quinta-feira, maio 07, 2009
Democratizar X Roubar
Reproduzo aqui com autorização do (brilhante) autor de livros Maurício Veneza, esse texto esclarecedor no tocante a pirataria que corre solta sobre direitos autorais, um verdadeiro puxão de orelha na turma "sem noção" que simplesmente defende o fim do repasse de DAs aos criadores.
Com a palavra, Maurício Veneza (o autor):
A condenação do Pirate Bay tem gerado polêmica, com uma expressiva maioria contrária à decisão judicial. Parecem achar que os rapazes são uma espécie de Robin Hood, roubando dos ricos para dar aos pobres. E os que são a favor, como Paul McCartney, são xingados de todos os nomes feios existentes ou a inventar. Pessoalmente, eu gostaria que, antes que as pessoas disparassem emocionalmente sua enxurrada de impropérios, dessem uma paradinha para reflexão.
A idéia do chamado direito democrático de acesso à cultura é extremamente simpática (eu também sou a favor!), mas tem servido a toda sorte de pilantragens. A alegação é de que, com a chamada pirataria, se estaria redistribuindo os bens culturais de modo mais amplo e justo, prejudicando apenas os barões da indústria da cultura, às vezes chamados genericamente de "altos executivos". Balela! Quem sai prejudicado são os criadores, músicos, escritores, artistas gráficos e outros, que também têm suas brigas com as empresas. Executivo não é criador. Sai de uma gravadora e vai para uma empresa de telefonia. Cujos executivos, aliás, vão muito bem, também graças aos acessos à internet, que não são de graça... Aliás, sempre é bom lembrar, não existe nada de graça. Se você não paga, alguém está pagando. É como na história das cópias Xerox de livros, em que se pretende considerar que a cópia para uso pessoal e sem finalidade comercial não constitui crime de violação de direitos autorais. É no “sem finalidade comercial” (ou “sem intuito de lucro” ou “sem ganho financeiro”) que a coisa pega: a loja copiadora faz as cópias de graça? E a fábrica das máquinas copiadoras, o fabricante do toner, do papel...? Cá entre nós, até quem usa a cópia tem intenção de ganho financeiro. Não imediato, é verdade. Copia para estudar, estuda, se forma, arranja emprego... Vai trabalhar de graça? Não vai.
Lembrando ainda: nenhuma das pessoas que proclamam a distribuição gratuita dos bens culturais (produzidos por outros) disponibiliza gratuitamente sua principal atividade. Exemplificando: um professor universitário que escreve um livro, mas vive das suas aulas, pode se dar ao luxo de ceder o seu livro na internet. Mas jamais cederá a totalidade das suas aulas, sem que tenha recebido algo por elas, porque assim não terá como sobreviver. No entanto, o acesso democrático à educação também é um direito do cidadão. Ou não é? Ditar regras para os outros é fácil, no dos outros sempre é refresco. Mais um exemplo: se eu, que não vivo de música, compuser uma música, poderei por vaidade ou qualquer outro motivo, liberar minha criação na internet. Afinal, não dependo dela pra viver. Mas se eu passar a exigir que um músico profissional faça a mesma coisa, não será só estupidez minha, será canalhice mesmo.
É claro que todo cidadão tem o democrático direito ao acesso aos bens culturais. Tem também o direito à saúde. Será que, por isto, alguém vai apregoar que médico tem que trabalhar sem receber? Mas quando se trata dos criadores de bens culturais...
Os argumentos são bem conhecidos, até as frases são repetidas: “banda ganha dinheiro é com show, não com gravação”. Bacana. E se o compositor da banda não se apresenta no palco? Fica a zero? E os artistas que não fazem espetáculo, escritores, designers, fotógrafos, vão viver de que, de patrocínio?
“A disponibilização pela internet ajuda a divulgação”. Divulga para outros que também vão baixar sem pagar. Isto interessa a quem? A quem tem a vaidade de querer ser “famoso”? Amiga nossa tem um livro de muito sucesso. Mas não vende. Todo mundo faz download sem pagar. Elogiam, dizem maravilhas. E ela paga suas contas com o quê, elogios dos fãs?
