segunda-feira, junho 14, 2010
Estande AEILIJ e povo do Salão FNLIJ
sexta-feira, junho 11, 2010
No Espaço Petrobras do Ilustrador - Salão FNLIJ
Eu com Rosinha no novo Espaço Petrobras do Ilustrador. Performances ao vivo, conversa com as crianças e telão.
Carla Pilla, de POA, agora mora no Rio! Carla foi uma das vencedoras do AnimaTV, premiada com a produção do piloto de "Bolota e Chumbrega", da qual participou criando os personagens e a direção de arte.
Maria Alice, da FNLIJ.
domingo, junho 06, 2010
Salão do Livro FNLIJ 2010

Estarei lá desenhando, toda serelepe, no dia 10, logo antes do almoço, 11h.
Espaço Petrobras de Leitura. Leva papel pra desenhar comigo!
Segue programação completa dos ilustradores no Salão:
Espaço Petrobras do Ilustrador
Neste ano, mais uma das novidades do 12º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens será um novo espaço para as performances dos ilustradores: Espaço Petrobras do Ilustrador. Tradicionalmente essa atividade onde os ilustradores se apresentam criando ilustrações na presença do público, proporcionando um encontro entre os artistas e seus leitores acontecia no Espaço FNLIJ de Leitura. A Petrobras, patrocinadora do evento, reconhecendo a importância deste momento dedicado à valorização da ilustração nos livros infantis e como sempre investiu na tecnologia preparou para este Salão do Livro uma projeção simultânea destas Performances que passarão num telão para melhor visibilidade de todos os visitantes.
DIA 09 ● QUARTA-FEIRA
11:00 ● Performance de Ilustrador com Mauricio Veneza
15:00 ● Performance de Ilustrador com Rosinha
DIA 10 ● QUINTA-FEIRA
11:00 ● Performance de Ilustrador com Thaís Linhares
15:00 ● Performance de Ilustrador com Odilon Moraes
DIA 11 ● SEXTA-FEIRA
11:00 ● Performance de Ilustrador com Elma
15:00 ● Performance de Ilustrador com Fernando Vilela
DIA 12 ● SÁBADO
11:00 ● Performance de Ilustrador com Guto Lins
15:00 ● Performance de Ilustrador com Ivan Zigg
DIA 13 ● DOMINGO
11:00 ● Performance de Ilustrador com André Neves
15:00 ● Performance de Ilustrador com Rui de Oliveira
DIA 14 ● SEGUNDA-FEIRA
11:00 ● Performance de Ilutrador com Lia Minãpoty
15:00 ● Performance de Ilustrador com Uziel Guaynê
DIA 16 ● QUARTA-FEIRA
11:00 ● Performance de Ilustrador com Yaguarê Yamã
15:00 ● Performace de Ilustrador com Victor Tavares
DIA 17 ● QUINTA-FEIRA
09:00 ● A Leitura no universo da criança deficiente visual, com Rosana K. Bines
11:00 ● Performance de Ilustrador com Suzy Lee e Yang Hye-Won
15:00 ● Performance de Ilustrador com Lúcia Hiratsuka

Alarcão e eu em algum Salão FNLIJ do passado.
DIA 18 ● SEXTA-FEIRA
11:00 ● Performande de Ilustrador com Renato Alarcão
15:00 ● Performance de Ilustrador com Jô Oliveira
DIA 19 ● SÁBADO
11:00 ● Performance de Ilustrador com Roger Mello
15:00 ● Performance de Ilustrador com Rosinha Campos
É no que não é dito, que a história se revela
terça-feira, maio 25, 2010
DIREITO do PÚBLICO e DIREITOS AUTORAIS
A Lei Brasileira dos Direitos Autorais não precisa ser modificada pra aumentar o acesso ao público às criações autorais. O que precisa é que aqueles que fazem fortunas bilionárias às custas do conteúdo que nós criamos parem de ser fominhas e repassem o justo aos criadores, incentivando cada vez mais assim a criação e o acesso à mesma.
Sempre tem alguém fazendo fortuna com isso, mesmo num Pirate Bay da vida, eles arrumam como ganhar uma grana (vai você tentar anunciar lá de graça...). Parece que só os autores não conseguem ganhar... claro, como bancar os advogados das "Googles"? Como barrar essa publicidade martelante que quer convencer o povo de que a culpa pela dificuldade de acesso gratuito às obras é dos autores? E pelo jeito está convencendo... Agora... Será que ainda ten gente boçal que acredita que autor pode viver de brisa? Que a arte é fruto apenas do "dom"divino?
Que o artista é malandro boa-vida e que viver de arte não é profissão de verdade?
Curioso que ,gente que pensa assim, ao mesmo tempo considera que a cultura por ser um "bem essencial" deve ter livre acesso (às custas dos autores que ralam pra caramba pra produzir e não dos provedores e portais que estão enchendo o bolso de dinheiro!) Ok... então poderiam também liberar a comida e os remédios... Afinal, não morrerei se não puder ouvi Black Eye Peas "di grátis", mas se me tirarem o feijão-com-arroz eu tô "frita". São os mesmos gaiatos que gastam bem pra comprar um tênis Nike, um ingresso pro jogo do timão, mas não acham que devem pagar pelo trabalho do autor, só porque ficou fácil meter a mão e sair correndo. Facilidade nunca foi atenuante... Quer ficar de consciência limpa? Então coloca pressão nos mega portais, provedores e grandes teles para que eles repassem aos autores o que eles ganham com o SEU acesso!
Esse discurso todo de flexibilização da Lei dos Direitos Autorais Brasileira (uma das MELHORES do mundo, melhor inclusive que dos EUA e Inglaterra) é bancado pelos grandes tubarões da Internet, que geram rendas absurdas provendo o acesso a conteúdo que não é gerado por eles (isto é, chega a eles à custo zero porque quem investiu fomos nós autores: animadores, escritores, ilustradores, compositores...). Eles sabem que nossa Lei manda que se repasse aos autores parte desses lucros. Então eles vem com esse discurso torto e surreal (desculpe, mas só sendo muito boçal pra engolir que o autor é inimigo do usufruto de sua arte!!! Justo o que ele precisa pra viver!!!) com o objetivo de encher ainda mais os bolsos ou pelo menos adiar ao máximo a utilização de recursos (e eles sabem muito bem quais são) que garantiriam os ganhos dos autores cada vez que o conteúdo fosse consumido.
Em tempo: a proteção ao trabalho do autor é garantido constitucionalmente – como em qualquer país minimamente inteligente (esperamos que sejamos assim...). Sem proteção ao autor, sem direitos autorais, o país não avança. O que essa turma está fazendo é criminoso. Mas, como sabemos, no Brasil dinheiro compra qualquer coisa, principalmente a opinião pública.
É bizarro, no mínimo, que estejam conseguindo convencer os manés de que os DIREITOS AUTORAIS sejam inimigos dos DIREITOS DO PÜBLICO. Quem mais quer ver sua arte difundida é o autor. Não se deixem enganar.
Sempre tem alguém fazendo fortuna com isso, mesmo num Pirate Bay da vida, eles arrumam como ganhar uma grana (vai você tentar anunciar lá de graça...). Parece que só os autores não conseguem ganhar... claro, como bancar os advogados das "Googles"? Como barrar essa publicidade martelante que quer convencer o povo de que a culpa pela dificuldade de acesso gratuito às obras é dos autores? E pelo jeito está convencendo... Agora... Será que ainda ten gente boçal que acredita que autor pode viver de brisa? Que a arte é fruto apenas do "dom"divino?
Que o artista é malandro boa-vida e que viver de arte não é profissão de verdade?
Curioso que ,gente que pensa assim, ao mesmo tempo considera que a cultura por ser um "bem essencial" deve ter livre acesso (às custas dos autores que ralam pra caramba pra produzir e não dos provedores e portais que estão enchendo o bolso de dinheiro!) Ok... então poderiam também liberar a comida e os remédios... Afinal, não morrerei se não puder ouvi Black Eye Peas "di grátis", mas se me tirarem o feijão-com-arroz eu tô "frita". São os mesmos gaiatos que gastam bem pra comprar um tênis Nike, um ingresso pro jogo do timão, mas não acham que devem pagar pelo trabalho do autor, só porque ficou fácil meter a mão e sair correndo. Facilidade nunca foi atenuante... Quer ficar de consciência limpa? Então coloca pressão nos mega portais, provedores e grandes teles para que eles repassem aos autores o que eles ganham com o SEU acesso!
Esse discurso todo de flexibilização da Lei dos Direitos Autorais Brasileira (uma das MELHORES do mundo, melhor inclusive que dos EUA e Inglaterra) é bancado pelos grandes tubarões da Internet, que geram rendas absurdas provendo o acesso a conteúdo que não é gerado por eles (isto é, chega a eles à custo zero porque quem investiu fomos nós autores: animadores, escritores, ilustradores, compositores...). Eles sabem que nossa Lei manda que se repasse aos autores parte desses lucros. Então eles vem com esse discurso torto e surreal (desculpe, mas só sendo muito boçal pra engolir que o autor é inimigo do usufruto de sua arte!!! Justo o que ele precisa pra viver!!!) com o objetivo de encher ainda mais os bolsos ou pelo menos adiar ao máximo a utilização de recursos (e eles sabem muito bem quais são) que garantiriam os ganhos dos autores cada vez que o conteúdo fosse consumido.
Em tempo: a proteção ao trabalho do autor é garantido constitucionalmente – como em qualquer país minimamente inteligente (esperamos que sejamos assim...). Sem proteção ao autor, sem direitos autorais, o país não avança. O que essa turma está fazendo é criminoso. Mas, como sabemos, no Brasil dinheiro compra qualquer coisa, principalmente a opinião pública.
É bizarro, no mínimo, que estejam conseguindo convencer os manés de que os DIREITOS AUTORAIS sejam inimigos dos DIREITOS DO PÜBLICO. Quem mais quer ver sua arte difundida é o autor. Não se deixem enganar.
sexta-feira, maio 21, 2010
Virada Nerd na Roosevelt
Com o Mario, da Biblioteca Paulista - abrigada num setor do ex-presídio Carandiru.
Aqui tudo começou! O Gual e sua Menor Livraria do Mundo, valentemente nascendo no bar de um amigo, hoje firme e forte prossegue abraçada por sua famosa cria a HQ COMIX! Na Roooosevelt!

Mario, eu e Luigi!!! Eles vieram especialmente pra Virada! Abaixo, eu e o editor Akira fotografados pelo meu amigo Akira,

Um escapadinha noturna com Lanika, na Virada Cultural de Sampa. Na Roosevelt programação especial nerd, cult e boa pra caramba!
quinta-feira, maio 20, 2010
Para 3 Meninas


Imagem fortes, mas que infelizmente não serão publicadas. Aqui, e em toda a obra, segui um conceito minimalista, contrapondo a tendência mais poluída (e quase sempre com excesso de imagens porém pouco significante) com uma economia de simbolos. A idéia é criar uma tensão numa única corda (no caso tocaram três). Comentarei a idéia da "imagem pregnante" aqui logo mais, algo como a noção usada no cinema de "imagem controladora" - que norteia, ou antes, serpenteia através da direção de arte do filme... ou neste caso... livro.
Por isso amo trabalhar com LIJ, e neste título em especial, onde o tema emergia dos contos de fadas tradicionais, foi ótimo trabalhar uma iconografia que alivia a racionalidade. Assim se faz literatura em imgam. A imagem deve se apresentar de forma literária... e não literal.
Ok, mas infelizmente... isso não aparecerá mais desta forma. Os editores pediram um caminho mais literal. Trabalharei agora junto a escritora para conseguirmos algo que contemple tanto as necessidades editoriais quanto à profundidade que o gênero do contos de fadas demanda.
terça-feira, maio 11, 2010
São os autores os responsáveis pelo atraso do país????

Após apreciar aí no topo a arte que fiz para a capa da edição de 2002 de 'Ou Isto ou Aquilo" de Cecília Meireles, pensem na seguinte frase que pipocou hoje na minha caixa de emails:
"os direitos autorais são um dos maiores impedimentos para digitalizar acervos, mesmo que seja só para fins de preservação".
Isso é o que está dizendo o SENSO COMUM.
Agora... o BOM SENSO já nos orienta de forma diferente. Porque pra adquirir direitos (e bens) basta pagar. Então o que impede a tal digitalização é considerá-la que ela não vale o "esforço" de um PAGAMENTO. Porque, temos certeza, até o estagiário que vai ficar escaneando a papelada vai ter alguma forma de retorno (garantido pela Lei Trabalhista).
A Biblioteca recebe a verba pra luz, água e telefone. A bibliotecária sabe que pode contar com seu salário. O site ganha vinculando banners e impondo visões... Mas como de costume AINDA PENSAM QUE AUTOR VIVE DE BRiSA.
Nessa empolgação de querem sair "liberando" é bom tomar cuidado para não prejudicar o autor, sobretudo aquele que não tem a proteção do poder econômico! Porque ninguém discute os contratos abusivos IMPOSTOS pelos que controlam o uso econômico da arte? Proteja o AUTOR de fato, que o acesso barateia e aumenta.
A LEI DOS DIREITOS Brasileira NÃO É DAS PIORES DO MUNDO! Peço aos leitores que a leiam e comparem com a massacrante LEI do COPYRIGHT, essa sim, coloca tudo na mão do poder econômico. Nossa lei, por exemplo, tem o Direito de Sequencia, para a obra de um artista plástico, que diz que: se a obra que ele vendeu a um colecionar por 1 real for revendida por 1.000 reais, o autor tem direito a receber parte desse super-lucro! Uns 5% (que em proporções maiores, de mercado, será bem melhor do que não receber nada). E o autor continua recebendo a cada revenda lucrativa! Isso não aconteceu na "avançada" Austrália, por ex., onde a família do pintor mais famoso do país ainda mora em casebre... a obra dele saindo de um leilão por milhões de libras!!!!
