segunda-feira, março 14, 2011
Direitos autorais: esta NÃO é uma luta do Ecad contra o Creative Commons! Por Leo Cunha.
(Estudo de cor para a obra "O Pequeno Filósofo" de Gabriel Chalita,
publicada pela Editora Globo em 2011).
Neste fim de semana eu li muitos textos de blogs, sites, twitters e facebooks sobre a questão dos direitos autorais.
O que me deixou mais impressionado é que tudo parece se resumir, de forma simplista, a uma guerra entre duas turmas: a turma do ECAD e a turma do Creative Commons (incluindo os chamados "blogueiros progressistas").
Isto me parece um erro enorme de percepção. Claro, estas duas "turmas" são mesmo as mais proeminentes, mas não são os únicos "jogadores" em campo.
Como escritor de literatura infantil, há 20 anos, e membro fundador da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ), há mais de 10 anos, eu acho importante deixar claro que, fora do Ecad e para além dele, há vários outros setores da classe artística que também têm suas preocupações, opiniões e reivindicações próprias, no que se refere aos Direitos Autorais e à Propriedade Intelectual.
No caso da AEI-LIJ, uma de nossas bandeiras é a recusa ao Parágrafo Único do Artigo 46 (da proposta de mudança da lei dos DAs), por entender que ele fere mortalmente nossos direitos autorais, que afinal são, como temos explicado insistentemente, os nossos direitos trabalhistas.
Entendam: os DAs são a única remuneração dos escritores, são o nosso salário. Não podemos nos dar ao luxo de abrir mão dos nossos DAs (nosso SALÁRIO, repito) para depois compensar fazendo shows ou participando de festivais, por exemplo. Somos diferentes, neste sentido, de uma banda de rock ou de um curta-metragista, para quem os DAs podem ser, muitas vezes, algo secundário.
É muito comum eu (e muitos escritores) encontrar sites que publicam o PDF gratuito de um livro meu e ver que estes sites ganham dinheiro com banners ou patrocínios diversos.
O site vai argumentar que está simplesmente "disponibilizando" ou "compartilhando" o arquivo, termos muito simpáticos, modernos e politicamente corretos. Mas, para mim, o que este site faz é "publicar" meu livro sem me pagar direitos autorais. É "vender" meu livro (pois mesmo que seja gratuito, o site ganha a parte dele e não me repassa a minha parte).
Quero deixar claro que não me importo que algum site ou blog reproduza qualquer texto meu, DESDE que não lucre em cima disso.
Então, por favor, não venham dizer que sou contra o compartilhamento, contra a democracia virtual, contra a inteligência coletiva, ou algo parecido. Sou a favor de tudo isso, desde que ninguém ganhe nada, ou, melhor ainda, desde que cada um ganhe a sua parte.
Abraços,
Leo Cunha
ESTE TEXTO É LIBERADO PRA REPRODUÇÃO
(Arte que criei para o card-game Peleja ® de minha autoria.
Pode baixar, imprimir e usar. Liberado pra uso não comercial,
recreativo e educativo. Pode reproduzir em seu blog também.
No site www.yagarape-books.com você encontra as outras cartas)
Se existe um mérito nesta questão dos Direitos Autorais com certeza é a oportunidade de esclarecer juntos aos ignorantes do assunto, a natureza do trabalho autoral.
Numa réplica ao que escrevi anteriormente, certa pessoa colocou que pirataria não é crime porque "não tira pedaço" da obra original. Com base neste mesmo raciocínio então poderíamos requerer que os médicos, massagistas, professores, também trabalhassem de graça. Se bem que no caso dos professores, pra vergonha do país, já seja praticamente assim.
Ele entrega sua total ignorância sobre a natureza do trabalho autoral. Nós, artistas, não somos remunerados no ato de produção, como ocorre com outras atividades humanas. Somos remunerados quando alguém lucra, de forma direta ou indireta, com o que produzimos.
E para que se lucre com o que produzimos, tudo que é pedido é que se entre em acordo com o artista e que se respeite os direitos morais do criador. Neste acordo, cabe inclusive, a publicação gratuita, e é comum os artistas doarem obras e cachês para caridade.
