada a relações desgastantes de trabalho, que em muito prejudicaram tanto as carreiras individuais dos artistas, quanto a visibilidade da ilustração no panorama da cultura nacional e internacional. Por isso, junto à pressão por contratos justos, estamos conscientizando as editoras de que manter uma relação onde se reconheça e respeite o trabalho do ilustrador também reverterá em maior qualidade no que é produzido. Ganham todos quando a relação é justa e transparente: o editor, os autores e o leitor.
Temos no Brasil três associações que atuam nacionalmente:
A AEI-LIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil; a ABIPRO – Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais e a SIB – Sociedade de Ilustradores do Brasil.
Através destas associações questões de interesse são discutidos, inclusive as relações contratuais e casos de desrespeito aos direitos dos autores. No meio de livros para crianças está a AEILIJ, que acaba de comemorar dez anos de criação. Além de sua forte atuação em eventos e campanhas, a associação mantem uma lista de discussão pública, isto é, aberta a todos que tenham interesse em literatura infantil e juvenil. Foi a partir de discussões desenvolvidas nesta lista que foi convocada a reunião nacional onde firmou-se posição diante da questão do tal “problema” citado na nota.
O mercado de livros no Brasil cresceu por conta de boas políticas públicas de distribuição, além de uma maior conscientização de diversos setores da sociedade para a importância do livro na formação da cidadania. Nosso país é um dos maiores compradores de livros do planeta e isso atraiu a cobiça de grandes grupos editoriais não só nacionais como estrangeiros também. São esses mesmos grupos que se gabam em seus portais na Internet de possuírem vasto catálogo aprovado dentro dos programas governamentais, e também são exatamente eles que impõem aos seus autores (não só aos ilustradores, mas aos escritores também) as piores condições contratuais. Nos encontros recentes do Fórum Nacional de Direitos Autorais a AEILIJ e a ABIPRO, levantaram não só essa questão, mas como o governo, no papel de principal comprador, pode inibir práticas abusivas nos contratos de edição dos ilustradores. Aliás, foi em parte por causa dos editais das vendas, que o ilustrador ganhou um maior reconhecimento. Nas regras dos editais é obrigatório que se estabeleça um contrato de uso das ilustrações que contemple o novo programa e também que se apresente, tanto na forma de créditos visíveis quanto de biografia, os autores ilustradores. Bastante coerente, visto que é isso que obriga a Lei 9610/98 dos Direitos Autorais. Surpreendentemente, muitos ainda eram os editores que simplesmente ignoravam seus deveres no tocante a lida com o trabalho autoral, precisando ser “esclarecidos”. Não se tratava portanto de nada novo”, e sim do fim de um problemão, de verdade.
E aí sim, a nota do Boa Gente acertou em cheio: foi a brecha que precisávamos para fazer valer direitos que já são nossos, garantidos pela Lei que foi criada para tornar possível e digna a produção autoral brasileira.
Para autores, associados ou não, editores e jornalistas que queiram se manter informados sobre questões contratuais além de outros assunto pertinentes à criação, basta contactar-nos em:
www.aeilij.org.br
www.abipro.org
http://thaislinhares.blogspot.com
Temos ainda a lista de discussão sobre Direitos Autorais em:
http://br.groups.yahoo.com/group/direitos_autorais/
Atenciosamente,
Thais Linhares – coordenadora visual da AEILIJ, associada da ABIPRO e ABCA.
Gravadora não tem direito autoral, tem uso.
A quase 30 anos eu sustento e busco qualidade de vida para minha família às custas dos meus direitos autorais.
Minha área, artes visuais, é diferente da dos músicos, e recentemente temos experimentado relações muito boas com o mercado, editores, e produtores. Aliás, a Internet tem nos possibilitado algo que antes era impossivel, a auto-publicação, a auto-promoção e explorarmos diretamente nossos direitos.
No caso da ilustração temos muito mais possibilidades de uso do que música ou texto.
Acho o cúmulo chamar de mesquinhez um autor defender seu direito autoral, que na prática é meu direito à vida, e meu único direito no sistema em que vivemos (goste ou não dele, estamos aqui!). Pois não gozo de direitos trabalhistas, por exemplo.
Não sou funcionaria pública, não tenho fgts, nem plano de saúde de empresa, nada. Tudo que tenho são meus direitos autorais, que na prática formam meu salário, do qual ainda desconto quase 30% em imposto de renda.
Seria impossivel todos os que criam terem cargos públicos, ou conseguirem bolsas-arte, ou vencerem editais de cultura. Assim, apenas com direito autoral todos poderão ser assistidos em seu trabalho de criar e se manter criando livres de amarrars ideológicas ou mercadológicas.