O que pode melhorar na nossa lei, é colocar de forma contundente que o ganho do criador deve estar proporcinalmente atrelado ao ganho (direto ou indireto) que se faz do que ele criou. Os sites que ganham pelo acesso gratuito às artes de nossos artistas já possuem todas as ferramentas que precisam pra repassar os lucros. Agora, IMAGINE O ENORME INCENTIVO À ARTE SE O GOOGLE E SIMILARES REPASSASSEM AOS ARTISTAS PARTE DO QUE LUCRAM COM OS ACESSOS???? O público continua tendo acesso gratuito, se liberar totalmente o uso e acesso e os artistas poderão viver de sua arte de forma direta! Sem intermediários!!! Qualquer guri de periferia do Brasil poderá viver de forma digna de sua produção. Que incentivo maravilhoso!!!! Agora... PORQUE NINGUÉM FALA ISSO????
Não fala porque quem quer derrubar a Lei de proteção aos DAs são justamente OS GRANDES GRUPOS QUE MONOPOLIZAM OS CAMINHOS DA INTERNET , e que substituem os produtores e gravadoras de ontem, já que nesse nicho só compete quem tem a tecnologia e o dinheiro.
Thais Quintella de Linhares
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da AEI-LIJ
Associação de Escritores e Ilustradores
de Literatura Infantil e Juvenil
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da ABIPRO
Associação Brasileira de Ilustradores
Profissionais
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da ABCA
Associação Brasileira de Cinema de
Animação
Contatos e portfolios:
thaislinhares@yahoo.com.br
www.adler-books.com.br/thais
http://thaislinhares.blogspot.com/
Editora da Ygarapé: www.ygarape-books.com
Editora da Adler: www.adler-books.com.br
segunda-feira, maio 10, 2010
Thais Linhares Postal
sábado, abril 24, 2010
Eu no ILUSTRE - festival de ilustração do SESC PINHEIROS
De volta ao Rio, e trazendo boas lembranças (mesmo com essa chuva)! Meu fotógrafo favorito registrou a palestra. Fiquei feliz de ver a casa cheia, gente graúda na platéia e também muita gente criativa e cheia de energia pra entrar com o pé direito na profissão mais legal do mundo. O SESC de Pinheiros é um espetáculo à parte e se eu morasse em Sampa não sairia de lá!
O tema de minha palestra foi DIREITOS AUTORAIS DOS ILUSTRADORES. Foquei nos pontos chave, naquilo que é essencial para o ilustrador que precisa de bons contratos de trabalho para poder se situar na sua carreira de forma produtiva e segura.
Alou, fãs do Restart! O Vagner, dono da van que me levou e buscou no evento, é também o motorista da banda favorita de vocês. Haha, o que vocês não dariam pra sentar no banco onde os rapazes costumam tirar um cochilo. Ele me confirmou que o Restart é uma banda super alto astral, super batalhadora e bom carater. Continuem dando energia pros guris, que eles merecem.
Dividiram comigo a atenção no evento o Allan Szacher editor da revista Zupi e a grande Isabel Coelho, editora da Cosac Naify.
Em breve, as fotos...
O tema de minha palestra foi DIREITOS AUTORAIS DOS ILUSTRADORES. Foquei nos pontos chave, naquilo que é essencial para o ilustrador que precisa de bons contratos de trabalho para poder se situar na sua carreira de forma produtiva e segura.
Alou, fãs do Restart! O Vagner, dono da van que me levou e buscou no evento, é também o motorista da banda favorita de vocês. Haha, o que vocês não dariam pra sentar no banco onde os rapazes costumam tirar um cochilo. Ele me confirmou que o Restart é uma banda super alto astral, super batalhadora e bom carater. Continuem dando energia pros guris, que eles merecem.
Dividiram comigo a atenção no evento o Allan Szacher editor da revista Zupi e a grande Isabel Coelho, editora da Cosac Naify.
Em breve, as fotos...
segunda-feira, abril 19, 2010
Encontro de Ilustradores: Primeiro Tulipão Ilustrado


O encontro foi sexta-feira passada, no tradicionalíssimo Amarelinho da Cinelândia. O modesto número de 9 participantes, praticamente 50% dos "cariocas" do grupo "Ilustradores do Rio" – criado pela Bianca Tupinambá , a Bia da foto, dentro do portal do Ning: Ilustradores, administrado pelo Begê, ilustrador mineiro.
Conheci o Celso Mathias, e o Wellington Fiuza (ex aluno do Sandro). Bernard registro o momento histórico. A conta fechou beleza! Aliás, o sunday com saladinha de frutas do Amarelinho é maravilha!
Direitos do Ilustrador em evento no SESC
Este mês estarei ni SESC Pinheiros participando de grande evento voltado para Ilustração.
Segue programação do ILUSTRE atualizada!
Minha apresentação é no dia 21 de abril, sobre ilustração em produção editorial, em especial: Direitos Autorais do Ilustrador
ILUSTRE
Aprofundar o vasto e criativo universo da ilustração é o objetivo do projeto. Com destaque para a capacidade narrativa da imagem, a programação estimula reflexões e criações por meio de diversas atividades e linguagens artísticas. No projeto, a ilustração é protagonista e se relaciona com a cultural digital, a literatura, o teatro e as artes visuais.
Cursos
Ilustração Digital I
Neste módulo serão abordados programas básicos para criação, tratamento de imagem, vetorização e outras noções sobre ilustração digital. É necessário conhecimentos básicos em software de imagem [Gimp]. Com Márcia Leite. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 09/04 a 30/04. Sextas, às 19h.
Pinheiros
Ilustração Digital II
Neste módulo o participante aprende como criar ilustrações com técnicas mais aprimoradas. Necessário conhecimento em software de edição de imagem [Gimp]. Com BASE V. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 06/05 a 27/05. Quintas, às 19h.
Pinheiros
Ilustração Digital III
Neste módulo o participante aprende bases do desenho à mão, tratamento de imagem digital, estudo de proporções, linhas e diretrizes de equilíbrio no espaço, meios para construção de uma ilustração de Moda. Com Marcio Alek. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 10/06 a 24/06. Quintas, às 19h.
Pinheiros
Instalações
Base V
O coletivo de artistas trabalha com diferentes mídias, de publicações artesanais à instalações gráficas. O grupo criou uma intervenção nas escadas da Unidade. Escadas da Ala Paes Leme, Térreo ao 7º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Eva Uviedo
A artista gráfica trabalha em dezenas de revistas e jornais de São Paulo. CDteca da Sala Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Fernando Gonsales
O cartunista cujo principal personagem é o rato Niquel Nausea ocupa os vidros da Sala de Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Juntando as Peças, por Thais Ueda
A intuição do jogo e as peças perdidas pela Unidade são as propostas da artista neste trabalho. Muro de entrada da Unidade (estacionamento) e elevadores da Ala Paes Leme.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros
palestras
Literatura Infanto-juvenil
Bate-papo sobre a produção de livros infanto-juvenis: da criação do texto à elaboração das ilustrações. Com Laurabeatriz, Lalau e Odilon Moraes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
14/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Produção Editorial e Ilustração
Bate-papo sobre a dinâmica da publicação da ilustração, abordando o universo das editoras e da internet. Com Isabel Coelho (Cosac Naify), Thais Linhares (Adler e Ygarapé Editorial), Allan Szacher (Zupi). 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
21/04. Quarta, às 17h.
Pinheiros
Ilustração para Revistas e Jornais
Bate-papo sobre o processo de receber um texto (jornal e revista) e criar um trabalho de ilustração a partir dele. Os convidados trazem trabalhos e conversam com o público. Com Eva Uviedo, Celus e Kako. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
05/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
2 em 1: Texto e Ilustração
Bate-papo com artistas que criam textos, histórias e, ao mesmo tempo, elaboram ilustrações. Com Rafael Grampá, Orlando Pedroso, Fabio Moon e Gabriel Ba. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
12/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Humor Negro
Bate-papo com ilustradores que abordam o gênero cômico em seus trabalhos de charges, tiras, quadrinhos etc. Com Allan Sieber, Arnaldo Branco e Andre Dahmer. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis (inteira); Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
26/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Produção Independente
Bate-papo com Janara Lopes e Alicia Ayala (Revista IdeaFixa), os ilustradores Daniel Esteves, Vanderson de Souza e o artista Samuel Casal. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
09/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Profissão Ilustrador
Bate-papo sobre ilustração, carreira, busca pelo traço e experiências profissionais. Com Orlando Pedroso, Hiro Kawahara, Angelo Shuman e Montalvo Machado. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
07/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Em Busca do Traço Perfeito
Como é o processo de descobrir, desenvolver e ser reconhecido por um determinado traço? Ilustradores e artistas conhecidos contam como foi (e é) a busca de uma identidade visual. Com Caco Galhardo, Rafael Grampá e Fernando Vilela. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
28/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Ilustração e Moda
Bate-papo com desenhistas, estilistas e artistas que flertam com a ilustração de moda. Com Zé Otavio, Icaro Troppo e Fernanda Guedes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
30/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros
especial
Análise de Portifolio I
Ilustradores conhecidos analisam portifólio de aspirantes. Com Hiro Kawahara, Orlando Pedroso e Montalvo Machado. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
29/04. Quinta, às 19h.
Pinheiros
Análise de Portifolio II
Profissionais da Zupi, revista de Design, ilustração, fotografia, moda, graffiti analisam portifólio de aspirantes a ilustradores. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
25/06. Quinta, às 19h.
Pinheiros
Saída Ilustrada
Desenho de observação pelo bairro de Pinheiros. Necessário trazer material de desenho. Com Montalvo Machado. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
24/04. Sábado, às 11h.
Pinheiros
workshops
Desenho Dinâmico
Com o recurso de um modelo-vivo, o participante explora o registro gráfico da figura humana em movimento. Siluetas e desenhos de percepção feitos da inter-relação figura/fundo. Esta oficina serve de preparação para o Desenho de Locação, que exercita o poder de síntese e a observação comparativa. Com Renato Alarcão. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Literatura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
16/05. Domingo, das 13h às 18h.
Pinheiros
oficinas
Soltando de Criatividade
A oficina irá abordar técnicas de criação e desinibição para a concepção da ilustração. Com Manu Maltez. 20 vagas. Inscrição no Balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 30/03. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 06/04 a 27/04. Terça, das 19h às 22h.
Pinheiros
Caricatura
Essa atividade aborda noções básicas para construção de caricaturas. As imagens produzidas nesta oficina, serão depois expostas nas janelas da Internet Livre. Com o caricaturista Eduardo Baptistão. Necessário ter noção básicas de desenho à mão livre. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 10/04 a 17/04. Sábados, das 15h às 18h.
Pinheiros
Desenho de Locação
Saída pelo bairro de Pinheiros. Da observação de diversas situações em constante movimento, o participante aprende a registrar instantes. Necessário trazer material de desenho. Com Renato Alarcão. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
23/05. Domingo, às 13h.
Pinheiros
Aquarela
Esta oficina promove o desenvolvimento da percepção, do manuseio do material e de procedimentos técnicos. Com Gonzalo Cárcamo. 10 vagas. Inscrições pela rede IngressoSESC. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
12/06, 13/06. Sabado e domingo, às 11h.
Pinheiros
HQ e Educação
A apresentação do HQ como ferramenta no processo de aprendizagem e sua real influência imagética na formação escolar (professores e alunos). Com Gazy Andraus. 30 vagas. Inscrições na Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Sala de Atividades, 3º andar. Grátis.
05/06, 06/06. Sábado e domingo, 11h.
Pinheiros
filmes
Morgue Story (Sangue, Baiacu e Quadrinhos)
Direção: Paulo Biscaia Filho. Brasil, 2009. 78 minutos, color e p&b, digital. Elenco: Mariana Zanette, Leandro Daniel Colombo, Anderson Faganello. Ana Argento, uma quadrinista de sucesso frustrada em seus relacionamentos, se encontra com dois homens solitários de vida curiosa. Tom sofre de catalepsia e é um vendedor de seguros de vida. Daniel Torres é um médico legista sociopata que tem um método de crime peculiar: envenena suas vítimas com uma poção feita à base de baiacu que induz a catalepsia. Retira de ingressos gratuitamente pela rede IngressoSESC a partir de 13/04.
Não recomendado para menores de 18 anos
Grátis.
20/04. Terça, às 20h30.
Pinheiros
Segue programação do ILUSTRE atualizada!
Minha apresentação é no dia 21 de abril, sobre ilustração em produção editorial, em especial: Direitos Autorais do Ilustrador
ILUSTRE
Aprofundar o vasto e criativo universo da ilustração é o objetivo do projeto. Com destaque para a capacidade narrativa da imagem, a programação estimula reflexões e criações por meio de diversas atividades e linguagens artísticas. No projeto, a ilustração é protagonista e se relaciona com a cultural digital, a literatura, o teatro e as artes visuais.
Cursos
Ilustração Digital I
Neste módulo serão abordados programas básicos para criação, tratamento de imagem, vetorização e outras noções sobre ilustração digital. É necessário conhecimentos básicos em software de imagem [Gimp]. Com Márcia Leite. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 09/04 a 30/04. Sextas, às 19h.
Pinheiros
Ilustração Digital II
Neste módulo o participante aprende como criar ilustrações com técnicas mais aprimoradas. Necessário conhecimento em software de edição de imagem [Gimp]. Com BASE V. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 06/05 a 27/05. Quintas, às 19h.
