sábado, novembro 28, 2009

Fada - fee - fairy

Vovó-Dragão para ouvir!


Navegando achei a versão em áudio do livro de minha autoria "Vovó Dragão". Fiquei feliz! Clique no link e escute: "Essa história começa com uma caçada..."
Vou passar pra Vovó Mary (a verdadeira Vovó Dragão, hoje com 97 anos) ouvir também.
Obrigada a Elza Xavier que vocalizou a história!
Foi produzido pelo instituto Benjamin Constant.

Clica e escuta em

sexta-feira, novembro 27, 2009

Natal com Leituras - foi emocionante!






Salmo Dansa no Natal do Leituras 2009.






Eu e Francisco.




Com Otávio Júnior do LER É 10! Olha meus dedos cobertos de tinta! Xi, desculpe-me, Otávio... acho que "carimbei"  suas costas sem querer...tipo...um arco-íris!



Ilustradores começam a desenhar cedo.

Bia diz "alou" pra criançada! Tem início a Maratona de ilustração. Foram mais de 4 horas seguidas de pé, desenhando pra turma. Não contei, mas acho que foram quase dez escolas diferentes!

A bússola de Margareth Mee


Foto de minha autoria.

Marina Colasanti e as fadas na Biblioteca Nacional


Fomos, eu a Flávia Côrtes, a Aline Girão, a Sandra Ronca, a Sandra Pina... Olha o Luis Raul Machado ali no palco com a Anna Cláudia, a Marina e o autor e psicanalista Ary Band!

Essa e outras palestras podem ser vistas no Instituto Embratel: www.institutoembratel.org.br

Use a ficha:

Título: CONTOS DE FADAS, A TRADIÇÃO E A PSICOLOGIA INFANTIL COM MARINA COLASANTI,ESCRITORA E POETA,LUIZ RAUL MACHADO,ESCRITOR E ARY BAND, PSICANALISTA, PROFESSOR
Subtítulo: AO VIVOData: 19 / 11 / 2009 16:00
Série: LEITURA EM DEBATE:A LITERTURA INFANTIL E JUVENIL 2009Tipo de Mídia:  Vídeo
Participantes: MARINA COLASANTI,ESCRITORA E POETA,LUIZ RAUL MACHADO,ESCRITOR E ARY BAND, PSICANALISTA, PROFESSORInstituição:  FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

quarta-feira, novembro 25, 2009

Como abordar um ilustrador


Então? Que conclusões tiramos do post anterior (COMO NÃO ABORDAR UM ILUSTRADOR)? Quais seriam a boas dicas de como propor aos ilustradores parcerias criativas?

Antes de tudo, é importante dizer, que tão logo você se torne um ilustrador, ou escritor, conhecido, será comum receber este tipo de proposta de tempos em tempos. Algumas mais gentis, outras mais leigas. Eu mesma já chateei um bocado de gente no passado com um "Ei, posso ilustrar um livro seu?" doidinha que eu tava pra estreiar no mercado de LIJ.

O caso é que o conteúdo da maioria das propostas revela uma ignorância (compreensível, perdoável) do que é o trabalho do ilustrador (ou em outros casos, escritor, editor).

Não raro, o ilustrador tem uma rotina de trabalho intensa. O editor... mais ainda!!
Quem é do meio sabe da importância de ser capaz de se adaptar a prazos limitados, exigências extremas, horas e horas de pura negociação sobre licenças, projetos visuais. Além do envolvimento natural de diversos tipos de profissionais.

Um livro não tem uma só mãe, ou pai. Tem vários. Na família do livro tem editor, designer, escritor, ilustrador, tradutor... por aí vai. 

Esse ilustrador, que tem uma rotina de trabalho intensa, costuma ter de abrir mão de horas de lazer junto à família, e até projetos pessoais, para cumprir metas e prazos do mercado. Saber trabalhar sob pressão, sem perder a qualidade, saber orçar seu material - de forma que sua remuneração seja condizente com a expectativa de mercado, são talentos importantes.

Logo, é praticamente impossível conseguir mobilizar um ilustrador para um projeto de risco, onde não há garantia concreta de remuneração. Para ser mais claro, o ilustrador verá sua proposta com os mesmos olhos que um editor examina os projetos que lhe chegam. 

Pedir que um ilustrador se dedique ao seu projeto, é o mesmo que pedir que alguém invista uma certa quantidade de dinheiro nele. No texto-exemplo (ver post anterior), o remetente afirma que consegue produzir rapidamente seus textos. E parece concordar que o tempo para a produção das ilustrações é bem maior. De fato é.