Penalizar o autor (e lembro que "autor" não é um espécime raro do ecossistema, é qualquer cidadão do planeta) por sua revolta contra um mau produtor de alguma gravadora que lhe "obrigou" a assinar um contrato, não faz o menor sentido. E na real, péssimo pra livre criatividade.
Se não está satisfeito, rasgue o contrato, oras! Essa é uma das coisas que a Lei do Direito Autoral lhe permite!!!
Créditos da imagem:
Ilustração de Thais Linhares para "O Livro de Lola", texto de Lino de Albergaria – da Editora Paulinas, que respeita os direitos do ilustrador. Grafites reais e bordados virtuais.
quinta-feira, maio 24, 2012
ALO – Acesso Livre às Obras Autorais

Amigos, num bate papo com Eneas Luz, meu querido gaúcho, ele me perguntou porque não solucionar o problema do acesso ao livro criando uma série de bibliotecas virtuais integradas. Expliquei pra ele que fazer download de livro em biblioteca é tão danoso ao editor e ao autor quanto o dos piratas. Mas a sugestão dele me fez pensar um pouco mais e saiu esta ideia luminosa aí abaixo:
PROJETO BIBLIOTECA VIRTUAL INTEGRADA
Até criarmos um nome mais batuta, eu adoraria "Acesso livre às obras autorais do Brasil" (Alô Brasil)
1-Um único portal, para todo o Brasil.
2-Todas as obras que autores e editores desejarem inscrever.
3-Downloads geram retorno para os editores/autores inscritos.
4-O retorno se inicia acima de um certo número de downloads com um valor inicial que cairá quanto maior a procura.
5-Anunciada, constantemente acessada em todas as escolas, bibliotecas publicas, centros culturais, lanchonetes fast-food e quiosques do litoral.
6-Chamada aberta a tradutores que ao disponibilizar a obra em outros idiomas também passam a receber retorno, não há limitações quanto ao número de traduções de uma mesma obra.
7-Ídem para versões reeditadas, ilustradas, musicadas, adaptadas, sampleadas, porém resguardados os direitos morais dos autores e contratos anteriores firmados por autores com terceiros.
8-Finaciamento para a montagem da estrutura online e retorno dos DAs dos editores e autores viria do Estado + provedores e demais que compartilham dos ganhos oriundos da circulaçao de conteúdo na Internet (Google, Utube, Yahoo, UOL, Terra, IG, Oi, Microsoft, Apple, telefônicas, etc).
9-Permitida entrada de anunciantes para financiar o valor dos downloads. Através de anunciantes o valor do download poderá chegar a zero para o Estado e demais patrocinadores, com o anunciante financiando diretamente o editor/autor.
Um livro sobre a Renascença Italiana interessaria a anunciantes de pacotes de viagens para Itália, cursos de arte, etc.
Um livro sobre fisioterapia interessaria a anunciantes de clínicas e equipamentos de fisio. Na seção jovens autores tudo quanto é anunciante de produto teen vai querer embarcar. Esse é um recurso que a internet veio disponibilizar e que não afeta a estrutura visual do livro, pois o anúncio entraria apenas na faixa de banners na página do download do livro e não no ebook em si.
10-Os arquivos, de alta qualidade são fornecidos diretamente pelos editores/autores, com links para compra do ebook/impresso quando houver, aqui devemos pensar nos livreiros de bairro, o usuário recebe sempre duas opções: compra online no editor/autor, e também a indicação das livrarias mais próximas que tenham o livro em suas estantes, pois há o interesse em estimular a busca pelo livro em papel e semear pequenas livrarias pelas cidades. Sinto muito pelos megastores online. Terão os mesmos privilégios que todos os outros livreiros. O fato destas megastores agregarem outros produtos já lhes confere vantagem suficiente. É notório que as megastores prejudicam editores e autores ao exigirem percentuais abusivos na revenda dos livros.
11- As livrarias teriam como anunciar seus eventos neste projeto, como lançamentos e palestras, incentivando a compra do livro físico.
12- Haveria uma opção para ajudar a auto-publicação ou editores que não dominem o ebook. Uma opção padrão automática e simples, mas que o autor pode incrementar se quiser. Outra possibilidade da magia da Internet. Poderia ser um acordo com os criadores dos softwares de edição.
13-Editores teriam espaço para criar atrativos extras, como links pra entrevistas, podscasts, brindes, atualizações sobre a obra, lançamentos e autores. Incentivando ainda mais esta forma de acesso com downloads gratuitos mas legais. Afastando de vez qualquer vantagem de acessar piratas e criando a tão importante aproximação de editores e leitores.