Pinheiros
Ilustração Digital III
Neste módulo o participante aprende bases do desenho à mão, tratamento de imagem digital, estudo de proporções, linhas e diretrizes de equilíbrio no espaço, meios para construção de uma ilustração de Moda. Com Marcio Alek. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 10/06 a 24/06. Quintas, às 19h.
Pinheiros
Instalações
Base V
O coletivo de artistas trabalha com diferentes mídias, de publicações artesanais à instalações gráficas. O grupo criou uma intervenção nas escadas da Unidade. Escadas da Ala Paes Leme, Térreo ao 7º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Eva Uviedo
A artista gráfica trabalha em dezenas de revistas e jornais de São Paulo. CDteca da Sala Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Fernando Gonsales
O cartunista cujo principal personagem é o rato Niquel Nausea ocupa os vidros da Sala de Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros
Juntando as Peças, por Thais Ueda
A intuição do jogo e as peças perdidas pela Unidade são as propostas da artista neste trabalho. Muro de entrada da Unidade (estacionamento) e elevadores da Ala Paes Leme.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros
palestras
Literatura Infanto-juvenil
Bate-papo sobre a produção de livros infanto-juvenis: da criação do texto à elaboração das ilustrações. Com Laurabeatriz, Lalau e Odilon Moraes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
14/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Produção Editorial e Ilustração
Bate-papo sobre a dinâmica da publicação da ilustração, abordando o universo das editoras e da internet. Com Isabel Coelho (Cosac Naify), Thais Linhares (Adler e Ygarapé Editorial), Allan Szacher (Zupi). 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
21/04. Quarta, às 17h.
Pinheiros
Ilustração para Revistas e Jornais
Bate-papo sobre o processo de receber um texto (jornal e revista) e criar um trabalho de ilustração a partir dele. Os convidados trazem trabalhos e conversam com o público. Com Eva Uviedo, Celus e Kako. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
05/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
2 em 1: Texto e Ilustração
Bate-papo com artistas que criam textos, histórias e, ao mesmo tempo, elaboram ilustrações. Com Rafael Grampá, Orlando Pedroso, Fabio Moon e Gabriel Ba. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
12/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Humor Negro
Bate-papo com ilustradores que abordam o gênero cômico em seus trabalhos de charges, tiras, quadrinhos etc. Com Allan Sieber, Arnaldo Branco e Andre Dahmer. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis (inteira); Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
26/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Produção Independente
Bate-papo com Janara Lopes e Alicia Ayala (Revista IdeaFixa), os ilustradores Daniel Esteves, Vanderson de Souza e o artista Samuel Casal. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
09/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Profissão Ilustrador
Bate-papo sobre ilustração, carreira, busca pelo traço e experiências profissionais. Com Orlando Pedroso, Hiro Kawahara, Angelo Shuman e Montalvo Machado. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
07/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Em Busca do Traço Perfeito
Como é o processo de descobrir, desenvolver e ser reconhecido por um determinado traço? Ilustradores e artistas conhecidos contam como foi (e é) a busca de uma identidade visual. Com Caco Galhardo, Rafael Grampá e Fernando Vilela. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
28/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros
Ilustração e Moda
Bate-papo com desenhistas, estilistas e artistas que flertam com a ilustração de moda. Com Zé Otavio, Icaro Troppo e Fernanda Guedes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
30/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros
especial
Análise de Portifolio I
Ilustradores conhecidos analisam portifólio de aspirantes. Com Hiro Kawahara, Orlando Pedroso e Montalvo Machado. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
29/04. Quinta, às 19h.
Pinheiros
Análise de Portifolio II
Profissionais da Zupi, revista de Design, ilustração, fotografia, moda, graffiti analisam portifólio de aspirantes a ilustradores. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
25/06. Quinta, às 19h.
Pinheiros
Saída Ilustrada
Desenho de observação pelo bairro de Pinheiros. Necessário trazer material de desenho. Com Montalvo Machado. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
24/04. Sábado, às 11h.
Pinheiros
workshops
Desenho Dinâmico
Com o recurso de um modelo-vivo, o participante explora o registro gráfico da figura humana em movimento. Siluetas e desenhos de percepção feitos da inter-relação figura/fundo. Esta oficina serve de preparação para o Desenho de Locação, que exercita o poder de síntese e a observação comparativa. Com Renato Alarcão. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Literatura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
16/05. Domingo, das 13h às 18h.
Pinheiros
oficinas
Soltando de Criatividade
A oficina irá abordar técnicas de criação e desinibição para a concepção da ilustração. Com Manu Maltez. 20 vagas. Inscrição no Balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 30/03. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 06/04 a 27/04. Terça, das 19h às 22h.
Pinheiros
Caricatura
Essa atividade aborda noções básicas para construção de caricaturas. As imagens produzidas nesta oficina, serão depois expostas nas janelas da Internet Livre. Com o caricaturista Eduardo Baptistão. Necessário ter noção básicas de desenho à mão livre. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 10/04 a 17/04. Sábados, das 15h às 18h.
Pinheiros
Desenho de Locação
Saída pelo bairro de Pinheiros. Da observação de diversas situações em constante movimento, o participante aprende a registrar instantes. Necessário trazer material de desenho. Com Renato Alarcão. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
23/05. Domingo, às 13h.
Pinheiros
Aquarela
Esta oficina promove o desenvolvimento da percepção, do manuseio do material e de procedimentos técnicos. Com Gonzalo Cárcamo. 10 vagas. Inscrições pela rede IngressoSESC. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
12/06, 13/06. Sabado e domingo, às 11h.
Pinheiros
HQ e Educação
A apresentação do HQ como ferramenta no processo de aprendizagem e sua real influência imagética na formação escolar (professores e alunos). Com Gazy Andraus. 30 vagas. Inscrições na Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Sala de Atividades, 3º andar. Grátis.
05/06, 06/06. Sábado e domingo, 11h.
Pinheiros
filmes
Morgue Story (Sangue, Baiacu e Quadrinhos)
Direção: Paulo Biscaia Filho. Brasil, 2009. 78 minutos, color e p&b, digital. Elenco: Mariana Zanette, Leandro Daniel Colombo, Anderson Faganello. Ana Argento, uma quadrinista de sucesso frustrada em seus relacionamentos, se encontra com dois homens solitários de vida curiosa. Tom sofre de catalepsia e é um vendedor de seguros de vida. Daniel Torres é um médico legista sociopata que tem um método de crime peculiar: envenena suas vítimas com uma poção feita à base de baiacu que induz a catalepsia. Retira de ingressos gratuitamente pela rede IngressoSESC a partir de 13/04.
Não recomendado para menores de 18 anos
Grátis.
20/04. Terça, às 20h30.
Pinheiros
sábado, abril 10, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
Tempestade, madrugada tenebrosa.

Estou ilhada. As crianças também, na casa da avó, que virou uma ilha da Lagoa que transbordou. Ainda estou secando a casa, ontem parecia que estava sob a ducha de uma cachoeira, com alguns veios entrando pela sala-quarto-cozinha! Fiquei assim, como esse barquinho...
Pintado em ecoline sobre papel de aquarela esticado na madeira.
Feito no início dos anos 90... tem quase vinte anos.
AEILIJ É PREMIADA PELA CÂMARA RIO-GRANDENSE do LIVRO!!!
Transcrevo o email de notícia abaixo, onde a AEILIJ ganha o prêmio "Amigo do Livro":
"Sent: Monday, April 05, 2010 5:53 PM
Subject: Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil é Amiga do Livro
Oi, Anna Cláudia:
Parabéns pela premiação: como te dizia, nada mais justo.
Durante a Semana do Livro (de 18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil - a 23 de abril - Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor), a Câmara Rio-Grandense do Livro homenageia pessoas e entidades que se destacaram, no ano anterior - no caso 2009 -, por sua atuação ou apoio na área de promoção do livro e da leitura.
São escolhidos os Amigos do Livro (um deles será a AEILIJ neste ano), a Personalidade do Livro, além da Biblioteca do Ano.
Teremos prazer em agradecer todo o carinho e parceria que temos recebido de vocês nas ações de apoio à leitura e de divulgação do livro na forma de troféu "Amigo do Livro".
A cerimônia acontecerá no dia 23 de abril, sexta-feira, às 20h30min, no Auditório Erico Veríssimo do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.
Abraço, Jussara
Em breve, enviaremos os convites formais."
"Sent: Monday, April 05, 2010 5:53 PM
Subject: Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil é Amiga do Livro
Oi, Anna Cláudia:
Parabéns pela premiação: como te dizia, nada mais justo.
Durante a Semana do Livro (de 18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil - a 23 de abril - Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor), a Câmara Rio-Grandense do Livro homenageia pessoas e entidades que se destacaram, no ano anterior - no caso 2009 -, por sua atuação ou apoio na área de promoção do livro e da leitura.
São escolhidos os Amigos do Livro (um deles será a AEILIJ neste ano), a Personalidade do Livro, além da Biblioteca do Ano.
Teremos prazer em agradecer todo o carinho e parceria que temos recebido de vocês nas ações de apoio à leitura e de divulgação do livro na forma de troféu "Amigo do Livro".
A cerimônia acontecerá no dia 23 de abril, sexta-feira, às 20h30min, no Auditório Erico Veríssimo do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.
Abraço, Jussara
Em breve, enviaremos os convites formais."
quinta-feira, abril 01, 2010
VALOR versus PREÇO

O preço que cobramos por nosso trabalho é a primeira referência para o cliente do Valor do que produzimos.
Se cobramos pouco, mesmo que a qualidade seja boa, o cliente assimilará que a arte é de pouco Valor.
Por isso é importante cobrar um preço que revele o Valor real da arte.
Mas as consequências de não se cobrar direito são piores ainda.
Seguem os fatos:
Em determinado ano entrei para uma pequena equipe de uma antiga produtora carioca. Essa produtora tem mais de 20 anos de mercado, mas é a única produtora carioca que não está produzindo nada, e que tem prejuízos mensais num montante que fariam a festa pra qualquer um de nós aqui.
Enquanto estive por lá eu entendi o porquê disso.
Por motivos éticos, não cito nomes, nem avalio a atuação de quem seria responsável pelo negócio.
Mas me impressionou MUITO que tal empresa/empresário não soubesse cobrar. Na falta de total de clientes, mendigava até os piores valores dos dois únicos que apareceram. E por duas vezes colocou a equipe toda pra ralar em "contratos de risco" – e o pior disso, é que só avisava que não rolaria pagamento depois de tudo pronto!
A primeira consequência disto foi a revolta da equipe criativa. São meia dúzia de bons profissionais, que se deixaram empolgar por promessas de parcerias e crescimento dentro de uma área que amam. Por conta dessas promessas, abriram mão de salários reais, estabilidade, e trabalham na base da ajuda de custo - o que, como prometido mas não cumprido, seria por pouco tempo. Mas o tempo passava e a empresa não cumpria sua parte e começou a dispor da equipe como um tipo de mão-de-obra barata.
A segunda, e pior consequencia, é que esses dois únicos clientes que buscaram o lugar, o fizeram por saberem que ali se aceitaria o péssimo orçamento. Ou seja: a classe de clientes que precisa, ou quer, abrir mão da qualidade.
Isso gera uma péssima fama tanto para e empresa quanto para os profissionais envolvidos.
O perigo inerente em se cobrar barato é que o cliente automaticamente avaliará seu talento como "barato" também.
A culpa é do sobrinho - parte II
Em meio as manifestações dos colegas, mais considerações sobre o mercado:
Silvana, amigos e sobrinhos,
A ironia é essa mesmo: "culpa do sobrinho" é o jeito que algumas pessoas justificam a sua ineficiência em compreender o valor de seu trabalho como ilustrador.
É óbvio que nenhuma editora, cliente, ou produtora, poderá sobreviver no mercado hiper-competitivo (e agora globalizado) se não puder contar com arte exclusiva e de qualidade.
Parece que só os ilustradores não sacaram isso ainda.
Não se cobra uma arte pelo número de pixels, ou tinta usada, ou tamanho do papel. E sim pelo seu USO COMERCIAL.
Vender uma arte à 20 pilas revela uma total ignorância do mercado. É apenas amadorismo. Um jeito de começar a cobrar melhor e poder de fato viver de arte com dignidade e perspectiva de futuro é largar a preguiça de lado e começar a estudar sobre:
LICENCIAMENTO
DIREITOS AUTORAIS
MARCAS E PATENTES
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
MERCADO DE ARTE
MERCADO EDITORIAL
PUBLICIDADE
Que bom que na Internet tem tudo, é só Googlar.
Cobrar 20 pilas é queimação de filme (de quem vende e de quem compra).
Um amigo meu (gosto de coração mas fala cada besteira) disse que se aproveita de ilustradores que pensando como "sobrinho", se deixam explorar por pouco. Ele usa o fato de que pensam que por serem novatos são obrigados a comer merda. Ele usou essa expressão mesmo: "fico ganhando às custas deles, e deixo eles comerem muita merda..."
Fiz uma cara feia pra ele, secretamente peguei o nome do coitad...quero dizer "ilustrador" que ele entrevistara, pra avisar o mané depois: Fabrício Alves, de Duque de Caxias.
Aí tentei explicar pra ele que ser novo ou velho na área não tem NADA A VER com valores cobrados.
O valor da ilustração é determinado pelo seu USO COMERCIAL.
Em miúdos:
Se a ilustração vai pintar o bolo da festinha da sobrinha, pode custar R$ 20,00... pode até custar um bônus-bolo.
Se a MESMA ilustração vai ser capa de CD de música, com tiragem de 3000, e outras subsequentes... R$1.000,00 é um bom começo.
Se essa banda for o Gays and Poses... R$ 10.000,00 é um bom começo...
O USO COMERCIAL, o RETORNO FINANCEIRO pelo USO da ARTE é que determina o valor. Isso porque o lucro que vem da produção artística é regido pela LEI DOS DIREITOS AUTORAIS. Um benefício de 200 anos, porque mesmo a 200 anos atrás, a turma se tocou que a coisa mais importante para o desenvolvimento de um país é a sua CRIATIVIDADE.
