quinta-feira, maio 20, 2010

Para 3 Meninas




Imagem fortes, mas que infelizmente não serão publicadas. Aqui, e em toda a obra, segui um conceito minimalista, contrapondo a tendência mais poluída (e quase sempre com excesso de imagens porém pouco significante) com uma economia de simbolos. A idéia é criar uma tensão numa única corda (no caso tocaram três). Comentarei a idéia da "imagem pregnante" aqui logo mais, algo como a noção usada no cinema de "imagem controladora" - que norteia, ou antes, serpenteia através da direção de arte do filme... ou neste caso... livro.

Por isso amo trabalhar com LIJ, e neste título em especial, onde o tema emergia dos contos de fadas tradicionais, foi ótimo trabalhar uma iconografia que alivia a racionalidade. Assim se faz literatura em imgam. A imagem deve se apresentar de forma literária... e não literal.

Ok, mas infelizmente... isso não aparecerá mais desta forma. Os editores pediram um caminho mais literal. Trabalharei agora junto a escritora para conseguirmos algo que contemple tanto as necessidades editoriais quanto à profundidade que o gênero do contos de fadas demanda.

terça-feira, maio 11, 2010

São os autores os responsáveis pelo atraso do país????



Após apreciar aí no topo a arte que fiz para a capa da edição de 2002 de 'Ou Isto ou Aquilo" de Cecília Meireles, pensem na seguinte frase que pipocou hoje na minha caixa de emails:


"os direitos autorais são um dos maiores impedimentos para digitalizar acervos, mesmo que seja só para fins de preservação".

Isso é o que está dizendo o SENSO COMUM.


Agora... o BOM SENSO já nos orienta de forma diferente. Porque pra adquirir direitos (e bens) basta pagar. Então o que impede a tal digitalização é considerá-la que ela não vale o "esforço" de um PAGAMENTO. Porque, temos certeza, até o estagiário que vai ficar escaneando a papelada vai ter alguma forma de retorno (garantido pela Lei Trabalhista).

A Biblioteca recebe a verba pra luz, água e telefone. A bibliotecária sabe que pode contar com seu salário. O site ganha vinculando banners e impondo visões... Mas como de costume AINDA PENSAM QUE AUTOR VIVE DE BRiSA.


Nessa empolgação de querem sair "liberando" é bom tomar cuidado para não prejudicar o autor, sobretudo aquele que não tem a proteção do poder econômico! Porque ninguém discute os contratos abusivos IMPOSTOS pelos que controlam o uso econômico da arte? Proteja o AUTOR de fato, que o acesso barateia e aumenta.

A LEI DOS DIREITOS Brasileira NÃO É DAS PIORES DO MUNDO! Peço aos leitores que a leiam e comparem com a massacrante LEI do COPYRIGHT, essa sim, coloca tudo na mão do poder econômico. Nossa lei, por exemplo, tem o Direito de Sequencia, para a obra de um artista plástico, que diz que: se a obra que ele vendeu a um colecionar por 1 real for revendida por 1.000 reais, o autor tem direito a receber parte desse super-lucro! Uns 5% (que em proporções maiores, de mercado, será bem melhor do que não receber nada). E o autor continua recebendo a cada revenda lucrativa! Isso não aconteceu na "avançada" Austrália, por ex., onde a família do pintor mais famoso do país ainda mora em casebre... a obra dele saindo de um leilão por milhões de libras!!!!

O que pode melhorar na nossa lei, é colocar de forma contundente que o ganho do criador deve estar proporcinalmente atrelado ao ganho (direto ou indireto) que se faz do que ele criou. Os sites que ganham pelo acesso gratuito às artes de nossos artistas já possuem todas as ferramentas que precisam pra repassar os lucros. Agora, IMAGINE O ENORME INCENTIVO À ARTE SE O GOOGLE E SIMILARES REPASSASSEM AOS ARTISTAS PARTE DO QUE LUCRAM COM OS ACESSOS???? O público continua tendo acesso gratuito, se liberar totalmente o uso e acesso e os artistas poderão viver de sua arte de forma direta! Sem intermediários!!! Qualquer guri de periferia do Brasil poderá viver de forma digna de sua produção. Que incentivo maravilhoso!!!! Agora... PORQUE NINGUÉM FALA ISSO????

Não fala porque quem quer derrubar a Lei de proteção aos DAs são justamente OS GRANDES GRUPOS QUE MONOPOLIZAM OS CAMINHOS DA INTERNET , e que substituem os produtores e gravadoras de ontem, já que nesse nicho só compete quem tem a tecnologia e o dinheiro.

Thais Quintella de Linhares
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da AEI-LIJ
Associação de Escritores e Ilustradores
de Literatura Infantil e Juvenil
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da ABIPRO
Associação Brasileira de Ilustradores
Profissionais
–––––––––––––––––––––––––––––––
Participante da ABCA
Associação Brasileira de Cinema de
Animação

Contatos e portfolios:

thaislinhares@yahoo.com.br
www.adler-books.com.br/thais
http://thaislinhares.blogspot.com/

Editora da Ygarapé: www.ygarape-books.com
Editora da Adler: www.adler-books.com.br

segunda-feira, maio 10, 2010

Thais Linhares Postal



Quando em palestras, eventos e cursos, distribuo postais como este. Marcadores de livro, cartões estilosos, também são uma boa para quem quer divulgar seu trabalho. O custo é baixo e o resultado é bonito.

sábado, abril 24, 2010

Para Editora ZIT: livro novo!