14-Link para paginas dos autores, feedback dos leitores direto com os autores que desejarem recebê-lo. Como na página da Amazon, a busca por um livro indicaria outros do mesmo autor ao usuário. Estudante e leitores poderiam ainda agregar resenhas dos livros, coisa que raramente se vê nos sites piratas
15-A busca de determinado livro também poderia gerar alertas sobre eventos relacionados ao livro, como por exemplo Feiras e Congressos Literários, e até eventos públicos e culturais relacionados diretamente ao autor ou assunto do livro. Exemplo, livros sobre agricultura orgânica "chamam" avisos sobre Ferias de Orgânicos, eventos para pequenos agricultores. E seriam os organizadores destes eventos que inscreveriam os mesmos. Como já é feito no Face e no Orkut. Os usuários inscritos ainda teriam descontos nesses eventos, estimulando a ida deles nas feiras.
16- Esse modelo pode abarcar outras formas de arte. Exemplos:
17- Músicas: podem ser "contratadas" para formar todo um podcast, uma lista de músicas para, por exemplo, animar uma festa, um aniversario, um casamento (acabando com os micos do ECAD invadindo festinha de aniversário da vovó). Ou até num stream continuo, tocando num bar. A Biblioteca ALO então forneceria auxilio na busca e formaçao das listas, novidades das bandas, etc. Feedback para contato com os músicos e bandas tornaria ainda mais atraente o serviço. Lembre, que serão os músicos, bandas e produtores que se inscreverão e entregarão os arquivos. Links para a compra do CD.DVD disponíveis tb.
18-Vídeos: segue a mesma ideia. Pode-se contratar "cineclubes", video-casts pra eventos, ídem, ibídem.
19-E outros formatos de entretenimento que sendo vítimas da pirataria podem se beneficiar assim. Exemplo: vídeo games.
20-Todo usuário se inscreve. Recebe os "termos de uso do site", ou ainda, o manifesto pela arte do site, cujo o objetivo é educar o usuário a não acessar mais os piratas, quem sentir falta de qualquer conteúdo haverá um canal para requisitar o mesmo, e a Biblioteca Virtual irá contatatr o detentor dos direitos.
21-Assim cadastrado o usuário passa a fazer parte de uma comunidade de leitores e vídeo espectadores. Onde pode trocar ideias, formar grupos de estudo, pedir ajuda a colegas para pesquisas ou dever de casa. Unindo lares e cabeças pensantes.
22-O usuário pode optar também por entrar como autor e promover seus próprios trabalhos, que serão disponibilizados da mesma forma que os livros dos editores. Para iniciantes poderia haver uma planilha padrão, de custo mais baixo, ou de custo zero, se abríssemos para venda direta. Piratear o livro de um estudante que começa nas letras não seria do interesse de ninguém, e de um mau-caratismo tal que dificilmente alguém faria este download.
23- Fazer aliança com a Wikipedia e demais portais de conteúdo. Integrando demais projetos que surgiram no planeta.
VANTAGENS DESTE PROJETO
1- Torna desnecessária a "luta" contra a pirataria. Economizando em processos, em buscas, em operações de repressão.
2- Mata o mal pela raíz. Com este sistema a pirataria é inútil, e o dinheiro para de ir por lugar errado. Torna caducos os programas como Napsters e Limewire, que acusados de fomentar a pirataria, também pouco se importaram com os direitos autorais. Estes e sites como do Megaupload voltariam a ter suas funções "originais" de armazenamento e compartilhamento de arquivos legais. Pois seria mais vantajoso fazer o download da Alo Brasil.
3- Finalmente cobra dos provedores e daqueles que lucram com a circulação de conteúdo na Internet a sua parcela de responsabilidade. Quanto maior o acesso, mais os provedorem podem, sem chorar, reinvestir na ALO Brasil.
4- O Governo passa a ter uma visão real da circulação da cultura na rede, e até índices dela no mundo real (compras de livros, eventos, produção acadêmica). Com esses dados pode propor políticas públicas de incentivo à cultura mais bem planejadas.
5-integra inteligência do país, contatando nossa massa pensante e criativa. Do universitário a donas de casa geniais.
6- É legal, ninguém precisa se sentir "bandido" usando.
7- Estimula a criação ao invés de matá-la.
8- É uma solução complexa inicialmente, mas que se auto renova, e viável do ponto de vista econômico. Como num projeto de software aberto ou Wiki.
