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domingo, fevereiro 10, 2013

Pattern generator

Se você precisar de padrões simples com urgência, pode lançar mão do super time de sites fornecidos no link abaixo! Uma mão na roda sobretudo durante a fase de estudos de cores e composição.


Eu adoro criar padrões, talvez um dia coloque online os que criei para minhas ilustrações. Na nova coleção do Malba Tahan, por exemplo, todos os padrões  que fiz foram inspirados em arte persa dos sécs. XX e XI.


terça-feira, fevereiro 05, 2013

Visita ao Ciep Presidente Tancredo Neves - RJ

O evento foi em 2011, mas hoje a foto veio parar no meu Face graças a Sandrinha (Ronca) e corri pra fazer o registro via blog.

Na foto estão: Sonia Rosa, autora, amiga, que coordenou o projeto e fez o convite; eu com o livro que ilustrei "O Vestido" do escritor Celso Sisto, editado pela Zit e a Sandra Ronca que também foi apresentar seu livro, "O Dia de Vacina", que escreve e ilustra.
Foi uma dia fantástico com a criançada na linda sala de leitura do colégio, que é toda envidraçada e super iluminada, com almofadões para a petizada se espalhar ler e desenhar!
Ainda fomos recebidas com um super lanche comemorativo com bolo, docinhos, salgadinhos, beberagens refrescantes... dezenas de sorrisos e simpatia infinita!
Provavelmente estou a comer um marshmellow – o doce ao qual eu jamais resisto.


Uma parte emocionante de nosso trabalho como autoras é a visitação escolar, onde temos o contato direto com os leitores. É muito legal ver o entusiasmo e curiosidade das crianças, e como muitas já estão a produzir seus próprios livros, muitas vezes já com parcerias onde uma desenha e a outra faz o texto. Querem saber de tudo, querem mostrar suas criações, querem conhecer a vida de quem hoje trabalha com livros. Muito bacana e revigorante esta troca!

Início de carreira: cobrar menos... ou não?


Trabalhos de início de carreira são complicados.

Por exemplo, uma novíssima editora, que sem recursos próprios, se utiliza do crowdfunding para iniciar seus projetos. Difícil definir o que seria um valor justo, que garanta um bom retorno de investimento ao editor e também compense a dedicação do artista ao projeto.

Posso no entanto passar o quanto eu cobraria por ser uma crodfunding, também iniciante, bem a título de experiência.


Acima: estudo de personagem que fiz para um amigo, que intimidado pelo mercado, preferiu deixar sua obra com uma editora iniciante e totalmente inexperiente. Resultado: jamais conseguiu ser publicado, mesmo após investimento em dinheiro pago ao editor. O livro é maravilhoso, coloco ele entre os melhores já escritos para jovens. Infelizmente, o mundo não o conhecerá se o autor não puder promovê-lo de outra forma.



A tempo: Crowdfunding é uma proposta genial, onde o produtor promove online o seu projeto, e os internautas podem entrar como patrocinadores, com qualquer valor. Assim que as contribuições batem a meta do projeto, ele é realizado. Os internautas que investiram recebem o retorno combinado, que pode ser algo simples, como exemplares da revista, ou animação, até qualquer coisa que o produtor puder imaginar: terem seus nomes e rostos colocados na obra, camisetas e promos...
Usem a criatividade!


Eu cobraria em separado as etapas, para o cliente ter uma boa visão.

Importante: esses valores não são o ideal de mercado, pois como já dito antes, o que determina o valor do licenciamento é o USO da arte.

1- A decupagem do texto, com  a criação de roteiro: R$100 por pg/ ou tirinha;

2- Arte + finalização (na técnica escolhida, eu desenharia na mão, scanearia tudo e colocaria a cor digitalmente, mas é só uma escolha): R$ 300 por página ou tirinha;

3–Projeto gráfico tirinhas mais letreragem: R$ 500 pelo projeto mais R$ 50 por tira montada e letrerada ou diagramação: R$ 50 por página letrerada;

4- Projeto gráfico do ebook: aqui entra a montagem da revista, com a colocação dos texto na fonte, mantagem da capa com títulos, formato da revista (se será só digital ou se terá também que sair impressa), número de páginas, forma de apresentação, se for impressa: qual o papel, tiragem...
R$ 2.000 (total);

5- Criação do personagem institucional:
R$ 3.000  (cessão apenas para a Editora, sem limite de tempo ou aplicações institucionais, pois se pressupõe registro como mascote institucional). Inclui manual com banco de poses, personagem em 360º, determinação das cores padrão, proporções, versões em palhetas limitadas: PB, uma cor. Obs: Está barato, mas levei em conta que é uma pequena editora, e editoras costumam a ter um retorno muito pequeno e demorado de investimento.