Por favor turma sobrinhesca, se empenhem em manter a chama da sabedoria acesa. Nivelar por baixo, na base do barateamento é ruim pra todos, até pra turma que pensa que está se dando bem, que são os maus empresários... o que me faz voltar a historinha de meu amigo querido que gosta de ver ilustrador novato comendo cocô...
Exatamente por ter esse tipo de postura...é que ele é tratado assim pelo CHEFE DELE!!! Um milionário que a mais de dez anos não lhe concede um aumento. O salário dele, sendo a pessoa mais importante da empresa (se ele pedir demissão o lugar FECHA por que só ele sabe fazer a josta funcionar), é menor que o de um NOVATO COMEDOR DE MERDA das empresas concorrentes.
Vê..? É um ciclo vicioso, que quanto mais rápido se pular fora dele, melhor pra todos.
Inseguro quanto ao dinheiro?
Melhore a qualidade do trabalho, junte-se a colegas pra pegarem trabalhos grandes, busque outros caminhos: cursos, camisetas próprias, licencie a arte mas não abra mão do uso dela pra outros clientes (como um banco de imagens pessoal)... Saber gerenciar suas artes é essencial. Ou acredite, corre o risco de ficar como alguns VETERANOS, de barba branca, e sem dinheiro pra plano de saúde, porque descobriram tarde demais que se não souberem cobrar o preço certo, não é com o TEMPO que as coisas vão melhorar.
Se eu bater na porta da Ediouro pra vender arte pra Coquetel, eles NÃO VÃO me pagar mais do que os 35 merréis só porque tenho quase uma centena de livros ilustrados, artes expostas na europa, currículo de fazer chorar de emoção as tias da arte... Eles só irão pagar bem quando acabar essa farra burra de cobrar esmola de uma editora que sabe muito bem o valor verdadeiro destas artes.
Já parou pra pensar no lucro que ela ganha com as revistas? E se pagassem bem aos artistas? Como isso iria afetar como o orçamento?
É fácil fazer esse cáculo:
Se a tiragem da Coquetel for 100.000 (na Ediouro eles costumavam cancelar qualquer publicação com tiragem menor que isso) pega teus R$ 35,00, ou R$20,00 e divide por 100.000. Aí você vai saber o que sua arte representa no preço de capa do título. Um cisco.
Mas, como pra cada um que diz "não sou mané" tem meia dúzia de sequelados que dizem "sim, monta nas minhas costas", a solução pra que isso melhore é que os "novatos" e "veteranos com crise de auto-estima" PAREM de cobrar tão pouco, que tentem abrir mão de uma vidinha miserável, mal pagando aluguel de kitinete, sem dinheiro nem pra birita... Que procurem se acostumar a uma vida digna, pagando bem as contas, viajando de vez em quando... Deve ser mesmo difícil ser feliz, já que tem tanta gente "pagando caro" pra sofrer...
Abram o olho e fechem a mão...
Recomendo a leitura o www.guiadoilustrador.com e dos blogs e sites da Silvana Larques, do Hiro, do Montalvo, do Mota...enfim... boa leitura, arte e fartura pra todos!
Silvana, amigos e sobrinhos,
A ironia é essa mesmo: "culpa do sobrinho" é o jeito que algumas pessoas justificam a sua ineficiência em compreender o valor de seu trabalho como ilustrador.
É óbvio que nenhuma editora, cliente, ou produtora, poderá sobreviver no mercado hiper-competitivo (e agora globalizado) se não puder contar com arte exclusiva e de qualidade.
Parece que só os ilustradores não sacaram isso ainda.
Não se cobra uma arte pelo número de pixels, ou tinta usada, ou tamanho do papel. E sim pelo seu USO COMERCIAL.
Vender uma arte à 20 pilas revela uma total ignorância do mercado. É apenas amadorismo. Um jeito de começar a cobrar melhor e poder de fato viver de arte com dignidade e perspectiva de futuro é largar a preguiça de lado e começar a estudar sobre:
LICENCIAMENTO
DIREITOS AUTORAIS
MARCAS E PATENTES
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
MERCADO DE ARTE
MERCADO EDITORIAL
PUBLICIDADE
Que bom que na Internet tem tudo, é só Googlar.
Cobrar 20 pilas é queimação de filme (de quem vende e de quem compra).
Um amigo meu (gosto de coração mas fala cada besteira) disse que se aproveita de ilustradores que pensando como "sobrinho", se deixam explorar por pouco. Ele usa o fato de que pensam que por serem novatos são obrigados a comer merda. Ele usou essa expressão mesmo: "fico ganhando às custas deles, e deixo eles comerem muita merda..."
Fiz uma cara feia pra ele, secretamente peguei o nome do coitad...quero dizer "ilustrador" que ele entrevistara, pra avisar o mané depois: Fabrício Alves, de Duque de Caxias.
Aí tentei explicar pra ele que ser novo ou velho na área não tem NADA A VER com valores cobrados.
O valor da ilustração é determinado pelo seu USO COMERCIAL.
Em miúdos:
Se a ilustração vai pintar o bolo da festinha da sobrinha, pode custar R$ 20,00... pode até custar um bônus-bolo.
Se a MESMA ilustração vai ser capa de CD de música, com tiragem de 3000, e outras subsequentes... R$1.000,00 é um bom começo.
Se essa banda for o Gays and Poses... R$ 10.000,00 é um bom começo...
O USO COMERCIAL, o RETORNO FINANCEIRO pelo USO da ARTE é que determina o valor. Isso porque o lucro que vem da produção artística é regido pela LEI DOS DIREITOS AUTORAIS. Um benefício de 200 anos, porque mesmo a 200 anos atrás, a turma se tocou que a coisa mais importante para o desenvolvimento de um país é a sua CRIATIVIDADE.
Por favor turma sobrinhesca, se empenhem em manter a chama da sabedoria acesa. Nivelar por baixo, na base do barateamento é ruim pra todos, até pra turma que pensa que está se dando bem, que são os maus empresários... o que me faz voltar a historinha de meu amigo querido que gosta de ver ilustrador novato comendo cocô...
Exatamente por ter esse tipo de postura...é que ele é tratado assim pelo CHEFE DELE!!! Um milionário que a mais de dez anos não lhe concede um aumento. O salário dele, sendo a pessoa mais importante da empresa (se ele pedir demissão o lugar FECHA por que só ele sabe fazer a josta funcionar), é menor que o de um NOVATO COMEDOR DE MERDA das empresas concorrentes.
Vê..? É um ciclo vicioso, que quanto mais rápido se pular fora dele, melhor pra todos.
Inseguro quanto ao dinheiro?
Melhore a qualidade do trabalho, junte-se a colegas pra pegarem trabalhos grandes, busque outros caminhos: cursos, camisetas próprias, licencie a arte mas não abra mão do uso dela pra outros clientes (como um banco de imagens pessoal)... Saber gerenciar suas artes é essencial. Ou acredite, corre o risco de ficar como alguns VETERANOS, de barba branca, e sem dinheiro pra plano de saúde, porque descobriram tarde demais que se não souberem cobrar o preço certo, não é com o TEMPO que as coisas vão melhorar.
Se eu bater na porta da Ediouro pra vender arte pra Coquetel, eles NÃO VÃO me pagar mais do que os 35 merréis só porque tenho quase uma centena de livros ilustrados, artes expostas na europa, currículo de fazer chorar de emoção as tias da arte... Eles só irão pagar bem quando acabar essa farra burra de cobrar esmola de uma editora que sabe muito bem o valor verdadeiro destas artes.
Já parou pra pensar no lucro que ela ganha com as revistas? E se pagassem bem aos artistas? Como isso iria afetar como o orçamento?
É fácil fazer esse cáculo:
Se a tiragem da Coquetel for 100.000 (na Ediouro eles costumavam cancelar qualquer publicação com tiragem menor que isso) pega teus R$ 35,00, ou R$20,00 e divide por 100.000. Aí você vai saber o que sua arte representa no preço de capa do título. Um cisco.
Mas, como pra cada um que diz "não sou mané" tem meia dúzia de sequelados que dizem "sim, monta nas minhas costas", a solução pra que isso melhore é que os "novatos" e "veteranos com crise de auto-estima" PAREM de cobrar tão pouco, que tentem abrir mão de uma vidinha miserável, mal pagando aluguel de kitinete, sem dinheiro nem pra birita... Que procurem se acostumar a uma vida digna, pagando bem as contas, viajando de vez em quando... Deve ser mesmo difícil ser feliz, já que tem tanta gente "pagando caro" pra sofrer...
Abram o olho e fechem a mão...
Recomendo a leitura o www.guiadoilustrador.com e dos blogs e sites da Silvana Larques, do Hiro, do Montalvo, do Mota...enfim... boa leitura, arte e fartura pra todos!
quarta-feira, março 31, 2010
Contrato de Ilustrador
ORÇAMENTO - CONTRATO DE LICENCIAMENTO
DE DIREITOS AUTORAIS PATRIMONIAIS
Rio de Janeiro, 00/0/201X
De: (Nome completo do ilustrador)
Para: XXX
A/C – XXX
Atendendo sua solicitação, apresentamos nossa proposta para ilustrações referentes ao livro XXX, texto de XXX, a ser editado pela editora XXX.
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
Valor Total R$ ..........0.000,00
Condições de pagamento: XXX
Entrega das ilustrações em (mídia e prazo).
______________________________________________
O Objeto do presente Contrato é a cessão de direitos de reprodução da(s) obra(s) descrita(s) acima, celebrado entre as partes:
A. ILUSTRADOR: (nome completo), RG 000, CPF 000, autor(a) da(s) ilustração(ões) descrita(s) no orçamento acima, aqui representado(a) pela (empresa/pessoa jurídica do ilustrador caso exista), CNPJ XXX, localizada à RXXX- CEP XXX - no município do Rio de Janeiro - RJ; e
B. CLIENTE: Empresa: XXX, CNPJ XXX, localizada à XXX - CEP XXX - no município de XXX, aqui representada por XXX, RG XXX, CPF XXX.
Normas Contratuais:
I. Introdução
1. A utilização da(s) ilustração(ões) será regida pelas seguintes normas:
II. Utilização
2. O presente licenciamento de direitos autorais é destinada a única e exclusiva reprodução da imagem (descrição detalhada do serviço, nome do(s) arquivo(s) FINAL(IS) e sua destinação) para o livro XXX, para o período de 5 anos, e do material de divulgação e propaganda exclusivamente destinados à venda desta mesma publicação.
3. A partir de 5.000 exemplares vendidos, a ilustradora terá o direito a receber 2% do valor facial da publicação.
3.1. O ILUSTRADOR tem direito a vinte exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”).
4. O presente contrato garante ao CLIENTE a exclusividade desta(s) obra(s) pelo período de 5 anos, terminados os quais a autora poderá comercializar a(s) imagem(ns) para qualquer outro interessado, celebrando novo contrato de cessão de direitos.
III. Reutilização
5. O ILUSTRADOR tem direito a cinco exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”, ou sinais similares alheios à concepção original da obra, que deverá estar em perfeito estado físico e qualidade gráfica idêntica aos exemplares destinados ao comércio) a cada republicação.
6. O ILUSTRADOR deverá ser consultado e informado sobre qualquer nova reutilização de sua obra, que deverá conter seu crédito em lugar visível junto com a imagem, salvo quando firmado acordo em contrário por ambas as partes. Um novo contrato deverá ser firmado entre as partes para definir as regras e remuneração referente a essa nova utilização.
IV. Prazo de Entrega
7. O prazo de entrega da(s) ilustração(ões) está definido no presente orçamento. O atraso na entrega por um prazo injustificável, por parte do ILUSTRADOR, sem prévio aviso, justificativa expressa, e sem o assentimento do CLIENTE, permitirá o cancelamento da ilustração(ões) por este último.
8. A alteração do prazo de entrega previsto acima, por motivos de responsabilidade direta ou indireta do CLIENTE, entendendo-se como tal, todo evento que não possa ser imputado ao ILUSTRADOR, tais como: atrasos, falhas, impedimentos no fornecimento de "briefings" ou referências, ainda que involuntários, por parte do CLIENTE, ou de terceiros por ele contratados, farão com que o ILUSTRADOR fique isento de responsabilidade no que se refere ao cumprimento do prazo estabelecido neste orçamento.
9. A antecipação do prazo de entrega, a pedido do CLIENTE, poderá gerar custos adicionais que serão acrescidos ao valor deste orçamento e previamente submetidos a ele, CLIENTE.
V. Cancelamento
10. Se o cancelamento, por parte do CLIENTE, ocorrer durante a produção dos rascunhos ou estudos preliminares da imagem a que este contrato se refere, se fará a quitação de 50% do valor aprovado entre as partes. Se ocorrer o cancelamento durante a produção final da(s) ilustração(ões) , o CLIENTE pagará ao ILUSTRADOR, o proporcional a 80% do valor estabelecido neste contrato.
11. No caso de cancelamento, por parte do CLIENTE, após a finalização da(s) ilustração(ões), esta(s) será(ão) entregues e o preço aqui pactuado será cobrado integralmente, mesmo que não venha(m) a ser utilizada(s), e/ou que o CLIENTE se recuse a recebê-las.
12. Em qualquer hipótese de cancelamento por parte do CLIENTE, o prazo estipulado para o pagamento não será alterado.
VI. Do refazer de ilustrações
13. O ILUSTRADOR somente refará a(s) ilustração(ões), sem ônus para o CLIENTE, quando estiverem fora do briefing que deram origem ao orçamento e ainda na sua fase inicial de layout.
