segunda-feira, dezembro 10, 2012

Direitos Trabalhistas dos Autores – 2


Acabo de receber de um colega ilustrador o relato de como foi abordado por um agente com um contrato onde:

"o contrato, para escritores, previa que todo material publicado na edição, ilustrações, fotos, gráficos, seria incorporado à obra, ou seja, passaria a pertencer ao escritor."

Donde concluo, sem medo de errar, que o cérebro do agente cabia numa casca de noz.

Ele preferia receber seus percentos apenas dos percentos do escritor, ao invés de parasitar os demais do ilustrador, tradutor, fotógrafo, editor e designer. Até tentando se dar bem tem gente que fura o próprio olho.

Mais uma vez, sem medo de falhas, recomendo a todo autor que estude a LDA e redação contratos. A priori, no dia-a-dia, não precisamos de muito pra começar. Na hora de briga feia, podemos correr direto no advogado, que será mais isento do que um agente que tem em sua carteira esse tipo de contrato. Até com advogado tem de ser escolher bem, pois na AUTVIS, por ex. havia adv da Ática! Ou seja: conflito de interesses! A Ática hoje pertenca a Abril, que adora empurrar contratos mandrakes nos novatos. Quem já conhece, pede o contrato "tipo C" (se me lembro bem do nome dados pelos colegas de SP) que não é de cessão. Quem anda desinformado assina qualquer porcaria por dezmerréis.



Direitos Trabalhistas dos Autores


Lembro de ter ouvido de uma colega autora de texto, que a agente literária Lúcia Riff não considerava que os autores da imagens comercializadas deveriam receber direitos autorais por suas artes!
Essa parece ter sido a opinião de muitos, naqueles anos obscuros da cultura brasileira.
Se hoje conseguimos o cumprimento da lei e contratos minimamente dignos (ainda mínimos..!) é por conta do trabalho de ilustradores como Graça Lima, Roger Melo, Maurício Veneza, Marcelo Pimentel, Adriano Renzi, Alarcão, Montalvo Machado (este mais que todos!), Silvana Marques, Flavio Mota...(acrescente quem quiser mais nomes, pois hoje somos muitos!) – que chegamos ao patamar de profissionamlização que a cultura precisa pra ganhar destaque mundial. Graças a eles que reformulamos os contratos, e continuamos buscando relações mais justas.

Nem advogado, nem agente, esteve ao nosso lado! Apenas a AEILIJ ajudou, no histórico Fórum Nacional em SP onde firmarmos um acordo de parceria na batalha por contratos justos, onde os ilustradores recebem seus DAs pagos pelo empresário que explora comercialmente sua arte.

A chegada dos espanhóis vem nos prejudicar. Além da já antagônica Record, a Leya e a Planeta afirmam que "não pagam direitos autorais aos ilustradores". Ou seja: querem implantar aqui algo que os ilustradores lá fora já rejeitam: contratos de violação de direitos. Os direitos autorais dos autores da imagem é o nosso equivalente dos direitos trabalhistas. E não se pode obrigar um trabalhador à assinatura de um contrato em que ele abra mão de seus direitos!

Fico pasma que até hoje os advogados e agentes não tenham percebido que o filão da ilustração é extremamente lucrativo, se bem gerenciado. Diferentes do texto, a imagem possui inúmeros destinos não conflitantes, e uma mesma imagem pode rodar o mundo e render dez vezes mais que um texto. E sequer precisa de tradução ou edição! Nem mesmo as editoras que obrigam cessões leoninas percebem isso. Pois mal administram seus imensos bancos de imagens. Apenas os jornais que usufruem literalmente, para sempre, dos direitos de milhares de fotógrafos sabem cobrar, e muito bem, por qualquer uso de imagens de seus stocks.

Mas o panorama é favorável a quem quer construir uma carreira sólida como ilustrador. Se a Leya, Planeta e Record não pagam os justos direitos, temos aí centenas de novas editoras, crescendo na conta do talento e competência, sem explorar injustamente os ilustradores. E como sabemos, não é só de livros que vive o ilustrador.