Livro pronto para a ZIT! Aguarde o lançamento no próximo Salão do Livro FNLIJ.

Eu no ILUSTRE - festival de ilustração do SESC PINHEIROS

De volta ao Rio, e trazendo boas lembranças (mesmo com essa chuva)! Meu fotógrafo favorito registrou a palestra. Fiquei feliz de ver a casa cheia, gente graúda na platéia e também muita gente criativa e cheia de energia pra entrar com o pé direito na profissão mais legal do mundo. O SESC de Pinheiros é um espetáculo à parte e se eu morasse em Sampa não sairia de lá!

O tema de minha palestra foi DIREITOS AUTORAIS DOS ILUSTRADORES. Foquei nos pontos chave, naquilo que é essencial para o ilustrador que precisa de bons contratos de trabalho para poder se situar na sua carreira de forma produtiva e segura.

Alou, fãs do Restart! O Vagner, dono da van que me levou e buscou no evento, é também o motorista da banda favorita de vocês. Haha, o que vocês não dariam pra sentar no banco onde os rapazes costumam tirar um cochilo. Ele me confirmou que o Restart é uma banda super alto astral, super batalhadora e bom carater. Continuem dando energia pros guris, que eles merecem.

Dividiram comigo a atenção no evento o Allan Szacher editor da revista Zupi e a grande Isabel Coelho, editora da Cosac Naify.
Em breve, as fotos...

segunda-feira, abril 19, 2010

Encontro de Ilustradores: Primeiro Tulipão Ilustrado



O encontro foi sexta-feira passada, no tradicionalíssimo Amarelinho da Cinelândia. O modesto número de 9 participantes, praticamente 50% dos "cariocas" do grupo "Ilustradores do Rio" – criado pela Bianca Tupinambá , a Bia da foto, dentro do portal do Ning: Ilustradores, administrado pelo Begê, ilustrador mineiro.
Conheci o Celso Mathias, e o Wellington Fiuza (ex aluno do Sandro). Bernard registro o momento histórico. A conta fechou beleza! Aliás, o sunday com saladinha de frutas do Amarelinho é maravilha!

Direitos do Ilustrador em evento no SESC

Este mês estarei ni SESC Pinheiros participando de grande evento voltado para Ilustração.

Segue programação do ILUSTRE atualizada!

Minha apresentação é no dia 21 de abril, sobre ilustração em produção editorial, em especial: Direitos Autorais do Ilustrador


ILUSTRE
Aprofundar o vasto e criativo universo da ilustração é o objetivo do projeto. Com destaque para a capacidade narrativa da imagem, a programação estimula reflexões e criações por meio de diversas atividades e linguagens artísticas. No projeto, a ilustração é protagonista e se relaciona com a cultural digital, a literatura, o teatro e as artes visuais.

Cursos

Ilustração Digital I
Neste módulo serão abordados programas básicos para criação, tratamento de imagem, vetorização e outras noções sobre ilustração digital. É necessário conhecimentos básicos em software de imagem [Gimp]. Com Márcia Leite. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 09/04 a 30/04. Sextas, às 19h.
Pinheiros

Ilustração Digital II
Neste módulo o participante aprende como criar ilustrações com técnicas mais aprimoradas. Necessário conhecimento em software de edição de imagem [Gimp]. Com BASE V. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 06/05 a 27/05. Quintas, às 19h.
Pinheiros

Ilustração Digital III
Neste módulo o participante aprende bases do desenho à mão, tratamento de imagem digital, estudo de proporções, linhas e diretrizes de equilíbrio no espaço, meios para construção de uma ilustração de Moda. Com Marcio Alek. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Internet Livre, 2º andar. Grátis.
De 10/06 a 24/06. Quintas, às 19h.
Pinheiros

Instalações

Base V
O coletivo de artistas trabalha com diferentes mídias, de publicações artesanais à instalações gráficas. O grupo criou uma intervenção nas escadas da Unidade. Escadas da Ala Paes Leme, Térreo ao 7º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Eva Uviedo
A artista gráfica trabalha em dezenas de revistas e jornais de São Paulo. CDteca da Sala Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Fernando Gonsales
O cartunista cujo principal personagem é o rato Niquel Nausea ocupa os vidros da Sala de Leitura, 2º andar.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Pinheiros

Juntando as Peças, por Thais Ueda
A intuição do jogo e as peças perdidas pela Unidade são as propostas da artista neste trabalho. Muro de entrada da Unidade (estacionamento) e elevadores da Ala Paes Leme.
Livre para todos os públicos
Grátis.
De 07/04 a 30/06. Terça a sexta, das 13h às 21h30.; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Pinheiros


palestras

Literatura Infanto-juvenil
Bate-papo sobre a produção de livros infanto-juvenis: da criação do texto à elaboração das ilustrações. Com Laurabeatriz, Lalau e Odilon Moraes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
14/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Produção Editorial e Ilustração
Bate-papo sobre a dinâmica da publicação da ilustração, abordando o universo das editoras e da internet. Com Isabel Coelho (Cosac Naify), Thais Linhares (Adler e Ygarapé Editorial), Allan Szacher (Zupi). 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
21/04. Quarta, às 17h.
Pinheiros