Não penso que o fato de ser iniciante possa ser levado em conta no valor, mas, claro, que se houver outros interesses além do financeiro, pode-se pensar em algo com custo menor mas, sempre deixando claro que o valor está abaixo do que seria o ideal. Poderia se pedir algo em troca, como uma maior exposição de seu nome, portfolio acoplado ao link do projeto. Se for um projeto bacana, que lhe seduz à fazer parte, com pessoas que tem afinidade com teu trabalho e podem se tornar bons parceiros para outras ações, cai dentro!

Já me empolguei com projetos assim e tive os dois tipos de experiência:

1- Era uma turma legal, batalhadora, nos tornamos amigos e nos reencontramos anos depois, todos com boas posições no mercado. Foi a turma do fanzine Panacea, hoje são produtores em editoras grandes. Muito talentosos. Tenho saudades daqueles tempos e faria tudo de novo.

2- Uma produtora de vídeo (Baby Vídeo), não me pagava nada e eu produzia todo o visual (concepts de personagens e cenários), até que ele começou a surtar e a cobrar que eu virasse noite. Só que aí eu descobri que mesmo sendo só eu que trabalhava de fato na equipe, eu era a única que não estava recebendo grana!!! Os demais recebiam e só ficavam fazendo pesquisa (simples!) atrasavam (quando apareciam). Sumi!

3-A Maco editora. Mesma coisa, eu fui bem empolgada, bem iniciante, tipo parceira (daquelas abestadas onde você não leva nada e trabalha como jumenta), com a única condição que eu determinaria o prazo, pois estava em época de provas finais. Não passaram 3 dias a louca me liga aos berros, cobrando todas as artes "pra ontem". Sumi 2.

4-Cometi o erro básico de atender favor para parente: um ano perdido em reuniões que varavam a noite, mais de uma centena de artes e projeto de coleção de didáticos que já tinha até editora à vista... até que um dos professores surtou e resolver cair fora furando todo o projeto. Dancei que nem o-lango-tango...never more!

5- Igual ao anterior, mas era o projeto do PRIMEIRO RPG brasileiro, que já estava vendido pra Rocco e todos seriam pagos inclusive com participação nas vendas. Estava PERFEITO, alto nível, melhor do que qualquer material já visto, inclusive na Europa e EUA. Aí o autor entrou em crise de "medo do sucesso" e toda a equipe dançou...Ódio! Só não quebramos as pernas da besta porque ele é campeão de Krav-Magá.

Esse dragão acima foi uma das dezenas de ilustrações já prontas para o RPG. Éramos 4 ilustradores de alta qualidade, mais uma designer de renome e uma grande editora que já até havia investindo no copydesk, perdendo tempo com a atitude pouco profissional do autor.

Como percebe... foram quatro roubadas (cada autor que você perguntar poderá citar outras dez no mesmo estilo) contra apenas UMA certa.

Por isso... cuidado! Faça todas as perguntas para esclarecer suas perdas e ganhos. Como se fosse uma proposta de casamento. Só que mais sério!!!

Saiba que em 100% dos casos, se alguém lhe pede para fazer algo de graça ou por valor aviltantemente baixo, este mesmo alguém não considera o projeto com a mesma prioridade que você e o seu tempo – que é dinheiro – será TODO PERDIDO. O projeto não irá decolar. Eu pelo menos, NUNCA vi um caso de sucesso começar assim. Já participei inclusive de projetos de ONGs super bonitos, mas que simplesmente não passaram de "lágrimas no temporal" – como diria nosso amigo replicante na cena mais bela de Blade Runner – por faltar o básico no proponente: talento para negócios.

No mercadão da vida real o valor da página de roteiro está entre: R$500 – R$600. Este é o valor pago por produtora. O roteiro é entregue em lauda, só texto, cada página correspondendo a um minuto de filmagem. No caso de HQ imagino que o equivalente seria "texto que entra em uma página decupada" por página de roteiro. Para uma agência de publicidade isso é até pouco! O storyboard é outra história, literalmente, e custa mais!

Mas na época em que comecei a fazer roteiros para Globo Revistas eles não queriam pagar mais que R$ 50, e num worshop onde procuramos pedir aumento (sugeri R$ 100 roteiro, R$ 100 arte lápis, R$ 100 finalização), eles não só negaram como ainda queriam que incluíssemos a decupagem rafeada à lápis nos mesmos cinquentamínimos.

