quarta-feira, junho 17, 2009
Eu falando sobre ilustração na TVBrasil
Nesta quinta-feira dia 18 de junho, às 7h, vai ao ar pela TVBrasil minha entrevista para a série ILUSTRADORES do programa Salto para o Futuro que se apresenta agora em novo formato.
Como publicar?

Meu livro, "Breno,Breno" no estande da editora Larousse, esta semana no Salão FNLIJ de Livros para Crianças e Jovens – o mais importante no gênero. Foto:Thais Linhares, com meu celular mandrake.
Não é preciso arrumar ilustrador para publicar seu livro, porque quem deve cuidar disto é o editor.
O caminho para publicação mistura persistência e oportunidade.
É normal um escritor, mesmo experiente, ter seu texto recusado várias vezes antes de conseguir encontrar o editor que irá publicá-lo.
Suas chances de publicação aumentam se o texto cair no gosto pessoal do editor + ser de um tipo que a editora está procurando naquele momento + puder ser encaixado no calendário de lançamentos da editora (depois que eles fecham os lançamentos do ano não entra mais nada até o ano seguinte).
O volume de originais enviados para as editoras é enorme.
Alguns editores confessam que não chegam a lê-los.
Por isso é legal pegar algumas dicas que irão melhorar suas chances, são elas:
- Escreva em português impecável - e mesmo que seja impecável, não deixe de pedir para outra pessoa revisar, pois o escritor fica com o olhar "viciado" e depois de algum tempo não vê mais os pequenos erros de ortografia;
- Forme um grupo de leitura, onde você poderá expor seu trabalho aos amigos, e ver também o que eles escrevem, assim um ajuda ao outro a refinar o texto;
- Leia muito, e sempre, e apenas bons livros - a literatura brasileira está entre as melhores do mundo, principalmente os de literatura infanto-juvenil (LIJ);
- Passe a frequentar lançamentos de livros, feiras e bienais onde você sabe que poderá conhecer editores, e autores (auto-escritor e autor- ilustrador).
Eu faço isso até hoje, assim vou ficando conhecida (o cara-a-cara ajuda ao editor a se lembrar de você, o que já é um prêmio,visto que os editores são super ocupados e conhecem milhares de pessoas!);
- Faça auto-promoção. Exemplo: distribuir cartão pessoal para os editores, outros autores, professores (se seu interesse for LIJ); participar de listas/sites/foruns/blogs de escritores iniciantes ou não; tenha um blog, gratuito mesmo, onde pode colocar seus textos experimentais e pedir críticas construtivas aos visitantes do blog;
- não tenha medo, ou vergonha de ouvir uma rejeição, por pior que seja!!! Sério, já ouvi cada história! Alguns escritores famosos de hoje, começaram sendo rejeitados (às vezes porque o texto era mesmo ruim!) Mas não teriam conseguido se tivessem desistido;
- Não há problema em enviar o mesmo texto para vários editores ao mesmo tempo, pode informar: "esta é uma cópia de várias". A escritora Edna Bueno, quando começou, enviou os mesmos textos para mais de 20 editores... Deu certo!
Existem formalidades para apresentação de originais, que podem ser entregues pelo correio, em mãos (durante eventos), ou email (apenas quando o editor pedir desta forma).
Usamos folhas de formato A4 ou carta, sempre branco, sem enfeites!!!
Usar letra de máquina (no caso, computador) a mais convencional: Times, tamanho 10 ou 12.
Usar espaço duplo, isso quer dizer que o espaço entre as linhas é igual ao espaço de duas linhas.
É só marcar no computador "double space". Eu uso o Word para escrever meus originais.
Aos invés de grampear, prefira usar um clips para prender as folhas.
No rodapé de cada folha coloque: o número da página, o título da obra, seu nome e telefone/email para contato.
Na primeira folha, além do título, coloque seus dados para contato.
Atenção: não precisa dizer sua idade! Pois corre o risco de gerar preconceito.
Se o texto ainda não for suficientemente bom, irão culpar sua idade,
se o texto for excelente, corre o risco de por preconceito terem medo de aceitá-lo.
Raquel de Queirós surpreendeu todo mundo, quando ganhou um prêmio literário...
Ninguém imaginava que a autora daquela maravilha tivesse apenas 15 anos!
Se soubessem ANTES dos julgamento... será que teriam mudado de idéia? Nem que fosse por orgulho besta???
Não saberemos nunca.
Tampouco é válido fazer apresentações informais, do tipo: "meus amigos adoraram o texto..."