Na Internet, como em qualquer mídia, arte é consumida em troca de capital. O porém é que este capital não esta sendo repassado na parte de direito de quem criou a arte. A Lei dos Direitos Autorais brasileira, não foi criada para prejudicar a difusão da arte! Um contrasenso que nenhum autor jamais apoiaria. Ela foi elaborada para garantir que os autores possam continuar produzindo, cada vez mais e com melhor qualidade.
A Internet nos trouxe duas grandes oportunidades:
1- Agora todo autor pode optar por dispor diretamente sua arte ao público, e também receber por isso sem intermediários. Produtores, editores, livreiros, mais que tudo, são de fato parceiros dos autores, já que não há mais como se valer do isolamento do autor pra impor contratos desleais;
2- Nunca houve tanta facilidade de acesso, e com ela, o lucro que o autor pode receber pelo que faz é centenas de vezes maior. Um menino pobre, na periferia de Caxias ou Bombai, pode usar da Internet pra ficar famoso em dias e garantir o seu sustento e colocação no contexto da cultural mundial! Estamos falando de dimensões planetárias aqui. É tanto dinheiro, que estão a querer modificar uma lei, só pra garantir não ter que dividí-lo com quem é de direito, quem é a ponta que sustenta a criação!
Não acho que seja por acaso, que justo quando os autores começam a pesar mais o lado na balança, que estejam querendo roer nossa corda!
O que é mais difícil de entender é que usuários desavisados, que parecem apenas interessados em baixar gratuitamente os hits do momento, apoiem iniciativas demagógicas, que por princípio irão desestimular a criação artística! Qual a lógica disso, a não ser a de que quem tem mais dinheiro, faz melhor sua propaganda e assim convence o público que os artistas são inimigos de si mesmos, não querendo embarcar na oportunidade de ouro da grande rede mundial.
Use a cabeça usuário. Ninguém quer diminuir o seu acesso. Nós, autores da arte que você curte, estamos a ser novamente explorados. Estamos do seu lado, não contra você.
Thais Linhares – AEILIJ , ABIPRO, ABCA.
http://thaislinhares.blogspot.com
EM TEMPO:
Eu, Thais Linhares, autora de imagens, textos, libero esta mensagem para reprodução por quem desejar divulga-la, de forma gratuita - a única restrição é citar a fonte, o contexto, a data e não alterar, nem suprimindo ou adicionando, o seu conteúdo.
AUTORES, INTERNET e DIREITOS AUTORAIS
(Ex-libris criado pra amiga Vanessa Lampert em 2011)
O Leo continua levantando pontos importantes sobre a questão de nossos direitos de autor.
Resumi aqui algumas colocações dele. O que é importante pra desarmar os apedeutas que acham de autor é contra a difusão de sua própria arte. Ainda não entenderam que difusão é publicação. E o que queremos é ganhar nossa parte, o que é o certo pra todos que trabalham neste país. Abaixo
1 - Que fique claro que nós autores:
- NÃO QUEREMOS CRIMINALIZAR A INTERNET.
- NÃO QUEREMOS PERSEGUIR NEM PRENDER USUARIOS ISOLADOS DA INTERNET QUE FAZEM DOWNLOAD DE NOSSAS OBRAS.
- Não queremos acabar com o anonimato de quem faz os downloads, não queremos registrar os nomes, idades, IPS, nada disso.
2 - Nossa luta, pelo contrário, deve focar a outra ponta. Não atacar nem cobrar de quem baixa os livros (mesmo porque são milhares, milhões), mas de quem disponibiliza os livros (que são algumas dezenas, talvez). Principalmente os SITES que disponibilizam (ou "compartilham" ) os livros sistematicamente e gratuitamente embora recebam por isso de uma destas formas:
- Banners publicitários
- Patrocínios diversos
- Assinatura
Se eles podem lucrar (por algum destes meios citados acima), porque não dividem os lucros? Mesmo se a parte do autor for mínima, é justa.
3 - Contra o argumento muito comum de que não há como controlar estes sites e os downloads, podemos argumentar que:
- Estes sites têm estrutura suficiente para se viabilizar como negócios, para publicar centenas de livros, para controlar as assinaturas. Se conseguem se estruturar para fazer tudo isso, por que seria impossível controlar as obras que foram baixadas?