Dorme em paz ilustrador, e deixe os DAs se acumularem em sua conta bancária.


segunda-feira, novembro 26, 2012

O Saci – cenografia

Alguns dos cenários que trabalhei para a animação "O Saci", 
da série "Juro que vi", produção de 2008 da Multirio.

Produtora: Patrícia Alves Dias
Diretor: Humberto Avelar



 











terça-feira, novembro 20, 2012

Tabela de valores para ilustração e design - ADEGRAF


Parecer profissional sobre a Tabela da Adegraf de Valores para design e ilustração publicada em 2011: ruim.

A tempos discutimos nas listas a necessidade, ou não, de uma tabela de valores referenciais para profissionais do design, webdesign e ilustração. Um dos maiores entraves para criação desta, reside no fato de que não podemos, legalmente, obrigar este ou aquele valor aos profissionais e artistas do mercado publicitário e editorial. É a livre concorrência.

Mas a falta de profissionalismo e, ou, ética de poucos, arriscava a depreciação gradativa de nossos trabalhos. Como fazer o cliente entender a diferença entre uma marca criada por um profissional qualificado e as "marcas a atacado" oferecidas por inúmeros picaretas na Internet? Em meio aos acalorados debates haviam até mesmo aqueles que diziam que "um cliente que coloca a imagem institucional de sua empresa nas mãos de um amador merece o estrago...". 
Assim, nos unimos, por exemplo, na ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), e na SIB (Sociedade de Ilustradores Brasileiros) e formulamos as malfadadas "tabelinhas de valores" para design e ilustração. Mas, cuidado...

Um cuidado que tivemos ao elaborar tais tabelas, foi deixar bem claro, claríssimo, que o que rege o custo de design e ilustração é o uso. Arte, design, imagem, foto, ilustração é, por força da lei, licenciada. E os termos desta licença tem de ser transcritos em contrato de Direitos Autorias. 
Ou seja: não é no número de cores, o formato, o número de palavras, o tipo de papel... que irá nortear os custos. Mas sim fatores como: área de abrangência (nacional, regional, local...), mídia (TV, rádio, impressos, Internet, outdoors...), o prazo (um mês, uma edição, um ano, cinco anos, com possibilidade de renovação, ou não...), a exclusividade (exclusivo, exclusivo para um tipo de mídia, exclusivo por N anos...).
Cores e formatos irão aumentar os custos da gráfica, do digitador, do diagramador... que já não são regidos por direitos autorais, e sim pela lei de prestação de serviços. Que ao seu modo, também protege quem pratica estas atividades. 
Obviamente que custos com materiais, páginas de web e formatos também entram no orçamento de um designer ou ilustrador, mas o ideal é que estejam discriminados, separados do valor do licenciamento, visto que atendem a regimes de impostos diferentes. Serviços como estes pagam ISS. Licenciamento NÃO! Ambos recolhem IRF.
Sobre este assunto veja um parecer completo feito pelo advogado Marcelo Salles Pimenta em Nota Fiscal não é necessária para recolhimento de direitos autorais.


Voltando a Tabela da Adegraf:

Essa tabela aí é um crime à categoria. Só para citar ilustração. Ilustração não se vende, se licencia. Segundo lei federal estabelecida – a LDA. O que determina o valor final NÃO é o tamanho, nem a digitação! Mas o uso! (região, mídias, ...). É o beabá do mercado de uso de arte.

Leia este texto do ilustrador Paulo Brabo, sobre isto no site ABIPRO. Muito bom, mostra como contratar.

Curioso notar o baixo valor proporcional que a ADEGRAF atribui à capa de livro.
Qualquer um que trabalhos com publicidade, por exemplo, sabe que a localização de determinada "mensagem" (e aí pode ser a imagem de uma capa, para cativar o leitor) é fator de valorização da mesma. Uma mesma imagem valerá mais se ao invés de entrar no miolo, ir figurar na capa do exemplar impresso. A tabela sugere que seja o dobro, como se fosse uma simples página dupla, e pior, incluindo o trabalho de preparo para impressão. Ressalto porém, que essa é uma que veio da SIB. Então: feio, SIB, feio.