Ilustração para Revistas e Jornais
Bate-papo sobre o processo de receber um texto (jornal e revista) e criar um trabalho de ilustração a partir dele. Os convidados trazem trabalhos e conversam com o público. Com Eva Uviedo, Celus e Kako. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
05/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

2 em 1: Texto e Ilustração
Bate-papo com artistas que criam textos, histórias e, ao mesmo tempo, elaboram ilustrações. Com Rafael Grampá, Orlando Pedroso, Fabio Moon e Gabriel Ba. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
12/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Humor Negro
Bate-papo com ilustradores que abordam o gênero cômico em seus trabalhos de charges, tiras, quadrinhos etc. Com Allan Sieber, Arnaldo Branco e Andre Dahmer. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis (inteira); Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
26/05. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Produção Independente
Bate-papo com Janara Lopes e Alicia Ayala (Revista IdeaFixa), os ilustradores Daniel Esteves, Vanderson de Souza e o artista Samuel Casal. 200 vagas. Inscrição até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
09/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Profissão Ilustrador
Bate-papo sobre ilustração, carreira, busca pelo traço e experiências profissionais. Com Orlando Pedroso, Hiro Kawahara, Angelo Shuman e Montalvo Machado. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
07/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Em Busca do Traço Perfeito
Como é o processo de descobrir, desenvolver e ser reconhecido por um determinado traço? Ilustradores e artistas conhecidos contam como foi (e é) a busca de uma identidade visual. Com Caco Galhardo, Rafael Grampá e Fernando Vilela. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
28/04. Quarta, às 20h.
Pinheiros

Ilustração e Moda
Bate-papo com desenhistas, estilistas e artistas que flertam com a ilustração de moda. Com Zé Otavio, Icaro Troppo e Fernanda Guedes. 200 vagas. Inscrição livre até o limite de vagas. Sala de Leitura, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis.
30/06. Quarta, às 20h.
Pinheiros


especial

Análise de Portifolio I
Ilustradores conhecidos analisam portifólio de aspirantes. Com Hiro Kawahara, Orlando Pedroso e Montalvo Machado. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
29/04. Quinta, às 19h.
Pinheiros

Análise de Portifolio II
Profissionais da Zupi, revista de Design, ilustração, fotografia, moda, graffiti analisam portifólio de aspirantes a ilustradores. Para análise de portifolio é necessária a inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Também aberto ao público. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
25/06. Quinta, às 19h.
Pinheiros

Saída Ilustrada
Desenho de observação pelo bairro de Pinheiros. Necessário trazer material de desenho. Com Montalvo Machado. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Internet Livre, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
24/04. Sábado, às 11h.
Pinheiros


workshops

Desenho Dinâmico
Com o recurso de um modelo-vivo, o participante explora o registro gráfico da figura humana em movimento. Siluetas e desenhos de percepção feitos da inter-relação figura/fundo. Esta oficina serve de preparação para o Desenho de Locação, que exercita o poder de síntese e a observação comparativa. Com Renato Alarcão. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Literatura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
16/05. Domingo, das 13h às 18h.
Pinheiros


oficinas

Soltando de Criatividade
A oficina irá abordar técnicas de criação e desinibição para a concepção da ilustração. Com Manu Maltez. 20 vagas. Inscrição no Balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 30/03. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 06/04 a 27/04. Terça, das 19h às 22h.
Pinheiros

Caricatura
Essa atividade aborda noções básicas para construção de caricaturas. As imagens produzidas nesta oficina, serão depois expostas nas janelas da Internet Livre. Com o caricaturista Eduardo Baptistão. Necessário ter noção básicas de desenho à mão livre. 20 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
De 10/04 a 17/04. Sábados, das 15h às 18h.
Pinheiros

Desenho de Locação
Saída pelo bairro de Pinheiros. Da observação de diversas situações em constante movimento, o participante aprende a registrar instantes. Necessário trazer material de desenho. Com Renato Alarcão. 40 vagas. Inscrição no balcão da Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 29/04. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis.
23/05. Domingo, às 13h.
Pinheiros