4 - NÃO SOMOS INFLEXÍVEIS E DEFENDEMOS O DIÁLOGO ENTRE AS PARTES.
Se alguém ainda quiser entrar lá e opinar, será bem vindo, no
http://www.facebook .com/notes/ leo-cunha/ direitos- autorais- esta-n%C3% 83o-%C3%A9- uma-luta- do-ecad-contra- o-creative- commons/16078572 7308206
(Leo Cunha)
sábado, março 12, 2011
Palavra, sábia palavra, do Leo Cunha, sobre direitos autorais.
(Aquarela publicada pela Editora Nova Fronteira, no livro
"O Tesouro das Virtudes para Crianças - 3", de
Ana Maria Machado. Autora da imagem: Thais Linhares).
O Emir Sader, que eu sempre considerei um cara lúcido, me soltou essa bobagem: "a elite tem medo dos artistas e da sua criatividade sem cânones dogmáticos e sem pensar no dinheirinho dos direitos de autor, mas na liberdade de expressão e na cultura como um bem comum." Que papo é esse, Emir? Em que emirado você está vivendo? Quem defende os direitos autorais não é nenhuma elite, são milhares de escritores e ilustradores (no caso do livros, e milhares de compositores, no caso da música, etc). Nosso TRABALHO é criar prosa e poesia e ilustrações e merecemos remuneração por este TRABALHO. Os direitos autorais são o nosso pagamento, o nosso salário. Não somos representantes de nenhuma elite nem nenhum grande conglomerado. Aliás, nosso grande inimigo, nesta luta em torno dos direitos autorais, é uma pequena empresa chamada Google. Peço licença para me usar como exemplo. Eu escrevo livros infanto-juvenis há 20 anos. Me preparei para tanto há mais tempo que isso, lendo muuuuuuuito durante toda a minha vida, fazendo traduções, fazendo uma especialização em Literatura Infantil, fazendo um mestrado em ciência da informação, e agora em meio a um doutorado. Como alguém pode ignorar que isso é o meu TRABALHO? Que eu mereço ser pago pelo meu estudo, meu esforço, minha criação? Se você está certo em um ponto, é que os direitos autorais são, para a maioria de nós, um "dinheirinho". E muito suado. Cada livro meu que é vendido no mercado (a preços que variam de 15 a 30 reais, geralmente), me rendem de direitos autorais algo entre 1 e 3 reais. Não mais que isso. Quando há uma compra governamental, os preços caem muito, então os autores recebem algo como 30 ou 40 centavos por livro. Centavos! Se o livro não vende nada, eu não ganho nada. Se vende bem (o que no Brasil é incomum) eu consigo receber uma remuneração razoável. Como você vê, meu trabalho é de alto risco, ao contrário do trabalho de quem disponibiliza o PDF dos meus livros num site cheio de banners. Quer dizer então que estes sites cheios de banners (que são pagos, obviamente) estão do lado certo, moderno, avançado, o lado da inteligência coletiva e da democracia cultural? E eu, que exijo apenas a remuneração pelo meu trabalho, estou do lado errado, do lado do atraso? Estou do lado dos cânones dogmáticos? Só penso "no meu dinheirinho dos direitos autorais"? Ou será que o atraso é representado por aqueles que querem derrubar este grande avanço que foi a profissionalização do artista. Assim corremos o risco da volta dos velhos mecenas (aristocráticos, religiosos, ideológicos, etc) que permitem, abonam e subvencionam apenas o que lhes interessa pessoalmente. Repare que eu não sou contra qualquer autor disponibilizar o que quiser na internet. Eu mesmo publico, frequentemente, poemas inéditos na minha página do Twitter. O que eu não posso admitir (e esta posição é unânime na AEI-LIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) é que alguém - especialmente alguém com a inteligência e preparo de um Emir Sader – venha nos negar a remuneração por nosso TRABALHO.