Esse tempo é dinheiro. É o ilustrador pagando para que seu texto tenha uma maior chance junto ao editor. E porque ele faria isso? Existem fatores que poderiam convencê-lo a ser seu sócio, ou não. Falando objetivamente, vamos entender como um ilustrador, ou um editor, vai avaliar sua proposta. Primeiro os contras, e em seguida os prós.

Contras:

1-Autor desconhecido, ou iniciante;
2-Projeto gráfico, e ou ilustrador já determinado - e qualquer outro fator que tire do editor o poder de decisão sobre isso;
3-Falta de originalidade;
4-Falta de talento;
5- Público alvo muito específico;
6-Tema polêmico (exceto quando requisitado);
7-Abordagem ansiosa.

Por abordagem ansiosa, me refiro àquelas pessoas que tem dificuldades em receberem uma negativa ou crítica sincera por parte do receptor do texto (costumam tratar pior o ilustrador do que o editor). Quando um editor percebe que está lidando com uma pessoa que se ressente facilmente quando recusada ou criticada, ele costuma evitar qualquer parceria com a mesma. Tal comportamento pode colocar a perder o tempo e dinheiro do parceiro. 

Conheci colegas que perdiam projetos já a ponto de ir pra gráfica, por pura egolatria de algum envolvido. Já soube de caso de editor que recebia telefonemas diários de gente cobrando resposta sobre seus textos (não requisitados!!!). Esquecem que o editor não tem nenhuma obrigação para com ele. E que cabe ao editor decidir quanto e como arriscar seu dinheiro. Ídem para o ilustrador. 
Não é uma questão pessoal. Infelizmente, nem todos entendem.

Por isso muitos editores sequer dão retorno, ou quando o fazem, usam cartas padrão redigidas por um assistente. Como ilustradora, procuro dar uma resposta. Ainda que não seja obrigada a isso também.

Já os fatores que poderiam convencer um ilustrador a trabalhar em parceria de risco seriam, os prós:

1-Autor de renome, boa aceitação no mercado;
2- Originalidade
3- Talento;
4- Acesso ao nicho de mercado pretendido (se for o caso);
5-Flexibilidade no projeto e personalidade;
6- Conhecimento do mercado editorial;
7- Recomendação de terceiros: outros autores, editores, especialistas no nicho pretendido;
8- Texto revisado e previamente criticado por terceiros.

Por flexibilidade, remeto aqui ao oposto da "ansiedade". O remetente deve ser capaz de absorver o impacto da recusa e críticas do editor, ou ilustrador. E mais, de ser aberto a possíveis alterações em seu projeto original, visto que este, uma vez colocado pra desenvolvimento, irá envolver o tempo e talento de outros profissionais. 

Seria interessante analisar cada ítem em separado. Durante os eventos literários, no estande da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, esse tipo de papo amigo costuma ser servido aos visitantes aspirantes a autores - gratuitamente, por puro voluntariado de quem entende o drama (olha a ansiedade aí!) de quem sonha em publicar seus textos ou ilustrações.

Dos pecados cometidos pelo remetente, o pior talvez seja a falta de argumentos realistas que pudessem convencer o ilustrador a investir seu tempo/dinheiro no projeto. Como nos "prós"acima.

No lugar dele, eu convidaria o ilustrador a ler seus textos num blog - o que ele corretamente fez em email posterior - e procuraria revelar certo conhecimento de mercado. Conseguir contato prévio com um editor, ou investidor que pudesse bancar a pré-produção, sem dúvida ajudariam bastante. 

Porém, mesmo assim, não é recomendável apresentar a qualquer editor o projeto fechado (já com ilustrador, formato, etc). Salvo casos especiais.
Particularmente, não foi sensível a abordagem em que minimiza futuros colegas dele. 
Lembro de um rapaz, de grande talento que algum motivo qualquer não consegue deslanchar no mercado, que teceu comentários maldosos sobre outro ilustrador (esse conseguira em menos de um ano ter vários livros publicados) por considerar seu trabalho superior ao do colega.

Ainda que estivessem corretos em suas afirmações, é importante saber, que são muitos os fatores que concorrem para que determinado autor seja publicado. Conheço artistas cujo talento excede até mesmo de grandes autores consagrados, mas cujas obras permanecem desconhecidas. 

Saber mostrar seu trabalho, e estar pronto para receber as críticas é essesncial.
Meus primeiros projetos foram rejeitados. Inúmeros foram os colegas que sequer recebiam resposta dos editores e que agora publicam vários livros por ano.
Persistir, sem se deixar abalar emocionalmente é muito importante.