Por outro lado, experiências diretamente ligadas são válidas, do tipo: "Prêmio no Concurso de Redações", ou, "fiz oficina literária com o escritor Tal...", "Fui editora do Jornal do Grêmio Estudantil"...., "publiquei no Jornal Tal e Tal...", "sou colaboradora do Site Tal..."
Depois, resta colocar no envelope, endereçar ao editor escolhido e torcer para que se unam a sorte, o talento e a oportunidade!
Escolhendo o editor certo:
- Procure conhecer os outros lançamentos da editora que pretende, para saber se seu estilo combina com o gosto do editor (afinal, gosto pessoal conta muito) e com a linha editorial da casa (o tipo de publicação que a editora prefere trabalhar);
- Escolhidas as editoras alvo, telefone para elas, pedindo o nome do editor ou responsável pelo recebimento de originais (algumas podem tentar lhe desestimular, dizendo que eles não estão recebendo nada no momento... mas não encare isso como um não! De certa forma é para filtrar os oportunistas, que na verdade não iriam se tornar escritores mesmo. Ou seja... tente pegar o nome, dizendo por exemplo que quer mandar material de divulgação, e envie seu original);
- Mesmo que não consiga nada com uma editora, não deixe de mandar novos textos para a mesma, na medida que for criando mais histórias, pois isso fará o editor a começar a respeitá-la com alguém que realmente quer ser escritora!
- Quando você estiver mais entrosada com outros profissionais do ramo, poderá começar a receber notícias de qual editor está requisitando textos. Ano passado a Editora Salesiana de Sampa pediu que lhe enviassem textos sobre folclore. A notícia correu na lista da AEI-LIJ.
Sobre edição independente:
Se optar por publicar de forma independente (chega uma hora que a ansiedade aperta!!!), tome cuidado com os aproveitadores!!!
Existem "editores" que cobram uma grana alta para editar seu texto! Esses editores NÃO VÃO promover seu trabalho!
Como você pagou tudo, do custo de edição ao de impressão, eles não tem nenhum incentivo para distribuir e vender seu livro da forma correta!
Se for para você própria bancar, melhor não cair nas garras destes editores-aproveitadores. Eles nunca irão questionar se seu trabalho está pronto para ser colocado no mercado, melhor seria demorar mais para publicar e ir depurando o texto, o estilo, até ter certeza de ter em mão um material de qualidade.
Quando quis fazer uma edição de autor (isto é, pagando do bolso), fui direto na Fábrica de Livros do SENAI-Tijuca (que é a gráfica-digital que os pequenos editores-tipo-aproveitadores usam, assim pulei etapas e paguei apenas a impressão - só é preciso seguir as orientações que a própria Fábrica te passa, quanto ao formato do livro e como enviar o arquivo).
Neste caso, vale a pena sim, pedir a algum amigo que faça a capa e ilustrações, ele pode ser pago com parte dos livros, que ele próprio poderá usar para se promover como ilustrador. Um ilustrador profissional , dificilmente irá ajudá-la. Ele teria de largar algum trabalho pago, e certo, para assumir o risco contigo. Eu não poderia fazer isto, pois dependo de meu trabalho para sustentar minha família.
E, importante, ANTES de gastar seu dinheiro imprimindo seu texto, combine uma venda antecipada com seus parentes e amigos, depois faça uma festa de lançamento com eles.
Assim você garante pelo menos cobrir o custo de impressão. Tudo que vender depois é lucro seu. Você própria, como autora tem direito a editar e distribuir seu livro garantido por lei.
Mas... preciso te dar dicas de como funciona o mercado...
O Mercado de Livros no Brasil:
É SINISTRO. Sério. O livro chega ao leitor custando 5 vezes mais do que custou para imprimir.
Isto é: se um livro custou 2 reais para imprimir, ele custará 10 reais na livraria.
Destes 10 reais, metade, fica na mão do distribuidor e livreiro.
E pior:
Nas livrarias a preferencial será sempre para títulos consagrados.
Só pegam em consignação (se não venderem, você pega de volta e eles nao perdem nada); e até bem pouco tempo eles sequer eram responsáveis pela conservação dos livros. Atualmente são. Assine um termos de consignação, lembre que o combinado sai barato.
Sabendo disso a gente entende porque o editor é tão seletivo...
No caso de tiragens independentes e melhor você vender diretamente ao seu leitor! Ou na mão ou por internet (nesse caso, acrescente o custo de correio). Assim VOCÊ fica com os 5 reais que o distribuidor/livreiro ia pegar, mais o seu lucro de direito por seu trabalho (criação mais edição). Para um pequeno editor essa divisão de lucros é um entrave terrível e um desestímulo à produção de livros.