Atenciosamente, Leo Cunha
By: Leo Cunha (in Facebook, reproduzido com permissão do autor, como deve ser!)
quinta-feira, março 10, 2011
CARTA DE APOIO À MINISTRA ANA HOLLANDA

Rio de Janeiro, 09 de março de 2011.
Exma Ministra da Cultura
Sra. Ana de Hollanda,
Ilma. Ministra,
A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) vem manifestar total apoio às declarações de V. Exa. sobre as mudanças na Lei de Direitos Autorais.
A posição adotada por esta Administração traz grande alento aos autores que, finalmente, veem o MinC preocupar-se em respeitar os direitos dos autores de obras artísticas e intelectuais. A orientação política delineada por V. Exa. vem ao encontro das demandas que apresentamos ao v. antecessor, e divulgadas em nossas publicações e cartas há muito tempo.
A AEILIJ tem participado da Câmara Setorial do Livro, Leitura e Literatura por alguns anos e em diversas ações do MinC. Em 2010 publicamos na edição nº 14 de nosso boletim uma entrevista com Marcos Alves de Souza, da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, que nos garantiu que nenhuma cláusula lesiva aos direitos dos autores passaria no anteprojeto de Lei. Como pudemos constatar, não foi bem isso o que aconteceu. O parágrafo único do artigo 46 da minuta proposta pela antiga gestão do MinC, por exemplo, fere todos os nossos direitos ao permitir o uso quase ilimitado do nosso trabalho sem autorização e remuneração.
Tornamos público nosso apoio e colaboração à corajosa iniciativa de V. Exa., na certeza de que defendemos a sobrevivência artística e profissional dos autores que representamos, assim como à democratização da Literatura no Brasil.
Atenciosamente,
Anna Claudia Ramos
Presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
www.aeilij.org.br
quinta-feira, novembro 11, 2010
sábado, novembro 06, 2010
quinta-feira, outubro 21, 2010
Profissão Ilustrador: começando bem.

(arte de Thais Linhares para livro novo da Bia Bedran - 2010)
Faz um tempinho recebi um simpático email pedindo um tantico de orientação, dicas profissionais. Ei-lo, a logo abaixo a sequência de respostas e resultado...
***
Bom dia Thais,
Acompanho seu blog e, entre outras coisas, curto muito suas ilustrações em aquarela, seu blog está na minha lista de favoritos. E também fico muito atenta às suas orientações e dicas sobre a carreira, contratos, etc. (...)
Então, como leio muito o que você posta e curto seus trabalhos posso me considerar sua fã, e, como toda fã "me permito" ser "intima" e, trocar e-mails contigo sobre carreira, pode ser? rsrsrsrs; Lá vou eu:
"Thais, o que eu estou fazendo de errado nos meus contatos infrutíferos com editoras de livros infantis?"
Acho que ilustro bem, fiz vários cursos na área de artes (cinema de animação, pintura em aquarela, pintura acrílica, Panamericana de artes, desenho de anatomia, etc, etc....), sou empreendedora mas, faz dois anos que mando portfólios impressos, mando resumos por e-mail e ninguém me contrata!
(...) atuei 20 anos na área - e desde 1998 ilustrei como freela materiais (cartilhas paradidáticas, cartazes, ....) (...), sempre na área de publicidade, mas o que quero mesmo, meu sonho é ilustrar livros infantis!!
Me ajuda? Saiba que vou seguir à risca suas orientações.
Obrigada, um abraço,
Fã.
***
Aí respondi assim:
***
(...)
Adianto que o que me ajudou mais que tudo foi o contato "ao vivo" com as pessoas do mercado. Fez TODA a diferença!
No começo eu conseguia isso marcando entrevista nas editoras (na epoca não tinha internet pra mostrar blog). Hoje isso rola bem melhor em eventos literarios.
Tem todo ano o Salão do Livro - considero o melhor lugar pra um ilustrador mostrar seu portfolio, deixar cartão e ganhar a confiança do editor. Ali também é o lugar pra fazer amizade com colegas e escritores, que podem ser futuros parceiros em projetos.
(...)
Mas acho que se fosse começar a ilustrar agora teria de seguir novos passos.
Percebi que é essencial:
Contato com as pessoas do meio - pra que elas lembrem de você enquanto artista, e confiem em você (afinal, você deixa de ser apenas um nome num papel ou site!)