Aquarela
Esta oficina promove o desenvolvimento da percepção, do manuseio do material e de procedimentos técnicos. Com Gonzalo Cárcamo. 10 vagas. Inscrições pela rede IngressoSESC. Sala de Oficinas, 2º andar.
Não recomendado para menores de 14 anos
R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
12/06, 13/06. Sabado e domingo, às 11h.
Pinheiros
HQ e Educação
A apresentação do HQ como ferramenta no processo de aprendizagem e sua real influência imagética na formação escolar (professores e alunos). Com Gazy Andraus. 30 vagas. Inscrições na Sala de Leitura ou pelo telefone 3095-9494, a partir do dia 01/06. Sala de Atividades, 3º andar. Grátis.
05/06, 06/06. Sábado e domingo, 11h.
Pinheiros


filmes

Morgue Story (Sangue, Baiacu e Quadrinhos)
Direção: Paulo Biscaia Filho. Brasil, 2009. 78 minutos, color e p&b, digital. Elenco: Mariana Zanette, Leandro Daniel Colombo, Anderson Faganello. Ana Argento, uma quadrinista de sucesso frustrada em seus relacionamentos, se encontra com dois homens solitários de vida curiosa. Tom sofre de catalepsia e é um vendedor de seguros de vida. Daniel Torres é um médico legista sociopata que tem um método de crime peculiar: envenena suas vítimas com uma poção feita à base de baiacu que induz a catalepsia. Retira de ingressos gratuitamente pela rede IngressoSESC a partir de 13/04.
Não recomendado para menores de 18 anos
Grátis.
20/04. Terça, às 20h30.
Pinheiros

terça-feira, abril 06, 2010

Livro em andamento


Um novo livro.

Gatitos da Leal






Gatitos gerados num papo ao telefone com a animadora e ilustradora Thais Leal.

A Primeira Só



Feita durante a palestra da Marina Colassanti, na FBN.

Tempestade, madrugada tenebrosa.


Estou ilhada. As crianças também, na casa da avó, que virou uma ilha da Lagoa que transbordou. Ainda estou secando a casa, ontem parecia que estava sob a ducha de uma cachoeira, com alguns veios entrando pela sala-quarto-cozinha! Fiquei assim, como esse barquinho...

Pintado em ecoline sobre papel de aquarela esticado na madeira.
Feito no início dos anos 90... tem quase vinte anos.

AEILIJ É PREMIADA PELA CÂMARA RIO-GRANDENSE do LIVRO!!!

Transcrevo o email de notícia abaixo, onde a AEILIJ ganha o prêmio "Amigo do Livro":

"Sent: Monday, April 05, 2010 5:53 PM
Subject: Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil é Amiga do Livro

Oi, Anna Cláudia:
Parabéns pela premiação: como te dizia, nada mais justo.
Durante a Semana do Livro (de 18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil - a 23 de abril - Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor), a Câmara Rio-Grandense do Livro homenageia pessoas e entidades que se destacaram, no ano anterior - no caso 2009 -, por sua atuação ou apoio na área de promoção do livro e da leitura.
São escolhidos os Amigos do Livro (um deles será a AEILIJ neste ano), a Personalidade do Livro, além da Biblioteca do Ano.
Teremos prazer em agradecer todo o carinho e parceria que temos recebido de vocês nas ações de apoio à leitura e de divulgação do livro na forma de troféu "Amigo do Livro".
A cerimônia acontecerá no dia 23 de abril, sexta-feira, às 20h30min, no Auditório Erico Veríssimo do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.
Abraço, Jussara

Em breve, enviaremos os convites formais."

quinta-feira, abril 01, 2010

VALOR versus PREÇO


O preço que cobramos por nosso trabalho é a primeira referência para o cliente do Valor do que produzimos.
Se cobramos pouco, mesmo que a qualidade seja boa, o cliente assimilará que a arte é de pouco Valor.

Por isso é importante cobrar um preço que revele o Valor real da arte.

Mas as consequências de não se cobrar direito são piores ainda.

Seguem os fatos:


Em determinado ano entrei para uma pequena equipe de uma antiga produtora carioca. Essa produtora tem mais de 20 anos de mercado, mas é a única produtora carioca que não está produzindo nada, e que tem prejuízos mensais num montante que fariam a festa pra qualquer um de nós aqui.

Enquanto estive por lá eu entendi o porquê disso.

Por motivos éticos, não cito nomes, nem avalio a atuação de quem seria responsável pelo negócio.

Mas me impressionou MUITO que tal empresa/empresário não soubesse cobrar. Na falta de total de clientes, mendigava até os piores valores dos dois únicos que apareceram. E por duas vezes colocou a equipe toda pra ralar em "contratos de risco" – e o pior disso, é que só avisava que não rolaria pagamento depois de tudo pronto!

A primeira consequência disto foi a revolta da equipe criativa. São meia dúzia de bons profissionais, que se deixaram empolgar por promessas de parcerias e crescimento dentro de uma área que amam. Por conta dessas promessas, abriram mão de salários reais, estabilidade, e trabalham na base da ajuda de custo - o que, como prometido mas não cumprido, seria por pouco tempo. Mas o tempo passava e a empresa não cumpria sua parte e começou a dispor da equipe como um tipo de mão-de-obra barata.

A segunda, e pior consequencia, é que esses dois únicos clientes que buscaram o lugar, o fizeram por saberem que ali se aceitaria o péssimo orçamento. Ou seja: a classe de clientes que precisa, ou quer, abrir mão da qualidade.

Isso gera uma péssima fama tanto para e empresa quanto para os profissionais envolvidos.

O perigo inerente em se cobrar barato é que o cliente automaticamente avaliará seu talento como "barato" também.

