terça-feira, fevereiro 05, 2013

Início de carreira: cobrar menos... ou não?


Trabalhos de início de carreira são complicados.

Por exemplo, uma novíssima editora, que sem recursos próprios, se utiliza do crowdfunding para iniciar seus projetos. Difícil definir o que seria um valor justo, que garanta um bom retorno de investimento ao editor e também compense a dedicação do artista ao projeto.

Posso no entanto passar o quanto eu cobraria por ser uma crodfunding, também iniciante, bem a título de experiência.


Acima: estudo de personagem que fiz para um amigo, que intimidado pelo mercado, preferiu deixar sua obra com uma editora iniciante e totalmente inexperiente. Resultado: jamais conseguiu ser publicado, mesmo após investimento em dinheiro pago ao editor. O livro é maravilhoso, coloco ele entre os melhores já escritos para jovens. Infelizmente, o mundo não o conhecerá se o autor não puder promovê-lo de outra forma.



A tempo: Crowdfunding é uma proposta genial, onde o produtor promove online o seu projeto, e os internautas podem entrar como patrocinadores, com qualquer valor. Assim que as contribuições batem a meta do projeto, ele é realizado. Os internautas que investiram recebem o retorno combinado, que pode ser algo simples, como exemplares da revista, ou animação, até qualquer coisa que o produtor puder imaginar: terem seus nomes e rostos colocados na obra, camisetas e promos...
Usem a criatividade!


Eu cobraria em separado as etapas, para o cliente ter uma boa visão.

Importante: esses valores não são o ideal de mercado, pois como já dito antes, o que determina o valor do licenciamento é o USO da arte.

1- A decupagem do texto, com  a criação de roteiro: R$100 por pg/ ou tirinha;

2- Arte + finalização (na técnica escolhida, eu desenharia na mão, scanearia tudo e colocaria a cor digitalmente, mas é só uma escolha): R$ 300 por página ou tirinha;

3–Projeto gráfico tirinhas mais letreragem: R$ 500 pelo projeto mais R$ 50 por tira montada e letrerada ou diagramação: R$ 50 por página letrerada;

4- Projeto gráfico do ebook: aqui entra a montagem da revista, com a colocação dos texto na fonte, mantagem da capa com títulos, formato da revista (se será só digital ou se terá também que sair impressa), número de páginas, forma de apresentação, se for impressa: qual o papel, tiragem...
R$ 2.000 (total);

5- Criação do personagem institucional:
R$ 3.000  (cessão apenas para a Editora, sem limite de tempo ou aplicações institucionais, pois se pressupõe registro como mascote institucional). Inclui manual com banco de poses, personagem em 360º, determinação das cores padrão, proporções, versões em palhetas limitadas: PB, uma cor. Obs: Está barato, mas levei em conta que é uma pequena editora, e editoras costumam a ter um retorno muito pequeno e demorado de investimento.


Não penso que o fato de ser iniciante possa ser levado em conta no valor, mas, claro, que se houver outros interesses além do financeiro, pode-se pensar em algo com custo menor mas, sempre deixando claro que o valor está abaixo do que seria o ideal. Poderia se pedir algo em troca, como uma maior exposição de seu nome, portfolio acoplado ao link do projeto. Se for um projeto bacana, que lhe seduz à fazer parte, com pessoas que tem afinidade com teu trabalho e podem se tornar bons parceiros para outras ações, cai dentro!

Já me empolguei com projetos assim e tive os dois tipos de experiência:

1- Era uma turma legal, batalhadora, nos tornamos amigos e nos reencontramos anos depois, todos com boas posições no mercado. Foi a turma do fanzine Panacea, hoje são produtores em editoras grandes. Muito talentosos. Tenho saudades daqueles tempos e faria tudo de novo.

2- Uma produtora de vídeo (Baby Vídeo), não me pagava nada e eu produzia todo o visual (concepts de personagens e cenários), até que ele começou a surtar e a cobrar que eu virasse noite. Só que aí eu descobri que mesmo sendo só eu que trabalhava de fato na equipe, eu era a única que não estava recebendo grana!!! Os demais recebiam e só ficavam fazendo pesquisa (simples!) atrasavam (quando apareciam). Sumi!

3-A Maco editora. Mesma coisa, eu fui bem empolgada, bem iniciante, tipo parceira (daquelas abestadas onde você não leva nada e trabalha como jumenta), com a única condição que eu determinaria o prazo, pois estava em época de provas finais. Não passaram 3 dias a louca me liga aos berros, cobrando todas as artes "pra ontem". Sumi 2.

4-Cometi o erro básico de atender favor para parente: um ano perdido em reuniões que varavam a noite, mais de uma centena de artes e projeto de coleção de didáticos que já tinha até editora à vista... até que um dos professores surtou e resolver cair fora furando todo o projeto. Dancei que nem o-lango-tango...never more!

5- Igual ao anterior, mas era o projeto do PRIMEIRO RPG brasileiro, que já estava vendido pra Rocco e todos seriam pagos inclusive com participação nas vendas. Estava PERFEITO, alto nível, melhor do que qualquer material já visto, inclusive na Europa e EUA. Aí o autor entrou em crise de "medo do sucesso" e toda a equipe dançou...Ódio! Só não quebramos as pernas da besta porque ele é campeão de Krav-Magá.

Esse dragão acima foi uma das dezenas de ilustrações já prontas para o RPG. Éramos 4 ilustradores de alta qualidade, mais uma designer de renome e uma grande editora que já até havia investindo no copydesk, perdendo tempo com a atitude pouco profissional do autor.