Pior ainda foi a "recomendação" para os novatos darem descontos. Uma boa peça de um novato, visando distribuição nacional pode e deve custar bem mais caro do que uma peça tosca de um veterano que só irá cobrir um curto espaço de tempo a nível regional.
Desculpe-me a ADEGRAF, mas que pisada na bola.

Mais uma vez: o que determina o preço do licenciamento, é prazo, região, mídia. Nunca a quantidade de anos que o profissional tem nas costas. Conheço vários veteranos que após 20 ou 30 anos de trabalho, ainda amargam a concorrência dos novatos que acham que estão na vantagem cobrando trocados por algo que vale na casa dos milhares. Na vã ilusão de que um dia poderão cobrar decentemente. Mentira. Ao cobrar tão pouco, ele viciam o cliente num patamar irreal de valores, inviável para o desenvolvimento de suas carreiras. Na hora que acordam, já perderam o cliente para outro incauto, que orientado pela ADEGRAF, baixou "só mais um pouquinho" o seu preço.

Antes que discordem, é óbvio que a fama trará clientes. Clientes maiores, com interesse em projetos de grande abrangência, portanto mais valorosos. Fama reverte em valores melhores por conta de captar grandes parceiros, e também porque a partir do momento em que se tem uma agenda cheia, pode-se optar por aqueles que oferecem os melhores valores e contratos. É exatamente o que fiz depois de alguns anos de ilustradora atuante. Passei a descartar quem chegasse com contrato oneroso, ou valores irreais para o tipo de licenciamento requisitado.

Observo ainda que a tabela da SIB, que a ADEGRAF usou para referência de valores pra ilustração, tem como base que PRAZO e REGIAO (ou seja, USO) coisa que a ADEGRAF simplesmente cortou da tabela original. Avisem a SIB, por favor, do mal uso de seu material. A retirada desta informação altera radicalmente a visão sobre a natureza de nossas produções.
Quem não souber licenciar, irá dançar.

Veja na SIB:
Conheça a ABIPRO.
Aproveita e visita a AEILIJ.

Uma última observação que tenho a fazer é que, sendo regida pela LDA – Lei dos Direitos Autorais, não sendo, portanto, uma prestação de serviço, a ilustração depende, mais que tudo, dos critérios do artista. Tenho colegas, que atingiram tal nível de excelência em sua arte e que, dispondo de recursos extras para seu sustento, agora se dedicam apenas aos projetos que lhe cativam. Entre eles, os nomes que fazem da ilustração brasileira uma belíssima arte mundialmente apreciada.

Cuide bem de seus licenciamentos. Diferente do que ocorre com outras artes, a ilustração pode ser adequada aos mais diferentes suportes. A cada novo uso, ela vira um produto diferente, e a arte volta a gerar lucros e empregos. Entendam isso e conseguirão uma carreira de sucesso. Exemplo atual de quem sabe gerir bem a carreira: Romero Brito, Ziraldo, Maurício de Souza e um exército de ilustradores que mesmo tendo menor fama, sabem gerenciar bem o uso de suas artes, e se manter ativos no mercado sem precisar de outras fontes de renda.

Esta deveria ser a meta de todo artista visual comercial. A busca da excelência, junto ao seu cliente.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Venha ao Paixão de Ler e participe do debate!

Olha aí seu convite! Até segunda.

AEILIJ na FLUPP!


Reproduzo abaixo a boa nova de nossa coordenadora regional (RJ) a autora Sandra Ronca! 
A FLUPP acontece na UPP do Morro dos Prazeres, Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Show de cidadania e cultura carioca!

Site:

A AEILIJ está se tornando parceira da FLUPP.
Este ano, levando a mostra Cores e Formas. Esperamos aprofundar a parceria para a próxima e levar outras propostas como o DISCUSSÕES AEILIJ.
Aproveitando: programação completa da FLUPP, da FLUPP Parque, e a página no Facebook.