9-Faz ponte direta de nossa cultura com o planeta Terra inteiro, reforçado pelo sistema de traduções.
10- É uma solução tanto pra curto quanto longo prazo.
============================
Em algum lugar do Brasil alguém já deve ter pensado nisso. Aguardo sugestões, humilhações públicas, ou compartilhamentos. Ovos ou ovações, o mais importante é o Brasil assumir seu papel na revolução que a Internet nos possibilita. Os recursos estão mais ao nosso favor do que do pirateiros.
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quarta-feira, maio 02, 2012
Harry Potter em ebook, direitos garantidos

(estudo para o próximo livro, a ser editado pela Paulinas)
Não deixem de ler o texto do Publishnews indicado no link, um trecho só pra sacarem a importância do acontecimento: "Voltando ao Harry Potter, foi registrado que, entre o lançamento oficial e a primeira cópia em um site pirata pronta para download, passaram-se meras 48 horas. A boa notícia é que este primeiro exemplar pirateado trazia para quem soubesse ler a marca do comprador original, que está à distância de um e-mail (registrado no site Pottermore) de ser processado judicialmente. Mas a melhor notícia é que, para um e-book chegar a um site pirata, levou-se o dobro do tempo para que lá chegasse um livro impresso. Os lançamentos de J. K. Rowling em papel costumavam ser escaneados e convertidos em texto ou PDF e, em menos de um dia, estavam à disposição para download ilegal. (No caso do Brasil, traduções feitas em regime colaborativo faziam os livros chegarem à web antes da publicação pela Rocco). Quero crer que isso é um sinal de que editores e leitores estão começando a ter um relacionamento mais respeitoso (e prazeroso) de ambas as partes: aqueles dão a esses a liberdade para ler, esses retribuem aqueles comprando. Mas nesse wishful thinking há um porém. Um detalhe que pode fazer toda a diferença: no caso do Pottermore, não é bem a editora quem está fazendo o mercado evoluir. É a autora. J. K. Rowling, que tem os recursos financeiros (e a inteligência) para prescindir das editoras (e de suas restrições) e ainda conseguiu subjugar uma gigante como a Amazon (você pode chegar ao livro por lá, mas a compra será efetuada diretamente no site da autora)."
Link:
quinta-feira, abril 26, 2012
Quanto custa?
Ilustração e design são trabalhos autorais.
Mesmo se feitos a partir de outra obra, como no caso de um livro com texto prévio, ou por encomenda, no caso de um projeto gráfico para um livro.
O uso comercial de trabalhos autorais é regido pela Lei dos Direitos Autorais brasileira. A conhecida LDA 9610/98. Mesmo a nova redação, que na data destes post, passa por uma revisão final, mantém a premissa básica de como a negociação entre autor e distribuidor/editor ocorre.
Paga-se pelo uso da arte.
Quanto mais abrangente esse uso, maior presume-se o valor pago pelo mesmo. Assim, cabe às partes envolvidas negociar um valor justo e de preferência fechar o acordo com um contrato assinado.
Nesse contrato deve estar claro como, onde e por quanto tempo, as artes serão utilizadas e de que forma o autor será remunerado por esse uso.
Assim ilustradores e designers que postam suas "tabelinhas" de valores na rede sem especificar termos contratuais são amadores. Desconhecem o básico da Lei, e corre-se o risco de, ao requisitar seu trabalho, publicar algo sem respaldo legal.
Na falta de um contrato claro e formal, a justiça interpretará sempre à favor do autor.
Na Lei atual, na falta de um contrato especificando o uso, o recibo simples fornecido pelo autor ao editor/produtor/empresário é considerado válido pela justiça. Porém com limitações padrões determinadas, que são: uso válido para apenas a primeira tiragem do produto, uma edição (de no máximo 3.000 exemplares), apenas para o primeiro uso (aquele pedido no momento da requisição/encomenda da arte), apenas no território nacional, um único formato de mídia. Prazo máximo de 5 anos.
A falta de um contrato bem elaborado coloca o empresário, ou editor, numa posição vulnerável. Por outro lado, um contrato onde a remuneração não seja condizente com o uso pedido, como por exemplo, pagar um valor baixo e exigir que o autor libere um uso muito abrangente, implica num acordo abusivo, que poderá ser questionado posteriormente pelo autor!
A nova redação da Lei virá com maior ênfase na necessária equidade contratual. Visto que o desequilíbrio de forças entre autores e poder econômico tem sido a maior causa de abusos por parte de grandes editores contra autores, em especial os ilustradores e fotógrafos.