Como percebe... foram quatro roubadas (cada autor que você perguntar poderá citar outras dez no mesmo estilo) contra apenas UMA certa.

Por isso... cuidado! Faça todas as perguntas para esclarecer suas perdas e ganhos. Como se fosse uma proposta de casamento. Só que mais sério!!!

Saiba que em 100% dos casos, se alguém lhe pede para fazer algo de graça ou por valor aviltantemente baixo, este mesmo alguém não considera o projeto com a mesma prioridade que você e o seu tempo – que é dinheiro – será TODO PERDIDO. O projeto não irá decolar. Eu pelo menos, NUNCA vi um caso de sucesso começar assim. Já participei inclusive de projetos de ONGs super bonitos, mas que simplesmente não passaram de "lágrimas no temporal" – como diria nosso amigo replicante na cena mais bela de Blade Runner – por faltar o básico no proponente: talento para negócios.

No mercadão da vida real o valor da página de roteiro está entre: R$500 – R$600. Este é o valor pago por produtora. O roteiro é entregue em lauda, só texto, cada página correspondendo a um minuto de filmagem. No caso de HQ imagino que o equivalente seria "texto que entra em uma página decupada" por página de roteiro. Para uma agência de publicidade isso é até pouco! O storyboard é outra história, literalmente, e custa mais!

Mas na época em que comecei a fazer roteiros para Globo Revistas eles não queriam pagar mais que R$ 50, e num worshop onde procuramos pedir aumento (sugeri R$ 100 roteiro, R$ 100 arte lápis, R$ 100 finalização), eles não só negaram como ainda queriam que incluíssemos a decupagem rafeada à lápis nos mesmos cinquentamínimos.

Pulamos fora!!! Nesta mesma reunião eles pediam desesperadamente que chamássemos os colegas pra fazer roteiros. Mas não queriam pagar o preço de um bom escritor. Quem estava nessa reunião hoje faz trabalho responsa no mercado, ganhando bem mais, é claro. Se pensarmos que a tiragem mínima de uma daquelas revistinhas em quadrinhos era de 100.000, com direito a espaço de mídia etc. Fica claro o absurdo de se pagar tão pouco. O custo de um bom roteirista, desenhista ou arte finalista, colorizador, por exemplar não chegaria a um centavo de centavo. Na verdade seria menos de R$ 0,0005 por exemplar. Por outro lado, é arte impressa naquele papel baratinho que faz o lucro da editora. Uma HQ de sucesso, que chega na margem do milhão, é super lucrativa! Forma público, fideliza os fãs, gera outros produtos: camisetas, mochilas, desenhos animados... Ganha fã clubes eternos.

Ainda neste tópico, me lembrei do que uma das roteiristas falou no Coffebreak: – Sabe, Thais, eu tenho aqui três roteiros sensacionais, que pensava em entregar hoje pra eles. Mas não vale a pena gastar ideias tão boas por tão pouco! Vou guardar para outra ocasião, talvez desenvolver em livro.
Ela me contou as histórias. Realmente excelentes! Fiz ela me prometer que colocaria no papel – para quem pagasse bem, é claro. Esse tipo de coisa acontece com frequência. O roteirista não libera suas melhores ideias para maus clientes. Todos fazem isso. Mente quem nega. Olha aí a falta de visão da empresa!

Da obra: "Operação Resgate em Bagdá", 
escrito por Luciana Savaget,
editado pela Nova Fronteira.


Nas editoras de livros infantojuvenis estabelecidas no mercado, é raro cobrar menos de R$ 300 por página finalizada, mesmo ilustrador iniciante. Há quem peça bem mais. Uma capa paga com justeza custará uns R$ 900 a R$ 1.500. Mal, super mal paga, uns R$ 500 (mas isso é na Record que é péssima contratante e decidiu por sua conta que ilustração é serviço e não trabalho autoral, como determina a lei). Os contratos são elaborados para serem justos, com prazos limitados a uma média de 5 anos, uso restrito ao título da obra, impresso e com participação nos lucros pelo menos nas vendas institucionais.
Essa participação nas vendas, não só é o correto, mas o principal incentivo para a máxima dedicação do ilustrador – ou escritor – nas artes. Pois formou-se uma parceria que promoverá o livro para sempre!


Do livro "Deus",  escrito por Bia Bedran, editado pela Nova Fronteira.


Voltando ao nosso caso, da pequena editora que inicia seus passos de mãos dadas com um novo artista.

Uma dica de ouro para esse tipo de cliente "de risco" com projetos crowdfundings, é sempre:

– Pedir um adiantamento, qualquer, 20%...50%... porque isso garante que o cliente não vai pular fora depois de você ter dedicado seu tempo ao projeto. Infelizmente o que acontece na maioria da vezes é exatamente isso: o cliente inexperiente simplesmente pula fora e desiste do projeto ao se deparar com o "mundo cão" que é o mercado, deixando os colaboradores a ver cyber-navios;

– Se não houver contrato, o prejudicado é o cliente, mas é gentil esclarecer para ele que nesse caso o uso já fica definido por lei: as artes só podem ser usadas no limite do que foi pedido, neste caso o projeto, o personagem institucional, a tira – tudo na mídia online inicialmente estabelecida, e NADA mais. Um contrato é sempre útil, mesmo entre amigos, Aliás, é uma boa forma de não perder o amigo se o "frango azedar" no meio do projeto.

O fato de cobrar pouco agora por ser iniciante não significa JAMAIS que um belo dia, quando marcar 5 ou 10 anos de mercado, irão automaticamente lhe pagar melhor! Nunca! Só irão lhe pagar bem quando você cobrar bem, oferecendo um material à altura. Independente do tempo de mercado!