A culpa é do sobrinho - parte II

Em meio as manifestações dos colegas, mais considerações sobre o mercado:

Silvana, amigos e sobrinhos,


A ironia é essa mesmo: "culpa do sobrinho" é o jeito que algumas pessoas justificam a sua ineficiência em compreender o valor de seu trabalho como ilustrador.
É óbvio que nenhuma editora, cliente, ou produtora, poderá sobreviver no mercado hiper-competitivo (e agora globalizado) se não puder contar com arte exclusiva e de qualidade.

Parece que só os ilustradores não sacaram isso ainda.

Não se cobra uma arte pelo número de pixels, ou tinta usada, ou tamanho do papel. E sim pelo seu USO COMERCIAL.

Vender uma arte à 20 pilas revela uma total ignorância do mercado. É apenas amadorismo. Um jeito de começar a cobrar melhor e poder de fato viver de arte com dignidade e perspectiva de futuro é largar a preguiça de lado e começar a estudar sobre:

LICENCIAMENTO
DIREITOS AUTORAIS
MARCAS E PATENTES
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
MERCADO DE ARTE
MERCADO EDITORIAL
PUBLICIDADE

Que bom que na Internet tem tudo, é só Googlar.

Cobrar 20 pilas é queimação de filme (de quem vende e de quem compra).
Um amigo meu (gosto de coração mas fala cada besteira) disse que se aproveita de ilustradores que pensando como "sobrinho", se deixam explorar por pouco. Ele usa o fato de que pensam que por serem novatos são obrigados a comer merda. Ele usou essa expressão mesmo: "fico ganhando às custas deles, e deixo eles comerem muita merda..."
Fiz uma cara feia pra ele, secretamente peguei o nome do coitad...quero dizer "ilustrador" que ele entrevistara, pra avisar o mané depois: Fabrício Alves, de Duque de Caxias.
Aí tentei explicar pra ele que ser novo ou velho na área não tem NADA A VER com valores cobrados.


O valor da ilustração é determinado pelo seu USO COMERCIAL.

Em miúdos:

Se a ilustração vai pintar o bolo da festinha da sobrinha, pode custar R$ 20,00... pode até custar um bônus-bolo.
Se a MESMA ilustração vai ser capa de CD de música, com tiragem de 3000, e outras subsequentes... R$1.000,00 é um bom começo.
Se essa banda for o Gays and Poses... R$ 10.000,00 é um bom começo...

O USO COMERCIAL, o RETORNO FINANCEIRO pelo USO da ARTE é que determina o valor. Isso porque o lucro que vem da produção artística é regido pela LEI DOS DIREITOS AUTORAIS. Um benefício de 200 anos, porque mesmo a 200 anos atrás, a turma se tocou que a coisa mais importante para o desenvolvimento de um país é a sua CRIATIVIDADE.

Por favor turma sobrinhesca, se empenhem em manter a chama da sabedoria acesa. Nivelar por baixo, na base do barateamento é ruim pra todos, até pra turma que pensa que está se dando bem, que são os maus empresários... o que me faz voltar a historinha de meu amigo querido que gosta de ver ilustrador novato comendo cocô...

Exatamente por ter esse tipo de postura...é que ele é tratado assim pelo CHEFE DELE!!! Um milionário que a mais de dez anos não lhe concede um aumento. O salário dele, sendo a pessoa mais importante da empresa (se ele pedir demissão o lugar FECHA por que só ele sabe fazer a josta funcionar), é menor que o de um NOVATO COMEDOR DE MERDA das empresas concorrentes.

Vê..? É um ciclo vicioso, que quanto mais rápido se pular fora dele, melhor pra todos.
Inseguro quanto ao dinheiro?

Melhore a qualidade do trabalho, junte-se a colegas pra pegarem trabalhos grandes, busque outros caminhos: cursos, camisetas próprias, licencie a arte mas não abra mão do uso dela pra outros clientes (como um banco de imagens pessoal)... Saber gerenciar suas artes é essencial. Ou acredite, corre o risco de ficar como alguns VETERANOS, de barba branca, e sem dinheiro pra plano de saúde, porque descobriram tarde demais que se não souberem cobrar o preço certo, não é com o TEMPO que as coisas vão melhorar.

Se eu bater na porta da Ediouro pra vender arte pra Coquetel, eles NÃO VÃO me pagar mais do que os 35 merréis só porque tenho quase uma centena de livros ilustrados, artes expostas na europa, currículo de fazer chorar de emoção as tias da arte... Eles só irão pagar bem quando acabar essa farra burra de cobrar esmola de uma editora que sabe muito bem o valor verdadeiro destas artes.

Já parou pra pensar no lucro que ela ganha com as revistas? E se pagassem bem aos artistas? Como isso iria afetar como o orçamento?

É fácil fazer esse cáculo:

Se a tiragem da Coquetel for 100.000 (na Ediouro eles costumavam cancelar qualquer publicação com tiragem menor que isso) pega teus R$ 35,00, ou R$20,00 e divide por 100.000. Aí você vai saber o que sua arte representa no preço de capa do título. Um cisco.