A forma de pagamento não é especificada na LDA. Pode-se receber direitos autorais tanto na forma de um adiantamento, como na forma de percentuais sobre o lucro da vendagem do produto. Ou até outras formas que a criatividade humana inventar.
Essa remuneração muda em cada país e época, conforme a prática do mercado. Mas nunca é estanque. É inteligente que cada editor busque negociar com seus autores formas práticas e justas de remuneração. Por exemplo...
Já faz um tempo, os ilustradores e até alguns tradutores, mais conscientes de seus direitos, têm requisitado além do adiantamento usual, uma remuneração na forma de percentuais sobre novas tiragens e vendas casadas, destas do tipo que os programas governamentais contratam com os editores. Atualmente temos pedido um mínimo de 2,5%. Mas o fato é que, dependendo da agilidade do editor em lucrar e distribuir melhor, das novas mídias mais econômicas (ebooks) e do envolvimento do ilustrador no resultado final do livro, esse percentual pode e deve ser maior.
Por outro lado, com o novo mercado online, os escritores viram a oportunidade de finalmente poderem contar com adiantamentos, muito necessários, além dos percentuais, onde se levava meses pra conseguir um montante significativo. Com esses adiantamentos eles poderão se planejar melhor e se dedicar mais ao ofício da escrita, visto que esta muitas vezes demanda meses, até anos, de pesquisa contínua.
Tradutores têm formatado projetos pessoais, não raro em parceria com algum ilustrador ou designer, e assim também conseguido bons contratos. Infelizmente ainda não vi o caso de designers, que por terem projetos gráficos de excelência, tenham conseguido contratos que considerem as reutilizações ou usos futuros. Em geral, ainda se exige a cessão integral em projetos.
O efeito, dramático e fundamental, que um bom contrato faz na carreira de um autor, é algo que devemos sempre considerar. É a diferença entre ser um profissional em evolução ou um amador que não consegue se lançar no meio editorial. É também a garantia do editor de ter sempre ao seu lado autores satisfeitos e com lastro para atenderem suas demandas.
Sem segurança contratual, mal equilibrando-se sobre uma corda-bamba, ninguém produz e se desenvolve a contento.
Quanto custa?
Se for combinado, custa pouco,
Ganha-se muito.
Mesmo se feitos a partir de outra obra, como no caso de um livro com texto prévio, ou por encomenda, no caso de um projeto gráfico para um livro.
O uso comercial de trabalhos autorais é regido pela Lei dos Direitos Autorais brasileira. A conhecida LDA 9610/98. Mesmo a nova redação, que na data destes post, passa por uma revisão final, mantém a premissa básica de como a negociação entre autor e distribuidor/editor ocorre.
Paga-se pelo uso da arte.
Quanto mais abrangente esse uso, maior presume-se o valor pago pelo mesmo. Assim, cabe às partes envolvidas negociar um valor justo e de preferência fechar o acordo com um contrato assinado.
Nesse contrato deve estar claro como, onde e por quanto tempo, as artes serão utilizadas e de que forma o autor será remunerado por esse uso.
Assim ilustradores e designers que postam suas "tabelinhas" de valores na rede sem especificar termos contratuais são amadores. Desconhecem o básico da Lei, e corre-se o risco de, ao requisitar seu trabalho, publicar algo sem respaldo legal.
Na falta de um contrato claro e formal, a justiça interpretará sempre à favor do autor.
Na Lei atual, na falta de um contrato especificando o uso, o recibo simples fornecido pelo autor ao editor/produtor/empresário é considerado válido pela justiça. Porém com limitações padrões determinadas, que são: uso válido para apenas a primeira tiragem do produto, uma edição (de no máximo 3.000 exemplares), apenas para o primeiro uso (aquele pedido no momento da requisição/encomenda da arte), apenas no território nacional, um único formato de mídia. Prazo máximo de 5 anos.
A falta de um contrato bem elaborado coloca o empresário, ou editor, numa posição vulnerável. Por outro lado, um contrato onde a remuneração não seja condizente com o uso pedido, como por exemplo, pagar um valor baixo e exigir que o autor libere um uso muito abrangente, implica num acordo abusivo, que poderá ser questionado posteriormente pelo autor!
A nova redação da Lei virá com maior ênfase na necessária equidade contratual. Visto que o desequilíbrio de forças entre autores e poder econômico tem sido a maior causa de abusos por parte de grandes editores contra autores, em especial os ilustradores e fotógrafos.
A forma de pagamento não é especificada na LDA. Pode-se receber direitos autorais tanto na forma de um adiantamento, como na forma de percentuais sobre o lucro da vendagem do produto. Ou até outras formas que a criatividade humana inventar.