Sobre direitos autorais:
Como você é um autora, recomendo que conheça a LEI de DIREITOS AUTORAIS.
Essencial para que nunca se veja enganada por contratos desiguais, que lhe desfavoreçam na negociação de seus textos.
Como autora, você tem TODOS os direitos sobre como e onde seus textos podem ser usados.
Por isso, desde já, se prepare para recusar contratos de tentem lhe privar de seus direitos.
O que não pode faltar no contrato para publicaçao de texto:
- prazo da validade do contrato (usualmente 4 anos), se não houver nada no contrato especificando o prazo, valerá 5 anos, automaticamente;
- local que será publicado e idioma (usualmente Brasil, em português);
- dinheiro que o autor receberá, a forma de pagamento (usualmente de 6% a 10% do valor de CAPA do livro);
- números de exemplares a que o autor terá direito, sem custo (usualmente de 10 a 30 exemplares na primeira edição e 5 exemplares nas edições seguintes).
– exigência de prazo máximo para publicação, ou seja, se em 2 anos (exemplo, mais usual) o editor não publicar de fato, o contrato é cancelado.
Como vê... não basta saber contar bem uma história.
Para vencer neste neio é preciso estar pronta para mostrar a cara mesmo, conhecer o mercado, as leis, as pessoas...
Não caia nesta história de que é PANELINHA!
Sim, é uma baita panelinha! Com direito a encontro de autores depois das bienais, fofocas, troca de gentilezas e tapas...
Mas... como qualquer panelinha do planeta, ela é uma panela de tampa aberta!
É só mostrar que seu texto é um tempero novo, que você ama o que faz, que quer participar deste mundo lindo!
Por fim,
Acho esses autores, os da velha guarda, maravilhosos. Rio muito com os "causos" que contam no encontros e feiras.
Sou super tímida (se não fosse, seria atriz e cantora ao invés de ilustradora! Por que além de desenhar, já me apresentei no palco... só que sou mesmo do tipo solitário e rabugento!) e inventei meu jeito próprio de ser "metida"e correr atrás das oportunidades.
No momento é minha única fonte de renda. Isso é comum entre ilustradores - pois o trabalho com imagem costuma ocupar todo nosso tempo, cansei de virar noite para cumprir os prazos doidos do mercado.
Já com os escritores, eles vão aos poucos, se dividindo entre dois trabalhos ( a Edna é engenheira, o Gabriel Lacerda é advogado, a Luciana Savaget é jornalista...) e se algum dia sentem que podem viver só de seus textos, largam tudo e ficam sendo escritores e colunistas com dedicação total.
Perseverança, talento e oportunidade, nesta ordem mesmo, lhe ajudarão a chegar lá.
Pergunta sobre a utilização de ilustrações em apostilas
Um colega me perguntou dia desses:
"Tenho um colega que fez ilustrações de várias apostilas. Ele tem direito a receber um comissão na venda das apostilas?"
Resposta:
Depende do que firmou em contrato.
Na falta de um contrato, pode-se entender que o que recebeu pelos desenhos cobre o primeiro uso pretendido, no caso as próprias apostilas.
Na falta de determinação de tiragem e edições, considera-se que a tiragem é de 3.000 e a edição é a primeira (veja na Lei do Direitos Autorais 9610/98).
O pagamento que ele recebeu já é a remuneração dos Direitos Autorais. No caso cobrindo o que foi acordado, ou, na falta de contrato, os parâmetros que falei.
Se amanhã ou depois as artes forem re-utilizadas, sem que houvesse permissão para tal, ex. em outro livro, em site, em CDrom... daí ele pode exigir um novo pagamento, entrando em outro acordo sobre essa nova utilização. Funciona igualzinho para o caso de ser texto, ou música, ou qualquer outra obra autoral.
"Tenho um colega que fez ilustrações de várias apostilas. Ele tem direito a receber um comissão na venda das apostilas?"
Resposta:
Depende do que firmou em contrato.
Na falta de um contrato, pode-se entender que o que recebeu pelos desenhos cobre o primeiro uso pretendido, no caso as próprias apostilas.
Na falta de determinação de tiragem e edições, considera-se que a tiragem é de 3.000 e a edição é a primeira (veja na Lei do Direitos Autorais 9610/98).
O pagamento que ele recebeu já é a remuneração dos Direitos Autorais. No caso cobrindo o que foi acordado, ou, na falta de contrato, os parâmetros que falei.