Mas, como pra cada um que diz "não sou mané" tem meia dúzia de sequelados que dizem "sim, monta nas minhas costas", a solução pra que isso melhore é que os "novatos" e "veteranos com crise de auto-estima" PAREM de cobrar tão pouco, que tentem abrir mão de uma vidinha miserável, mal pagando aluguel de kitinete, sem dinheiro nem pra birita... Que procurem se acostumar a uma vida digna, pagando bem as contas, viajando de vez em quando... Deve ser mesmo difícil ser feliz, já que tem tanta gente "pagando caro" pra sofrer...

Abram o olho e fechem a mão...
Recomendo a leitura o www.guiadoilustrador.com e dos blogs e sites da Silvana Larques, do Hiro, do Montalvo, do Mota...enfim... boa leitura, arte e fartura pra todos!

quarta-feira, março 31, 2010

Contrato de Ilustrador

ORÇAMENTO - CONTRATO DE LICENCIAMENTO
DE DIREITOS AUTORAIS PATRIMONIAIS

Rio de Janeiro, 00/0/201X
De: (Nome completo do ilustrador)
Para: XXX
A/C – XXX


Atendendo sua solicitação, apresentamos nossa proposta para ilustrações referentes ao livro XXX, texto de XXX, a ser editado pela editora XXX.

(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00
(descrição da imagem) ..........R$ 0.000,00

Valor Total R$ ..........0.000,00

Condições de pagamento: XXX

Entrega das ilustrações em (mídia e prazo).

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O Objeto do presente Contrato é a cessão de direitos de reprodução da(s) obra(s) descrita(s) acima, celebrado entre as partes:

A. ILUSTRADOR: (nome completo), RG 000, CPF 000, autor(a) da(s) ilustração(ões) descrita(s) no orçamento acima, aqui representado(a) pela (empresa/pessoa jurídica do ilustrador caso exista), CNPJ XXX, localizada à RXXX- CEP XXX - no município do Rio de Janeiro - RJ; e

B. CLIENTE: Empresa: XXX, CNPJ XXX, localizada à XXX - CEP XXX - no município de XXX, aqui representada por XXX, RG XXX, CPF XXX.

Normas Contratuais:

I. Introdução
1. A utilização da(s) ilustração(ões) será regida pelas seguintes normas:

II. Utilização
2. O presente licenciamento de direitos autorais é destinada a única e exclusiva reprodução da imagem (descrição detalhada do serviço, nome do(s) arquivo(s) FINAL(IS) e sua destinação) para o livro XXX, para o período de 5 anos, e do material de divulgação e propaganda exclusivamente destinados à venda desta mesma publicação.

3. A partir de 5.000 exemplares vendidos, a ilustradora terá o direito a receber 2% do valor facial da publicação.

3.1. O ILUSTRADOR tem direito a vinte exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”).

4. O presente contrato garante ao CLIENTE a exclusividade desta(s) obra(s) pelo período de 5 anos, terminados os quais a autora poderá comercializar a(s) imagem(ns) para qualquer outro interessado, celebrando novo contrato de cessão de direitos.

III. Reutilização

5. O ILUSTRADOR tem direito a cinco exemplares da obra para uso pessoal (no formato/mídia de publicação, livre de carimbos/aviso de “cortesia”, ou sinais similares alheios à concepção original da obra, que deverá estar em perfeito estado físico e qualidade gráfica idêntica aos exemplares destinados ao comércio) a cada republicação.

6. O ILUSTRADOR deverá ser consultado e informado sobre qualquer nova reutilização de sua obra, que deverá conter seu crédito em lugar visível junto com a imagem, salvo quando firmado acordo em contrário por ambas as partes. Um novo contrato deverá ser firmado entre as partes para definir as regras e remuneração referente a essa nova utilização.

IV. Prazo de Entrega
7. O prazo de entrega da(s) ilustração(ões) está definido no presente orçamento. O atraso na entrega por um prazo injustificável, por parte do ILUSTRADOR, sem prévio aviso, justificativa expressa, e sem o assentimento do CLIENTE, permitirá o cancelamento da ilustração(ões) por este último.

8. A alteração do prazo de entrega previsto acima, por motivos de responsabilidade direta ou indireta do CLIENTE, entendendo-se como tal, todo evento que não possa ser imputado ao ILUSTRADOR, tais como: atrasos, falhas, impedimentos no fornecimento de "briefings" ou referências, ainda que involuntários, por parte do CLIENTE, ou de terceiros por ele contratados, farão com que o ILUSTRADOR fique isento de responsabilidade no que se refere ao cumprimento do prazo estabelecido neste orçamento.

9. A antecipação do prazo de entrega, a pedido do CLIENTE, poderá gerar custos adicionais que serão acrescidos ao valor deste orçamento e previamente submetidos a ele, CLIENTE.

V. Cancelamento
10. Se o cancelamento, por parte do CLIENTE, ocorrer durante a produção dos rascunhos ou estudos preliminares da imagem a que este contrato se refere, se fará a quitação de 50% do valor aprovado entre as partes. Se ocorrer o cancelamento durante a produção final da(s) ilustração(ões) , o CLIENTE pagará ao ILUSTRADOR, o proporcional a 80% do valor estabelecido neste contrato.