Essa remuneração muda em cada país e época, conforme a prática do mercado. Mas nunca é estanque. É inteligente que cada editor busque negociar com seus autores formas práticas e justas de remuneração. Por exemplo...
Já faz um tempo, os ilustradores e até alguns tradutores, mais conscientes de seus direitos, têm requisitado além do adiantamento usual, uma remuneração na forma de percentuais sobre novas tiragens e vendas casadas, destas do tipo que os programas governamentais contratam com os editores. Atualmente temos pedido um mínimo de 2,5%. Mas o fato é que, dependendo da agilidade do editor em lucrar e distribuir melhor, das novas mídias mais econômicas (ebooks) e do envolvimento do ilustrador no resultado final do livro, esse percentual pode e deve ser maior.
Por outro lado, com o novo mercado online, os escritores viram a oportunidade de finalmente poderem contar com adiantamentos, muito necessários, além dos percentuais, onde se levava meses pra conseguir um montante significativo. Com esses adiantamentos eles poderão se planejar melhor e se dedicar mais ao ofício da escrita, visto que esta muitas vezes demanda meses, até anos, de pesquisa contínua.
Tradutores têm formatado projetos pessoais, não raro em parceria com algum ilustrador ou designer, e assim também conseguido bons contratos. Infelizmente ainda não vi o caso de designers, que por terem projetos gráficos de excelência, tenham conseguido contratos que considerem as reutilizações ou usos futuros. Em geral, ainda se exige a cessão integral em projetos.
O efeito, dramático e fundamental, que um bom contrato faz na carreira de um autor, é algo que devemos sempre considerar. É a diferença entre ser um profissional em evolução ou um amador que não consegue se lançar no meio editorial. É também a garantia do editor de ter sempre ao seu lado autores satisfeitos e com lastro para atenderem suas demandas.
Sem segurança contratual, mal equilibrando-se sobre uma corda-bamba, ninguém produz e se desenvolve a contento.
Quanto custa?
Se for combinado, custa pouco,
Ganha-se muito.
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quinta-feira, abril 19, 2012
É ERRADO defender a pirataria com o argumento de que os autores não recebem seus direitos autorais devidamente.
Primeiro porque, que se isso ocorre, quando ocorre, não é devido a existência destes direitos (meu Deus! Não é óbvio isso?), mas sim por conta de contratos feitos de forma desequilibrada e portanto, pelo menos na legislação brasileira, ILEGAL.
Comunicadores pretensamente "libertários" pregam a pirataria, que nada mais é do que roubo do trabalho alheio, a mais valia do capitalismo selvagem, como algo "bom".
Sim, claro! Bom pro burguês entediado que quer baixar hits e blockbusters de graça e "se achar". Não vejo um único destes "partidários da pirataria" promover a arte que dizem querer "ajudar".
A única alternativa que propõem aos Direitos do AUTOR é o mecenato. Uma forma de "patrocínio" flagrantemente ANTI-libertária! Vamos todos ter de voltar a pintar capelas pro "Papa", só que no caso será pro Google!
Outra curiosidade, é que os piratinhas vivem dizendo que o autor nada ganha... logo, o que faz "peso", via contratual, no valor dos produtos culturais NÃO É O DIREITO AUTORAL!!! E se esses "rebeldes sem causa" coçassem o bolso pra liberar os tostões que não querem repassar, diretamente aos autores, o valor, ainda assim seria muito baixo!!!
Piratas entediados, ao invés de ansiar por se apropriar do dinheiro alheio, deveriam antes pedir por um pouco de bom senso e inteligência.
sexta-feira, abril 13, 2012
Agapinho
Olá, amigos! Foi com grande prazer que ilustrei "Agapinho"! Dia 19 de abril começa no Rio de Janeiro o Salão FNLIJ de Livros para Crianças e Jovens. Estarei lá pra conversar e desenhar com a criançada, falando de meu trabalho nos livros, inclusive no "Agapinho" do querido Padre Marcelo Rossi. Venham visitar a maior feira de livros para meninada da América Latina!
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Agapinho em marcador de livro
Estarei no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens distribuindo esses marcadores promocionais de meu trabalho no Agapinho.
O lançamento oficial do Agapinho é logo agora dia 16 de abril. Você poderá conseguir o seu no Salão e pegar um desenhautógrafo da ilustradora enquanto o Padre Marcelo Rossi não chega no Rio... Mas fica ligado, que não me surpreenderia se ele aparecesse lá no Salão do Livro que é o maior evento da América do Sul voltada para o livro infantojuvenil.