Pulamos fora!!! Nesta mesma reunião eles pediam desesperadamente que chamássemos os colegas pra fazer roteiros. Mas não queriam pagar o preço de um bom escritor. Quem estava nessa reunião hoje faz trabalho responsa no mercado, ganhando bem mais, é claro. Se pensarmos que a tiragem mínima de uma daquelas revistinhas em quadrinhos era de 100.000, com direito a espaço de mídia etc. Fica claro o absurdo de se pagar tão pouco. O custo de um bom roteirista, desenhista ou arte finalista, colorizador, por exemplar não chegaria a um centavo de centavo. Na verdade seria menos de R$ 0,0005 por exemplar. Por outro lado, é arte impressa naquele papel baratinho que faz o lucro da editora. Uma HQ de sucesso, que chega na margem do milhão, é super lucrativa! Forma público, fideliza os fãs, gera outros produtos: camisetas, mochilas, desenhos animados... Ganha fã clubes eternos.

Ainda neste tópico, me lembrei do que uma das roteiristas falou no Coffebreak: – Sabe, Thais, eu tenho aqui três roteiros sensacionais, que pensava em entregar hoje pra eles. Mas não vale a pena gastar ideias tão boas por tão pouco! Vou guardar para outra ocasião, talvez desenvolver em livro.
Ela me contou as histórias. Realmente excelentes! Fiz ela me prometer que colocaria no papel – para quem pagasse bem, é claro. Esse tipo de coisa acontece com frequência. O roteirista não libera suas melhores ideias para maus clientes. Todos fazem isso. Mente quem nega. Olha aí a falta de visão da empresa!

Da obra: "Operação Resgate em Bagdá", 
escrito por Luciana Savaget,
editado pela Nova Fronteira.


Nas editoras de livros infantojuvenis estabelecidas no mercado, é raro cobrar menos de R$ 300 por página finalizada, mesmo ilustrador iniciante. Há quem peça bem mais. Uma capa paga com justeza custará uns R$ 900 a R$ 1.500. Mal, super mal paga, uns R$ 500 (mas isso é na Record que é péssima contratante e decidiu por sua conta que ilustração é serviço e não trabalho autoral, como determina a lei). Os contratos são elaborados para serem justos, com prazos limitados a uma média de 5 anos, uso restrito ao título da obra, impresso e com participação nos lucros pelo menos nas vendas institucionais.
Essa participação nas vendas, não só é o correto, mas o principal incentivo para a máxima dedicação do ilustrador – ou escritor – nas artes. Pois formou-se uma parceria que promoverá o livro para sempre!


Do livro "Deus",  escrito por Bia Bedran, editado pela Nova Fronteira.


Voltando ao nosso caso, da pequena editora que inicia seus passos de mãos dadas com um novo artista.

Uma dica de ouro para esse tipo de cliente "de risco" com projetos crowdfundings, é sempre:

– Pedir um adiantamento, qualquer, 20%...50%... porque isso garante que o cliente não vai pular fora depois de você ter dedicado seu tempo ao projeto. Infelizmente o que acontece na maioria da vezes é exatamente isso: o cliente inexperiente simplesmente pula fora e desiste do projeto ao se deparar com o "mundo cão" que é o mercado, deixando os colaboradores a ver cyber-navios;

– Se não houver contrato, o prejudicado é o cliente, mas é gentil esclarecer para ele que nesse caso o uso já fica definido por lei: as artes só podem ser usadas no limite do que foi pedido, neste caso o projeto, o personagem institucional, a tira – tudo na mídia online inicialmente estabelecida, e NADA mais. Um contrato é sempre útil, mesmo entre amigos, Aliás, é uma boa forma de não perder o amigo se o "frango azedar" no meio do projeto.

O fato de cobrar pouco agora por ser iniciante não significa JAMAIS que um belo dia, quando marcar 5 ou 10 anos de mercado, irão automaticamente lhe pagar melhor! Nunca! Só irão lhe pagar bem quando você cobrar bem, oferecendo um material à altura. Independente do tempo de mercado!

Sei de veteranos que após 30 anos de batalha ainda cobravam os mesmos pingados (a senhora diarista de meus pais ganha melhor do que eles e em menos horas de serviço), viravam noite pra produzir centenas de páginas e ainda assim não conseguindo fechar as contas no fim do mês. Moram, pode você adivinhar, na casa dos pais idosos, como se ainda fossem adolescentes, sem carro nem Internet banda-larga. Resultado: não conseguem produzir com a qualidade máxima e acabavam sendo vistos como "quebra-galhos" para empresários com pouca seriedade em seus negócios. Viravam carpete para os pior tipo de cliente: o que não valoriza nem seu próprio produto!!! Foram meus exemplos do que NÃO FAZER profissionalmente.