Ter amostra de material, onde conseguir colocar, eu pipoco muito pela Internet, isso tb cria contatos!
Participar dos grupos de discussão de autores (tem a AEILIJ a ABIPRO, a ABCA...) pois neles você fica sabendo de oportunidades, dicas de carreira, parcerias...
Well... tente isso! Manda um retorno em agosto (que é quando volto), vamos nos falando! Bjs!
***
Algum tempo depois, uma mensagem muito legal chega:
***
Oi amiga-virtual e de alma, já que grafitamos por aí....
Escrevo porque tenho uma novidade deliciosa para te contar: fiz o que vc me ensinou e........deu certo!!
Conversei pessoalmente com três editores que estavam na Bienal do Livro em Sampa, dois que já me aguardavam por lá e um por sorte. O papo foi maravilhoso, muito gentis e receptivos. Com um deles fechei contrato nesta segunda-feira!!
Um contrato Thais!! Com direitos autorais resguardados (como vc orienta no seu blog). (...)
Os demais contatos deram frutos também, tenho mais um contrato sendo elaborado (mas este sem pagamento pelas ilustras, só DA 4% desde a primeira edição) (são pequenininhos......).
O terceiro contato é promessa para 2011, mas, agora estou mais confiante e tudo graças à você. Nem sei como agradecer, na verdade sei sim......quando vc virá à São Paulo? Temos que sair para comemorar e comer em Sampa....Quando vem?
Um grande, grande abraço feliz desta ilustradora iniciante e sua fã.
Escrevo porque tenho uma novidade deliciosa para te contar: fiz o que vc me ensinou e........deu certo!!
Conversei pessoalmente com três editores que estavam na Bienal do Livro em Sampa, dois que já me aguardavam por lá e um por sorte. O papo foi maravilhoso, muito gentis e receptivos. Com um deles fechei contrato nesta segunda-feira!!
Um contrato Thais!! Com direitos autorais resguardados (como vc orienta no seu blog). (...)
Os demais contatos deram frutos também, tenho mais um contrato sendo elaborado (mas este sem pagamento pelas ilustras, só DA 4% desde a primeira edição) (são pequenininhos......).
O terceiro contato é promessa para 2011, mas, agora estou mais confiante e tudo graças à você. Nem sei como agradecer, na verdade sei sim......quando vc virá à São Paulo? Temos que sair para comemorar e comer em Sampa....Quando vem?
Um grande, grande abraço feliz desta ilustradora iniciante e sua fã.
***
E fechando o caso de sucesso:
***
HEEEEE!!! Como é bom ouvir isso! Sinto que são novos tempos "de gente fina elegante e sincera". Meu otimismo não foi "em vão", rs!
Mas ante de me agradecer devemos erguer as mãos pros arautos dos contratos: Graça Lima, Montalvo Machado, Flavio Mota, Monica Fuchshuber, Silvana Marques... Quem são? Eles me ajudaram no passado e por isso pude passar adiante o que aprendi! E... também acender uma vela virtual a nova deusa de nosso tempo, uma Athenas re-encarnada: a Internet! Como teria sido nosso contato??? Em um evento, talvez, mas com toda a dificuldade de divulgação do passado, quando era caríssimo transmitir informação, fazer propaganda de um encontro... Seu retorno é super útil pra mim, obrigada, porque cada ilustrador que consegue se posicionar no mercado de uma forma legal, beneficia todo mundo! Portanto somos muitos a lhe agradecer também!
Beijos!! SUCESSO e ARTE pra ti!
Thais
***
Sei que alguns colegas exultarão e outros tecerão boas críticas. De qualquer forma, o panorama é de ganhos pros autores das imagens dos livros e autores em geral.
O ilustrador está entendendo melhor seu papel na cultura.
É através da imagem no livro, por exemplo, que um título ganha a oportunidade de ser editado no exterior.
Nos eventos, são as performances do ilustrador que mais encantam e acrescentam glamour à audiência! Os leitores ficam doidos quando vêem as idéias ganhando cor, altura, tecitura... em grandes painéis diante de seus olhos! Quando todos os editores se tocarem deste poder, mais ilustradores serão chamados às feiras.