O lançamento oficial do Agapinho é logo agora dia 16 de abril. Você poderá conseguir o seu no Salão e pegar um desenhautógrafo da ilustradora enquanto o Padre Marcelo Rossi não chega no Rio... Mas fica ligado, que não me surpreenderia se ele aparecesse lá no Salão do Livro que é o maior evento da América do Sul voltada para o livro infantojuvenil.
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Proteja a natureza
Cartaz que fiz para download gratuito e liberado. Use-o em seu site, em sua casa, no parque, na forma de impresso, como quiser.
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SOBRE PNBE e remuneração dos autores
Vendas casadas, isto é, feitas diretamente com o editor sem o intermédio das livrarias e distribuidores, configura uma nova utilização dos direitos autorais tanto do escritor quanto do ilustrador, que deve obrigatoriamente ser remunerada à altura da nova tiragem e utilização. Toda cessão de direitos é presumivelmente onerosa. E para ser considerada justa deve haver um equilíbrio entre o que é cedido e o que é pago pela cessão. Cláusulas que não prevejam ganhos para o autor equilibradas com os lucros do editor devem ser consideradas abusivas.
Ao longo do ano, os editores inscrevem seus livros em vários editais, federais como o PNBE, ou estaduais e municipais, como o SECULFOR de Fortaleza. Esses editais atraíram para o Brasil as grandes editoras. Em uma venda direta não há risco algum de encalhe, e mesmo sendo os valores negociados menores que o de livrarias, não há desconto para o livreiro e distribuidor. Não há nenhum argumento que justifique a falta de uma remuneração melhor tanto para o escritor quanto para o ilustrador.
Temos pedido, os ilustradores, um mínimo de 2% pelos direitos das artes em vendas casadas. É irrisório, mas mesmo assim há editores reduzindo ou negando a remuneração. A grande editora internacional Planeta é uma delas. Não remunera o ilustrador quando utiliza suas imagens para vendas casadas. Queria saber qual a justificativa legal para tanto.
Ao longo do ano, os editores inscrevem seus livros em vários editais, federais como o PNBE, ou estaduais e municipais, como o SECULFOR de Fortaleza. Esses editais atraíram para o Brasil as grandes editoras. Em uma venda direta não há risco algum de encalhe, e mesmo sendo os valores negociados menores que o de livrarias, não há desconto para o livreiro e distribuidor. Não há nenhum argumento que justifique a falta de uma remuneração melhor tanto para o escritor quanto para o ilustrador.
Temos pedido, os ilustradores, um mínimo de 2% pelos direitos das artes em vendas casadas. É irrisório, mas mesmo assim há editores reduzindo ou negando a remuneração. A grande editora internacional Planeta é uma delas. Não remunera o ilustrador quando utiliza suas imagens para vendas casadas. Queria saber qual a justificativa legal para tanto.
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sábado, março 24, 2012
O autor, seus direitos e o artigo do Tulio Viana na Revista Fórum
Existe uma visão muito limitada dos que são as relações contratuais no nosso meio, o editorial. Não há na LDA nenhuma imposição quanto à forma de remuneração do autor, quando da utilização comercial de suas obras. Assim, graças a uma nova consciência de seus direitos os escritores, ilustradores e editores estão experimentando novas formas de publicação e novos modelos contratuais. Leiam o artigo do Tulio Viana, uma dos principais críticos da ministra, cujo link coloco aqui. http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_materia.php?codMateria=8670 Ele critica o atual modelo da LDA ressaltando que os escritores não se beneficiam da mesma pois, quando muito, seus ganhos equivalem a 10% do preço de capa. O leitor fica com a impressão errada de que a culpa por esse baixo percentual é o formato da Lei, e que portanto ela não é útil a nós autores. E também ele não esclarece que não é o editor que fica com o restante dos 90%!!! Não informa que na realidade o editor fica com 20%, de onde ele ainda terá de descontar serviços de revisão, diagramação, pesquisa, registro e depósito, ISBN... mais os custos do ilustrador, fotógrafo, tradutor – quando existentes – pois esses trabalham na base de adiantamento de direitos autorais. Não informa, ou talvez não saiba (?), que o custo de impressão, distribuição e revenda é que come a maior parte do preço de capa de um livro no Brasil. Tornando-o mais caro do que países onde a população tem poder aquisitivo mais alto que o nosso. Não ressalta que as novas tecnologias, o e-book, venda de gravuras e produtos gráficos diretamente online, tem possibilitado novas divisões de lucros, já que reduz o custo de produção e distribuição da obra criativa. Não informa ou não sabe, que estamos conseguindo negociar melhores contratos, com prazos justos, ganhos razoáveis, utilizações onde incidem a devida remuneração, e que isso tem possibilitado melhor e maior produção. Portanto, ao contrário do que o artigo indica, a LDA atende aos interesses do autor. Aliada às novas possibilidades de acesso direto do público com os autores, encaramos uma época de verdadeira liberdade criativa e produtiva.