Ao Felipe agradeço o empenho em conseguir providenciar em tempo nossa mostra.

Abraços,

Sandra Ronca
Coordenadora Regional AEILIJ - RJ

Concurso para escritores, parte 3: reconhecendo picaretas!

Examinando com cuidado a última destas propostas "tentadoras", recebida por alguns de meus colegas, pude concluir que, no perfil daquela que explora os autores prometendo o que não tem, há certas características que ajudam a identificar a má-fé da proposta.

Reparei que ela se diz divulgadora, mas quem aparece o tempo todo, em fotos coloridas por todos o "melhores" ângulos é ela mesma! Dos autores, só uma foto, com meia frase...
E ela segue, sempre se auto-elogiando, com muita purpurina, como ganhadora de troféus e prêmios – nenhum deles de amplitude que impressione alguém... Fica aqui minha curiosidade: o que ela fez, exatamente, para ganhar tais "homenagens"?

Qual a ligação dela com os que a "premiaram"? Porque nunca ouvimos falar dela? Porque mesmo após procurar muito, não achei nada que divulgasse de forma significativa os autores que ela diz promover?

Porque nunca ouvi falar dos autores? Porque esses os autores não entram também em concursos legais?

Porque eles não buscam editores melhores, mesmo que pagando, pois afinal qualquer um pode se beneficiar desta prática? Se vai pagar, porque não buscar quem faça melhor o serviço?

Também notei que em todo processo, apenas ela vai ficando mais rica. A ponto de bancar viagens internacionais e publicações onde se auto-promove mas colocando como se fossem veículos isentos (já beirando a esquizofrenia!)

Já os autores... a este cabe meia dúzia (na realidade só quatro) exemplares (que eles mesmos pagaram, incluindo remessas) e um mundaréu de "louros" inventados pela mesma! Pior é que ela se gaba disto! Cantou pra quem quisesse ouvir que banca seus luxos com a grana que os autores lhe pagam para produzir as tais "antologias".  Assim mesmo, como se quem escreve fosse otário!

Aí ela monta todo um esquema, onde são bem pagos o fotográfo, o buffet, o salão...e quem banca tudo são os "ganhadores" do prêmio. Uma coisa temos de admitir... ela sabe como ninguém como brincar com o ego humano. Nada surpreendente, visto que lançar elogios de forma leviana é muito fácil para quem troca respeito e honestidade por dinheiro. O que ficou evidente também é que ela não possui absolutamente NENHUM preparo editorial. Ela não faz copydesk, ela não diagrama, não faz os projetos, não ilustra, não revisa, não traduz... NADA! Tudo isso ela terceriza, é pago pelos autores!!!
Então, por que, meu Deus, não buscar um editor de verdade?

Uma editora legítima saberá gerir melhor o processo, terá bons contatos, indicará quando o texto precisar de melhorias ou revisões. Um crescimento real para o autor, que irá dispor da experiência profissional e senso crítico do editor.

Aliás, uma característica comum a estes esquemas piratas, é a falta de transparência. Não demonstram os critérios para "premiar e nem apresentam os jurados. Não há divulgação nos meios legítimos e, pérola das pérolas, agora até pedem para "manter em segredo" a indicação!

Aos colegas da imagem, valem os mesmo cuidados!

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja o primeiro post sobre Concursos para escritores - parte 1.

Concurso para escritores, cuidado - parte 2

Mais sobre CONCURSOS PICARETAS:

O debate ganhou força nas listas de autores! Estes concursos e "honrarias" dadas em troca de dinheiro já eram denúncia velha entre meus amigos cartunistas e ilustradores! Foi criado até mesmo a comunidade "Mendigos do Orkut" pra divulgar os nomes de quem se utiliza desta prática bandida! Entra lá e coloque o nome de quem explora a ingenuidade alheia para:

- promov
er seu site ou empresa se passando por "descobridor de talentos" ou "incentivador da arte";

- encher os bolsos com dinheiro dos autores na pretensão de "divulgar" a arte deles no exterior, mas nunca consegue os canais legítimos (que além de gratuítos muitas vezes fornecem bolsas e auxílio viagem);

_ se auto-promove em seus próprios meios como grande propagador de arte, quando na verdade é apenas um mestre em afagar egos dos incautos, oferecendo penas de pavão ao invés de trabalho editorial sério!