Sei de veteranos que após 30 anos de batalha ainda cobravam os mesmos pingados (a senhora diarista de meus pais ganha melhor do que eles e em menos horas de serviço), viravam noite pra produzir centenas de páginas e ainda assim não conseguindo fechar as contas no fim do mês. Moram, pode você adivinhar, na casa dos pais idosos, como se ainda fossem adolescentes, sem carro nem Internet banda-larga. Resultado: não conseguem produzir com a qualidade máxima e acabavam sendo vistos como "quebra-galhos" para empresários com pouca seriedade em seus negócios. Viravam carpete para os pior tipo de cliente: o que não valoriza nem seu próprio produto!!! Foram meus exemplos do que NÃO FAZER profissionalmente.

Arte para coleção de cards de RPG que seria editado por amigo "garganta". No final revelou-se que "não havia dinheiro, nem editor, nem gráfica". Uma das primeiras furadas em que caí que nem pata. A figuraça que desenhei era a minha própria personagem de RPG, a elfa muito má Olcean Daioris.
Usei nankim para os traços e ecoline com lápis de cor para as cores.


Então? Espero ter ajudado. Compartilhei com você minha experiência pessoal e outros com vivências diferentes poderão também ajudar. Vale a pena pesquisar bastante, ver todos os caminhos. Nossa área tem muitas possibilidades de crescimento e propostas originais.

Sucesso para você que está começando hoje o seu sucesso de amanhã!

Grupo aberto sobre Direitos Autorais



Faz alguns anos abri uma lista do Yahoo para ser nosso databank de artigos, notícias, legislação e litígios relacionados com o Direito Autoral e outros afins essenciais no oficio das artes. 



Todos podem participar, folhear os tópicos, contribuir com suas experiências e opiniões. É quase um registro histórico que como tem evoluído a questão dos DAs no Brasil e no mundo. 

O endereço para quem desejar se inscrever é:




Pour Thais – Para Thais: 
As fotos acima foram sacadas por mim durante uma exposição de orquídeas 
no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ. 
Creio que em 2005, estudando para minhas artes botânicas..

terça-feira, janeiro 29, 2013

About me... in english, just for you!

"Grandma Dragon" - 3rd edition, colorful and bigger!



Thais Quintella de Linhares was born in Rio de Janeiro on the dawn of September 29 of the year 1970. She moved with her family to U.S.A. while she was still a baby, and there she lived until she was five years old.

As she listened to the classics of literature introduced by her grandmother, Thais learned to love the books, together with the beautifull illustrations of Beatrix Potter and Edith Holden. Returning Brazil, her family took up residence in the neighborhood of the Jardim Botânico (Botanical Gardens), where streets and cars still share space with birds and monkeys.

In 1989 she entered to the School of Astronomy at the Federal University of Rio de Janeiro (Astronomia/UFRJ), but in ’91, during the first Comic’s Strip’s International Biennial of Rio de Janeiro, she managed to contact many cartoonists and illustrators, specially two of her greatest idols: Will Eisner and Moebius. She also worked at that time as a comic writer with Ziraldo – one of the greatests brazilian author of children books – for his magazine “Menino Maluquinho”.

So enchanted, she decided to follow the artistic career and entered (1990) as apprentice in a publicity agency, and soon after that she was chosen to enter a Special Course of Graphic Design (SENAI-AG). There she was trained in art, design, computer graphics, history of graphic design and graphic production – after a two years full time course, she graduated as graphic designer and went to work at the creative department of a publicity agency. During this time she published the graphic novel, the “Grimoire”, released at the II Comic’s Strip’s International Biennial of Rio de Janeiro, obtaining a good divulgation in the press. Further two of her comics were awarded 7th and 10th places in the Biennial competitions. 

She also graduated in the National Academy of Fines Arts (EBA/UFRJ;
Attended the animation workshop of André Leduc (form the Canadian National Film Board); studied Medieval History at Cambridge’s Summer School. And Robert McKee course "Story" in scriptwriting. Studied pitching with Heather Kanon. 

Professional experience:

Thais Linhares is a well know illustrator for children books, also a writer and an passionate student of medieval art and its relations with the popular art of Brazilian story-tellers. She's been publishing her art since 1998. Having achived some important prizes gave by the FNLIJ (Brazilian section of IBBY).
Thais is an usual guest at the FNLIJ Saloon of Books for Children and Young Readers, the biggest of the kind in Brazil, usually make performances of illustrations and talk to children about that kind of art.
Worked as an background artist for the public TV at Multirio's animation series "Juro que Vi", as seen at: http://www.youtube.com/watch?v=923nsj_V2Q4http://www.ygarape-books.com/

She writes for TV animation series "Quarto do Jobi", exihibited at the public TV. 
As publisher she create the Ygarapé Books. 

International:

2013 – SM's Diccionario de Ilustradores Iberoamericanos
2005/2007 – BIB – http://www.bib-slovakia.sk/

Many of her illustrated books was presented by the FNLIJ (Brazilian Section of IBBY) at the Bologna’s Children Books Fair, since 2001. And this years some of her works will be seen in Frankfurt Fair - 2013.

2005 – At the FLIPinha, the part of FLIP dedicated to children books, in a exposition organized by the Brazilian Association of Writes and Illustrators of Children Books (AEI-LIJ), located in Paraty/RJ, Brazil. And many other international fairs, as guest, such as FLIPorto, in Olinda-PE.