Um cidadão, alheio à rotina de um escritor, ou outro profissional qualquer ligado a produção de um livro, ou obra visual, continuará leigo quanto a isso, mas passará a repetir o discurso de que "tudo bem acabar coms os direitos autorais! Pois ele só serve aos interesses escusos de empresários que exploram os autores!"
É exatamente o que sou obrigada a escutar quase que diariamente nos debates sobre o tema! A questão se torna ainda mais bizarra, quando eu, autora, informo prontamente que não é assim que acontece. Que milhares de autores estão a viver de seu trabalho autoral, usando a LDA, sem falar de outros tantos que na extensa rede produtiva da cultura, usufruem dos direitos conexos. Garanto, olhando nos olhos, de que tenho conseguido, aqui e ali, melhores contratos, e que a vinte anos sustento minha produção, minha família e um contínuo aperfeiçoamento de minha arte, graças a existência da LDA e da forma como ela atrela minha produção ao uso comercial da mesma. E ainda assim... não acreditam! Porque, afinal, tem gente importante, controladores de opinião, que garantem que sabem mais de nós autores do que nós mesmos!
URGENTE: apoie a lei que limita em 5 anos os contrato de cessão de direitos
Amigos, entrem no site da camara e falem diretamente com o autor do projeto que limita os contratos em 5 anos. Parece que pouca gente está compreendendo a importância imensa desta alteração.
quarta-feira, março 21, 2012
LEI que LIMITA a cessão de direitos autorais a CINCO anos!!! Apoie!
Vejam este link. É o tipo de resolução que vem de encontro a nossos interesses integralmente. Pois devolve aos autores a oportunidade de bons contratos e de maior transparência na utilização de nosso trabalho. No mesmo link tem lugar pra apoiar, comentar e até mesmo se comunicar com a camara. Creio que é caso de todos os autores mostrarem seu interesse e apoio. Já que o combate a contratos leoninos, com prazos infindáveis, que na prática condenava nosso trabalho à gaveta, foi uma de nossas maiores queixas. http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/409757-TRANSMISSAO-DE-DIREITOS-AUTORAIS-PODERA-SER-LIMITADA-A-CINCO-ANOS.html
quinta-feira, março 08, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Novo livro...
Tem muito livro novo, desde o ano passado que estou devendo posts destes muitos livros. Que beleza... Este aqui é de um livro que muito em breve será divulgado pela editora. Mas esta imagem não será publicada, pois optou-se por outra, mas do mesmo estilo. Então aproveito pra colocá-la sem tirar muito da surpresa... Vai ser tão legal!
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O ganho percentual do ilustrador
Sinal de tempos mais justos, os contratos entre editores e ilustradores tem evoluído pra cláusulas mais equilibradas.
Se antes o ilustrador perdia todos os direitos de usufruto de sua criação (um antagonismo claro e imoral às funções sociais da Lei dos Direitos Autorais), hoje o padrão é que se tenha prazo limitado (após o qual os direitos retornam ao ilustrador) e participação na forma de um percentual nas vendas casadas, como no PNBE, por exemplo.
Mas este percentual ainda é ínfimo se considerado a importância do trabalho criativo do mesmo na obra selecionada. Algo que raramente passa dos 2,5%! E mesmo sendo tão pouco, ainda são pressionados a reduzir para menos!
Com a eliminação dos impostos, que comiam até 15% do valor da capa, e o novo mercado de e-books, não se justifica uma remuneração tão baixa para tanto ilustrador quanto para o escritor. O corte da gordura é suficiente para melhorar o percentual dos autores e ainda sobrar pra reduzir o preço de capa.
Porém...
O nosso nó Górdio, entretanto, continua sendo o repasse excessivo na revenda. Precisamos discutir sobre isso e chegar a acordos mais justos e produtivos, que de fato movimentem o mercado e possibilitem melhores condições para a produção autoral.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
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quinta-feira, novembro 17, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
De volta ao começo: eu e Zira.
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Trabalho de escola
Teo Romano e Breno Dinarte entrevistam a autora Thais Linhares para trabalho de escola.
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