Além destes "prêmios" para poetas e escritores, sobram as picaretagens voltadas para ilustradores, cartunistas, designers e webdesigners.

Há ainda empresas que engordam no esquema ETA: exploradores do trabalho alheio! Se você já foi vítima de alguma, divulgue! Espalhe! Que é pra afundar de vez os barquinhos de papel destes malandros.

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

E leia a continuação desta postagem em Concurso para escritores, cuidado - parte 3.

Concurso para escritores: cuidado!


ALERTA aos escritores, ilustradores!

Cuidado com CONCURSOS e PRÊMIOS que cobram altas taxas para seus participantes. É comum chegarem essas propostas picaretas assim que seu contato for garimpado pelo mailing destas pessoas que se valem dos sonhos alheios para encherem os bolsos.

Como uma destas picaretonas falou em email recente (que já está sendo amplamente divulgado entre autores consagrados,

 sempre "vítimas" dos emails coloridas desta dona):

"não quero respeito, quero dinheiro pra encher a geladeira e colocar minhas filhas na escola".

Bem... é de minha opinião que quem não se respeita dificilmente demonstrará respeito ao trabalho autoral alheio. E de fato as ações desta pessoa são pautadas pela falta de ética profissional.

A novidade agora é ela se aproximar de entidades culturais de diferentes cidades, para vender seu material, disfarçado de homenagens legítimas, que claro... não custam menos do que algumas centenas de reais para o "homenageado".

Ora, é uma pena ver tantos autores, ainda que a caminho de seu reconhecimento, apelarem para os serviços duvidosos desta dona que tem mais lábia de vendedora do que talento próprio.

Picaretas como ela abundam no mercado, e a Internet facilitou o contato destas com suas vítimas. Há outras de formas de se promover, sem cair nas garras de narcisistas galopantes como esta senhora que no mesmo email definiu como "boçais" mais de 400 autores, estando em meio destes nossos queridíssimos Ziraldo, Ana Maria Machado, Rosana Rio, Sandra Pina, Anna Claudia Ramos, Sandra Ronca, Vitor Tavares, Mauricio Veneza...só para dar início a uma extensa lista de autores premiados (de forma legítima e recebendo ao invés de pagar), que a décadas batalham e promovem a difusão da literatura.

Mesmo ao escolher uma editora "on demand" onde se paga para publicar, deve-se ter algum critério. Algumas destas empresas são sérias, e até lhe fornecerão um bom serviço de copydesk. Mas há muitas que de olho apenas no dinheiro, jogam no lixo todo o respeito e atraem seus clientes inflando-lhes o ego com promessas de "edições internacionais" ou "prêmios sensacionais"!
Nada disso adianta se não há um trabalho editorial sério. O que outros poderão lhe oferecer, pagando ou não!

Imprimir mil livros, distribuir numa cerimônia aos amigos, pendurar medalhinhas e comandas nos ombros... qualquer um pode fazer! Para trabalho editorial sério... busque informação com quem sabe!

Acesse meu blog e não pague NADA para uma jornada macia pelo caminho das pedras do mercado editorial.

http://thaislinhares.blogspot.com/

Acesse o podcast/utube Sobre CONCURSOS PICARETAS! para ver até onde vai a cara de pau destes gaiatos e se prevenir dos golpes.

Veja as duas continuações desta postagem em Concurso para escritores: cuidado! - parte 2 e parte 3.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Autor, associe-se.


Associe-se!