E, enquanto os louros que sucesso não chegam, participar de Blogs, grupos de estudo, exposições, coletâneas independentes... é uma forma de divulgação super válida, e que tem se tornado até fonte de consulta dos editores. E sempre que um colega mais experiente lhe der uma dica, ainda que seja na forma de uma crítica dolorosa, escute. Aproveite.

PS. Como que pra confirmar o supracitado, o remetente da "proposta de parceria" ficou ofendido pela crítica. Sua mensagem, dentre todas as outras, foi escolhida simplesmente porque vi a inutilidade de ficar tecendo sempre as mesmas recusas. "Blogando" espero ajudar de alguma forma qualquer um que esteja pretendendo propor parcerias, inclusive incentivando-as. Não citei nomes e mantive apenas o tom profissional. A impessoalidade não é apenas uma gentileza, mas para reforçar que é uma orientação genérica, não direcionada. É uma crítica ao fato e não à pessoa. Porém, o tal remetente diz se ressentir justamente da impessoalidade (!!!). Por uma questão de tato, irei alterar o texto mantendo o conteúdo, que como disse, é algo comum nas caixas postais.


PS. O pior de todos os argumentos que um remetente pode usar é o "será uma oportunidade de você divulgar seu trabalho", quase tão ruim quanto o "vai ganhar dinheiro com isso".  Primeiro porque quem está buscando divulgação e dinheiro é o proponente, às custas do risco financeiro do ilustrador (ou editor). Lembre. Ele teve a ideia, agora quer que outro invista o tempo e dinheiro (que poderia bem ser o dele!!!) para promover seu nome.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Como NÃO abordar um ilustrador


Acabo de receber este email:

"Querida Thais,
Faz tempo que não nos falamos (ainda que quase não nos falávamos na época). Descobri que ainda é ilustradora. Eu não ilustrei mais. Atualmente sou apenas escritor. Possuo inúmeros projetos de livros para crianças e jovens, que eu mesmo posso ilustrar. Contudo desenho devagar, e escrevo rápido, com melhor qualidade. E afirmo que sou melhor escritor do que muitos que estão no mercado (suei e estudei muito pra isso, como fazem com desenho). Eu queria me informar se poderíamos marcar uma reunião para que eu mostrasse algumas idéias para você. Acho que uma cooperação iria ser vantajosa para nós dois.
Atenciosamente,
Fulano de Tal.
P.s. - Meus livros não possuem cunho estético, são produtos literário/didáticos com objetivo comercial (em suma: dinheiro)."


Você é capaz de identificar os erros cometidos pelo remetente ao solicitar uma parceria criativa com o ilustrador?
E se você fosse abordado desta forma, estaria convencido a responder positivamente?

PS. Reescrevi o texto original, com minha palavras, a pedido do remetente, que se sentiu ofendido ao saber que sua mensagem seria alvo de análise, ainda que em nenhum momento tenha sequer citado seu nome, ou feito críticas pessoais. Espero, mesmo assim, que o episódio lhe sirva de orientação para futuros contatos. Não poucos seriam os ilustradores que trocariam a orientação, que ofereço gratuitamente, por uma resposta atravessada ao remetente. Seu contato com um profissional de produção (ilustrador, escritor, tradutor, designer) é um ensaio de como deverá se comportar com o editor ou produtor.


sábado, novembro 21, 2009

Com Flávia na Academia Brasileira de Letras




Prestigiando Flávia Savary que recebe o "Janete Clair" - melhor peça teatral. Detalhe legal: a Flávia é uma belíssima papa-prêmio!!! No final de semana seguinte Flávia me levou para conhecer seu recanto em Teresópolis e para uma aventura gastronômica. Destaques para o acervo Beatles do Braz e o restaurante do incapturável super liberto-libertativo Sandro.

quarta-feira, outubro 21, 2009

FESTA LITERÁRIA DA EDEM

Dias 23, 24 e 25 de outubro vá curtir LIVRO ABERTO - A Festa Literária da Edem. Escritores, ilustradores - os autores de livros para crianças e jovens, recebem os visitantes para debates, oficinas, lançamentos e apresentações. Peguei meu folheto com as atividades na Livraria Malasartes.

O local do evento é:

EDEM
Rua Gago Coutinho, nº14 Laranjeiras
tel: 21 3235 8080

www.edem.g12.br

O evento tem apoio, entre outros, da Livraria Malasartes e da AEI-LIJ.

quarta-feira, outubro 07, 2009

COMO CRIAR UM BOM RELACIONAMENTO COM OS EDITORES -parte 2


Dando continuidade ao post anterior, que aconselhava ao NÃO ENVIO de mensagens não requisitadas, então quando seria a hora e a forma corretas de lembrar ao editor querido que você existe? Bem, pense quando e como ele gostaria de ser lembrado disto. Quando seu editor o convida para um lançamento é uma boa hora prar ir até lá colocar o papo em dia. Quando você estiver participando de um grande evento, lançando um lindo livro, coloque-o na lista de envio de postais. Uma vez por ano (já é mais que suficiente) você pode mandar um postal (com sua arte, é claro) ou um brinde legal (eu costumava mandar um calendário de mesa, bastante requisitado, rendeu bons novos clientes). Estando presente em eventos, palestras, fóruns, já é por si só uma forma de se fazer presente e também de colaborar! Dê o ar de sua graça de uma forma que ajude a mover o carrosel literário.