A IMAGEM é uma mensagem que entra de forma imediata, para então ter início a sua decodificação dentro do pensamento do leitor (da imagem). Ao passo que o TEXTO é uma mensagem que primeiro precisa ser decodificada, para só depois entrar no pensamento. Isso não privilegia nem um nem o outro. Mas são formas diferentes de encantar, que aliadas, maximizam o prazer da fruição do leitor (de imagem e texto).
Arte e verdade, para todos, e uma boa quinta-feira de sol.
***
Sei que alguns colegas exultarão e outros tecerão boas críticas. De qualquer forma, o panorama é de ganhos pros autores das imagens dos livros e autores em geral.
O ilustrador está entendendo melhor seu papel na cultura.
É através da imagem no livro, por exemplo, que um título ganha a oportunidade de ser editado no exterior.
Nos eventos, são as performances do ilustrador que mais encantam e acrescentam glamour à audiência! Os leitores ficam doidos quando vêem as idéias ganhando cor, altura, tecitura... em grandes painéis diante de seus olhos! Quando todos os editores se tocarem deste poder, mais ilustradores serão chamados às feiras.
A IMAGEM é uma mensagem que entra de forma imediata, para então ter início a sua decodificação dentro do pensamento do leitor (da imagem). Ao passo que o TEXTO é uma mensagem que primeiro precisa ser decodificada, para só depois entrar no pensamento. Isso não privilegia nem um nem o outro. Mas são formas diferentes de encantar, que aliadas, maximizam o prazer da fruição do leitor (de imagem e texto).
sexta-feira, outubro 01, 2010
Sapateiro
Qual das opções abaixo, escolheria para ilustrar o trecho?
"Qual não foi sua surpresa de manhã quando acordou e olhou para cima de sua bancada de trabalho. Lá estava o par de sapatos prontos, muito brilhantes e bem-feitos, costurados com tanta perfeição e cuidado, que pareciam ser os sapatos mais belos do mundo."
O Texug-one implicou com o extravagante sapato amarelo. Queria saber a opinião de vocês, em especial das crianças.
sexta-feira, setembro 17, 2010
quinta-feira, setembro 16, 2010
MiniBio tipo FC
Nasci pouco depois que o senhor Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua. Quando caía a noite, lá na serra de Teresópolis, onde morava minha avó materna, eu pegava meu gorro e cachecol, e observava o céu pela luneta de meu avô (mas que não era o esposo desta avó, mas da outra, a paterna). Era muito fácil ver satélites rasgando a órbita, cacos de meteoritos, planetas faiscando no céu... Mas claro que o grande sonho era encontrar visitantes de outros planetas, que me dessem uma carona através das galáxias distantes, em busca de novos mundos, novas civilizações, audaciosamente indo aonde... Bem, a nave não veio, mas chegou outro visitante bem simpático, esse jovem cometa aventureiro, que trouxe-me à lembrança meus tempos da faculdade de astronomia, minha "quase-carreira" antes de eu decidir me tornar uma contadora de histórias, e viajar ainda mais longe na minha espaçonave imaginária.
A imagem deste post é para o livro "O Tesouro do Velho Halley", escrito por Alcides Goulart – próximo lançamento da Editora Jovem.
A imagem deste post é para o livro "O Tesouro do Velho Halley", escrito por Alcides Goulart – próximo lançamento da Editora Jovem.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Pequenos filósofos em novo livro
A referência para essa ilustração eu consegui quando fui de trem a Morretes-PA. Tirei diversas fotos das fachadas. Esta é a paróquia local, que além de muito bela e aconchegante, faz um trabalho maravilhoso de auxílio à comunidade. No dia quente encontramos frescor – na sombra e nas boas palavras – em sua nave.

Dona Porca: queria que as primeiras participações dela ela estivesse mais bestial, e gradativamente ela fosse se "humanizando", marcando a crescente atuação dela na história.