Muitos são os que me perguntam sobre onde começa o caminho das pedras para se tornar um ilustrador ou escritor ativo no mercado editorial. 
Fazer parte de uma associação onde é possível trocar ideias com os colegas, adquirir experiência dos mais antigos e saber das novidades e oportunidades, é essencial. Por isso lhe convido a entrar para a AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, que é a principal representante da classe autoral de LIJ. Sua atuação tem sido marcante tanto no tocante a políticas governamentais quanto na orientação profissional de todo e cada um que procura seu amparo. Todo trabalho produzido na AEILIJ foi através da doação voluntária do tempo e talento de seus associados, de norte a sul do Brasil, na certeza de que juntos fazemos verão. 
São inumeráveis os feitos e conquistas que conseguimos nos últimos anos. Como as participações perenes no Salão do Livro FNLIJ, na FLIPinha de Paraty, e outros tantos eventos por todo país. Projetos fantásticos como a AEILIJ Solidária, que gerou as visitas ao Solar Meninos da Luz, as Coleções da Fundação Dorina Nowill de livros em braille ilustrados com relevos e, talvez a mais importante: o acompanhamento dos desdobramentos da nova Lei dos Direitos Autorias brasileira. É com orgulho que participo desta associação, onde aprendo muito com meus pares. Pessoas a quem admiro, festejo e tenho imenso carinho. 
Associe-se. E festeje conosco a literatura brasileira clicando aqui.


segunda-feira, setembro 24, 2012

Direitos (de produção) do Autor




Direitos do Autor durante a produção, seja ele ilustrador ou escritor.

1-Contar com uma proposta de criação clara, adequada, seguida de contrato de direitos autorais com cláusulas justas;

2-Pedir um adiantamento;

3-Participação em utilizações futuras de sua arte, seja por novas edições, traduções, vendas casadas ou novas mídias, entre outros motivos;

4-Cronogramas viáveis com datas para recebimento e entrega de material;

5-Ter um horário de trabalho fixo – em horas comerciais – e que se paguem a mais as horas extras que se mostrem necessárias, além de taxa de urgência;

6-Receber alguma remuneração (caução) caso o projeto seja cancelado;

7-Receber os gastos com pesquisa e viagens;

8-Ter limite para alterações e refeituras;

9- Que as horas gastas em reuniões e brainstorms contem como horas de trabalho e sejam devidamente remuneradas;

10-Visitas, palestras e oficinas em escolas, universidades, clubes, instituições em geral sejam remuneradas, afinal são horas de trabalhos também;

11-Que seu nome apareça nos locais onde sua obra é utilizada, vendida ou exposta. Tais como: apostilas escolares, livrarias, sites, eventos educativos.

Esta lista não trata de direitos formais. É mais um guia para autores e seus promotores trabalharem suas parcerias de forma justa e produtiva.

Que venham os bons projetos.

(crédito da imagem: arte do livro "Vovó Dragão" escrito e ilustrado por Thais Linhares, que se prepara para uma reedição colorida, pela Editora Nova Fronteira).

sábado, setembro 22, 2012

Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt 2012


O livro ilustrado com o baralho de tarô cujo design e arte foi feito por mim recebeu o Prêmio Excelência Gráfica Werner Klatt para livro Técnico ILUSTRADO de 2012. Mais uma vez a editora Record, sequer se dignou a me informar do ocorrido. É da filosofia da Record desconsiderar o ilustrador como autor de sua obra visual. Sim, é fato, confirmado para mim em comunicação direta: "não pagamos direitos autorais para ilustradores, consideramos a ilustração uma MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS". Logo, porque avisá-lo se uma obra que ele criou, colaborou para o lucro da mega-editora?

Veja no link, que só consegui graças à divulgação feita pelo Ney Naiff, criador do tarot, em seu blog:
http://www.neinaiff.com/premio/tarot.htm

Do texto de divulgação:

"O Prêmio de Excelência Gráfica Werner Klatt já se encontra em sua nona edição, sendo promovido pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf – RJ) com o objetivo de reconhecer os melhores especialistas e empresas da indústria gráfica."