Se amanhã ou depois as artes forem re-utilizadas, sem que houvesse permissão para tal, ex. em outro livro, em site, em CDrom... daí ele pode exigir um novo pagamento, entrando em outro acordo sobre essa nova utilização. Funciona igualzinho para o caso de ser texto, ou música, ou qualquer outra obra autoral.
domingo, junho 14, 2009
DISCUSSÕES AEILIJ com Mauríco Veneza e Marília Pirillo.
A Arte de Criar Histórias
para Crianças e Jovens
A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ, convida para um inédito bate-papo/discussão entre autores* de LIJ, aberto ao público em geral.
A AEILIJ, promoverá um evento inédito: autores de Literatura para Crianças e Jovens discutindo técnicas e manhas de sua arte & ofício com outros autores e com a participação do público interessado no tema.
A Literatura para Crianças e Jovens é riquíssima em recursos técnicos, que absorve da Literatura em geral e a transforma segundo a exigência de atrair e seduzir seu público, tão especial. Além disso, importantes novidades técnicas da arte de criar histórias estão surgindo nessa área, capazes de influenciar toda a comunicação ficcional, aí considerando não um público em especial, mas os leitores de maneira ampla.
São as intimidades desse fazer literário, discutidas por autores com mais de vinte anos de carreira e sucesso, amados pelo seu público, premiados e destacados sempre pela crítica, que a AEILIJ põe em Discussão no dia 18 de junho, das 09 às 17 hs, no XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
* A AEILIJ considera como autores, os criadores de texto (escritores) e de imagem (ilustradores).
Cada D!SCUSSÃO contará com três autores, sendo 2 provocadores e 1 mediador.
09:00hs Abertura
Anna Claudia Ramos – Presidente da AEILIJ
09:20hs Primeira Discussão: INGREDIENTES
(personagens, focos e vozes narrativos, manhas, recursos e caprichos)...
Provocadores: Rosana Rios e Pedro Bandeira.
Mediadora: Antonella Catinari
10:50hs Segunda Discussão : FONTES
(Clássicos, Cultura Popular e outros...)
Provocadores: Rogério Andrade Barbosa e Luiz Antonio Aguiar.
Mediadora: Sandra Pina
12:20 às 14hs Intervalo
14:00hs Terceira Discussão : A IMAGEM
(narrativas visuais, harmonização com o texto etc...)
Provocadores: Thais Linhares e Maurício Veneza.
Mediadora: Marília Pirillo.
15:30hs Quarta Discussão: GÊNEROS
(terror, humor e seus pares)
Provocadores: Rosa Amanda Strausz e Gustavo Bernardo.
Mediador: Hermes Bernardi Jr.
16:50hs Encerramento
Término: 17:00 hs
Dia: 18 de junho de 2009
Local: XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
Centro Cultural Ação da Cidadania
Av. Barão de Tefé, 75, Bairro Saúde, no Rio de Janeiro, RJ
A única taxa para a entrada no evento, será o ingresso do Salão, que custa R$ 3,00.
www.aeilij.org.br
Para maiores informações, por favor contate Sandra Pina – comunicação@aeilij.org.br
para Crianças e Jovens
A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ, convida para um inédito bate-papo/discussão entre autores* de LIJ, aberto ao público em geral.
A AEILIJ, promoverá um evento inédito: autores de Literatura para Crianças e Jovens discutindo técnicas e manhas de sua arte & ofício com outros autores e com a participação do público interessado no tema.
A Literatura para Crianças e Jovens é riquíssima em recursos técnicos, que absorve da Literatura em geral e a transforma segundo a exigência de atrair e seduzir seu público, tão especial. Além disso, importantes novidades técnicas da arte de criar histórias estão surgindo nessa área, capazes de influenciar toda a comunicação ficcional, aí considerando não um público em especial, mas os leitores de maneira ampla.
São as intimidades desse fazer literário, discutidas por autores com mais de vinte anos de carreira e sucesso, amados pelo seu público, premiados e destacados sempre pela crítica, que a AEILIJ põe em Discussão no dia 18 de junho, das 09 às 17 hs, no XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
* A AEILIJ considera como autores, os criadores de texto (escritores) e de imagem (ilustradores).
Cada D!SCUSSÃO contará com três autores, sendo 2 provocadores e 1 mediador.
09:00hs Abertura
Anna Claudia Ramos – Presidente da AEILIJ
09:20hs Primeira Discussão: INGREDIENTES
(personagens, focos e vozes narrativos, manhas, recursos e caprichos)...
Provocadores: Rosana Rios e Pedro Bandeira.
Mediadora: Antonella Catinari
10:50hs Segunda Discussão : FONTES
(Clássicos, Cultura Popular e outros...)
Provocadores: Rogério Andrade Barbosa e Luiz Antonio Aguiar.