See also:

Blog Letras e Rumos de Thais Linhares

Blog, in english:




sexta-feira, janeiro 11, 2013

Viva o livro impresso!

Ilustração que fiz para o novo livro da Fátima Miguez, editado pela Nova Fronteira.


Quando em vez escritores, editores e ilustradores declaram seu amor ao livro impresso.
– O papel nunca irá morrer!

O livro impresso é veículo de liberdade, ele é seu. Sem intermediários!

Experimenta esparramar livros no meio de uma roda de crianças para ver o que acontece! Cada uma puxa aquele que flertou com sua curiosidade e, se intermediários, mergulha na leitura.

Imagina agora um laptop fechado no meio de um grupo de crianças. O que pensa que elas fazem?

Tela de computador é intermediário. Tela, mais buscador, mais provedor, mais tomada na parede é um monte de intermediários.

Uma delas pegará o laptop e sairá navegando nas ondas do saber da Internet...ou abrirá um site de jogos online, o que é mais provável...

Cada formato tem seu mérito, insubstituível. Cartaz, livro, camiseta impressa, livro digital, cinema, teatro, escultura...Vamos usufruir do melhor de cada um!

Viva o impresso!
Ele é imune a falta de energia.
De qualquer tipo.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Esquentando os tamborins para 2013

Meu primeiro vídeo no You Tube sobre carreira de ilustrador me surpreendeu com grande acesso: 7.000 em dois dias. Ilustrador passando link para fotógrafo que passava pra editor, tradutor...um modesto, mas apreciável, viral do bem.

O segundo vídeo, espero fazer melhor, deve abordar detalhes contratuais. Cláusulas necessárias, cláusulas armadilhas, e até pretender uma maior atenção às dúvidas de quem está começando a contratar  obras autorais, pois neste ramo, o que se pretende é uma parceria onde editor e autor saiam sorridentes, com a boa sensação de terem trabalhado juntos para dar vida a um livro relevante, peça de um mundo melhor.

De olho nas sugestões, percebo que há muito a ser falado. Observando as críticas, vejo onde o primeiro vídeo pode ter deixado buracos, pois não entrei em detalhes como a relação da forma como são acordados os contratos com outros tipos de produção. O que poderia ser o terceiro vídeo.
Reclamaram do som, ficou escuro, sem edição. Tentarei resolver esses problemas, mas infelizmente no que toca a vídeo sou totalmente amadora. Mas tentarei melhorar, prometo.

Segue uma imagem do livro que estou trabalhando agora, para a Nova Fronteira. O nesta imagem é meu, e não é o do livro. Apenas coloquei ele para marcar esse periodo, tão louco, que foi o fim-do-ano-e-do-mundo-também.

Feliz ano novo, agora sem maias. Apenas meias, macias e branquinhas.


segunda-feira, dezembro 10, 2012

Quanto custa uma arte? – vídeo


Primeiro dos vídeos orientando novos autores como gerenciar sua carreira, cobrar pelas suas artes, conseguir bons contratos e ter sucesso:
http://www.youtube.com/watch?v=w6T2lysmxl0&feature=youtu.be

Crédito da foto: Branca de Neve – 2012.



Direitos Trabalhistas dos Autores – 2


Acabo de receber de um colega ilustrador o relato de como foi abordado por um agente com um contrato onde:

"o contrato, para escritores, previa que todo material publicado na edição, ilustrações, fotos, gráficos, seria incorporado à obra, ou seja, passaria a pertencer ao escritor."

Donde concluo, sem medo de errar, que o cérebro do agente cabia numa casca de noz.

Ele preferia receber seus percentos apenas dos percentos do escritor, ao invés de parasitar os demais do ilustrador, tradutor, fotógrafo, editor e designer. Até tentando se dar bem tem gente que fura o próprio olho.

Mais uma vez, sem medo de falhas, recomendo a todo autor que estude a LDA e redação contratos. A priori, no dia-a-dia, não precisamos de muito pra começar. Na hora de briga feia, podemos correr direto no advogado, que será mais isento do que um agente que tem em sua carteira esse tipo de contrato. Até com advogado tem de ser escolher bem, pois na AUTVIS, por ex. havia adv da Ática! Ou seja: conflito de interesses! A Ática hoje pertenca a Abril, que adora empurrar contratos mandrakes nos novatos. Quem já conhece, pede o contrato "tipo C" (se me lembro bem do nome dados pelos colegas de SP) que não é de cessão. Quem anda desinformado assina qualquer porcaria por dezmerréis.



Direitos Trabalhistas dos Autores


Lembro de ter ouvido de uma colega autora de texto, que a agente literária Lúcia Riff não considerava que os autores da imagens comercializadas deveriam receber direitos autorais por suas artes!
Essa parece ter sido a opinião de muitos, naqueles anos obscuros da cultura brasileira.
Se hoje conseguimos o cumprimento da lei e contratos minimamente dignos (ainda mínimos..!) é por conta do trabalho de ilustradores como Graça Lima, Roger Melo, Maurício Veneza, Marcelo Pimentel, Adriano Renzi, Alarcão, Montalvo Machado (este mais que todos!), Silvana Marques, Flavio Mota...(acrescente quem quiser mais nomes, pois hoje somos muitos!) – que chegamos ao patamar de profissionamlização que a cultura precisa pra ganhar destaque mundial. Graças a eles que reformulamos os contratos, e continuamos buscando relações mais justas.