A idéia é que as tintas sigam um ritmo de sonho, de vapor de idéias... deambulações filosóficas!
quinta-feira, agosto 26, 2010
O Vilão da vez é o plástico
Felizmente, mais um atitude inteligente vira lei: as sacolinhas plásticas serão eliminadas dos supermercados cariocas. Mas o que fazer pra subtituí-las em casa? Pois é nelas que acondicionamos o lixo, o cocô do cachorrinho... E a sacola de papel vaza os líquidos. Minha sugestão é: reaproveite as embalagens dos produtos: o saco do pão de forma, o pote do queijo, o copinho do yogurte...
No momento uso as caixas de leite para o lixo orgânico. Mas ainda não é o ideal.
Primeiro, precisamos reduzir ao máximo o uso do plástico, em tudo! Por mim, voltaríamos as garrafas de vidro pra Coca-cola e leite. E recipientes re-utilizáveis para recolher o lixo orgânico que seria levado separado para composteiras. O pão volta a chegar em craft, o peixe no jornal de ontem (xi... esse também tá sumindo, virou "virtual").
Também trocar os alimentos processados pelos in natura: laranja ao invés do suco empacotado...
Cada pequenina atitude ecológica, replicada em milhões de lares, vai reduzir drasticamente os danos do lixo no meio ambiente. E meta é reduzir a Zero!
Fecho esta registrando minha revolta com o "povo poluente" que, sem necessidade nenhuma joga a garrafinha de água na Lagoa, larga o papel de bala no gramado, deixa cocô de cachorro na via pública (ou, como ocorre aqui na vila, diante da porta do vizinho). O "povo poluente" deveria saber que mesmo sem ver seu lixo ele continua o prejudicando!
A imagem que ilustra este é criação minha para o novo livro de Alcides Goulart, a ser editado em breve pela Editora Jovem.
No momento uso as caixas de leite para o lixo orgânico. Mas ainda não é o ideal.
Primeiro, precisamos reduzir ao máximo o uso do plástico, em tudo! Por mim, voltaríamos as garrafas de vidro pra Coca-cola e leite. E recipientes re-utilizáveis para recolher o lixo orgânico que seria levado separado para composteiras. O pão volta a chegar em craft, o peixe no jornal de ontem (xi... esse também tá sumindo, virou "virtual").
Também trocar os alimentos processados pelos in natura: laranja ao invés do suco empacotado...
Cada pequenina atitude ecológica, replicada em milhões de lares, vai reduzir drasticamente os danos do lixo no meio ambiente. E meta é reduzir a Zero!
Fecho esta registrando minha revolta com o "povo poluente" que, sem necessidade nenhuma joga a garrafinha de água na Lagoa, larga o papel de bala no gramado, deixa cocô de cachorro na via pública (ou, como ocorre aqui na vila, diante da porta do vizinho). O "povo poluente" deveria saber que mesmo sem ver seu lixo ele continua o prejudicando!
A imagem que ilustra este é criação minha para o novo livro de Alcides Goulart, a ser editado em breve pela Editora Jovem.
quarta-feira, agosto 25, 2010
REFORMA DA LEI DE DIREITOS AUTORAIS, últimos dias
Encerra-se esta semana a Consulta Pública sobre a Reforma da Lei de Direitos Autorais.
Ontem no FICI, a mesa sobre Transmídias traduziu com perfeição o drama que os legisladores estõ a enfrentar, pois o principal catalizador desta reforma foi a necessidade de adequar a produção cultura, e proteção ao autor, na era da Internet.
Peço por favor à organização da FICI, se possível, que repasse esta mensagem aos participantes da mesa de ontem. Creio que eles poderiam ser consultores, e que ajudariam bastante os advogados e autores neste momento histórico.
A Consulta pode ser vista em:
http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/
Agreço imensamente, ainda hoje estarei cm você aproveitando as oportunidades que este fórum nos proporciona. Abaixo reproduzo a chamado do ilustrador e grande ativista Flavio Mota:
Nessa semana temos o dever de consciência de focar as nossas atenções para algo muito raro, talvez nunca na história do Brasil houve algo similar e que influencia diretamente não somente ilustradores, mas também outros tipos de artistas, como escritores, músicos, compositores, etc. que é a possibilidade de influenciar a modificação da Lei de Direitos Autorais do Brasil.