VII. Responsabilidades
14. O ILUSTRADOR responderá pela boa execução da(s) ilustração(ões) contratada(s), sempre atendendo aos interesses do CLIENTE.
15. O ILUSTRADOR declara ser o autor único da obra da presente cessão, mas não será responsabilizado por quaisquer processos ou demandas pela utilização de referências cedidas pelo CLIENTE e/ou seus representantes.
VIII. Condições Gerais
16. Direito Autoral
Os Direitos Autorais Morais sobre a(s) ilustração(ões) pertencem ao ILUSTRADOR conforme, Lei Federal de Nº 9610 de 19 de Fevereiro de 1998, respeitados os Direitos Autorais Patrimoniais cedidos ou concedidos neste instrumento.
17. As partes se comprometem a assegurar a integridade da obra, opondo-se a qualquer tipo de alteração em seu formato, proporção e conteúdo. A obra não poderá ser publicada em partes, ou editada digitalmente de forma a se tornar diferente da sua concepção original. Toda e qualquer alteração será submetida ao autor da obra, aqui referido como ILUSTRADOR, que terá o direito de cobrar pelas modificações, caso não tenham sido descritas em detalhe no momento da contratação.
18. Cada ilustração deverá ter seu uso especificado neste instrumento, pois quaisquer outras utilizações ficarão condicionadas à autorização do ILUSTRADOR, que apresentará novo orçamento correspondente.
19. No caso de haver arte física original, esta deverá ser retornada ao autor, nas mesmas condições em que foram entregues ao CLIENTE, logo após a utilização a que se refere o presente contrato.
20. No caso do CLIENTE encomendar, pagar e, por qualquer motivo, não utilizar a(s) ilustração(ões), até metade do período de veiculação solicitado, o prazo autorizado passa a ser contado a partir da data de aprovação deste orçamento. Durante este período, a(s) ilustração(ões) ficará(ão) interditada(s) para qualquer uso. Ao término do prazo ela(s) estará(ão) liberada(s), conforme a prática para as ilustrações que cumpriram sua utilização.
21. Elegem as partes o foro da Capital do Rio de Janeiro, como competente para dirimir quaisquer dúvidas e controvérsias que possam surgir em decorrência do presente contrato, excluindo-se qualquer outro, por mais privilegiado que seja ou se torne.
De acordo, Rio de Janeiro, XX de XXX de 200X.
____________________________
(nome completo) - ILUSTRADOR
____________________________
CLIENTE
DE DIREITOS AUTORAIS PATRIMONIAIS
Rio de Janeiro, 00/0/201X
De: (Nome completo do ilustrador)
Para: XXX
A/C – XXX
Atendendo sua solicitação, apresentamos nossa proposta para ilustrações referentes ao livro XXX, texto de XXX, a ser editado pela editora XXX.
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
Valor Total R$ ..........0.000,00
Condições de pagamento: XXX
Entrega das ilustrações em (mídia e prazo).
______________________________________________
O Objeto do presente Contrato é a cessão de direitos de reprodução da(s) obra(s) descrita(s) acima, celebrado entre as partes:
A. ILUSTRADOR: (nome completo), RG 000, CPF 000, autor(a) da(s) ilustração(ões) descrita(s) no orçamento acima, aqui representado(a) pela (empresa/pessoa jurídica do ilustrador caso exista), CNPJ XXX, localizada à RXXX- CEP XXX - no município do Rio de Janeiro - RJ; e
B. CLIENTE: Empresa: XXX, CNPJ XXX, localizada à XXX - CEP XXX - no município de XXX, aqui representada por XXX, RG XXX, CPF XXX.
Normas Contratuais:
I. Introdução
1. A utilização da(s) ilustração(ões) será regida pelas seguintes normas:
II. Utilização
2. O presente licenciamento de direitos autorais é destinada a única e exclusiva reprodução da imagem (descrição detalhada do serviço, nome do(s) arquivo(s) FINAL(IS) e sua destinação) para o livro XXX, para o período de 5 anos, e do material de divulgação e propaganda exclusivamente destinados à venda desta mesma publicação.
3. A partir de 5.000 exemplares vendidos, a ilustradora terá o direito a receber 2% do valor facial da publicação.
3.1. O ILUSTRADOR tem direito a vinte exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”).
4. O presente contrato garante ao CLIENTE a exclusividade desta(s) obra(s) pelo período de 5 anos, terminados os quais a autora poderá comercializar a(s) imagem(ns) para qualquer outro interessado, celebrando novo contrato de cessão de direitos.
III. Reutilização
5. O ILUSTRADOR tem direito a cinco exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”, ou sinais similares alheios à concepção original da obra, que deverá estar em perfeito estado físico e qualidade gráfica idêntica aos exemplares destinados ao comércio) a cada republicação.
6. O ILUSTRADOR deverá ser consultado e informado sobre qualquer nova reutilização de sua obra, que deverá conter seu crédito em lugar visível junto com a imagem, salvo quando firmado acordo em contrário por ambas as partes. Um novo contrato deverá ser firmado entre as partes para definir as regras e remuneração referente a essa nova utilização.
IV. Prazo de Entrega
7. O prazo de entrega da(s) ilustração(ões) está definido no presente orçamento. O atraso na entrega por um prazo injustificável, por parte do ILUSTRADOR, sem prévio aviso, justificativa expressa, e sem o assentimento do CLIENTE, permitirá o cancelamento da ilustração(ões) por este último.
8. A alteração do prazo de entrega previsto acima, por motivos de responsabilidade direta ou indireta do CLIENTE, entendendo-se como tal, todo evento que não possa ser imputado ao ILUSTRADOR, tais como: atrasos, falhas, impedimentos no fornecimento de "briefings" ou referências, ainda que involuntários, por parte do CLIENTE, ou de terceiros por ele contratados, farão com que o ILUSTRADOR fique isento de responsabilidade no que se refere ao cumprimento do prazo estabelecido neste orçamento.
9. A antecipação do prazo de entrega, a pedido do CLIENTE, poderá gerar custos adicionais que serão acrescidos ao valor deste orçamento e previamente submetidos a ele, CLIENTE.
V. Cancelamento
10. Se o cancelamento, por parte do CLIENTE, ocorrer durante a produção dos rascunhos ou estudos preliminares da imagem a que este contrato se refere, se fará a quitação de 50% do valor aprovado entre as partes. Se ocorrer o cancelamento durante a produção final da(s) ilustração(ões) , o CLIENTE pagará ao ILUSTRADOR, o proporcional a 80% do valor estabelecido neste contrato.
11. No caso de cancelamento, por parte do CLIENTE, após a finalização da(s) ilustração(ões), esta(s) será(ão) entregues e o preço aqui pactuado será cobrado integralmente, mesmo que não venha(m) a ser utilizada(s), e/ou que o CLIENTE se recuse a recebê-las.
12. Em qualquer hipótese de cancelamento por parte do CLIENTE, o prazo estipulado para o pagamento não será alterado.
VI. Do refazer de ilustrações
13. O ILUSTRADOR somente refará a(s) ilustração(ões), sem ônus para o CLIENTE, quando estiverem fora do briefing que deram origem ao orçamento e ainda na sua fase inicial de layout.
VII. Responsabilidades
14. O ILUSTRADOR responderá pela boa execução da(s) ilustração(ões) contratada(s), sempre atendendo aos interesses do CLIENTE.
15. O ILUSTRADOR declara ser o autor único da obra da presente cessão, mas não será responsabilizado por quaisquer processos ou demandas pela utilização de referências cedidas pelo CLIENTE e/ou seus representantes.
VIII. Condições Gerais
16. Direito Autoral
Os Direitos Autorais Morais sobre a(s) ilustração(ões) pertencem ao ILUSTRADOR conforme, Lei Federal de Nº 9610 de 19 de Fevereiro de 1998, respeitados os Direitos Autorais Patrimoniais cedidos ou concedidos neste instrumento.
17. As partes se comprometem a assegurar a integridade da obra, opondo-se a qualquer tipo de alteração em seu formato, proporção e conteúdo. A obra não poderá ser publicada em partes, ou editada digitalmente de forma a se tornar diferente da sua concepção original. Toda e qualquer alteração será submetida ao autor da obra, aqui referido como ILUSTRADOR, que terá o direito de cobrar pelas modificações, caso não tenham sido descritas em detalhe no momento da contratação.
18. Cada ilustração deverá ter seu uso especificado neste instrumento, pois quaisquer outras utilizações ficarão condicionadas à autorização do ILUSTRADOR, que apresentará novo orçamento correspondente.
19. No caso de haver arte física original, esta deverá ser retornada ao autor, nas mesmas condições em que foram entregues ao CLIENTE, logo após a utilização a que se refere o presente contrato.
20. No caso do CLIENTE encomendar, pagar e, por qualquer motivo, não utilizar a(s) ilustração(ões), até metade do período de veiculação solicitado, o prazo autorizado passa a ser contado a partir da data de aprovação deste orçamento. Durante este período, a(s) ilustração(ões) ficará(ão) interditada(s) para qualquer uso. Ao término do prazo ela(s) estará(ão) liberada(s), conforme a prática para as ilustrações que cumpriram sua utilização.
21. Elegem as partes o foro da Capital do Rio de Janeiro, como competente para dirimir quaisquer dúvidas e controvérsias que possam surgir em decorrência do presente contrato, excluindo-se qualquer outro, por mais privilegiado que seja ou se torne.
De acordo, Rio de Janeiro, XX de XXX de 200X.
____________________________
(nome completo) - ILUSTRADOR
____________________________
CLIENTE
A culpa é do sobrinho!
Eldes de Paula – o Diretor de Comunicação da ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), levantou esta semana a questão: Quais as maiores dificuldades enfrentadas por um ilustrador atualmente?
A conclusão bem humorada que chegou-se (ainda num primeiro retorno dos associados) é que nossa maior problema é um tal de "sobrinho".
É tudo culpa do infeliz do sobrinho!
O sobrinho do dono da empresa que faz concorrência desleal com profissionais preparados. O sobrinho que brincando no Coréu, faz logos toscos plagiados de outros logos mais toscos ainda. O sobrinho, que sem noção de custos de mercado, plano de carrreira, direitos autorais ou propriedade industrial, cobra dos chopps pra cobrir as "necessidades" gráficas e visuais do "pequeníssimo" empresário. Mau empresário é pouca bobagem... o problema é o tal do sobrinho.
Envoltos por esta singela imagem, de um sobrinho sendo linchado por irados ilustradores e designers de responsa, veio uma mensagem muito bem colocada enviada pelo designer Leonardo Correa, que me permitiu reproduzir aqui:
Repassando a msg do Leonardo Correa da lista da ABIPRO:
Olás!
Sou ilustrador profissional, trabalho em uma empresa do ramo de EaD, mas sou
formado em design gráfico.
Trago para essa discussão alguns pontos que costumamos discutir nos meios do
design gráfico. Nos eventos e encontros de design que participo, vejo muitos
estudantes e profissionais com uma reclamação semelhante à que foi colocada
aqui: *'o sobrinho do dono da empresa, que sabe mexer muito bem no corel, e
faz o meu trabalho cobrando 50 pila'.* Todos reclamam da falta de
valorização, etc etc.
Eu, sinceramente, não considero o 'sobrinho fuçador de Corel' como meu
concorrente. SE o trabalho dele for tão bom quanto o meu, e ele cobra 50
pila, uma hora ele vai morrer de fome. Agora, SE o trabalho dele é ruim, e
MESMO ASSIM ele concorre comigo, eu preciso reavaliar o *meu trabalho*.
- Estou realmente fazendo um trabalho bom?
- Se o meu trabalho é realmente melhor do que o de 50 pila, e o empresário
não enxerga a qualidade, será que eu não posso mandar o empresário pastar e
procurar outros clientes?
- Se o trabalho de 50 pila do guri é tão bom quanto o meu (aos olhos do
empresário/mercado), quanto vale o meu profissionalismo? Como eu faço pra
demonstrar esse valor?
Tem um livro do autor Chico Homem de Melo, chamado Signofobia, que contém um
artigo entitulado *"O que é bom para Nike é bom para a sapataria?"*. Neste
artigo, o autor questiona a necessidade da "super identidade visual de 50
mil reais" para uma pequena sapataria caseira. A sapataria nunca vai ter
condições de bancar 50 mil por um projeto de marca completo, mas mesmo
assim, será que ela teria necessidade? Mesmo assim, ela teria alguma
necessidade de marca, que seria produzida de acordo com a seu impacto no
mercado (provavelmente só uma placa na porta). Só por isso, ela não pode ser
feita por um designer, sendo atendida com profissionalismo e seriedade?
Quando estamos falando de material visual, todos tem palpite a respeito,
porque confundem *gosto *com *opinião*. Todos se sentem no direito de opinar
e valorizar ou desvalorizar de acordo com suas impressões. Infelizmente, nem
todos têm noção do processo de produção de uma ilustração, porque
normalmente não tem contato com este processo. As pessoas em geral só tem
contato com o *produto final* do processo de ilustrar, que é a peça de
ilustração. Pois muitas vezes, o que custa caro no processo de ilustrar não
é a confecção do produto final, mas as etapas de planejamento, concepção,
etc, que ficam embaixo do pano, e portanto, são ignoradas pelo cliente.
Resta a nós, profissionais da ilustração, aprender a lidar com essa relação,
valorizando nossa qualidade como profissionais, além da nossa qualidade como
ilustradores. Bom atendimento, honestidade, lealdade, preço justo, são
caminhos que devemos trilhar para alcançar essa qualidade.
Fora isso, se o cliente é ignorante e não é capaz de enxergar um palmo além
do nariz, então acho que precisamos, como qualquer profissional do mercado,
definir um campo de atuação e selecionar nossos clientes.
Abraços!