Arte para coleção de cards de RPG que seria editado por amigo "garganta". No final revelou-se que "não havia dinheiro, nem editor, nem gráfica". Uma das primeiras furadas em que caí que nem pata. A figuraça que desenhei era a minha própria personagem de RPG, a elfa muito má Olcean Daioris.
Usei nankim para os traços e ecoline com lápis de cor para as cores.


Então? Espero ter ajudado. Compartilhei com você minha experiência pessoal e outros com vivências diferentes poderão também ajudar. Vale a pena pesquisar bastante, ver todos os caminhos. Nossa área tem muitas possibilidades de crescimento e propostas originais.

Sucesso para você que está começando hoje o seu sucesso de amanhã!

quinta-feira, outubro 21, 2010

Profissão Ilustrador: começando bem.


(arte de Thais Linhares para livro novo da Bia Bedran - 2010)

Faz um tempinho recebi um simpático email pedindo um tantico de orientação, dicas profissionais. Ei-lo, a logo abaixo a sequência de respostas e resultado...

***

Bom dia Thais,
 
Acompanho seu blog e, entre outras coisas, curto muito suas ilustrações em aquarela, seu blog está na minha lista de favoritos. E também fico muito atenta às suas orientações e dicas sobre a carreira, contratos, etc. (...)
 
Então, como leio muito o que você posta e curto seus trabalhos posso me considerar sua fã, e, como toda fã "me permito" ser "intima" e, trocar e-mails contigo sobre carreira, pode ser? rsrsrsrs; Lá vou eu:
 
"Thais, o que eu estou fazendo de errado nos meus contatos infrutíferos com editoras de livros infantis?"
 
Acho que ilustro bem, fiz vários cursos na área de artes (cinema de animação, pintura em aquarela, pintura acrílica, Panamericana de artes, desenho de anatomia, etc, etc....), sou empreendedora mas, faz dois anos que mando portfólios impressos, mando resumos por e-mail e ninguém me contrata!
 
(...) atuei 20 anos na área - e desde 1998 ilustrei como freela materiais (cartilhas paradidáticas, cartazes, ....) (...), sempre na área de publicidade, mas o que quero mesmo, meu sonho é ilustrar livros infantis!!
 
Me ajuda? Saiba que vou seguir à risca suas orientações.
 
Obrigada, um abraço,
 Fã.



***


Aí respondi assim:


***


(...)





Adianto que o que me ajudou mais que tudo foi o contato "ao vivo" com as pessoas do mercado. Fez TODA a diferença! 

No começo eu conseguia isso marcando entrevista nas editoras (na epoca não tinha internet pra mostrar blog). Hoje isso rola bem melhor em eventos literarios.

Tem todo ano o Salão do Livro - considero o melhor lugar pra um ilustrador mostrar seu portfolio, deixar cartão e ganhar a confiança do editor. Ali também é o lugar pra fazer amizade com colegas e escritores, que podem ser futuros parceiros em projetos.

(...)

Mas acho que se fosse começar a ilustrar agora teria de seguir novos passos.

Percebi que é essencial:

Contato com as pessoas do meio - pra que elas lembrem de você enquanto artista, e confiem em você (afinal, você deixa de ser apenas um nome num papel ou site!)

Ter amostra de material, onde conseguir colocar, eu pipoco muito pela Internet, isso tb cria contatos!

Participar dos grupos de discussão de autores (tem a AEILIJ a ABIPRO, a ABCA...) pois neles você fica sabendo de oportunidades, dicas de carreira, parcerias...

Well... tente isso! Manda um retorno em agosto (que é quando volto), vamos nos falando! Bjs!

***

Algum tempo depois, uma mensagem muito legal chega:

***

Oi amiga-virtual e de alma, já que grafitamos por aí....
 
Escrevo porque tenho uma novidade deliciosa para te contar: fiz o que vc me ensinou e........deu certo!!
 
Conversei pessoalmente com três editores que estavam na Bienal do Livro em Sampa, dois que já me aguardavam por lá e um por sorte. O papo foi maravilhoso, muito gentis e receptivos. Com um deles fechei contrato nesta segunda-feira!!
 
Um contrato Thais!! Com direitos autorais resguardados (como vc orienta no seu blog). (...)
 
Os demais contatos deram frutos também, tenho mais um contrato sendo elaborado (mas este sem pagamento pelas ilustras, só DA 4% desde a primeira edição) (são pequenininhos......).
 
O terceiro contato é promessa para 2011, mas, agora estou mais confiante e tudo graças à você. Nem sei como agradecer, na verdade sei sim......quando vc virá à São Paulo? Temos que sair para comemorar e comer em Sampa....Quando vem?
 