Existem, não se pode negar, astros do livro ou da música que são a favor da disponibilização da obra alheia. Não sei se fazem o mesmo com sua própria obra. Aliás, pensando bem... Se eles acham que o sistema de direitos autorais é antidemocrático e ilegítimo, não será ilegítimo também tudo que eles ganharam com este sistema? E o que se faz com ganhos ilegítimos? A gente devolve, não é? Fica então a sugestão aos astros defensores da disponibilização da obra dos outros: doem o que já ganharam e recomecem do zero, com as nova regras. Aí, sim, vou acreditar na sua sinceridade.
E vamos aproveitar para perguntar a quem acha que existe alguma coisa de graça: dar dinheiro pra escritor, compositor, fotógrafo não pode, mas pra provedor, site, fabricante de mídia, de equipamento, etc, pode? Do jeito que está, daqui a pouco vão querer alegar que assalto é forma legítima de redistribuição de renda...
Com a palavra, Maurício Veneza (o autor):
A condenação do Pirate Bay tem gerado polêmica, com uma expressiva maioria contrária à decisão judicial. Parecem achar que os rapazes são uma espécie de Robin Hood, roubando dos ricos para dar aos pobres. E os que são a favor, como Paul McCartney, são xingados de todos os nomes feios existentes ou a inventar. Pessoalmente, eu gostaria que, antes que as pessoas disparassem emocionalmente sua enxurrada de impropérios, dessem uma paradinha para reflexão.
A idéia do chamado direito democrático de acesso à cultura é extremamente simpática (eu também sou a favor!), mas tem servido a toda sorte de pilantragens. A alegação é de que, com a chamada pirataria, se estaria redistribuindo os bens culturais de modo mais amplo e justo, prejudicando apenas os barões da indústria da cultura, às vezes chamados genericamente de "altos executivos". Balela! Quem sai prejudicado são os criadores, músicos, escritores, artistas gráficos e outros, que também têm suas brigas com as empresas. Executivo não é criador. Sai de uma gravadora e vai para uma empresa de telefonia. Cujos executivos, aliás, vão muito bem, também graças aos acessos à internet, que não são de graça... Aliás, sempre é bom lembrar, não existe nada de graça. Se você não paga, alguém está pagando. É como na história das cópias Xerox de livros, em que se pretende considerar que a cópia para uso pessoal e sem finalidade comercial não constitui crime de violação de direitos autorais. É no “sem finalidade comercial” (ou “sem intuito de lucro” ou “sem ganho financeiro”) que a coisa pega: a loja copiadora faz as cópias de graça? E a fábrica das máquinas copiadoras, o fabricante do toner, do papel...? Cá entre nós, até quem usa a cópia tem intenção de ganho financeiro. Não imediato, é verdade. Copia para estudar, estuda, se forma, arranja emprego... Vai trabalhar de graça? Não vai.
Lembrando ainda: nenhuma das pessoas que proclamam a distribuição gratuita dos bens culturais (produzidos por outros) disponibiliza gratuitamente sua principal atividade. Exemplificando: um professor universitário que escreve um livro, mas vive das suas aulas, pode se dar ao luxo de ceder o seu livro na internet. Mas jamais cederá a totalidade das suas aulas, sem que tenha recebido algo por elas, porque assim não terá como sobreviver. No entanto, o acesso democrático à educação também é um direito do cidadão. Ou não é? Ditar regras para os outros é fácil, no dos outros sempre é refresco. Mais um exemplo: se eu, que não vivo de música, compuser uma música, poderei por vaidade ou qualquer outro motivo, liberar minha criação na internet. Afinal, não dependo dela pra viver. Mas se eu passar a exigir que um músico profissional faça a mesma coisa, não será só estupidez minha, será canalhice mesmo.