Nem advogado, nem agente, esteve ao nosso lado! Apenas a AEILIJ ajudou, no histórico Fórum Nacional em SP onde firmarmos um acordo de parceria na batalha por contratos justos, onde os ilustradores recebem seus DAs pagos pelo empresário que explora comercialmente sua arte.

A chegada dos espanhóis vem nos prejudicar. Além da já antagônica Record, a Leya e a Planeta afirmam que "não pagam direitos autorais aos ilustradores". Ou seja: querem implantar aqui algo que os ilustradores lá fora já rejeitam: contratos de violação de direitos. Os direitos autorais dos autores da imagem é o nosso equivalente dos direitos trabalhistas. E não se pode obrigar um trabalhador à assinatura de um contrato em que ele abra mão de seus direitos!

Fico pasma que até hoje os advogados e agentes não tenham percebido que o filão da ilustração é extremamente lucrativo, se bem gerenciado. Diferentes do texto, a imagem possui inúmeros destinos não conflitantes, e uma mesma imagem pode rodar o mundo e render dez vezes mais que um texto. E sequer precisa de tradução ou edição! Nem mesmo as editoras que obrigam cessões leoninas percebem isso. Pois mal administram seus imensos bancos de imagens. Apenas os jornais que usufruem literalmente, para sempre, dos direitos de milhares de fotógrafos sabem cobrar, e muito bem, por qualquer uso de imagens de seus stocks.

Mas o panorama é favorável a quem quer construir uma carreira sólida como ilustrador. Se a Leya, Planeta e Record não pagam os justos direitos, temos aí centenas de novas editoras, crescendo na conta do talento e competência, sem explorar injustamente os ilustradores. E como sabemos, não é só de livros que vive o ilustrador.

Dorme em paz ilustrador, e deixe os DAs se acumularem em sua conta bancária.


segunda-feira, novembro 26, 2012

O Saci – cenografia

Alguns dos cenários que trabalhei para a animação "O Saci", 
da série "Juro que vi", produção de 2008 da Multirio.

Produtora: Patrícia Alves Dias
Diretor: Humberto Avelar



 











terça-feira, novembro 20, 2012

Tabela de valores para ilustração e design - ADEGRAF


Parecer profissional sobre a Tabela da Adegraf de Valores para design e ilustração publicada em 2011: ruim.

A tempos discutimos nas listas a necessidade, ou não, de uma tabela de valores referenciais para profissionais do design, webdesign e ilustração. Um dos maiores entraves para criação desta, reside no fato de que não podemos, legalmente, obrigar este ou aquele valor aos profissionais e artistas do mercado publicitário e editorial. É a livre concorrência.

Mas a falta de profissionalismo e, ou, ética de poucos, arriscava a depreciação gradativa de nossos trabalhos. Como fazer o cliente entender a diferença entre uma marca criada por um profissional qualificado e as "marcas a atacado" oferecidas por inúmeros picaretas na Internet? Em meio aos acalorados debates haviam até mesmo aqueles que diziam que "um cliente que coloca a imagem institucional de sua empresa nas mãos de um amador merece o estrago...". 
Assim, nos unimos, por exemplo, na ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), e na SIB (Sociedade de Ilustradores Brasileiros) e formulamos as malfadadas "tabelinhas de valores" para design e ilustração. Mas, cuidado...

Um cuidado que tivemos ao elaborar tais tabelas, foi deixar bem claro, claríssimo, que o que rege o custo de design e ilustração é o uso. Arte, design, imagem, foto, ilustração é, por força da lei, licenciada. E os termos desta licença tem de ser transcritos em contrato de Direitos Autorias. 
Ou seja: não é no número de cores, o formato, o número de palavras, o tipo de papel... que irá nortear os custos. Mas sim fatores como: área de abrangência (nacional, regional, local...), mídia (TV, rádio, impressos, Internet, outdoors...), o prazo (um mês, uma edição, um ano, cinco anos, com possibilidade de renovação, ou não...), a exclusividade (exclusivo, exclusivo para um tipo de mídia, exclusivo por N anos...).
Cores e formatos irão aumentar os custos da gráfica, do digitador, do diagramador... que já não são regidos por direitos autorais, e sim pela lei de prestação de serviços. Que ao seu modo, também protege quem pratica estas atividades. 
Obviamente que custos com materiais, páginas de web e formatos também entram no orçamento de um designer ou ilustrador, mas o ideal é que estejam discriminados, separados do valor do licenciamento, visto que atendem a regimes de impostos diferentes. Serviços como estes pagam ISS. Licenciamento NÃO! Ambos recolhem IRF.
Sobre este assunto veja um parecer completo feito pelo advogado Marcelo Salles Pimenta em Nota Fiscal não é necessária para recolhimento de direitos autorais.


Voltando a Tabela da Adegraf:

Essa tabela aí é um crime à categoria. Só para citar ilustração. Ilustração não se vende, se licencia. Segundo lei federal estabelecida – a LDA. O que determina o valor final NÃO é o tamanho, nem a digitação! Mas o uso! (região, mídias, ...). É o beabá do mercado de uso de arte.

Leia este texto do ilustrador Paulo Brabo, sobre isto no site ABIPRO. Muito bom, mostra como contratar.

Curioso notar o baixo valor proporcional que a ADEGRAF atribui à capa de livro.
Qualquer um que trabalhos com publicidade, por exemplo, sabe que a localização de determinada "mensagem" (e aí pode ser a imagem de uma capa, para cativar o leitor) é fator de valorização da mesma. Uma mesma imagem valerá mais se ao invés de entrar no miolo, ir figurar na capa do exemplar impresso. A tabela sugere que seja o dobro, como se fosse uma simples página dupla, e pior, incluindo o trabalho de preparo para impressão. Ressalto porém, que essa é uma que veio da SIB. Então: feio, SIB, feio.