Um grande, grande abraço feliz desta ilustradora iniciante e sua fã.

***

E fechando o caso de sucesso:

***

HEEEEE!!! Como é bom ouvir isso! Sinto que são novos tempos "de gente fina elegante e sincera". Meu otimismo não foi "em vão", rs!



Mas ante de me agradecer devemos erguer as mãos pros arautos dos contratos: Graça Lima, Montalvo Machado, Flavio Mota, Monica Fuchshuber, Silvana Marques... Quem são? Eles me ajudaram no passado e por isso pude passar adiante o que aprendi! E... também acender uma vela virtual a nova deusa de nosso tempo, uma Athenas re-encarnada: a Internet! Como teria sido nosso contato??? Em um evento, talvez, mas com toda a dificuldade de divulgação do passado, quando era caríssimo transmitir informação, fazer propaganda de um encontro... Seu retorno é super útil pra mim, obrigada, porque cada ilustrador que consegue se posicionar no mercado de uma forma legal, beneficia todo mundo! Portanto somos muitos a lhe agradecer também!

Beijos!! SUCESSO e ARTE pra ti!
Thais

***

Sei que alguns colegas exultarão e outros tecerão boas críticas. De qualquer forma, o panorama é de ganhos pros autores das imagens dos livros e autores em geral.

O ilustrador está entendendo melhor seu papel na cultura.

É através da imagem no livro, por exemplo, que um título ganha a oportunidade de ser editado no exterior.

Nos eventos, são as performances do ilustrador que mais encantam e acrescentam glamour à audiência! Os leitores ficam doidos quando vêem as idéias ganhando cor, altura, tecitura... em grandes painéis diante de seus olhos! Quando todos os editores se tocarem deste poder, mais ilustradores serão chamados às feiras.

A IMAGEM é uma mensagem que entra de forma imediata, para então ter início a sua decodificação dentro do pensamento do leitor (da imagem). Ao passo que o TEXTO é uma mensagem que primeiro precisa ser decodificada, para só depois entrar no pensamento. Isso não privilegia nem um nem o outro. Mas são formas diferentes de encantar, que aliadas, maximizam o prazer da fruição do leitor (de imagem e texto).


Arte e verdade, para todos, e uma boa quinta-feira de sol.


terça-feira, agosto 10, 2010

Ilustração caprichada e as vendas de títulos

Em se tratando de livros para crianças, a ilustração caprichada é o pontapé da venda. É ela que atrai  leitor, instiga a curiosidade pelo texto, e rompe a barreira dos idiomas - para garantir a tradução para que crianças de todos os países possam conhecer uma boa história. Escritor, o ilustrador é seu melhor amigo!

"Nasce uma nova editora infantil


PublishNews - 10/08/2010 - Por Ricardo Costa

Na noite do último sábado (7), na flipiana Paraty, rolou o jantar onde foi oficialmente lançada a editora Kalandraka Brasil. A nova casa é uma sociedade entre a Callis, editora infantil brasileira, e a Kalandraka, também uma editora especializada em livros infantis, da terra de Cervantes. As duas empresas já têm negócios em conjunto no México, onde são sócias da Libros para Soñar, e produzem obras que entram até nas compras governamentais daquele país. A Kalandraka tem sede na Galícia, território espanhol a norte de Portugal. “O galego é um português arcaico, o que nos aponta mais uma afinidade e motivo para trabalharmos juntos”, disse Xosé Ballesteros, diretor da editora, na apresentação da nova empresa. “A Kalandraka é uma editora pequena, mas de grande prestígio na Espanha por publicar títulos de alta qualidade”, afirma Miriam Gabbai, diretora da Callis. E é essa qualidade de produção que a nova editora pretende trazer para o Brasil. Para começar, lança os cinco primeiros títulos na Bienal do Livro de São Paulo, que começa nesta quinta-feira (12). Destes, Perto e Um grande sonho foram vencedores do Prêmio Internacional Compostela para álbuns ilustrados, em 2008 e 2009, respectivamente. Os outros são: Grão de milho, de Olalla González com ilustrações de Marc Targer; A zebra Camila, de Marisa Núñez com ilustrações de Oscar Villán; e O leão Kandinga, de Boniface Ofogo e ilustrado por Elisa Arguilé."