É claro que todo cidadão tem o democrático direito ao acesso aos bens culturais. Tem também o direito à saúde. Será que, por isto, alguém vai apregoar que médico tem que trabalhar sem receber? Mas quando se trata dos criadores de bens culturais...
Os argumentos são bem conhecidos, até as frases são repetidas: “banda ganha dinheiro é com show, não com gravação”. Bacana. E se o compositor da banda não se apresenta no palco? Fica a zero? E os artistas que não fazem espetáculo, escritores, designers, fotógrafos, vão viver de que, de patrocínio?
“A disponibilização pela internet ajuda a divulgação”. Divulga para outros que também vão baixar sem pagar. Isto interessa a quem? A quem tem a vaidade de querer ser “famoso”? Amiga nossa tem um livro de muito sucesso. Mas não vende. Todo mundo faz download sem pagar. Elogiam, dizem maravilhas. E ela paga suas contas com o quê, elogios dos fãs?
Existem, não se pode negar, astros do livro ou da música que são a favor da disponibilização da obra alheia. Não sei se fazem o mesmo com sua própria obra. Aliás, pensando bem... Se eles acham que o sistema de direitos autorais é antidemocrático e ilegítimo, não será ilegítimo também tudo que eles ganharam com este sistema? E o que se faz com ganhos ilegítimos? A gente devolve, não é? Fica então a sugestão aos astros defensores da disponibilização da obra dos outros: doem o que já ganharam e recomecem do zero, com as nova regras. Aí, sim, vou acreditar na sua sinceridade.
E vamos aproveitar para perguntar a quem acha que existe alguma coisa de graça: dar dinheiro pra escritor, compositor, fotógrafo não pode, mas pra provedor, site, fabricante de mídia, de equipamento, etc, pode? Do jeito que está, daqui a pouco vão querer alegar que assalto é forma legítima de redistribuição de renda...
Olha a BIB!

A FNLIJ fez minha festa, recomendando cinco livros meus (três ilustrei e dois escrevi e ilustrei) para a seleção da Bienal Internacional de Bratislava... que é A BIENAL PLANETÁRIA DA ILUSTRAÇÃO. Q'beleza! Tô feliz.
Os livros selcionados pela FNLIJ:
A cobra coral, da Ygarapé;
Américas Assombradas, da Escala Educacional;
O livro do cavaleiro, da Ygarapé;
O pano de boca, da Cortez;
O tesouro da ilha qualquer, da Ygarapé. A imagem acima é desta obra, escrita pelo Pedro Pessoa (Gabriel Lacerda), e com belíssimo projeto gráfico de Ana Sofia Mariz.
Altamente Recomendável pra Ieda!
Recebi da Ieda:
"Queridos todos:
Acabo de receber a notícia de que o nosso livro O que é qualidade em ilustração - com a palavra o ilustrador foi agraciado com o selo "Altamente Recomendável" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Cumprimento e agradeço a todos pela brilhante participação.
Um grande abraço
Ieda de Oliveira
http://webblog.iedadeoliveira.com.br "
Foi uma honra e uma alegria ter participado desta obra, fundamental para a ilustração de livros para crianças no Brasil. Parabéns pra Ieda! Este livro saiu em seqüência ao "O que é qualidade em literatura..." de leitura obrigatória!
Abaixo reproduzo também a mensagem de parabéns do ilustrador e herói Montalvo Machado:
"Foi uma ótima surpresa encontrar em destaque na Livraria Cultura o livro
"Com a palavra, o Ilustrador", com imagens maravilhosas e textos articulados
de feras da profissão, incluindo Odilon Morais, Renato Alarcão, Rui de
Oliveira, Thais Linhares, entre outros.
Parabéns a todos os envolvidos neste projeto, e espero que estejamos
presenciando uma era renascentista para ilustradores, escritores, art-buyers
e público consumidor.
O sucesso profissional já é uma realidade para muitos ilustradores
brasileiros, com todos os méritos.