COMO CRIAR UM BOM RELACIONAMENTO COM EDITORES - parte1





Hoje, ao abrir minha caixa de emails, encontrei um que me inspirou este post sobre COMO CRIAR UM BOM RELACIONAMENTO COM EDITORES, OUTROS AUTORES, E AFINS. Não por acaso, os conselhos que coloco mais abaixo valem para praticamente TUDO nessa vida. Não só no meio profissional, mas pessoal também.
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O volume de mensagens diário que chega é imenso, inclusive o número de propagandas.

Vamos imaginar assim: alguém que chegasse com determinada frequência e lhe tocasse a campainha. Você se levanta (de pijamas mesmo), abre a porta. É seu vizinho da rua de cima. Ele diz: "bom dia". E então vai embora. Nas primeiras 3 ou 4 vezes pode até soar simpático, ainda que sem sentido. Mas a partir daí, se torna apenas um incomodo, ainda que suave. Depois de 35 vezes, você sequer se dará o trabalho de atender a porta. Depois de 100 vezes será impossível não se irritar.

O fato de colocar o nome de um por um, não altera isto. Talvez até mesmo piore, porque disfarça algo que não é pessoal de mensagem pessoal.

Imagine ainda se todos meus conhecidos (até mesmo os muito mais próximos que você, com quem meus contatos se limitam ao virtual), como pessoas que conheço pessoalmente, colegas de trabalho, parentes, tivessem o mesmo hábito. Eu teria uma média de 1.000 emails de saudação preenchendo minha caixa de email todas as semanas. E o único modo de saber quais deles são significativos e quais não são, seria abrindo e lendo um por um... dos 1.000 emails! O que de início pode ter tido a intenção de ser uma gentileza, acaba obtendo o efeito oposto!

Ok, até então seus emails continuos e se saudação apenas "afetaram" quem os recebe (pois se entendi bem,reclamaram). Porém, o verdadeiro prejudicado é você. Explico. Com o tempo, todos esses seus destinatários, se acostumaram a ver suas mensagens como meras saudações. A partir de então eles a marcam como SPAM, e simplesmente as jogam fora antes de saber do que se trata.

Um dia, porém, você terá algo especial a comunicar, pode ser o lançamento de seu livro, um prêmio importante que vale a pena comunicar que ganhou, um pedido de ajuda num trabalho importantíssimo... Só que se email vital irá direto para a lixeira do spam da turma!!!

Quando se trata de comunicar com pessoas com as quais você não tenha intimidade, é preciso extremo cuidado com o envio de spams e outras formas de correspondencia não requisitadas. Isso inclui telefonemas e mensagens de celular também. Quanto mais insistente você se tornar, mais elas terão de bloquear seu acesso a elas. Para tanto há editores que colocam secretárias para filtrar os contatos, e elas passam a bloquear todo seu material. Quem não tem, apenas marca como spam e tchau!

O procedimento correto neste caso, seria perguntar ANTES se a pessoa deseja receber seus emais semanais. E não "forçar" a barra e mandar emails que não são requisitados, seja qual assunto for.

Mais tarde, quando você precisar, ou desejar, acessar determinada pessoa para desenvolver um projeto, ou passar ou pedir informação, encontrará os canais fechados. Basta você se colocar no lugar desta pessoa: gostaria de receber, semanalmente, newsletters? De uma pessoa? (4 por mês) De duas pessoas? (8 por mês) De 20 pessoas? (80 por mês?) Porque, segundo sua teoria, não seria necessário que a pessoa demonstrasse interesse no recebimento.

Veja também pelo seu lado: você perder seu tempo, enviando um por um, para pessoas (centenas!!!!) que não pediram, será que vale?

Respeitar a privacidade das pessoas é a base da verdadeira gentileza. Se suas "visitas" forem mais raras e significativas, pode crer que também serão mais valorizadas.

sábado, setembro 19, 2009

Anuska Draccini e Yan


Esse retrato de mãe e filho é meu primeiro presente (descartando as fraldas) pro Yan.
Que já está quase emergindo da nave-mãe.