Veja tudo em
http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=59320

quinta-feira, julho 01, 2010

PIRATARIA DE INFANTO JUVENIS, no bloguinho da Lizazinha Bucaneira

A poucas semanas, houve certa comoção na lista dos autores com a denúncia de um site chamado de "Só Livrinhos", na realidade um blog de uma pessoa que supostamente queria ajudar a difusão da cultura. Alertado de que estava na verdade praticando pirataria pura e simples, o bloguinho sumiu.
Mas não é que parece que ele voltou? E com força total. Este bloguinho de uma certa pessoinha que se chama apenas de Liza (que não é nada ingênua, pois sabendo que é ROUBO o que faz evita assinar o nome completo), disponibiliza mais de uma centena de livros de autores brasileiros.

Esses livros custam caro para produzir, é o nosso trabalho e ganha pão. Mas ela acha ótimo poder ganhar dinheiro às custas da ralação alheia, visto que pelo menos 50% dos pixels do site são usados pra anunciantes...

Hum... fica aqui minha sugestão: existe no Brasil um mecanismo, ótimo, que se chama responsabilidade solidária. Então, a prática do crime de pirataria recai sobre a dona do blog, e todos os anunciantes. E a turma que coloca postagens parabenizando a bandalha, são os apologistas do crime.

Tá mais que na hora de uma campanha nacional contra essa abuso, essa falsa noção de que é roubando do autor e editor que se vai difundir a cultura.

Um dos livros, da Sylvia Orthof, já marcava mais de 1.929 exemplares.
Sabe o que é isso?

Uma tiragem normal de livro pra crianças é de 2.000 a 3.000 exemplares. Isso custa ao editor por volta de R$ 10.000,00 – e representa o emprego e sustento de um escritor, um ilustrador, um designer, um revisor, um diagramador, um preparador de arquivos, um editor, um assistente editorial, um divulgador, um distribuidor, alguns gráficos, um livreiro...

Ou seja, essa pessoinha do bloguinho está prejudicando o trabalho honesto de uma turma grande, pois cada livro que colocou pra download "mata" uma tiragem inteira do título!

Pior ainda é ver PROFESSORES e EDUCADORES achando tudo isso lindo! Porque se recusam a pagar de R$ 20,00 a R$ 30,00 num livro – que se fosse produzido em tiragens maiores poderia ter seu preço muito reduzido! Taí, aposto que as "tias" em questão, usam sapatos de R$ 30,00, R$ 40,00, e gastam uns R$ 20,00 num cabelereiro... mas, oras... sapato, cabelo... são "essenciais", não é mesmo? E cultura? O que vale? Não vale "nada", pois se acham legítimo piratear o trabalho dos outros.

Grande "lição" elas devem estar dando aos alunos! Olha que péssimo exemplo fornecido diretamente em SALA DE AULA!!! Pois se as mestras de laboratório de informática, aula de portuguêsm etc, usam livros pirateados pra mostrar aos alunos nosso trabalho... estamos lascados! Melhor os autores desistirem de escrever, os ilustradores desistirem de ilustrar e ir todo mundo montar bloguinho pra ganhar dinheiro com os anunciantesinhos.


Duas sugestões pra reformulação da Lei dos Direitos Autorais:


Que todo anunciante de site que promove pirataria seja considerado cúmplice do crime;
Uma campanha de conscientização dos professores de que pirataria é crime, e dano contra o autor, é massacre da cultura.

sexta-feira, junho 25, 2010

Senhor Cunha contra os Autores Malvados!



Lendo algumas das propostas no site do http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/ que está aberto a "discussão da reformulação da Lei Brasileira de Direitos Autorais", vi boas colocações, bem lúcidas, o que deu um destaque maior ainda a um trecho que poderia bem concorrer ao título de "tolice do século", colocado por um senhor cuja atividade eu ignoro.

Diz o homem, que tudo que o autor criar é fruto da cultura que ele absorve, portanto, ele está em dívida com a humanidade, e deveria explorar sua criação apenas por um tempo limitadíssimo. E que os parlamentares deveriam proteger a humanidade destes autores malvados... E ainda citou o caso das mega-empresas que compram patentes de remédios para mantê-los fora de uso.

Ai, se ignorância matasse... Mas espere! Ela mata sim!
Estamos prestes a ver o assassinato da produção cultural do Brasil!

Ok, vamos usar a imaginação e colocar o homem aqui, nesta sala acarpetada e pacientemente esclarecer porque sua tolice é de fato tão tola...

Primeiro:
TUDO que é feito, produzido, consumido, repassado, pensado... é fruto do trabalho anterior de outro, é fruto da cultura onde está inserida.

Assim, um médico só consegue operar porque usa o conhecimento de outro médico antes dele.
Só se planta tomates (olha eles aí de novo!) porque milênios atrás alguém descobriu como arar a terra, porque teu vovô comprou essa terra pra você, e porque alguém inventou a moeda e o sistema econômico...
Enfim, TODOS estamos em débito com TODOS, e foram TODOS que combinaram uma cultura capitalista onde se o autor não receber ele não come!!!