Mas desejo, de coração, o mais sólido sucesso financeiro aos ilustradores,
que mesmo sendo responsáveis diretos pelo sucesso financeiros dos editores,
há muito tempo mordem uma fatia muito pequena do bolo.
Quero acreditar que com publicações como estas as fatias dos ilustradores se
tornem mais polpudas, e que a gente não precise morrer antes de ver este dia
chegar.
Afinal, não é só da satisfação pessoal em ver seu trabalho publicado que
vive um ilustrador.
Abraços,
Montalvo "
"Queridos todos:
Acabo de receber a notícia de que o nosso livro O que é qualidade em ilustração - com a palavra o ilustrador foi agraciado com o selo "Altamente Recomendável" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Cumprimento e agradeço a todos pela brilhante participação.
Um grande abraço
Ieda de Oliveira
http://webblog.iedadeoliveira.com.br "
Foi uma honra e uma alegria ter participado desta obra, fundamental para a ilustração de livros para crianças no Brasil. Parabéns pra Ieda! Este livro saiu em seqüência ao "O que é qualidade em literatura..." de leitura obrigatória!
Abaixo reproduzo também a mensagem de parabéns do ilustrador e herói Montalvo Machado:
"Foi uma ótima surpresa encontrar em destaque na Livraria Cultura o livro
"Com a palavra, o Ilustrador", com imagens maravilhosas e textos articulados
de feras da profissão, incluindo Odilon Morais, Renato Alarcão, Rui de
Oliveira, Thais Linhares, entre outros.
Parabéns a todos os envolvidos neste projeto, e espero que estejamos
presenciando uma era renascentista para ilustradores, escritores, art-buyers
e público consumidor.
O sucesso profissional já é uma realidade para muitos ilustradores
brasileiros, com todos os méritos.
Mas desejo, de coração, o mais sólido sucesso financeiro aos ilustradores,
que mesmo sendo responsáveis diretos pelo sucesso financeiros dos editores,
há muito tempo mordem uma fatia muito pequena do bolo.
Quero acreditar que com publicações como estas as fatias dos ilustradores se
tornem mais polpudas, e que a gente não precise morrer antes de ver este dia
chegar.
Afinal, não é só da satisfação pessoal em ver seu trabalho publicado que
vive um ilustrador.
Abraços,
Montalvo "
terça-feira, abril 21, 2009
O Vestido, por Celso Sisto
sábado, abril 11, 2009
domingo, março 08, 2009
Uma bruxinha para Tatiana
domingo, março 01, 2009
Iluminada

Pouco tempo atrás dantontem, adquiri um teclado e tenho me dedicado ao estudo da música. Minha professora, Madame Beatrice, possui a paciência de um Dalai Lama para felicidade minha. Não se cansa de ouvir minhas piadas infames, minhas tagarelices a respeito do mercado editorial e de animação e tem três filhas completamente fofas!
Agora... o teclado é algo alucinante... a gurizada fica doida quando ligo as teclas de efeitos especiais... ou quando coloco no automático e finjo que estou tocando como Chopin...hehehe...
Mas o objetivo aqui (não seria eu se não tivesse um objetivo...) é ajudar a compor as trilhas para as animações. Claro que vou recorrer ao meu amigo profissional da música superstar para os finalmentes... mas preciso meter o bedelho sim.
Queria algo que remetesse ao TontonMacoute.
A ilustração é de um projeto em andamento.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Tuca, Cutuca, a gaivota.

Já-já escrevo mais sobre este novo trabalho com a escritora carioca Sandra Lopes.
Queria adiantar essa imagem...
Curioso é que enquanto eu finalizava as últimas imagens não conseguia parar de imaginar a história da Tuca em cine-animação.
Imagine os cenários montados em painéis no After, ganhando profundidade e mobilidade. A linha do horizonte segurando o olhar... uma trilha sonora suave, em clima de maré.