Mediadora: Sandra Pina
12:20 às 14hs Intervalo
14:00hs Terceira Discussão : A IMAGEM
(narrativas visuais, harmonização com o texto etc...)
Provocadores: Thais Linhares e Maurício Veneza.
Mediadora: Marília Pirillo.
15:30hs Quarta Discussão: GÊNEROS
(terror, humor e seus pares)
Provocadores: Rosa Amanda Strausz e Gustavo Bernardo.
Mediador: Hermes Bernardi Jr.
16:50hs Encerramento
Término: 17:00 hs
Dia: 18 de junho de 2009
Local: XI Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
Centro Cultural Ação da Cidadania
Av. Barão de Tefé, 75, Bairro Saúde, no Rio de Janeiro, RJ
A única taxa para a entrada no evento, será o ingresso do Salão, que custa R$ 3,00.
www.aeilij.org.br
Para maiores informações, por favor contate Sandra Pina – comunicação@aeilij.org.br
domingo, junho 07, 2009
Salão do Livro FNLIJ para Crianças e Jovens - 2009

Querida turma que ama ler, ouvir e contar histórias,
Gostarei muito de encontrá-los lá entre livros. Estarei lno Salão em diversas ocasiões, mas garantidamente em:
Dia 13 – 10h – Lançamento do livro "O Vestido", texto de Celso Sisto; ilustrações minhas; editora ZIT;
Dia 15 – 11h – Lançamento do livro "Pano de Boca", texto de Sandra Pina; ilustrações minhas; editora Cortez;
Dia 18 – 14h – "Discussões AEILIJ", junto com Maurício Veneza, mediadora: Marília Pirillo;
Dia 19 - 13h - Performance da Ilustradora (eu desenhando em papel gigante!)
Ainda no dia 18, mais cedo, às 8:45h vai ao ar pela TV Brasil (canal 2 na TV aberta do Rio) minha entrevista para a série sobre ilustração no programa "Salto para o Futuro".
Terá um sistema gratuito de vans para levar as pessoas até o local do Salão saindo da Av. Presidente Vargas:
Van da Av. Pres. Vargas, em frente ao prédio da Embratel. Capacidade para 15 pessoas. Intervalo de 15 min.
Dia de semana - sai da Pres. Vargas apartir das 7:30, e a última van, saí do Centro Cultural às 18:30.
Final de semana e feriado - sai da Pres. Vargas a partir das 9:00, e a última van, sai do Centro Cultural as 20:30

Mais informações com:
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ
Seção Brasileira do YBBY
Rua da Imprensa, 16 - salas 1212 a 1215
20030-120 - Rio de Janeiro - RJ
Tel/fax: 55 21 2262-9130
E-mail: comunicacofnlij@fnlij.org.br
www.fnlij.org.br
quinta-feira, junho 04, 2009
Cores e Formas que Contam Histórias - expo
domingo, maio 17, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
Cores da MPB

Minha mãe Tiana e Totozinho foram meus modelos para essa "Canção do Sinhozinho". O texto de abertura é de Maria Betânia. Edição especial, sem distribuição em livrarias. Mais detalhes só após o fechamento da publicação.
Repare a semelhança com a composição anteriormente mostrada. Mesmo clima de aconchego e Totozinho aparecendo nos dois.
quinta-feira, maio 07, 2009
Democratizar X Roubar
Reproduzo aqui com autorização do (brilhante) autor de livros Maurício Veneza, esse texto esclarecedor no tocante a pirataria que corre solta sobre direitos autorais, um verdadeiro puxão de orelha na turma "sem noção" que simplesmente defende o fim do repasse de DAs aos criadores.
Com a palavra, Maurício Veneza (o autor):
A condenação do Pirate Bay tem gerado polêmica, com uma expressiva maioria contrária à decisão judicial. Parecem achar que os rapazes são uma espécie de Robin Hood, roubando dos ricos para dar aos pobres. E os que são a favor, como Paul McCartney, são xingados de todos os nomes feios existentes ou a inventar. Pessoalmente, eu gostaria que, antes que as pessoas disparassem emocionalmente sua enxurrada de impropérios, dessem uma paradinha para reflexão.