Sacou? Ou preciso "desenhar"?

E... "por tempo limitadíssimo" quer dizer o quê?
Um ano?
Um minuto?
Somente o fato, deste direito ter tempo limitado, já é um ônus que passamos. Outros bens, de natureza diversa, não são tirados das famílias.
Você não devolve o terreno onde criou gado por 75 anos, para que o povo possa usufruir do mesmo.
Olha, até que seria justo...
Que tal devolver a casa onde teu avô nasceu, e passá-la a uma família sem teto?

O volume de obras em domínio público é tão grande que nem em tua vida inteira poderia usufruir de 10% dele.
E o acervo cresce imensamente todos os anos, GRAÇAS aos criadores, tão malvados...

Tenho certeza de que você trabalha pensando no futuro de sua família. Deve estar a acumular algum patrimônio, fruto de seu trabalho honesto e suado. Assim, seus filhos terão a chance que você não teve...

Pois é... eu TAMBÉM.

Só que, diferente de você, meu patrimônio é constituído de DIREITOS AUTORAIS.

Estou cuidadosamente negociando contratos (e não é fácil peitar o mercado e os megamegamega editores nestas questões, mas eu sou corajosa, ainda não vi você aqui pra ajudar...) de formas que eu tenha material para minha aposentadoria (é nós autores não temos esses seus privilégios..), e alguma garantia para os meus filhos, que irão cuidar do que criei depois que eu partir para o pó.

Não sei, nem sou obrigada, a acumular bens de outra forma.

Não teria como me dedicar à arte e ao mesmo tempo a outro meio de subsistência, e ainda conseguir a qualidade e dedicação que ofereço.

Pode parar de querer meter a mão no meu bolso?

Quanto às mega-malvadas que seguram patentes de remédios... isso é propriedade industrial (seu ignorante) e não autoral!!!

Na LEI BRASILEIRA DE DIREITOS AUTORAIS você não pode fazer isso! O autor pode, e deve reclamar, se a editora bloquear sua publicação, e é DEVER do produtor/editor/blablador/etc LEVAR AO PÚBLICO A ARTE!!!

Se você, senhor Cunha, tivesse ao menos LIDO a Lei antes de falar besteira...

Um adendo nada a ver:

Choramingam sobre acesso isso, acesso aquilo... mas o que a turma baixa mesmo é Lady Gaga e Crepúsculo.

Enquanto isso estão a elaborar mudança que vai destruir justamente os pequenos empresários (editores, livreiros, gravadoras independentes) e os autores que não têm papai rico pra se lançar.

O senhor Cunha você detesta os autores, somos tão malvados e egoístas!
Mas a verdade, desconfio, é que não tem é talento... e a inveja lhe consome.

sexta-feira, junho 18, 2010

Os três medos do ser.

Georgina põe
Freud cita 3 principais medos (do ser):
Medo da velhice
Medo das intempéries
Medo de se relacionar com o outro.

Na Arte o "inútil" é correr
o "útil" é que você fique e enfrente o medo.

A Arte vai conciliar o princípio do prazer
com o princípio da realidade.


Palavras da Georgina no D!scussões AEILIJ – Salão FNLIJ do Livro, 2010.
Desenho da Fada iniciado no MAC – Niterói, durante a Contação de História de Flavio Souza e finalizada durante a mesa de autores: Marcelo Pimentel, Antonella Catinari e Georgina Martins. Mediador Luis Antonio Aguiar.

"Essa história chama-se Belinda e o Monstro
e ela veio da Itália"

Flavio Souza



"Guarda-chuva é aquilo que você tem 
para não esquecer o que é importante'

Thais Linhares, no Café do MAC.

quarta-feira, março 31, 2010

A culpa é do sobrinho!

Eldes de Paula – o Diretor de Comunicação da ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais), levantou esta semana a questão: Quais as maiores dificuldades enfrentadas por um ilustrador atualmente?

A conclusão bem humorada que chegou-se (ainda num primeiro retorno dos associados) é que nossa maior problema é um tal de "sobrinho".
É tudo culpa do infeliz do sobrinho!
O sobrinho do dono da empresa que faz concorrência desleal com profissionais preparados. O sobrinho que brincando no Coréu, faz logos toscos plagiados de outros logos mais toscos ainda. O sobrinho, que sem noção de custos de mercado, plano de carrreira, direitos autorais ou propriedade industrial, cobra dos chopps pra cobrir as "necessidades" gráficas e visuais do "pequeníssimo" empresário. Mau empresário é pouca bobagem... o problema é o tal do sobrinho.