Terminei hoje a leitura do contrato da Autores Associados. Permitam-me dizer que foi um dos contratos mais profissionais que vi. Ele detalha o que é pertinente, no se extendendo no que não será necessário. Muito bom.
Sandra Lopes tem outros textos maravilhosos. Em especial o "Cordel da Candelária".
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Direitos Autorais dos Ilustradores

Apesar dos avanços de comunicação, da fundação de três importantes associações de âmbito nacional, de 4 fóruns governamentais e umas 50 listas de discussão e comunidades orkutianas, ainda é possível encontrar quem ignore noções básicas de direito autoral quando aplicado no mercado de livros – e por extensão, demais impressos.
Por isso nunca é demais informar (mais uma vez que):
– Ilustração NÃO É SERVIÇO. Não está submetida ao regime de impostos nem Leis relacionadas a esse setor;
– TODO ilustrador é autor e portanto tem DIREITOS AUTORAIS garantidos por Lei;
– Contratos de cessão universal são abusivos, ou seja, excessivamente onerosos ao ilustrador (e autores em geral) JAMAIS deveriam ser tomados como padrão dentro de uma editora que deseje manter um relacionamento justo com os criadores de seu produto, devem sim ser EXCEÇÃO, aplicados em casos muitos específicos e com uma remuneração (pela mesma cessão) várias vezes maior do que em casos de contratos com usos limitados no tempo e mídias;
– Os originais NÃO ESTÃO inclusos na negociação. O ilustrador cede direitos de reprodução, ele permanece de posse do original. Em casos específicos de venda de originais, o custo é bem mais alto (por se tratar, justamente, do original) e NÃO DÁ DIREITO À REPRODUÇÃO e/ou EXPLORAÇÃO COMERCIAL da imagem/ilustração;
– TODO contrato é negociável. Cláusulas pétreas que sejam onerosas ao contratado não devem ser admitidas.
Impressiona que mesmo entre aqueles que deveriam dominar o assunto direitos autorais, quer dizer: autores e editores, ainda se encontre práticas que ignoram a lei e o bom relacionamento profissional.
Outro dia encontrei mais uma vez a tediosa e infrutífera discussão sobre co-autoria. Vamos esclarecer...
O ilustrador é autor das ilustrações. O escritor é autor do texto. Logo não são co-autores... No máximo poderíamos dizer que são co-autores dentro de uma obra onde se unem diversos talentos... e então precisaríamos também ressaltar o editor (direito conexo) o projetista visual do livro, o tradutor... Melhor dizer que são colaboradores.
Dizer que o ilustrador é menos autor do que escritor revela tanta ignorância que me assusto quando vejo algum colega criador falar tal asneira. Toda obra de arte nasce da fusão de elementos externos e internos. Os textos também vem de algum lugar, alguma inspiração, alguma memória... às vezes nascem mesmo da apreciação de outras obras de artes. Isso não os torna menores, assim como não é menor a dança de uma Botafogo, ou o cantar de Bethânia, ou os figurinos de uma peça. Além disso, diferente de outras artes, a ilustração pode funcionar de forma autônoma, uma vez desvinculada do texto, salvo raríssimas exceções. Assim sendo, da mesma forma que é direito de um escritor pegar seu texto e re-editá-lo com outro editor, alguns anos depois... Também é direito do ilustrador re-utilizar suas imagens com outro editor, produtor, texto, suporte...etc.
sábado, janeiro 31, 2009
Theatro Municipal comemora com livro
A editora Cortês está para lançar o livro "O Pano de Boca" escrito por Sandra Pina premiado pelo "Carioquinha" agora ganha edição super colorida e ilustrada que irá se destacar em meio às comemorações pelo aniversário do Theatro.
Estive lá com a ajuda da RP estudando os bastidores do prédio bem no centro histórico do Rio de Janeiro. Trouxe junto belas imagens em grafite que serviram de referência para as ilustrações e pude relembrar bons momentos de minha infância. Muitas horas passei deixando minha imaginação correr sobre os painéis de Visconti, enquanto esperava por tia Cinira, violinista da orquestra da casa. Lá quis virar bailarina (de fato estudei balé clássico, teatro e ópera) e criei muitas histórias... Bem, abaixo uma amostra do que se verá no livro "O Pano de Boca".