--
Leonardo Correa
leocorrea.leonardo@gmail.com
Florianópolis/SC
Essa foi a boa mensagem do Leonardo Correa. Coincidência feliz, o Zé Roberto "Grauna" bloggou sobre o mesmo assunto:
"Prezados colegas.
Escrevi, sem maiores pretensões, um pequeno texto sobre o fato de uma editora carioca pagar valores ridículos por uma caricatura, assunto que foi debatido num encontro ocorrido entre cartunistas há uns dois meses. O texto intitulado “Uma gorjeta por uma caricatura”, está no meu blog
http://zerobertograuna.blogspot.com/
Gostaria que todos dessem uma olhada e deixassem lá suas opiniões sobre o assunto.
Grande abraço a todos!
Zé Roberto Graúna"
A conclusão bem humorada que chegou-se (ainda num primeiro retorno dos associados) é que nossa maior problema é um tal de "sobrinho".
É tudo culpa do infeliz do sobrinho!
O sobrinho do dono da empresa que faz concorrência desleal com profissionais preparados. O sobrinho que brincando no Coréu, faz logos toscos plagiados de outros logos mais toscos ainda. O sobrinho, que sem noção de custos de mercado, plano de carrreira, direitos autorais ou propriedade industrial, cobra dos chopps pra cobrir as "necessidades" gráficas e visuais do "pequeníssimo" empresário. Mau empresário é pouca bobagem... o problema é o tal do sobrinho.
Envoltos por esta singela imagem, de um sobrinho sendo linchado por irados ilustradores e designers de responsa, veio uma mensagem muito bem colocada enviada pelo designer Leonardo Correa, que me permitiu reproduzir aqui:
Repassando a msg do Leonardo Correa da lista da ABIPRO:
Olás!
Sou ilustrador profissional, trabalho em uma empresa do ramo de EaD, mas sou
formado em design gráfico.
Trago para essa discussão alguns pontos que costumamos discutir nos meios do
design gráfico. Nos eventos e encontros de design que participo, vejo muitos
estudantes e profissionais com uma reclamação semelhante à que foi colocada
aqui: *'o sobrinho do dono da empresa, que sabe mexer muito bem no corel, e
faz o meu trabalho cobrando 50 pila'.* Todos reclamam da falta de
valorização, etc etc.
Eu, sinceramente, não considero o 'sobrinho fuçador de Corel' como meu
concorrente. SE o trabalho dele for tão bom quanto o meu, e ele cobra 50
pila, uma hora ele vai morrer de fome. Agora, SE o trabalho dele é ruim, e
MESMO ASSIM ele concorre comigo, eu preciso reavaliar o *meu trabalho*.
- Estou realmente fazendo um trabalho bom?
- Se o meu trabalho é realmente melhor do que o de 50 pila, e o empresário
não enxerga a qualidade, será que eu não posso mandar o empresário pastar e
procurar outros clientes?
- Se o trabalho de 50 pila do guri é tão bom quanto o meu (aos olhos do
empresário/mercado), quanto vale o meu profissionalismo? Como eu faço pra
demonstrar esse valor?
Tem um livro do autor Chico Homem de Melo, chamado Signofobia, que contém um
artigo entitulado *"O que é bom para Nike é bom para a sapataria?"*. Neste
artigo, o autor questiona a necessidade da "super identidade visual de 50
mil reais" para uma pequena sapataria caseira. A sapataria nunca vai ter
condições de bancar 50 mil por um projeto de marca completo, mas mesmo
assim, será que ela teria necessidade? Mesmo assim, ela teria alguma
necessidade de marca, que seria produzida de acordo com a seu impacto no
mercado (provavelmente só uma placa na porta). Só por isso, ela não pode ser
feita por um designer, sendo atendida com profissionalismo e seriedade?
Quando estamos falando de material visual, todos tem palpite a respeito,
porque confundem *gosto *com *opinião*. Todos se sentem no direito de opinar
e valorizar ou desvalorizar de acordo com suas impressões. Infelizmente, nem
todos têm noção do processo de produção de uma ilustração, porque
normalmente não tem contato com este processo. As pessoas em geral só tem
contato com o *produto final* do processo de ilustrar, que é a peça de
ilustração. Pois muitas vezes, o que custa caro no processo de ilustrar não
é a confecção do produto final, mas as etapas de planejamento, concepção,
etc, que ficam embaixo do pano, e portanto, são ignoradas pelo cliente.
Resta a nós, profissionais da ilustração, aprender a lidar com essa relação,
valorizando nossa qualidade como profissionais, além da nossa qualidade como
ilustradores. Bom atendimento, honestidade, lealdade, preço justo, são
caminhos que devemos trilhar para alcançar essa qualidade.
Fora isso, se o cliente é ignorante e não é capaz de enxergar um palmo além
do nariz, então acho que precisamos, como qualquer profissional do mercado,
definir um campo de atuação e selecionar nossos clientes.
Abraços!
--
Leonardo Correa
leocorrea.leonardo@gmail.com
Florianópolis/SC
Essa foi a boa mensagem do Leonardo Correa. Coincidência feliz, o Zé Roberto "Grauna" bloggou sobre o mesmo assunto:
"Prezados colegas.
Escrevi, sem maiores pretensões, um pequeno texto sobre o fato de uma editora carioca pagar valores ridículos por uma caricatura, assunto que foi debatido num encontro ocorrido entre cartunistas há uns dois meses. O texto intitulado “Uma gorjeta por uma caricatura”, está no meu blog
http://zerobertograuna.blogspot.com/
Gostaria que todos dessem uma olhada e deixassem lá suas opiniões sobre o assunto.
Grande abraço a todos!
Zé Roberto Graúna"
terça-feira, março 30, 2010
Cursos de Ilustração Botânica no Jardim.
Estão abertas as inscrições para os cursos de Aquarela Botânica e de Ilustração Botânica I - Grafite e Bico de Pena, na Escola Nacional de Botânica Tropical.
O curso de Aquarela Botânica oferece 20 vagas, e vai de 10 de abril a 22 de maio, com carga horária total de 18 horas. As aulas têm três horas de duração e acontecem sempre aos sábados. Destina-se a alunos que desejam ter contato com a ilustração botânica, ou aprimorar a técnica com aquarela botânica, não exigindo nenhum pré-requisito.
Já Ilustração Botânica I está com inscrições abertas até 31 de março, apresentando a técnica do desenho botânico em grafite e bico de pena (nanquim). Não são exigidos pré-requisitos. O curso totaliza 72 horas/aula, com início em 6 de abril e término em 29 de junho, às terças e quintas, em dois horários (manhã e tarde).
Os cursos são ministrados por Malena Barreto e Paulo Ormindo, ambos especializados em ilustração botânica pelo Royal Botanic Gardens, Kew Gardens, Londres, Reino Unido.
A Escola Nacional de Botânica Tropical - ENBT fica na Rua Pacheco Leão, 2040 – Horto. Mais informações: 3875-6209 ou www.jbrj.gov.br.
O curso de Aquarela Botânica oferece 20 vagas, e vai de 10 de abril a 22 de maio, com carga horária total de 18 horas. As aulas têm três horas de duração e acontecem sempre aos sábados. Destina-se a alunos que desejam ter contato com a ilustração botânica, ou aprimorar a técnica com aquarela botânica, não exigindo nenhum pré-requisito.
Já Ilustração Botânica I está com inscrições abertas até 31 de março, apresentando a técnica do desenho botânico em grafite e bico de pena (nanquim). Não são exigidos pré-requisitos. O curso totaliza 72 horas/aula, com início em 6 de abril e término em 29 de junho, às terças e quintas, em dois horários (manhã e tarde).
Os cursos são ministrados por Malena Barreto e Paulo Ormindo, ambos especializados em ilustração botânica pelo Royal Botanic Gardens, Kew Gardens, Londres, Reino Unido.
A Escola Nacional de Botânica Tropical - ENBT fica na Rua Pacheco Leão, 2040 – Horto. Mais informações: 3875-6209 ou www.jbrj.gov.br.
Você quer ser roteirista?
O MinC já lançou dois editais de peso esse ano visando a formação de roteiristas para cinema. Ano passado foi a vez da Secretaria Estadual de Cultura do RJ. Sim, o mercado está absorvendo roteiristas. Por isso colega que manda bem nas letras, que tem afinidade com a linguagem do audio-visual... essa é sua chance de iniciar-se numa nova senda de estudos.
Final de abril começa no POP (Jardim Botânico/RJ) o Curso de Roteiro Avançado para Cinema e TV. Estarei lá.
Final de abril começa no POP (Jardim Botânico/RJ) o Curso de Roteiro Avançado para Cinema e TV. Estarei lá.
A Primeira Só...
domingo, março 21, 2010
Work For Hire – cuidados a serem tomados
Reclamam os empregadores da falta do estabelecimento do Work for Hire no Brasil. No Copyright Anlgo-saxão, o empregado de uma firma passa os direitos autorais (na íntegra) ao empregador. Não significa que perde os créditos, mas não tem mais o lucro nem o controle do uso de sua criação. Mas existe toda um contrapartida que regula rigidamente essa "farra". O trabalho não pode ser simplesmente comissionado, devem existir vínculos empregatícios com todos os benefícios previstos por lei. Enfim... Work for Hire não é pra qualquer um! O empregador tem uma série de custos e obrigações. A turma aqui que faz pressão pelo WFH está pensando que é festa! E tá doidinho pra explorar (mais ainda) os autores brasileiros.
Outro dia, na firma em que "colaborava", ouvi do empregadores o seguinte absurdo:
– Sua criação XXX é propriedade da empresa, por que foi "pedida" pela gente..!
Obviamente o rapaz, responsável por praticamente tudo de mais inspirado que a empresa produziu nos últimos 3 anos (ele roteiriza, faz todos os storyboards, desenvolve personagens... do zero!) abriu um olhão ao ver a empresa onde trabalha na base do sacrifício se apropriar de sua mais recente e querida criação (depois de 3 anos, responsável por 90% das criações da casa... ele ainda recebe como estagiário, em regime de cooperativa – diga-se de passagem, configurada de forma ilegal).
Ocorre que:
1) Work for Hire não existe no Brasil;
2) Se existísse, esta empresa estaria longe de cumprir o requisitos pra utiliza-lo com seu "empregado".
Acrescenta-se aí a forma como a criação XXX foi desenvolvida. O "empregador" entrou na sala é disse: crie algo com um tema da moda.
Pronto, acabou aí a participação do mesmo. Ah, claro, vamos ser justos, ele "investe" R$ 600,00 por mês no "empregado".
Ai... meu pescoço! Isso mesmo que ouviram... R$ 600,00 por mês no rapaz que produz 90% de toda criação da produtora que se gaba de mais de 20 anos de mercado, prêmios (já faz um bom tempo, mas...), Enfim, uma história que teria de render mais do que isso.
A partir daí o rapaz (excelente profissional, e em busca de um empregador que seja capaz de reconhecer seu talento) criou todo o universo da história, personagens, sinopses, storyboards, etc.
E ficou ótimo!
Queridos empregadores. Sejam capitalistas mas sejam capitalistas de verdade: que promovem os autores e crescem todos juntos! Nada de explorar a turma da idéias (que valem ouro)!!!
Bem a primeira consequência da ignorância desta empresa foi que o rapaz fechou seu caderninho de idéias pra ela... Vai usar em outro lugar, talvez na concorrência.
Importante lembrar que TODA equipe criativa da produtora é cooperativada, o que distancia ainda mais qualquer tipo de vínculo "work for hire". Não entendo como uma empresa que vive de criação não tenha conhecimento sobre direitos autorais, relações de trabalho, etc.
E entendo menos ainda uma visão tão pequena sobre como se trabalhar com os criadores. Num negócio onde todos irão ganhar bem, se bem tratados, não há o menor sentido em se desestimular a parceria com os criadores, pagando-lhes mal, obrigando-os a contratos injustos, sugando-lhes cada centavo... Perde-se os melhores para a concorrência, para a livre iniciativa.
Hoje em dia, mais que nunca, o que conta é a originalidade e criatividade. O maquinário ficou barato, o acesso ao público é livre. Pouco importa se a produtora tem um andar inteiro no Centro ou um canto na garagem da casa da tia Jurema. O cliente irá ver o resultado... e mais, o resultado das vendas.
Para conhecer o procedimento do Work For Hire nos EUA acesse:
http://www.copyright.gov/circs/circ09.pdf
Repare que no caso do rapaz acima, configura-se ainda mais uma irregularidade: como cooperativado excluem-se os vínculos empregatícios. Sem vínculos empregatícios, não caracterizaria-se o Work for Hire, mesmo que estivéssemos na terra do Mickey Mouse. Se a regularidade, a permanência (mais de 3 anos exercendo a mesma função de atividade-fim da empresa, em horários regulares, com auxílio transporte) pode considerar-se vínculo empregatício, então haveria-se de se regularizar a situação, com assinatura de carteira de trabalho e demais benefícios.
Outro dia, na firma em que "colaborava", ouvi do empregadores o seguinte absurdo:
– Sua criação XXX é propriedade da empresa, por que foi "pedida" pela gente..!
Obviamente o rapaz, responsável por praticamente tudo de mais inspirado que a empresa produziu nos últimos 3 anos (ele roteiriza, faz todos os storyboards, desenvolve personagens... do zero!) abriu um olhão ao ver a empresa onde trabalha na base do sacrifício se apropriar de sua mais recente e querida criação (depois de 3 anos, responsável por 90% das criações da casa... ele ainda recebe como estagiário, em regime de cooperativa – diga-se de passagem, configurada de forma ilegal).
Ocorre que:
1) Work for Hire não existe no Brasil;
2) Se existísse, esta empresa estaria longe de cumprir o requisitos pra utiliza-lo com seu "empregado".