11. No caso de cancelamento, por parte do CLIENTE, após a finalização da(s) ilustração(ões), esta(s) será(ão) entregues e o preço aqui pactuado será cobrado integralmente, mesmo que não venha(m) a ser utilizada(s), e/ou que o CLIENTE se recuse a recebê-las.

12. Em qualquer hipótese de cancelamento por parte do CLIENTE, o prazo estipulado para o pagamento não será alterado.

VI. Do refazer de ilustrações

13. O ILUSTRADOR somente refará a(s) ilustração(ões), sem ônus para o CLIENTE, quando estiverem fora do briefing que deram origem ao orçamento e ainda na sua fase inicial de layout.

VII. Responsabilidades

14. O ILUSTRADOR responderá pela boa execução da(s) ilustração(ões) contratada(s), sempre atendendo aos interesses do CLIENTE.

15. O ILUSTRADOR declara ser o autor único da obra da presente cessão, mas não será responsabilizado por quaisquer processos ou demandas pela utilização de referências cedidas pelo CLIENTE e/ou seus representantes.

VIII. Condições Gerais

16. Direito Autoral
Os Direitos Autorais Morais sobre a(s) ilustração(ões) pertencem ao ILUSTRADOR conforme, Lei Federal de Nº 9610 de 19 de Fevereiro de 1998, respeitados os Direitos Autorais Patrimoniais cedidos ou concedidos neste instrumento.

17. As partes se comprometem a assegurar a integridade da obra, opondo-se a qualquer tipo de alteração em seu formato, proporção e conteúdo. A obra não poderá ser publicada em partes, ou editada digitalmente de forma a se tornar diferente da sua concepção original. Toda e qualquer alteração será submetida ao autor da obra, aqui referido como ILUSTRADOR, que terá o direito de cobrar pelas modificações, caso não tenham sido descritas em detalhe no momento da contratação.

18. Cada ilustração deverá ter seu uso especificado neste instrumento, pois quaisquer outras utilizações ficarão condicionadas à autorização do ILUSTRADOR, que apresentará novo orçamento correspondente.

19. No caso de haver arte física original, esta deverá ser retornada ao autor, nas mesmas condições em que foram entregues ao CLIENTE, logo após a utilização a que se refere o presente contrato.

20. No caso do CLIENTE encomendar, pagar e, por qualquer motivo, não utilizar a(s) ilustração(ões), até metade do período de veiculação solicitado, o prazo autorizado passa a ser contado a partir da data de aprovação deste orçamento. Durante este período, a(s) ilustração(ões) ficará(ão) interditada(s) para qualquer uso. Ao término do prazo ela(s) estará(ão) liberada(s), conforme a prática para as ilustrações que cumpriram sua utilização.

21. Elegem as partes o foro da Capital do Rio de Janeiro, como competente para dirimir quaisquer dúvidas e controvérsias que possam surgir em decorrência do presente contrato, excluindo-se qualquer outro, por mais privilegiado que seja ou se torne.


De acordo, Rio de Janeiro, XX de XXX de 200X.


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(nome completo) - ILUSTRADOR


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CLIENTE

A culpa é do sobrinho!

Eldes de Paula – o Diretor de Comunicação da ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), levantou esta semana a questão: Quais as maiores dificuldades enfrentadas por um ilustrador atualmente?

A conclusão bem humorada que chegou-se (ainda num primeiro retorno dos associados) é que nossa maior problema é um tal de "sobrinho".
É tudo culpa do infeliz do sobrinho!
O sobrinho do dono da empresa que faz concorrência desleal com profissionais preparados. O sobrinho que brincando no Coréu, faz logos toscos plagiados de outros logos mais toscos ainda. O sobrinho, que sem noção de custos de mercado, plano de carrreira, direitos autorais ou propriedade industrial, cobra dos chopps pra cobrir as "necessidades" gráficas e visuais do "pequeníssimo" empresário. Mau empresário é pouca bobagem... o problema é o tal do sobrinho.

Envoltos por esta singela imagem, de um sobrinho sendo linchado por irados ilustradores e designers de responsa, veio uma mensagem muito bem colocada enviada pelo designer Leonardo Correa, que me permitiu reproduzir aqui:

Repassando a msg do Leonardo Correa da lista da ABIPRO:

Olás!

Sou ilustrador profissional, trabalho em uma empresa do ramo de EaD, mas sou
formado em design gráfico.

Trago para essa discussão alguns pontos que costumamos discutir nos meios do
design gráfico. Nos eventos e encontros de design que participo, vejo muitos
estudantes e profissionais com uma reclamação semelhante à que foi colocada
aqui: *'o sobrinho do dono da empresa, que sabe mexer muito bem no corel, e
faz o meu trabalho cobrando 50 pila'.* Todos reclamam da falta de
valorização, etc etc.

Eu, sinceramente, não considero o 'sobrinho fuçador de Corel' como meu
concorrente. SE o trabalho dele for tão bom quanto o meu, e ele cobra 50
pila, uma hora ele vai morrer de fome. Agora, SE o trabalho dele é ruim, e
MESMO ASSIM ele concorre comigo, eu preciso reavaliar o *meu trabalho*.