Imagem feita a partir de um desenho feito no local e usando B. como modelo.
Estive lá com a ajuda da RP estudando os bastidores do prédio bem no centro histórico do Rio de Janeiro. Trouxe junto belas imagens em grafite que serviram de referência para as ilustrações e pude relembrar bons momentos de minha infância. Muitas horas passei deixando minha imaginação correr sobre os painéis de Visconti, enquanto esperava por tia Cinira, violinista da orquestra da casa. Lá quis virar bailarina (de fato estudei balé clássico, teatro e ópera) e criei muitas histórias... Bem, abaixo uma amostra do que se verá no livro "O Pano de Boca".

Imagem feita a partir de um desenho feito no local e usando B. como modelo.
Meus quadrinhos na terra de Languedoc
Caros Amigos, (reproduzo aqui as palavras do Eduardo Barbier, editor da Bouche)
Venho com prazer anuciar que a 10° edição da La Bouche du Monde faz parte oficial da seleção oficial da categoria BD Alternativa.
Não ganhamos, mas ja é uma boa divulgação para uma revista que teve suas origens em Belém do Para.
Muito obrigado por participar nesta e nas outras edições. Aqui vai em anexo, a entrevista que dei para a RFI (Radio France International) na categoria Brasil.
Aqui vai o texto que estou enviando para a divulgação si quiserem divulgar também a boca agradece sorrindo :)
Eduardo Pinto Barbier
www.4mundo.com
www.labouchedumonde.blogspot.com
La Bouche du Monde, a revista franco-brasileira na seleção oficial do 36° Festival de Angoulême.
A revista independente que foi criada em Belém do Para em 1991, A Boca no Mundo, é atualmente produzida na sua versão francesa (La Bouche du monde) em Narbonne no sul da França. Para a sua 10° edição o editor Eduardo Pinto Barbier, fez uma edição especial de 100 paginas com 29 autores vindos da França, Portugal, Canadá, Argentina e Brasil, com entrevista do quadrinhista Lourenço Mutareli. Os brasileiros que participaram desta edição foram Biratan Porto, Wilson Vieira, Alberto Pessoa, Magal, Thais de Linhares, Irrthum, Cristiano Cleuber, Marco Morte, Amorim, Jorge Del Bianco, Calazans, Alcione e Gazy Andraus.
Para o concurso de melhor revista alternativa um júri composto de 10 membros vindo do mundo dos quadrinhos selecionou 32 publicações vindas de vários países entre eles França, Suécia, Croácia, Rússia, Bélgica, Holanda e EUA para fazer parte da seleção oficial do concurso BD Alternative e La Bouche du Monde faz parte desta seleção. A grande ganhadora do concurso é a revista francesa DMPP.
Em 1998 este mesmo numero da La Bouche du Monde e Eduardo Pinto Barbier já tinha sido convidado para participar do festival internacional de quadrinhos de Argel, na Argélia, onde Eduardo representou os quadrinhos brasileiros com varias outras revistas do grupo 4° mundo.
Para comprar a La bouche du Monde no Brasil basta acessar o site http://www.bodegadoleo.com/
Também é uma primeira internacional para o grupo de editores independentes 4° mundo (www.4mundo.com), vários autores e revistas do 4° mundo já foram nominados e ganharam prêmios nos festivais Ângelo Agostini, HQComix e o troféu Bigorna (ver site WWW).
Para visitar o site oficial do Festival de Angoulême com todos os selecionados na categoria « BD Alternative » acesse aqui: http://www.bdangouleme.com/40-selection-2009-selection-bd-alternative
Para baixar o pdf com a crônica em francês dos selecionados: http://www.bdangouleme.com/upload/prix/ac2b43287680a0b8415bd83afd79471d.pdf
Venho com prazer anuciar que a 10° edição da La Bouche du Monde faz parte oficial da seleção oficial da categoria BD Alternativa.