E ainda, citando o tarô original, que desenhei, também premiado com outro prêmio, o RECORDISTAS 2011 –fato que também só fiquei sabendo pelo Face de um amigo:

"Para tarólogos e estudantes dessa arte representa mais um marco histórico; pois, desde os mais antigos livros de tarôs que se tem notícias, TARÔ, SIMBOLOGIA E OCULTISMO é a primeira obra a receber um prêmio pela excelência gráfica, da mesma forma que o livro CURSO COMPLETO DE TARÔ foi o primeiro a receber um troféu em 2011 pelas excelentes vendas (já se encontra em sua 10º edição!)."

Clque aqui para ver uma amostra do mesmo, como divulgado pelo professor Ney Naiff, um dos maiores pesquisadores do assunto no mundo. Algum advogado se candidataria a cutucar o maior grupo editorial do Brasil?

quinta-feira, agosto 09, 2012

Liberdade

Para meu novo livro, projeto da editora Mundo Mirim - SP/2012.

Liberdade é quando o que você faz harmoniza com o que você é.

terça-feira, junho 26, 2012

Publicação de Autor


Um dos estudos que fiz para a capa do livro 
"O Pequeno Filósofo" de Gabriel Chalita, 
editado pela Editora Globo.


Algumas dicas pra quem pretende fazer uma pequena edição familiar, se auto-publicando, e quer chamar um ilustrador pra trabalhar no livro.

No mundo editorial os ilustradores e escritores recebem com base em Direitos Autorais. Não há regra pra como se dá a remuneração, mas é obrigatório a assinatura de um contrato. Mesmo se não houver um contrato escrito, é entendido que alguns acertos de prazo e tiragem padrão serão aceitos por ambas as partes (quem cria e quem publica).
Segundo a atual Lei dos Direitos Autorais (LDA) quando as partes não assinaram um contrato em papel, o que passa a valer é: prazo de 5 anos, tiragem de até 3.000, uma edição em português para venda no Brasil.

Assim, se você acertou com um ilustrador um valor fixo e não assinaram contrato nenhum, você pode explorar comercialmente as artes dentro destes parâmetros padrão.

O correto porém, é escrever um contrato, que não tem mistério, apenas se esclarece pra que se pretende da arte. Em seu caso, o acordo poderia ser até verbal, visto que não há interesse comercial nenhum. É um presente pessoal. 

Quando calculo a remuneração por meus desenhos, costumo tomar como base qual será a tiragem, o prazo, os usos, se receberei um valor fixo inicial, se receberei percentuais sobre vendas e novos usos...

No caso de um presente pessoal, o valor poderá de ser menor do que do uso comercial, que é caro! Assim, o que precisa é encontrar um ilustrador que se disponha a fazer as imagens pra esse presente, por um valor que caiba em seu bolso, e que compense a perda do valor comercial pro ilustrador.

O formato do livro irá depender de como irá imprimí-lo. Os formatos mais usados são os A5 e  A4. Se for gráfica rápida, do tipo que faz poucos exemplares, creio que pode ter o número de páginas que quiser. Para grandes tiragens comerciais, em gráficas grandes, tem limitações que são – os editores sempre procuram encaixar o livro em múltiplos de 16: 16 pgs, 32 pgs, 48 pgs... visando melhor aproveitamento do papel, que chega formatos enormes, onde são impressas várias páginas lado a lado de uma vez só e então dobradas e recortadas.

Mãos à obra!

terça-feira, junho 12, 2012

Concurso pra escritores, BOM!!!


ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES AO
III CONCURSO CEPE DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
Premiação totaliza R$ 32 mil reais



A Companhia Editora de Pernambuco - Cepe abriu inscrições até 30 de agosto ao III Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil, que tem o objetivo de revelar novos escritores brasileiros e contribuir para a formação de leitores. Os candidatos concorrem a prêmios que totalizam R$ 32 mil: R$ 8 mil para o primeiro colocado de cada categoria, R$ 5 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro; e têm a chance de publicação da sua obra pela Cepe Editora.
No primeiro concurso, em 2010, foram inscritas 435 obras, das quais foram publicadas 12. No segundo, realizado no ano passado, foram 333 obras concorrentes, das quais foram selecionadas seis, que serão apresentadas ao público no próximo mês de julho: O mar de Fiote, da mineira Mariângela Haddad; Maria das vontades, da jornalista pernambucana Adriana Victor; e O hipopótamo que tinha ideias demais, da cearense Aline Bussons, todos destinados ao público Infantil. Na modalidade Juvenil, serão lançados O dia em que os gatos aprenderam a tocar jazz, do carioca Pedro Henrique Barros; A valente princesa Valéria, de João Paulo Vaz, também do Rio de Janeiro; e O decifrador de poemas, de Viviane Veiga Távora, de São Paulo.
O concurso é aberto a brasileiros e estrangeiros legalizados, residentes no território nacional, de qualquer idade. Os textos da modalidade Infantil são destinados a leitores de seis a 10 anos de idade e os da modalidade Juvenil são para adolescentes entre 11 e 16 anos. Os interessados poderão se inscrever nas duas modalidades de premiação. As obras serão analisadas por uma comissão julgadora composta de cinco membros, entre especialistas em literatura infantojuvenil e profissionais das áreas de educação e cultura. O regulamento do concurso está disponível no portal da Cepe: www.cepe.com.br

sábado, junho 09, 2012

sexta-feira, junho 08, 2012

Quanto custa produzir arte?

Vídeos sobre copyright que todos deveriam ver.
http://www.copyrightalliance.org/content.php?key=videos

Neil Gaiman é CONTRA a pirataria.

Arte de Thais Linhares (aka Lir)


A turma de intelectuais que assina a favor do site Humanas.argh.seilá... enviou carta pedindo, e obtendo, apoio do escritor Neil Gaiman.
Esqueceram porém de informar a mister Neil, que o site fechado por pirataria já havia sido alertado 3 vezes pela justiça e que disponibilizava conteúdo contratado de editoras comerciais.
Nos debates online, ditos representantes do Partido Piada* do Brasil adoram dizer que Gaiman apoia a pirataria. Visitem o blog do autor para ver que isso não é verdade. Ele é contra a pirataria e até disponibiliza recursos que incentivam o melhor exercício dos direitos de todos que criam. Como por exemplo o recurso do testamento que pode melhor garantir a sobrevida de suas obras assim como de seus herdeiros habilitados. Ele libera a reprodução total do post, mas eu apenas coloco o link aqui pra vocês, pois considero mais interessante criar uma versão que sirva para o Brasil e outros países onde, ao invés do Copyright, usarei o Direitos do Autor.

O link:

http://journal.neilgaiman.com/2006/10/important-and-pass-it-on.html

O pirateiros usam a carta que Gaiman assinou contra o SOPA como base pra argumentar que ele não se opõe a pirataria. Basta ler para ver que isso é mentira. Ele é contra o roubo de obra alheia, e ao mesmo tempo teme que propostas radicais como o SOPA possam acabar prejudicando mais do que ajudando. Mas que ainda assim a pirataria deve ser detida.
Para ver a carta que Gaiman e outros autores assinaram contra o SOPA, vejam em:

http://journal.neilgaiman.com/2012/01/open-letter-to-washington-from-artists.html

* Partido Piada = Partido Pirata: Um "partido" que combate o direito do autor e manda negar a remuneração pelo trabalho criativo não merece ser levado à sério.

quarta-feira, junho 06, 2012

Minha ida a Duque de Caxias

Ontem (5 de junho de 2012) em Duque da Caxias, me apresentando para um plateia de educadores, fiquei muito feliz e impressionada com a garra daqueles professores. Estava ali um grande exército do bem, com décadas de experiência e atividade em prol da educação, da leitura, da criatividade, que luta com palavras e arte, no silêncio de cada alma atendida por eles. Aguardo as fotos pra comentar mais.