- Estou realmente fazendo um trabalho bom?
- Se o meu trabalho é realmente melhor do que o de 50 pila, e o empresário
não enxerga a qualidade, será que eu não posso mandar o empresário pastar e
procurar outros clientes?
- Se o trabalho de 50 pila do guri é tão bom quanto o meu (aos olhos do
empresário/mercado), quanto vale o meu profissionalismo? Como eu faço pra
demonstrar esse valor?

Tem um livro do autor Chico Homem de Melo, chamado Signofobia, que contém um
artigo entitulado *"O que é bom para Nike é bom para a sapataria?"*. Neste
artigo, o autor questiona a necessidade da "super identidade visual de 50
mil reais" para uma pequena sapataria caseira. A sapataria nunca vai ter
condições de bancar 50 mil por um projeto de marca completo, mas mesmo
assim, será que ela teria necessidade? Mesmo assim, ela teria alguma
necessidade de marca, que seria produzida de acordo com a seu impacto no
mercado (provavelmente só uma placa na porta). Só por isso, ela não pode ser
feita por um designer, sendo atendida com profissionalismo e seriedade?

Quando estamos falando de material visual, todos tem palpite a respeito,
porque confundem *gosto *com *opinião*. Todos se sentem no direito de opinar
e valorizar ou desvalorizar de acordo com suas impressões. Infelizmente, nem
todos têm noção do processo de produção de uma ilustração, porque
normalmente não tem contato com este processo. As pessoas em geral só tem
contato com o *produto final* do processo de ilustrar, que é a peça de
ilustração. Pois muitas vezes, o que custa caro no processo de ilustrar não
é a confecção do produto final, mas as etapas de planejamento, concepção,
etc, que ficam embaixo do pano, e portanto, são ignoradas pelo cliente.

Resta a nós, profissionais da ilustração, aprender a lidar com essa relação,
valorizando nossa qualidade como profissionais, além da nossa qualidade como
ilustradores. Bom atendimento, honestidade, lealdade, preço justo, são
caminhos que devemos trilhar para alcançar essa qualidade.

Fora isso, se o cliente é ignorante e não é capaz de enxergar um palmo além
do nariz, então acho que precisamos, como qualquer profissional do mercado,
definir um campo de atuação e selecionar nossos clientes.

Abraços!

--

Leonardo Correa
leocorrea.leonardo@gmail.com
Florianópolis/SC


Essa foi a boa mensagem do Leonardo Correa. Coincidência feliz, o Zé Roberto "Grauna" bloggou sobre o mesmo assunto:

"Prezados colegas.
Escrevi, sem maiores pretensões, um pequeno texto sobre o fato de uma editora carioca pagar valores ridículos por uma caricatura, assunto que foi debatido num encontro ocorrido entre cartunistas há uns dois meses. O texto intitulado “Uma gorjeta por uma caricatura”, está no meu blog

http://zerobertograuna.blogspot.com/

Gostaria que todos dessem uma olhada e deixassem lá suas opiniões sobre o assunto.
Grande abraço a todos!
Zé Roberto Graúna"

terça-feira, março 30, 2010

Cursos de Ilustração Botânica no Jardim.

Estão abertas as inscrições para os cursos de Aquarela Botânica e de Ilustração Botânica I - Grafite e Bico de Pena, na Escola Nacional de Botânica Tropical.

O curso de Aquarela Botânica oferece 20 vagas, e vai de 10 de abril a 22 de maio, com carga horária total de 18 horas. As aulas têm três horas de duração e acontecem sempre aos sábados. Destina-se a alunos que desejam ter contato com a ilustração botânica, ou aprimorar a técnica com aquarela botânica, não exigindo nenhum pré-requisito.

Já Ilustração Botânica I está com inscrições abertas até 31 de março, apresentando a técnica do desenho botânico em grafite e bico de pena (nanquim). Não são exigidos pré-requisitos. O curso totaliza 72 horas/aula, com início em 6 de abril e término em 29 de junho, às terças e quintas, em dois horários (manhã e tarde).

Os cursos são ministrados por Malena Barreto e Paulo Ormindo, ambos especializados em ilustração botânica pelo Royal Botanic Gardens, Kew Gardens, Londres, Reino Unido.

A Escola Nacional de Botânica Tropical - ENBT fica na Rua Pacheco Leão, 2040 – Horto. Mais informações: 3875-6209 ou www.jbrj.gov.br.

Você quer ser roteirista?

O MinC já lançou dois editais de peso esse ano visando a formação de roteiristas para cinema. Ano passado foi a vez da Secretaria Estadual de Cultura do RJ. Sim, o mercado está absorvendo roteiristas. Por isso colega que manda bem nas letras, que tem afinidade com a linguagem do audio-visual... essa é sua chance de iniciar-se numa nova senda de estudos.
Final de abril começa no POP (Jardim Botânico/RJ) o Curso de Roteiro Avançado para Cinema e TV. Estarei lá.

A Primeira Só...


Rabisquetes feitos durante a apresentação da Marina Colasanti na FBN. Coisas lindas de se ver por coisas lindas de se ouvir...