A idéia do chamado direito democrático de acesso à cultura é extremamente simpática (eu também sou a favor!), mas tem servido a toda sorte de pilantragens. A alegação é de que, com a chamada pirataria, se estaria redistribuindo os bens culturais de modo mais amplo e justo, prejudicando apenas os barões da indústria da cultura, às vezes chamados genericamente de "altos executivos". Balela! Quem sai prejudicado são os criadores, músicos, escritores, artistas gráficos e outros, que também têm suas brigas com as empresas. Executivo não é criador. Sai de uma gravadora e vai para uma empresa de telefonia. Cujos executivos, aliás, vão muito bem, também graças aos acessos à internet, que não são de graça... Aliás, sempre é bom lembrar, não existe nada de graça. Se você não paga, alguém está pagando. É como na história das cópias Xerox de livros, em que se pretende considerar que a cópia para uso pessoal e sem finalidade comercial não constitui crime de violação de direitos autorais. É no “sem finalidade comercial” (ou “sem intuito de lucro” ou “sem ganho financeiro”) que a coisa pega: a loja copiadora faz as cópias de graça? E a fábrica das máquinas copiadoras, o fabricante do toner, do papel...? Cá entre nós, até quem usa a cópia tem intenção de ganho financeiro. Não imediato, é verdade. Copia para estudar, estuda, se forma, arranja emprego... Vai trabalhar de graça? Não vai.
Lembrando ainda: nenhuma das pessoas que proclamam a distribuição gratuita dos bens culturais (produzidos por outros) disponibiliza gratuitamente sua principal atividade. Exemplificando: um professor universitário que escreve um livro, mas vive das suas aulas, pode se dar ao luxo de ceder o seu livro na internet. Mas jamais cederá a totalidade das suas aulas, sem que tenha recebido algo por elas, porque assim não terá como sobreviver. No entanto, o acesso democrático à educação também é um direito do cidadão. Ou não é? Ditar regras para os outros é fácil, no dos outros sempre é refresco. Mais um exemplo: se eu, que não vivo de música, compuser uma música, poderei por vaidade ou qualquer outro motivo, liberar minha criação na internet. Afinal, não dependo dela pra viver. Mas se eu passar a exigir que um músico profissional faça a mesma coisa, não será só estupidez minha, será canalhice mesmo.
É claro que todo cidadão tem o democrático direito ao acesso aos bens culturais. Tem também o direito à saúde. Será que, por isto, alguém vai apregoar que médico tem que trabalhar sem receber? Mas quando se trata dos criadores de bens culturais...
Os argumentos são bem conhecidos, até as frases são repetidas: “banda ganha dinheiro é com show, não com gravação”. Bacana. E se o compositor da banda não se apresenta no palco? Fica a zero? E os artistas que não fazem espetáculo, escritores, designers, fotógrafos, vão viver de que, de patrocínio?
“A disponibilização pela internet ajuda a divulgação”. Divulga para outros que também vão baixar sem pagar. Isto interessa a quem? A quem tem a vaidade de querer ser “famoso”? Amiga nossa tem um livro de muito sucesso. Mas não vende. Todo mundo faz download sem pagar. Elogiam, dizem maravilhas. E ela paga suas contas com o quê, elogios dos fãs?
Existem, não se pode negar, astros do livro ou da música que são a favor da disponibilização da obra alheia. Não sei se fazem o mesmo com sua própria obra. Aliás, pensando bem... Se eles acham que o sistema de direitos autorais é antidemocrático e ilegítimo, não será ilegítimo também tudo que eles ganharam com este sistema? E o que se faz com ganhos ilegítimos? A gente devolve, não é? Fica então a sugestão aos astros defensores da disponibilização da obra dos outros: doem o que já ganharam e recomecem do zero, com as nova regras. Aí, sim, vou acreditar na sua sinceridade.
E vamos aproveitar para perguntar a quem acha que existe alguma coisa de graça: dar dinheiro pra escritor, compositor, fotógrafo não pode, mas pra provedor, site, fabricante de mídia, de equipamento, etc, pode? Do jeito que está, daqui a pouco vão querer alegar que assalto é forma legítima de redistribuição de renda...
Com a palavra, Maurício Veneza (o autor):
A condenação do Pirate Bay tem gerado polêmica, com uma expressiva maioria contrária à decisão judicial. Parecem achar que os rapazes são uma espécie de Robin Hood, roubando dos ricos para dar aos pobres. E os que são a favor, como Paul McCartney, são xingados de todos os nomes feios existentes ou a inventar. Pessoalmente, eu gostaria que, antes que as pessoas disparassem emocionalmente sua enxurrada de impropérios, dessem uma paradinha para reflexão.