Sabemos e sentimos na pele de alguma maneira que vivemos em um país aonde quase sempre as cartas já foram marcadas para que grupos de possuidores de um determinado poder perpetuem seu poder e ganhem com essa perpetuação sobre a energia de outras pessoas, mesmo quando essa outra pessoa seja detentora de criatividade e capacidade acima do comum.
Sabemos também que a atual Lei de Direitos Autorais, embora seja justa, contém uma falha prática que permite que grande grupos de comunicação se apropriem do trabalho de artistas inexperientes ou necessitados em conseguir trabalho ou divulgar sua arte através da cessão total por tempo indeterminado de sua obra, podendo assim ganhar inúmeras vezes sobre o trabalho do autor sem precisar repassar qualquer quantia ao verdadeira merecedor do trabalho e sem sequer consultar ao autor sobre a forma como será explorada a sua obra.
Paradoxalmente a nossa atual lei não permite de maneira alguma que nós, que trabalhamos criando e desenvolvendo arte, entretenimento e cultura possamos ter um empresa própria para gerenciar os nossos direitos de autor.
Segundo o meu ponto de vista esses são os dois principais problemas da LDA e vejo que o momento permite que possamos, caso cada um de nós entendamos ser de nosso interesse e para nosso benefício nos manifestarmos, solicitarmos, reivindicarmos mudanças que atendam aos nossos interesses e nos protejam garantindo que cada ilustrador, quadrinhista, cartunista, escritor, roteirista, compositor, arranjador ou produtor possa, caso em algum momento de sua vida crie uma obra de grande destaque, garantir que possa ele ter seu sustento garantido como forma objetiva e material de reconhecimento pelo seu mérito.
Devemos estarmos atentos a duas coisas nesse momento:
- A primeira é o endereço eletrônico da proposta do Ministério da Cultura de Modificação da Lei de Direitos Autorais, lendo, conhecendo a nova proposta, sugerindo modificações que visem beneficiar a nossa profissão e apoiando as propostas existentes que sejam a nosso favor. O endereço do site é: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/
- A segunda coisa que precisamos fazer é reservar a manhã de sexta feira, 27 de Agosto para, às 9h00 estarmos todos presentes no Senac da Lapa, na Rua Scipião, 67, participando do evento que está marcado para ser a entrega do documento final de inúmeras entidade representantes de artistas visuais: ABIPRO, SIB, ACB, AEL-IJ, CEBEC, APROARTES e Sindicato dos Artistas Plásticos junto ao MinC.
Nosso foco principal é extinguir definitivamente a cessão total de direitos. Se você concordar com nosso ponto de vista, eu peço que se junte a nós.
Precisamos mostrar que nossos Direitos são apoiados pelos nosso profissionais e pelas pessoas que entendem que o autor precisa ser devidamente valorizado e protegido, para que a cultura de nosso país cresça e auxilie o surgimento de uma nação mais justa, culta, íntegra, com oportunidade para todos e com qualidade daquilo que se produz também culturalmente.
Eenvie esse texto para quantas pessoas quiser!
Reserve a manhã dessa sexta-feira para uma boa causa, A cultura de um país inteiro agradece.
Flavio Roberto Mota
I l u s t r a d o r Tris Estúdio de Ilustração
www.estudiotris.com.br
11 32762956/67536232
http://www.groselhagrafica.com http://ph0bia.blogspot.com ICQ 61641833 - AIM flaviormota
MSN: flaviormota@hotmail.com Skype flaviormota
I l u s t r a d o r Tris Estúdio de Ilustração
www.estudiotris.com.br
11 32762956/67536232
http://www.groselhagrafica.com http://ph0bia.blogspot.com ICQ 61641833 - AIM flaviormota
MSN: flaviormota@hotmail.com Skype flaviormota
(A arte que ilustra esta foi uma figurinha que fiz pra escritora Gloria Kirinus no aniversário dela em 2005).
sábado, agosto 21, 2010
Na cauda de um cometa: livro novo
Minha estreia na Editora Jovem, livro com o escritor Alcides Goulart... Mais imagens estão no link "ilustrações" (veja na barra ao lado, aqui no blog).
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