Acrescenta-se aí a forma como a criação XXX foi desenvolvida. O "empregador" entrou na sala é disse: crie algo com um tema da moda.
Pronto, acabou aí a participação do mesmo. Ah, claro, vamos ser justos, ele "investe" R$ 600,00 por mês no "empregado".
Ai... meu pescoço! Isso mesmo que ouviram... R$ 600,00 por mês no rapaz que produz 90% de toda criação da produtora que se gaba de mais de 20 anos de mercado, prêmios (já faz um bom tempo, mas...), Enfim, uma história que teria de render mais do que isso.
A partir daí o rapaz (excelente profissional, e em busca de um empregador que seja capaz de reconhecer seu talento) criou todo o universo da história, personagens, sinopses, storyboards, etc.
E ficou ótimo!
Queridos empregadores. Sejam capitalistas mas sejam capitalistas de verdade: que promovem os autores e crescem todos juntos! Nada de explorar a turma da idéias (que valem ouro)!!!
Bem a primeira consequência da ignorância desta empresa foi que o rapaz fechou seu caderninho de idéias pra ela... Vai usar em outro lugar, talvez na concorrência.
Importante lembrar que TODA equipe criativa da produtora é cooperativada, o que distancia ainda mais qualquer tipo de vínculo "work for hire". Não entendo como uma empresa que vive de criação não tenha conhecimento sobre direitos autorais, relações de trabalho, etc.
E entendo menos ainda uma visão tão pequena sobre como se trabalhar com os criadores. Num negócio onde todos irão ganhar bem, se bem tratados, não há o menor sentido em se desestimular a parceria com os criadores, pagando-lhes mal, obrigando-os a contratos injustos, sugando-lhes cada centavo... Perde-se os melhores para a concorrência, para a livre iniciativa.
Hoje em dia, mais que nunca, o que conta é a originalidade e criatividade. O maquinário ficou barato, o acesso ao público é livre. Pouco importa se a produtora tem um andar inteiro no Centro ou um canto na garagem da casa da tia Jurema. O cliente irá ver o resultado... e mais, o resultado das vendas.
Para conhecer o procedimento do Work For Hire nos EUA acesse:
http://www.copyright.gov/circs/circ09.pdf
Repare que no caso do rapaz acima, configura-se ainda mais uma irregularidade: como cooperativado excluem-se os vínculos empregatícios. Sem vínculos empregatícios, não caracterizaria-se o Work for Hire, mesmo que estivéssemos na terra do Mickey Mouse. Se a regularidade, a permanência (mais de 3 anos exercendo a mesma função de atividade-fim da empresa, em horários regulares, com auxílio transporte) pode considerar-se vínculo empregatício, então haveria-se de se regularizar a situação, com assinatura de carteira de trabalho e demais benefícios.
O Vestido, da ZIT!
A Zit está de roupa nova! O Vestido está encantando os olhos e corações dos leitores. O Acabamento gráfico é fantástico... e não poderia deixar de ser, pra fazer juz à história do Celso Sisto. Quando li o texto, senti os olhos marejarem. Ainda mais agora que sinto dentro de mim... o mesmo vazio da falta que tentamos – escritores e ilustradores – preencher com arte, palavras e cores.

A Zit é uma editora que prima não só pela qualidade como pela boa relação contratual. Seu contrato respeita os direitos autorais dos ilustradores. Os coordenadores do Fórum Nacional de Direitos autorais e turma do juri do PNBE deveria dar uma boa olhada nele. Aqui não posso deixar de alimentar um pouquinho de orgulho pessoal: o contrato foi redigido tendo o meu como modelo. Afe, que enchi o peito de ar quentinho!
Boas leituras e bons contratos para todos!

A Zit é uma editora que prima não só pela qualidade como pela boa relação contratual. Seu contrato respeita os direitos autorais dos ilustradores. Os coordenadores do Fórum Nacional de Direitos autorais e turma do juri do PNBE deveria dar uma boa olhada nele. Aqui não posso deixar de alimentar um pouquinho de orgulho pessoal: o contrato foi redigido tendo o meu como modelo. Afe, que enchi o peito de ar quentinho!
Boas leituras e bons contratos para todos!
Direitos ilustração para Web, capas, flyers - na Música
Outra dúvida interessante, sobre Direitos Autorais do Ilustrador que chegou. Chamei a remetente de Produtora Consciente pra proteger sua privacidade e também homenagear seu cuidado profissional. Veja que ela age de forma super profissional, ao tomar cuidado com a forma como negocia as artes.
"Thaís,
Pude ler em seu blog um texto falando um pouco sobre os direitos autorais dos ilustradores.
Peço licença para entrar em contato com você , mas pude perceber que você entende bem do assunto, e estou com algumas dúvidas que preciso tirá-las para que eu não cometa nenhuma injustiça.
Pois bem, estou auxiliando na produção de um cantor, e fiquei de verificar a parte de direitos autorais das ilustrações que serão utilizadas tanto no site, cd e na revista com as cifras.
Queria saber o que devo fazer, estou totalmente perdida. Faço um contrato com o autor das ilustrações?? pago pela concessão das ilustrações??vou poder veicular essas ilustrações ??? os créditos sim serão sempre dados a ele... mas não quero cometer gafes com o autor. Por favor se puder me ajudar seria muito grata,ainda sou estudante de Produção Cultural e muitas coisas não se aprende, só por pesquisas achei muito complexo, e não coomprendi direito a atitude que devo tomar.
Enfim aguardo uma resposta.
E peço desculpas pela intromissão...
Agradeço muito.
Att, "Produtora Consciente"
Oi, Produtora Consciente,
O blog é pra ajudar mesmo. fique à vontade! Os cursos carecem de falar sobre contratos. É absurdo, mas acho que é apenas consequência de uma mercado que só agora começa a se firmar em bases mais profissionais (e $$$).
Pra começar...
Você está certa. Precisa de um contrato. Quanto a isso não é um bicho de sete cabeças. O contrato deve ser claro: especificar onde as ilustrações serão utilizadas (ex. no site, cd e na revista com as cifras), por quanto tempo (ex. 5 anos), em que região (ex. Brasil)
Talvez o músico prefira um prazo maior ou ilimitado, isso pode ser conseguido pagando um valor maior ao ilustrador, ou talvez pedindo exclusividade por um periodo de 5 anos, e depois deste tempo, as imagens podem ser re-licenciadas pelo ilustrador em caráter não exclusivo, mas ainda podem ser usadas pelo músico sem novos pagamentos.
Percebe que tudo é negociável? Trata-se de equilibrar o uso com o preço. Sempre é possível um acordo vantajoso pra ambos.
Os créditos do ilustrador devem sempre figurar, certíssimo também o que disse. A exceção é se o ilustrador pedir pra não aparecer, e nesse caso não esqueça de colocar isso por escrito no contrato também, porque a falta de crédito é considerada crime de direito autoral moral.
E qual a diferença de Direito Autoral moral e Direito Autoral Patrimonial?
A justiça brasileira entendeu que existe dois momentos da obra artística.
O Direito Autoral Moral diz respeito a autoria. Não creditar, modificar ou usar sem permissão a arte de alguém é ferir seu direito moral. Um autor não pode, nem se quiser, abrir mão de seu direito moral, em outras palavras: ele não pode vender, ou negar a autoria da obra. No máximo, pedir pra omitir o crédito. Mas pra efeitos legais, mesmo que ele jamais registre a obra, ela é filha dele.
O Direito Autoral Patrimonial é o uso econômico da obra (do qual o autor depende para se sustentar). O Estado procura dar garantias para que o autor possa viver com dignidade, participando dos lucros que empresários fazem de suas artes. Mas nas brechas da lei, inúmeros são os casos de abusos com autores de todas as áreas.
Aqui o autor pode negociar o Direito Autoral Patrimonial de sua obra de qualquer forma que queira: em troca de dinheiro, de percentual sobre vendas ou uma mistura dos dois anteriores. Na realidade todo acordo pode ser fechado. Uma vez combinei com um grupo de teatro (excelente, por sinal) o uso de uma imagem que criei no cartaz da peça por promoção publicitária pra minha editora ( http://www.ygarape-books.com ) , tudo colocado em contrato. Foi super legal!
O contrato surge exatamente aí, nele colocamos o prazo, o tipo de uso (ou mídia, ou suporte) , o idioma, a região... onde serão utilizados.
Curiosidades sobre Direito Autoral:
Há um erro típico na Internet que é de pessoas que acham que está tudo bem usar a arte de outro desde que seja de forma gratuita. Não pode. Precisa sempre ter a permissão do criador da arte. Imagine, por exemplo, que um vizinho pegue seu carro sem permissão. Apenas pra passear. Pode?
Por outro lado, a Lei brasileira já é feita de forma que o autor pode simplesmente liberar sua arte pra domínio publico a qualquer momento. O Creative Commons sempre foi tácito na nossa lei.
Outra dúvida é se há necessidade de registrar o obra pra garantir autoria. Pela Lei brasileira não. O que é ótimo já que custa dinheiro registrar. Imagine um compositor sem recursos tendo de registrar cada obra sua à R$20,00 (mais do que ele ganha por dia de trabalho...) O registro, porém, é uma garantia se amanhã ou depois aparecer algum engraçadinho tentando roubar o crédito de alguma obra inédita sua, ou, no caso de alguns livros meus: se eu escrevo uma obra mas decido guardá-la na gaveta pra algum dia publicar, prefiro tirar logo um registro. Assim , se no futuro alguém publicar com uma idéia parecida, posso provar que não copiei dele!
Isso aconteceu com duas cantoras famosas recentemente. A Beoncé lançou a música Halo, e pouco depois a outra (esqueci o nome) lançou a sua, hiper parecida (as duas tiveram o mesmo produtor musical). Só que a música da Beoncé, apesar de ter sido colocada nas rádios antes, fora produzida depois da canção da colega. No caso, entendido isso, não rolou mal-estar entre elas.
Por fim, sua área é super legal! Desejo-lhe sucesso como produtora, não esqueça depois de mandar links de seu trabalho e clientes.
Beijos, Thais Linhares.
"Thaís,
Pude ler em seu blog um texto falando um pouco sobre os direitos autorais dos ilustradores.
Peço licença para entrar em contato com você , mas pude perceber que você entende bem do assunto, e estou com algumas dúvidas que preciso tirá-las para que eu não cometa nenhuma injustiça.
Pois bem, estou auxiliando na produção de um cantor, e fiquei de verificar a parte de direitos autorais das ilustrações que serão utilizadas tanto no site, cd e na revista com as cifras.
Queria saber o que devo fazer, estou totalmente perdida. Faço um contrato com o autor das ilustrações?? pago pela concessão das ilustrações??vou poder veicular essas ilustrações ??? os créditos sim serão sempre dados a ele... mas não quero cometer gafes com o autor. Por favor se puder me ajudar seria muito grata,ainda sou estudante de Produção Cultural e muitas coisas não se aprende, só por pesquisas achei muito complexo, e não coomprendi direito a atitude que devo tomar.
Enfim aguardo uma resposta.
E peço desculpas pela intromissão...
Agradeço muito.
Att, "Produtora Consciente"
Oi, Produtora Consciente,
O blog é pra ajudar mesmo. fique à vontade! Os cursos carecem de falar sobre contratos. É absurdo, mas acho que é apenas consequência de uma mercado que só agora começa a se firmar em bases mais profissionais (e $$$).
Pra começar...
Você está certa. Precisa de um contrato. Quanto a isso não é um bicho de sete cabeças. O contrato deve ser claro: especificar onde as ilustrações serão utilizadas (ex. no site, cd e na revista com as cifras), por quanto tempo (ex. 5 anos), em que região (ex. Brasil)
Talvez o músico prefira um prazo maior ou ilimitado, isso pode ser conseguido pagando um valor maior ao ilustrador, ou talvez pedindo exclusividade por um periodo de 5 anos, e depois deste tempo, as imagens podem ser re-licenciadas pelo ilustrador em caráter não exclusivo, mas ainda podem ser usadas pelo músico sem novos pagamentos.
Percebe que tudo é negociável? Trata-se de equilibrar o uso com o preço. Sempre é possível um acordo vantajoso pra ambos.
Os créditos do ilustrador devem sempre figurar, certíssimo também o que disse. A exceção é se o ilustrador pedir pra não aparecer, e nesse caso não esqueça de colocar isso por escrito no contrato também, porque a falta de crédito é considerada crime de direito autoral moral.
E qual a diferença de Direito Autoral moral e Direito Autoral Patrimonial?
A justiça brasileira entendeu que existe dois momentos da obra artística.
O Direito Autoral Moral diz respeito a autoria. Não creditar, modificar ou usar sem permissão a arte de alguém é ferir seu direito moral. Um autor não pode, nem se quiser, abrir mão de seu direito moral, em outras palavras: ele não pode vender, ou negar a autoria da obra. No máximo, pedir pra omitir o crédito. Mas pra efeitos legais, mesmo que ele jamais registre a obra, ela é filha dele.
O Direito Autoral Patrimonial é o uso econômico da obra (do qual o autor depende para se sustentar). O Estado procura dar garantias para que o autor possa viver com dignidade, participando dos lucros que empresários fazem de suas artes. Mas nas brechas da lei, inúmeros são os casos de abusos com autores de todas as áreas.
Aqui o autor pode negociar o Direito Autoral Patrimonial de sua obra de qualquer forma que queira: em troca de dinheiro, de percentual sobre vendas ou uma mistura dos dois anteriores. Na realidade todo acordo pode ser fechado. Uma vez combinei com um grupo de teatro (excelente, por sinal) o uso de uma imagem que criei no cartaz da peça por promoção publicitária pra minha editora ( http://www.ygarape-books.com ) , tudo colocado em contrato. Foi super legal!