Não ganhamos, mas ja é uma boa divulgação para uma revista que teve suas origens em Belém do Para.
Muito obrigado por participar nesta e nas outras edições. Aqui vai em anexo, a entrevista que dei para a RFI (Radio France International) na categoria Brasil.
Aqui vai o texto que estou enviando para a divulgação si quiserem divulgar também a boca agradece sorrindo :)
Eduardo Pinto Barbier
www.4mundo.com
www.labouchedumonde.blogspot.com
La Bouche du Monde, a revista franco-brasileira na seleção oficial do 36° Festival de Angoulême.
A revista independente que foi criada em Belém do Para em 1991, A Boca no Mundo, é atualmente produzida na sua versão francesa (La Bouche du monde) em Narbonne no sul da França. Para a sua 10° edição o editor Eduardo Pinto Barbier, fez uma edição especial de 100 paginas com 29 autores vindos da França, Portugal, Canadá, Argentina e Brasil, com entrevista do quadrinhista Lourenço Mutareli. Os brasileiros que participaram desta edição foram Biratan Porto, Wilson Vieira, Alberto Pessoa, Magal, Thais de Linhares, Irrthum, Cristiano Cleuber, Marco Morte, Amorim, Jorge Del Bianco, Calazans, Alcione e Gazy Andraus.
Para o concurso de melhor revista alternativa um júri composto de 10 membros vindo do mundo dos quadrinhos selecionou 32 publicações vindas de vários países entre eles França, Suécia, Croácia, Rússia, Bélgica, Holanda e EUA para fazer parte da seleção oficial do concurso BD Alternative e La Bouche du Monde faz parte desta seleção. A grande ganhadora do concurso é a revista francesa DMPP.
Em 1998 este mesmo numero da La Bouche du Monde e Eduardo Pinto Barbier já tinha sido convidado para participar do festival internacional de quadrinhos de Argel, na Argélia, onde Eduardo representou os quadrinhos brasileiros com varias outras revistas do grupo 4° mundo.
Para comprar a La bouche du Monde no Brasil basta acessar o site http://www.bodegadoleo.com/
Também é uma primeira internacional para o grupo de editores independentes 4° mundo (www.4mundo.com), vários autores e revistas do 4° mundo já foram nominados e ganharam prêmios nos festivais Ângelo Agostini, HQComix e o troféu Bigorna (ver site WWW).
Para visitar o site oficial do Festival de Angoulême com todos os selecionados na categoria « BD Alternative » acesse aqui: http://www.bdangouleme.com/40-selection-2009-selection-bd-alternative
Para baixar o pdf com a crônica em francês dos selecionados: http://www.bdangouleme.com/upload/prix/ac2b43287680a0b8415bd83afd79471d.pdf
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Ok, agora sim acredito em Papai Noel!!!

(foto de Peter O'Sagae, no blog do Dobras da Leitura: http://resumodocenario.blogspot.com/2008/03/vitrine-express-breno-breno.html)
Saiu o edital da prefeitura de BH...
E o meu livro de estréia na Larousse, o "Breno, Breno!" – ilustrado pelo virtuoso Sandro Dinarte – tá lá, selecionado! São uns 11.000 livros, indo para as mãos de umas 44.000 crianças (contando que um pega, mostra por colega, que passa para o irmão que empresta para o amigo...). É muito, muito legal mesmo. Um presentão de Natal. Obrigada Noel! Obrigada aos Texugos Nervosos*, que são minha força e inspiração SEMPRE!
* Texugos Nervosos... só verdadeiros texugos entendem essa...
sábado, dezembro 13, 2008
GANHEI O EDITAL!! FELIZ NATAL!!
segunda-feira, novembro 24, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
Capa para novo livro
quarta-feira, novembro 19, 2008
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