Pior ainda foi a "recomendação" para os novatos darem descontos. Uma boa peça de um novato, visando distribuição nacional pode e deve custar bem mais caro do que uma peça tosca de um veterano que só irá cobrir um curto espaço de tempo a nível regional.
Desculpe-me a ADEGRAF, mas que pisada na bola.

Mais uma vez: o que determina o preço do licenciamento, é prazo, região, mídia. Nunca a quantidade de anos que o profissional tem nas costas. Conheço vários veteranos que após 20 ou 30 anos de trabalho, ainda amargam a concorrência dos novatos que acham que estão na vantagem cobrando trocados por algo que vale na casa dos milhares. Na vã ilusão de que um dia poderão cobrar decentemente. Mentira. Ao cobrar tão pouco, ele viciam o cliente num patamar irreal de valores, inviável para o desenvolvimento de suas carreiras. Na hora que acordam, já perderam o cliente para outro incauto, que orientado pela ADEGRAF, baixou "só mais um pouquinho" o seu preço.

Antes que discordem, é óbvio que a fama trará clientes. Clientes maiores, com interesse em projetos de grande abrangência, portanto mais valorosos. Fama reverte em valores melhores por conta de captar grandes parceiros, e também porque a partir do momento em que se tem uma agenda cheia, pode-se optar por aqueles que oferecem os melhores valores e contratos. É exatamente o que fiz depois de alguns anos de ilustradora atuante. Passei a descartar quem chegasse com contrato oneroso, ou valores irreais para o tipo de licenciamento requisitado.

Observo ainda que a tabela da SIB, que a ADEGRAF usou para referência de valores pra ilustração, tem como base que PRAZO e REGIAO (ou seja, USO) coisa que a ADEGRAF simplesmente cortou da tabela original. Avisem a SIB, por favor, do mal uso de seu material. A retirada desta informação altera radicalmente a visão sobre a natureza de nossas produções.
Quem não souber licenciar, irá dançar.

Veja na SIB:
Conheça a ABIPRO.
Aproveita e visita a AEILIJ.

Uma última observação que tenho a fazer é que, sendo regida pela LDA – Lei dos Direitos Autorais, não sendo, portanto, uma prestação de serviço, a ilustração depende, mais que tudo, dos critérios do artista. Tenho colegas, que atingiram tal nível de excelência em sua arte e que, dispondo de recursos extras para seu sustento, agora se dedicam apenas aos projetos que lhe cativam. Entre eles, os nomes que fazem da ilustração brasileira uma belíssima arte mundialmente apreciada.

Cuide bem de seus licenciamentos. Diferente do que ocorre com outras artes, a ilustração pode ser adequada aos mais diferentes suportes. A cada novo uso, ela vira um produto diferente, e a arte volta a gerar lucros e empregos. Entendam isso e conseguirão uma carreira de sucesso. Exemplo atual de quem sabe gerir bem a carreira: Romero Brito, Ziraldo, Maurício de Souza e um exército de ilustradores que mesmo tendo menor fama, sabem gerenciar bem o uso de suas artes, e se manter ativos no mercado sem precisar de outras fontes de renda.

Esta deveria ser a meta de todo artista visual comercial. A busca da excelência, junto ao seu cliente.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Venha ao Paixão de Ler e participe do debate!

Olha aí seu convite! Até segunda.

AEILIJ na FLUPP!


Reproduzo abaixo a boa nova de nossa coordenadora regional (RJ) a autora Sandra Ronca! 
A FLUPP acontece na UPP do Morro dos Prazeres, Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Show de cidadania e cultura carioca!

Site:

A AEILIJ está se tornando parceira da FLUPP.
Este ano, levando a mostra Cores e Formas. Esperamos aprofundar a parceria para a próxima e levar outras propostas como o DISCUSSÕES AEILIJ.
Aproveitando: programação completa da FLUPP, da FLUPP Parque, e a página no Facebook.

Ao Felipe agradeço o empenho em conseguir providenciar em tempo nossa mostra.

Abraços,

Sandra Ronca
Coordenadora Regional AEILIJ - RJ

Concurso para escritores, parte 3: reconhecendo picaretas!

Examinando com cuidado a última destas propostas "tentadoras", recebida por alguns de meus colegas, pude concluir que, no perfil daquela que explora os autores prometendo o que não tem, há certas características que ajudam a identificar a má-fé da proposta.

Reparei que ela se diz divulgadora, mas quem aparece o tempo todo, em fotos coloridas por todos o "melhores" ângulos é ela mesma! Dos autores, só uma foto, com meia frase...
E ela segue, sempre se auto-elogiando, com muita purpurina, como ganhadora de troféus e prêmios – nenhum deles de amplitude que impressione alguém... Fica aqui minha curiosidade: o que ela fez, exatamente, para ganhar tais "homenagens"?

Qual a ligação dela com os que a "premiaram"? Porque nunca ouvimos falar dela? Porque mesmo após procurar muito, não achei nada que divulgasse de forma significativa os autores que ela diz promover?

Porque nunca ouvi falar dos autores? Porque esses os autores não entram também em concursos legais?

Porque eles não buscam editores melhores, mesmo que pagando, pois afinal qualquer um pode se beneficiar desta prática? Se vai pagar, porque não buscar quem faça melhor o serviço?

Também notei que em todo processo, apenas ela vai ficando mais rica. A ponto de bancar viagens internacionais e publicações onde se auto-promove mas colocando como se fossem veículos isentos (já beirando a esquizofrenia!)