O contrato surge exatamente aí, nele colocamos o prazo, o tipo de uso (ou mídia, ou suporte) , o idioma, a região... onde serão utilizados.
Curiosidades sobre Direito Autoral:
Há um erro típico na Internet que é de pessoas que acham que está tudo bem usar a arte de outro desde que seja de forma gratuita. Não pode. Precisa sempre ter a permissão do criador da arte. Imagine, por exemplo, que um vizinho pegue seu carro sem permissão. Apenas pra passear. Pode?
Por outro lado, a Lei brasileira já é feita de forma que o autor pode simplesmente liberar sua arte pra domínio publico a qualquer momento. O Creative Commons sempre foi tácito na nossa lei.
Outra dúvida é se há necessidade de registrar o obra pra garantir autoria. Pela Lei brasileira não. O que é ótimo já que custa dinheiro registrar. Imagine um compositor sem recursos tendo de registrar cada obra sua à R$20,00 (mais do que ele ganha por dia de trabalho...) O registro, porém, é uma garantia se amanhã ou depois aparecer algum engraçadinho tentando roubar o crédito de alguma obra inédita sua, ou, no caso de alguns livros meus: se eu escrevo uma obra mas decido guardá-la na gaveta pra algum dia publicar, prefiro tirar logo um registro. Assim , se no futuro alguém publicar com uma idéia parecida, posso provar que não copiei dele!
Isso aconteceu com duas cantoras famosas recentemente. A Beoncé lançou a música Halo, e pouco depois a outra (esqueci o nome) lançou a sua, hiper parecida (as duas tiveram o mesmo produtor musical). Só que a música da Beoncé, apesar de ter sido colocada nas rádios antes, fora produzida depois da canção da colega. No caso, entendido isso, não rolou mal-estar entre elas.
Por fim, sua área é super legal! Desejo-lhe sucesso como produtora, não esqueça depois de mandar links de seu trabalho e clientes.
Beijos, Thais Linhares.
quarta-feira, março 03, 2010
Ciclo de Conferências Direitos Autorais tem início na ABL

Tá no Site da ABL:
Ciclo de Conferências Direitos Autorais tem início na ABL
O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinicios Vilaça, convida para o primeiro Ciclo de Conferências do ano de 2010, com o tema Direitos Autorais.
Sob a coordenação do Acadêmico Alberto Venancio Filho, o ciclo contará com a presença do Advogado Gustavo Martins de Almeida, no dia 9 de março, abordando o tema “O direito autoral e a ABL”. No dia 16 de março, o Mestre em Bens Culturais Sydney L. Sanches falará sobre “O direito autoral e os desafios das novas tecnologias”.
O Ciclo Direitos Autorais será realizado no Teatro R. Magalhães Jr, às 17h30, com entrada franca, mediante inscrição realizada no Portal da ABL. Serão emitidos certificados de frequência.
segunda-feira, março 01, 2010
Não aceite propostas de risco!
Fazia tempo, pensava que este tipo de absurdo estava quase sumindo... Afinal, num mercado em expansão como o nosso, o dinheiro começa a entrar e cada vez o mais o profissional de arte se vê disputado pelo seu talento e não mais pela miséria.
Mas não é que ele voltou? Que susto levei ao me ver diante da seguinte proposta:
Elaborar graficamente projeto pra campanha de nível nacional.
Pagamento: nenhum.
Cooomo assim? É , nenhum, a não ser é claro se for tudo aprovado. Aí, quem sabe, talvez, caia uma moedinha pra fora do pote...
Pára o carro que vou pular!!! Isso ainda existe? Esqueceram de avisar que ilustrador também come, paga conta e leva filho pra passear? E isto proposto por AGÊNCIA de publicidade.
Disse que não faria.
Mas deixa eu completar com informações adicionais:
Cabe sempre ao empresário, ao proponente, o ônus do negócio. Não se joga esse ônus no artista (redator, ilustrador, animador), ainda mais sem a feitura, muito clara e equilibrada de um contrato de trabalho, onde fica previsto os ganhos e investimentos de cada parte.
Nunca aceite esse tipo de proposta, porque é queimação de filme pura. Passa o recado de que você não consegue cliente que paga, ou que você não tem estopa suficiente pra arcar com trabalhos importantes. E, detalhe, pega mal pra quem aceita e mais mal ainda pra quem propõe. Mostra que o proponente, por não levar fé na idéia, resolve não investir antecipadamente e joga o ônus pra quem for bobo de aceitar fazer.
Além disso, por não tem posto verba própria no projeto, ele não terá o mesmo empenho em negociá-lo do que se tivesse, por exemplo, vendido um carro pra poder pagar os ilustradores pra dar corpo a sua "linda visão de negócios".
Ao longo de minha ainda curta carreira (20 e poucos anos...) NUNCA vi uma proposta como essa reverter em vantagem para o ilustrador. E sempre tive o cuidado de pedir, pelo menos, um valor base para caso o projeto não vingasse, que cobrisse minha parte, e depois, aí sim, um extra contratual para se rolasse a proposta como planejado. Não por acaso, esse projetos eram os que vingavam.
Ah, lembrei de um que fiz "no risco" mas foi pra parente, assim não conta... e por sinal... melou! Me dei mal...
Olho aberto, e bons negócios.
Mas não é que ele voltou? Que susto levei ao me ver diante da seguinte proposta:
Elaborar graficamente projeto pra campanha de nível nacional.
Pagamento: nenhum.
Cooomo assim? É , nenhum, a não ser é claro se for tudo aprovado. Aí, quem sabe, talvez, caia uma moedinha pra fora do pote...
Pára o carro que vou pular!!! Isso ainda existe? Esqueceram de avisar que ilustrador também come, paga conta e leva filho pra passear? E isto proposto por AGÊNCIA de publicidade.
Disse que não faria.
Mas deixa eu completar com informações adicionais:
Cabe sempre ao empresário, ao proponente, o ônus do negócio. Não se joga esse ônus no artista (redator, ilustrador, animador), ainda mais sem a feitura, muito clara e equilibrada de um contrato de trabalho, onde fica previsto os ganhos e investimentos de cada parte.
Nunca aceite esse tipo de proposta, porque é queimação de filme pura. Passa o recado de que você não consegue cliente que paga, ou que você não tem estopa suficiente pra arcar com trabalhos importantes. E, detalhe, pega mal pra quem aceita e mais mal ainda pra quem propõe. Mostra que o proponente, por não levar fé na idéia, resolve não investir antecipadamente e joga o ônus pra quem for bobo de aceitar fazer.
Além disso, por não tem posto verba própria no projeto, ele não terá o mesmo empenho em negociá-lo do que se tivesse, por exemplo, vendido um carro pra poder pagar os ilustradores pra dar corpo a sua "linda visão de negócios".
Ao longo de minha ainda curta carreira (20 e poucos anos...) NUNCA vi uma proposta como essa reverter em vantagem para o ilustrador. E sempre tive o cuidado de pedir, pelo menos, um valor base para caso o projeto não vingasse, que cobrisse minha parte, e depois, aí sim, um extra contratual para se rolasse a proposta como planejado. Não por acaso, esse projetos eram os que vingavam.
Ah, lembrei de um que fiz "no risco" mas foi pra parente, assim não conta... e por sinal... melou! Me dei mal...
Olho aberto, e bons negócios.
domingo, fevereiro 28, 2010
"O Pano de Boca" no Catálogo de Bologna
O livro que ilustrei, "O Pano de Boca", texto de Sandra Pina (que ganhou o Prêmio Carioquinha com ele) entrou para o selecionadíssimo Catálogo da Feira de Bologna! Todas as imagens nasceram das impressões que os painéis de Eliseu Visconte me coloriam na mente. Imagens que me carregava em sonho, e por feliz coincidência vieram a emergir nesta deliciosa. Na história do livro, Sandra ainda mergulha mais no fantástico com suas palavras. A editora é a Cortez, felicíssima com a inclusão no famoso Catálogo. Os modelos para as ilustrações foram meus filhos, eu mesma, e a gata da vizinha. Fiz rafes e composições diretamente no local: corredores, palco e bastidores do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que durante esta época estava em meio a reforma.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
11º Salão FNLIJ - revendo 2009
Sandra Pina lança "O Pano de Boca", ilustrações minhas, pela Cortez. Entre nós, segurando o livro, a escritora Flávia Côrtes. Este texto da Sandra foi premiado no "Carioquinha" aqui no Rio de Janeiro, e ganhou esta edição especial pela ed. Cortez bem a tempo de comemorar o centenário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, palco da história.
Performance das autoras durante o lançamento. Pina conversa com os leitores, contando um pouco sobre suas inspirações e desenvolvimento do livro, enquanto em desenho.
A ilustradora também comenta sobre a arte e suas referências artísticas e afetivas. Inspirei-me sobretudo em Eliseu Visconti, cujos afrescos me encantavam nas muitas vezes em que fui ao Municipal ver minha tia Cinira tocar.segunda-feira, dezembro 28, 2009
Natal em Paraty

Quando os piratas foram embora desta terra, decidiram não levar um de seus comparsas: Jack Espírrou, o pirata sensível de Paraty. Simplesmente não aturavam mais as ladainhas e lamentações de Jack. De nada adiantaram os conselhos de Barba Ruiva, ou as ferroadas de James Gancho... Os piratas devem se comportar, ou melhor, descomportar. Serem algozes, jamais vítimas. Mas monsieur Espírrou, olhos afogados numa maré de lágrimas, na boca poucos dentes recapeados de ouro, só fazia era lamentar tal qual Homem Elefante: "Não sou um objeto! Sou um ser humano!
(foto de Thais Linhares, 26 dez de 2009 - Paraty/RJ)
quarta-feira, dezembro 23, 2009
NATAL BOM é no Odeon!
Salão do Livro das Escolas Estaduais - Rio de Janeiro

Estande da jovial Ygarapé! Não estranhe o "vazio" , os títulos estão nas prateleiras laterais, e as regras do salão proibem propaganda gráfica e "boca-de-urna". Muito justo, ajudou que nossas vendas fossem excelentes, mesmo concorrendo com editoras mais antigas e maiores. Na foto os editores Sandro Dinarte e Marco Braga.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Como fazer e apresentar um Portfolio
Segundo meu colega ilustrador Adriano Renzi, 12 é um bom número de artes para se apresentar em um portfolio. Um bela pasta imitação de couro - uso a pasta de couro da Malas Avião, que fica no início da Rua da Carioca no centro do Rio de Janeiro - ou algo similar, onde dispomos dentro de forma limpa e organizada nossos originais, ou reproduções de alta qualidade.
Entretanto, já faz um bocado de tempo que dispensei o portfolio-pasta... Primeiro troquei aquele trombolho de portfolio formato A3 por um menor tipo A4 que cabia dentro do mochilão - assim ficava fácil levá-lo para eventos, bienal e editores visitados em outros estado. Isto porque até bem pouco tempo atrás os editores tinham receio de trabalhar com alguém cujos olhos nunca tivessem fitado. Mas isto mudou.
Agora os portfolios são exibidos em sites na Internet. Pode ser um blog, um site pessoal, um endereço no Deviant-Art, Flirk... Até o " feioso" Orkut tá valendo. O ideal é ter um site próprio ou pelos menos um blog bem trabalhado.
Escolha as melhores artes, sendo apenas aquelas relacionadas ao tipo de trabalho que pretende desenvolver e coloque-as em ordem: inicie pela segunda melhor arte, siga então da mais fraca para a mais forte. Creio que o Adriano faz um pouco diferente, mas a idéia é ter artes fortes na abertura e fechamento. É como quando contamos uma história. Ela deve começar forte pra prender atenção do publico e fechar bem pra manter a boa impressão geral.
Na Internet, dá pra colocar mais que 12 imagens... mas não exagere, ou seu editor se confundirá entre tantas imagens, e elas perderão seu impacto.
Depois ligue para as editoras e peça permissão pra enviar um email com um link para onde está seu portfolio. Ter o portfolio online já faz com que seja encontrado pelos editores.
Nos eventos distribua um cartão com uma belíssima ilustração sua e o link para seu site junto aos seus contatos profissionais.
Sucesso em 2010!!!
Entretanto, já faz um bocado de tempo que dispensei o portfolio-pasta... Primeiro troquei aquele trombolho de portfolio formato A3 por um menor tipo A4 que cabia dentro do mochilão - assim ficava fácil levá-lo para eventos, bienal e editores visitados em outros estado. Isto porque até bem pouco tempo atrás os editores tinham receio de trabalhar com alguém cujos olhos nunca tivessem fitado. Mas isto mudou.
Agora os portfolios são exibidos em sites na Internet. Pode ser um blog, um site pessoal, um endereço no Deviant-Art, Flirk... Até o " feioso" Orkut tá valendo. O ideal é ter um site próprio ou pelos menos um blog bem trabalhado.
Escolha as melhores artes, sendo apenas aquelas relacionadas ao tipo de trabalho que pretende desenvolver e coloque-as em ordem: inicie pela segunda melhor arte, siga então da mais fraca para a mais forte. Creio que o Adriano faz um pouco diferente, mas a idéia é ter artes fortes na abertura e fechamento. É como quando contamos uma história. Ela deve começar forte pra prender atenção do publico e fechar bem pra manter a boa impressão geral.
Na Internet, dá pra colocar mais que 12 imagens... mas não exagere, ou seu editor se confundirá entre tantas imagens, e elas perderão seu impacto.
Depois ligue para as editoras e peça permissão pra enviar um email com um link para onde está seu portfolio. Ter o portfolio online já faz com que seja encontrado pelos editores.
Nos eventos distribua um cartão com uma belíssima ilustração sua e o link para seu site junto aos seus contatos profissionais.
Sucesso em 2010!!!
quarta-feira, dezembro 16, 2009
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