A idéia do chamado direito democrático de acesso à cultura é extremamente simpática (eu também sou a favor!), mas tem servido a toda sorte de pilantragens. A alegação é de que, com a chamada pirataria, se estaria redistribuindo os bens culturais de modo mais amplo e justo, prejudicando apenas os barões da indústria da cultura, às vezes chamados genericamente de "altos executivos". Balela! Quem sai prejudicado são os criadores, músicos, escritores, artistas gráficos e outros, que também têm suas brigas com as empresas. Executivo não é criador. Sai de uma gravadora e vai para uma empresa de telefonia. Cujos executivos, aliás, vão muito bem, também graças aos acessos à internet, que não são de graça... Aliás, sempre é bom lembrar, não existe nada de graça. Se você não paga, alguém está pagando. É como na história das cópias Xerox de livros, em que se pretende considerar que a cópia para uso pessoal e sem finalidade comercial não constitui crime de violação de direitos autorais. É no “sem finalidade comercial” (ou “sem intuito de lucro” ou “sem ganho financeiro”) que a coisa pega: a loja copiadora faz as cópias de graça? E a fábrica das máquinas copiadoras, o fabricante do toner, do papel...? Cá entre nós, até quem usa a cópia tem intenção de ganho financeiro. Não imediato, é verdade. Copia para estudar, estuda, se forma, arranja emprego... Vai trabalhar de graça? Não vai.
Lembrando ainda: nenhuma das pessoas que proclamam a distribuição gratuita dos bens culturais (produzidos por outros) disponibiliza gratuitamente sua principal atividade. Exemplificando: um professor universitário que escreve um livro, mas vive das suas aulas, pode se dar ao luxo de ceder o seu livro na internet. Mas jamais cederá a totalidade das suas aulas, sem que tenha recebido algo por elas, porque assim não terá como sobreviver. No entanto, o acesso democrático à educação também é um direito do cidadão. Ou não é? Ditar regras para os outros é fácil, no dos outros sempre é refresco. Mais um exemplo: se eu, que não vivo de música, compuser uma música, poderei por vaidade ou qualquer outro motivo, liberar minha criação na internet. Afinal, não dependo dela pra viver. Mas se eu passar a exigir que um músico profissional faça a mesma coisa, não será só estupidez minha, será canalhice mesmo.
É claro que todo cidadão tem o democrático direito ao acesso aos bens culturais. Tem também o direito à saúde. Será que, por isto, alguém vai apregoar que médico tem que trabalhar sem receber? Mas quando se trata dos criadores de bens culturais...
Os argumentos são bem conhecidos, até as frases são repetidas: “banda ganha dinheiro é com show, não com gravação”. Bacana. E se o compositor da banda não se apresenta no palco? Fica a zero? E os artistas que não fazem espetáculo, escritores, designers, fotógrafos, vão viver de que, de patrocínio?
“A disponibilização pela internet ajuda a divulgação”. Divulga para outros que também vão baixar sem pagar. Isto interessa a quem? A quem tem a vaidade de querer ser “famoso”? Amiga nossa tem um livro de muito sucesso. Mas não vende. Todo mundo faz download sem pagar. Elogiam, dizem maravilhas. E ela paga suas contas com o quê, elogios dos fãs?
Existem, não se pode negar, astros do livro ou da música que são a favor da disponibilização da obra alheia. Não sei se fazem o mesmo com sua própria obra. Aliás, pensando bem... Se eles acham que o sistema de direitos autorais é antidemocrático e ilegítimo, não será ilegítimo também tudo que eles ganharam com este sistema? E o que se faz com ganhos ilegítimos? A gente devolve, não é? Fica então a sugestão aos astros defensores da disponibilização da obra dos outros: doem o que já ganharam e recomecem do zero, com as nova regras. Aí, sim, vou acreditar na sua sinceridade.
E vamos aproveitar para perguntar a quem acha que existe alguma coisa de graça: dar dinheiro pra escritor, compositor, fotógrafo não pode, mas pra provedor, site, fabricante de mídia, de equipamento, etc, pode? Do jeito que está, daqui a pouco vão querer alegar que assalto é forma legítima de redistribuição de renda...
Olha a BIB!

A FNLIJ fez minha festa, recomendando cinco livros meus (três ilustrei e dois escrevi e ilustrei) para a seleção da Bienal Internacional de Bratislava... que é A BIENAL PLANETÁRIA DA ILUSTRAÇÃO. Q'beleza! Tô feliz.
Os livros selcionados pela FNLIJ:
A cobra coral, da Ygarapé;
Américas Assombradas, da Escala Educacional;
O livro do cavaleiro, da Ygarapé;
O pano de boca, da Cortez;
O tesouro da ilha qualquer, da Ygarapé. A imagem acima é desta obra, escrita pelo Pedro Pessoa (Gabriel Lacerda), e com belíssimo projeto gráfico de Ana Sofia Mariz.
Altamente Recomendável pra Ieda!