Já os autores... a este cabe meia dúzia (na realidade só quatro) exemplares (que eles mesmos pagaram, incluindo remessas) e um mundaréu de "louros" inventados pela mesma! Pior é que ela se gaba disto! Cantou pra quem quisesse ouvir que banca seus luxos com a grana que os autores lhe pagam para produzir as tais "antologias".  Assim mesmo, como se quem escreve fosse otário!

Aí ela monta todo um esquema, onde são bem pagos o fotográfo, o buffet, o salão...e quem banca tudo são os "ganhadores" do prêmio. Uma coisa temos de admitir... ela sabe como ninguém como brincar com o ego humano. Nada surpreendente, visto que lançar elogios de forma leviana é muito fácil para quem troca respeito e honestidade por dinheiro. O que ficou evidente também é que ela não possui absolutamente NENHUM preparo editorial. Ela não faz copydesk, ela não diagrama, não faz os projetos, não ilustra, não revisa, não traduz... NADA! Tudo isso ela terceriza, é pago pelos autores!!!
Então, por que, meu Deus, não buscar um editor de verdade?

Uma editora legítima saberá gerir melhor o processo, terá bons contatos, indicará quando o texto precisar de melhorias ou revisões. Um crescimento real para o autor, que irá dispor da experiência profissional e senso crítico do editor.

Aliás, uma característica comum a estes esquemas piratas, é a falta de transparência. Não demonstram os critérios para "premiar e nem apresentam os jurados. Não há divulgação nos meios legítimos e, pérola das pérolas, agora até pedem para "manter em segredo" a indicação!

Aos colegas da imagem, valem os mesmo cuidados!

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja o primeiro post sobre Concursos para escritores - parte 1.

Concurso para escritores, cuidado - parte 2

Mais sobre CONCURSOS PICARETAS:

O debate ganhou força nas listas de autores! Estes concursos e "honrarias" dadas em troca de dinheiro já eram denúncia velha entre meus amigos cartunistas e ilustradores! Foi criado até mesmo a comunidade "Mendigos do Orkut" pra divulgar os nomes de quem se utiliza desta prática bandida! Entra lá e coloque o nome de quem explora a ingenuidade alheia para:

- promov
er seu site ou empresa se passando por "descobridor de talentos" ou "incentivador da arte";

- encher os bolsos com dinheiro dos autores na pretensão de "divulgar" a arte deles no exterior, mas nunca consegue os canais legítimos (que além de gratuítos muitas vezes fornecem bolsas e auxílio viagem);

_ se auto-promove em seus próprios meios como grande propagador de arte, quando na verdade é apenas um mestre em afagar egos dos incautos, oferecendo penas de pavão ao invés de trabalho editorial sério!

Além destes "prêmios" para poetas e escritores, sobram as picaretagens voltadas para ilustradores, cartunistas, designers e webdesigners.

Há ainda empresas que engordam no esquema ETA: exploradores do trabalho alheio! Se você já foi vítima de alguma, divulgue! Espalhe! Que é pra afundar de vez os barquinhos de papel destes malandros.

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

E leia a continuação desta postagem em Concurso para escritores, cuidado - parte 3.

Concurso para escritores: cuidado!


ALERTA aos escritores, ilustradores!

Cuidado com CONCURSOS e PRÊMIOS que cobram altas taxas para seus participantes. É comum chegarem essas propostas picaretas assim que seu contato for garimpado pelo mailing destas pessoas que se valem dos sonhos alheios para encherem os bolsos.

Como uma destas picaretonas falou em email recente (que já está sendo amplamente divulgado entre autores consagrados,

 sempre "vítimas" dos emails coloridas desta dona):

"não quero respeito, quero dinheiro pra encher a geladeira e colocar minhas filhas na escola".

Bem... é de minha opinião que quem não se respeita dificilmente demonstrará respeito ao trabalho autoral alheio. E de fato as ações desta pessoa são pautadas pela falta de ética profissional.

A novidade agora é ela se aproximar de entidades culturais de diferentes cidades, para vender seu material, disfarçado de homenagens legítimas, que claro... não custam menos do que algumas centenas de reais para o "homenageado".

Ora, é uma pena ver tantos autores, ainda que a caminho de seu reconhecimento, apelarem para os serviços duvidosos desta dona que tem mais lábia de vendedora do que talento próprio.

Picaretas como ela abundam no mercado, e a Internet facilitou o contato destas com suas vítimas. Há outras de formas de se promover, sem cair nas garras de narcisistas galopantes como esta senhora que no mesmo email definiu como "boçais" mais de 400 autores, estando em meio destes nossos queridíssimos Ziraldo, Ana Maria Machado, Rosana Rio, Sandra Pina, Anna Claudia Ramos, Sandra Ronca, Vitor Tavares, Mauricio Veneza...só para dar início a uma extensa lista de autores premiados (de forma legítima e recebendo ao invés de pagar), que a décadas batalham e promovem a difusão da literatura.

Mesmo ao escolher uma editora "on demand" onde se paga para publicar, deve-se ter algum critério. Algumas destas empresas são sérias, e até lhe fornecerão um bom serviço de copydesk. Mas há muitas que de olho apenas no dinheiro, jogam no lixo todo o respeito e atraem seus clientes inflando-lhes o ego com promessas de "edições internacionais" ou "prêmios sensacionais"!
Nada disso adianta se não há um trabalho editorial sério. O que outros poderão lhe oferecer, pagando ou não!