Recebi da Ieda:
"Queridos todos:
Acabo de receber a notícia de que o nosso livro O que é qualidade em ilustração - com a palavra o ilustrador foi agraciado com o selo "Altamente Recomendável" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Cumprimento e agradeço a todos pela brilhante participação.
Um grande abraço
Ieda de Oliveira
http://webblog.iedadeoliveira.com.br "
Foi uma honra e uma alegria ter participado desta obra, fundamental para a ilustração de livros para crianças no Brasil. Parabéns pra Ieda! Este livro saiu em seqüência ao "O que é qualidade em literatura..." de leitura obrigatória!
Abaixo reproduzo também a mensagem de parabéns do ilustrador e herói Montalvo Machado:
"Foi uma ótima surpresa encontrar em destaque na Livraria Cultura o livro
"Com a palavra, o Ilustrador", com imagens maravilhosas e textos articulados
de feras da profissão, incluindo Odilon Morais, Renato Alarcão, Rui de
Oliveira, Thais Linhares, entre outros.
Parabéns a todos os envolvidos neste projeto, e espero que estejamos
presenciando uma era renascentista para ilustradores, escritores, art-buyers
e público consumidor.
O sucesso profissional já é uma realidade para muitos ilustradores
brasileiros, com todos os méritos.
Mas desejo, de coração, o mais sólido sucesso financeiro aos ilustradores,
que mesmo sendo responsáveis diretos pelo sucesso financeiros dos editores,
há muito tempo mordem uma fatia muito pequena do bolo.
Quero acreditar que com publicações como estas as fatias dos ilustradores se
tornem mais polpudas, e que a gente não precise morrer antes de ver este dia
chegar.
Afinal, não é só da satisfação pessoal em ver seu trabalho publicado que
vive um ilustrador.
Abraços,
Montalvo "
"Queridos todos:
Acabo de receber a notícia de que o nosso livro O que é qualidade em ilustração - com a palavra o ilustrador foi agraciado com o selo "Altamente Recomendável" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Cumprimento e agradeço a todos pela brilhante participação.
Um grande abraço
Ieda de Oliveira
http://webblog.iedadeoliveira.com.br "
Foi uma honra e uma alegria ter participado desta obra, fundamental para a ilustração de livros para crianças no Brasil. Parabéns pra Ieda! Este livro saiu em seqüência ao "O que é qualidade em literatura..." de leitura obrigatória!
Abaixo reproduzo também a mensagem de parabéns do ilustrador e herói Montalvo Machado:
"Foi uma ótima surpresa encontrar em destaque na Livraria Cultura o livro
"Com a palavra, o Ilustrador", com imagens maravilhosas e textos articulados
de feras da profissão, incluindo Odilon Morais, Renato Alarcão, Rui de
Oliveira, Thais Linhares, entre outros.
Parabéns a todos os envolvidos neste projeto, e espero que estejamos
presenciando uma era renascentista para ilustradores, escritores, art-buyers
e público consumidor.
O sucesso profissional já é uma realidade para muitos ilustradores
brasileiros, com todos os méritos.
Mas desejo, de coração, o mais sólido sucesso financeiro aos ilustradores,
que mesmo sendo responsáveis diretos pelo sucesso financeiros dos editores,
há muito tempo mordem uma fatia muito pequena do bolo.
Quero acreditar que com publicações como estas as fatias dos ilustradores se
tornem mais polpudas, e que a gente não precise morrer antes de ver este dia
chegar.
Afinal, não é só da satisfação pessoal em ver seu trabalho publicado que
vive um ilustrador.
Abraços,
Montalvo "
terça-feira, abril 21, 2009
O Vestido, por Celso Sisto
sábado, abril 11, 2009
domingo, março 08, 2009
Uma bruxinha para Tatiana
domingo, março 01, 2009
Iluminada

Pouco tempo atrás dantontem, adquiri um teclado e tenho me dedicado ao estudo da música. Minha professora, Madame Beatrice, possui a paciência de um Dalai Lama para felicidade minha. Não se cansa de ouvir minhas piadas infames, minhas tagarelices a respeito do mercado editorial e de animação e tem três filhas completamente fofas!
Agora... o teclado é algo alucinante... a gurizada fica doida quando ligo as teclas de efeitos especiais... ou quando coloco no automático e finjo que estou tocando como Chopin...hehehe...
Mas o objetivo aqui (não seria eu se não tivesse um objetivo...) é ajudar a compor as trilhas para as animações. Claro que vou recorrer ao meu amigo profissional da música superstar para os finalmentes... mas preciso meter o bedelho sim.
Queria algo que remetesse ao TontonMacoute.
A ilustração é de um projeto em andamento.
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