Imprimir mil livros, distribuir numa cerimônia aos amigos, pendurar medalhinhas e comandas nos ombros... qualquer um pode fazer! Para trabalho editorial sério... busque informação com quem sabe!

Acesse meu blog e não pague NADA para uma jornada macia pelo caminho das pedras do mercado editorial.

http://thaislinhares.blogspot.com/

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja as duas continuações desta postagem em Concurso para escritores: cuidado! - parte 2 e parte 3.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Autor, associe-se.


Associe-se!

Muitos são os que me perguntam sobre onde começa o caminho das pedras para se tornar um ilustrador ou escritor ativo no mercado editorial. 
Fazer parte de uma associação onde é possível trocar ideias com os colegas, adquirir experiência dos mais antigos e saber das novidades e oportunidades, é essencial. Por isso lhe convido a entrar para a AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, que é a principal representante da classe autoral de LIJ. Sua atuação tem sido marcante tanto no tocante a políticas governamentais quanto na orientação profissional de todo e cada um que procura seu amparo. Todo trabalho produzido na AEILIJ foi através da doação voluntária do tempo e talento de seus associados, de norte a sul do Brasil, na certeza de que juntos fazemos verão. 
São inumeráveis os feitos e conquistas que conseguimos nos últimos anos. Como as participações perenes no Salão do Livro FNLIJ, na FLIPinha de Paraty, e outros tantos eventos por todo país. Projetos fantásticos como a AEILIJ Solidária, que gerou as visitas ao Solar Meninos da Luz, as Coleções da Fundação Dorina Nowill de livros em braille ilustrados com relevos e, talvez a mais importante: o acompanhamento dos desdobramentos da nova Lei dos Direitos Autorias brasileira. É com orgulho que participo desta associação, onde aprendo muito com meus pares. Pessoas a quem admiro, festejo e tenho imenso carinho. 
Associe-se. E festeje conosco a literatura brasileira clicando aqui.


segunda-feira, setembro 24, 2012

Direitos (de produção) do Autor




Direitos do Autor durante a produção, seja ele ilustrador ou escritor.

1-Contar com uma proposta de criação clara, adequada, seguida de contrato de direitos autorais com cláusulas justas;

2-Pedir um adiantamento;

3-Participação em utilizações futuras de sua arte, seja por novas edições, traduções, vendas casadas ou novas mídias, entre outros motivos;

4-Cronogramas viáveis com datas para recebimento e entrega de material;

5-Ter um horário de trabalho fixo – em horas comerciais – e que se paguem a mais as horas extras que se mostrem necessárias, além de taxa de urgência;

6-Receber alguma remuneração (caução) caso o projeto seja cancelado;

7-Receber os gastos com pesquisa e viagens;

8-Ter limite para alterações e refeituras;

9- Que as horas gastas em reuniões e brainstorms contem como horas de trabalho e sejam devidamente remuneradas;

10-Visitas, palestras e oficinas em escolas, universidades, clubes, instituições em geral sejam remuneradas, afinal são horas de trabalhos também;

11-Que seu nome apareça nos locais onde sua obra é utilizada, vendida ou exposta. Tais como: apostilas escolares, livrarias, sites, eventos educativos.

Esta lista não trata de direitos formais. É mais um guia para autores e seus promotores trabalharem suas parcerias de forma justa e produtiva.

Que venham os bons projetos.

(crédito da imagem: arte do livro "Vovó Dragão" escrito e ilustrado por Thais Linhares, que se prepara para uma reedição colorida, pela Editora Nova Fronteira).

sábado, setembro 22, 2012

Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt 2012


O livro ilustrado com o baralho de tarô cujo design e arte foi feito por mim recebeu o Prêmio Excelência Gráfica Werner Klatt para livro Técnico ILUSTRADO de 2012. Mais uma vez a editora Record, sequer se dignou a me informar do ocorrido. É da filosofia da Record desconsiderar o ilustrador como autor de sua obra visual. Sim, é fato, confirmado para mim em comunicação direta: "não pagamos direitos autorais para ilustradores, consideramos a ilustração uma MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS". Logo, porque avisá-lo se uma obra que ele criou, colaborou para o lucro da mega-editora?

Veja no link, que só consegui graças à divulgação feita pelo Ney Naiff, criador do tarot, em seu blog:
http://www.neinaiff.com/premio/tarot.htm

Do texto de divulgação:

"O Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt já se encontra em sua nona edição, sendo promovido pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf – RJ) com o objetivo de reconhecer os melhores especialistas e empresas da indústria gráfica."

E ainda, citando o tarô original, que desenhei, também premiado com outro prêmio, o RECORDISTAS 2011 –fato que também só fiquei sabendo pelo Face de um amigo:

"Para tarólogos e estudantes dessa arte representa mais um marco histórico; pois, desde os mais antigos livros de tarôs que se tem notícias, TARÔ, SIMBOLOGIA E OCULTISMO é a primeira obra a receber um prêmio pela excelência gráfica, da mesma forma que o livro CURSO COMPLETO DE TARÔ foi o primeiro a receber um troféu em 2011 pelas excelentes vendas (já se encontra em sua 10º edição!)."

Clque aqui para ver uma amostra do mesmo, como divulgado pelo professor Ney Naiff, um dos maiores pesquisadores do assunto no mundo. Algum advogado se candidataria a cutucar o maior grupo editorial do Brasil?

quinta-feira, agosto 09, 2012

Liberdade

Para meu novo livro, projeto da editora Mundo Mirim - SP/2012.

Liberdade é quando o que você faz harmoniza com o que você é.