Envoltos por esta singela imagem, de um sobrinho sendo linchado por irados ilustradores e designers de responsa, veio uma mensagem muito bem colocada enviada pelo designer Leonardo Correa, que me permitiu reproduzir aqui:

Repassando a msg do Leonardo Correa da lista da ABIPRO:

Olás!

Sou ilustrador profissional, trabalho em uma empresa do ramo de EaD, mas sou
formado em design gráfico.

Trago para essa discussão alguns pontos que costumamos discutir nos meios do
design gráfico. Nos eventos e encontros de design que participo, vejo muitos
estudantes e profissionais com uma reclamação semelhante à que foi colocada
aqui: *'o sobrinho do dono da empresa, que sabe mexer muito bem no corel, e
faz o meu trabalho cobrando 50 pila'.* Todos reclamam da falta de
valorização, etc etc.

Eu, sinceramente, não considero o 'sobrinho fuçador de Corel' como meu
concorrente. SE o trabalho dele for tão bom quanto o meu, e ele cobra 50
pila, uma hora ele vai morrer de fome. Agora, SE o trabalho dele é ruim, e
MESMO ASSIM ele concorre comigo, eu preciso reavaliar o *meu trabalho*.

- Estou realmente fazendo um trabalho bom?
- Se o meu trabalho é realmente melhor do que o de 50 pila, e o empresário
não enxerga a qualidade, será que eu não posso mandar o empresário pastar e
procurar outros clientes?
- Se o trabalho de 50 pila do guri é tão bom quanto o meu (aos olhos do
empresário/mercado), quanto vale o meu profissionalismo? Como eu faço pra
demonstrar esse valor?

Tem um livro do autor Chico Homem de Melo, chamado Signofobia, que contém um
artigo entitulado *"O que é bom para Nike é bom para a sapataria?"*. Neste
artigo, o autor questiona a necessidade da "super identidade visual de 50
mil reais" para uma pequena sapataria caseira. A sapataria nunca vai ter
condições de bancar 50 mil por um projeto de marca completo, mas mesmo
assim, será que ela teria necessidade? Mesmo assim, ela teria alguma
necessidade de marca, que seria produzida de acordo com a seu impacto no
mercado (provavelmente só uma placa na porta). Só por isso, ela não pode ser
feita por um designer, sendo atendida com profissionalismo e seriedade?

Quando estamos falando de material visual, todos tem palpite a respeito,
porque confundem *gosto *com *opinião*. Todos se sentem no direito de opinar
e valorizar ou desvalorizar de acordo com suas impressões. Infelizmente, nem
todos têm noção do processo de produção de uma ilustração, porque
normalmente não tem contato com este processo. As pessoas em geral só tem
contato com o *produto final* do processo de ilustrar, que é a peça de
ilustração. Pois muitas vezes, o que custa caro no processo de ilustrar não
é a confecção do produto final, mas as etapas de planejamento, concepção,
etc, que ficam embaixo do pano, e portanto, são ignoradas pelo cliente.

Resta a nós, profissionais da ilustração, aprender a lidar com essa relação,
valorizando nossa qualidade como profissionais, além da nossa qualidade como
ilustradores. Bom atendimento, honestidade, lealdade, preço justo, são
caminhos que devemos trilhar para alcançar essa qualidade.

Fora isso, se o cliente é ignorante e não é capaz de enxergar um palmo além
do nariz, então acho que precisamos, como qualquer profissional do mercado,
definir um campo de atuação e selecionar nossos clientes.

Abraços!

--

Leonardo Correa
leocorrea.leonardo@gmail.com
Florianópolis/SC


Essa foi a boa mensagem do Leonardo Correa. Coincidência feliz, o Zé Roberto "Grauna" bloggou sobre o mesmo assunto:

"Prezados colegas.
Escrevi, sem maiores pretensões, um pequeno texto sobre o fato de uma editora carioca pagar valores ridículos por uma caricatura, assunto que foi debatido num encontro ocorrido entre cartunistas há uns dois meses. O texto intitulado “Uma gorjeta por uma caricatura”, está no meu blog

http://zerobertograuna.blogspot.com/

Gostaria que todos dessem uma olhada e deixassem lá suas opiniões sobre o assunto.
Grande abraço a todos!
Zé Roberto Graúna"

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Como fazer e apresentar um Portfolio

Segundo meu colega ilustrador Adriano Renzi, 12 é um bom número de artes para se apresentar em um portfolio. Um bela pasta imitação de couro - uso a pasta de couro da Malas Avião, que fica no início da Rua da Carioca no centro do Rio de Janeiro - ou algo similar, onde dispomos dentro de forma limpa e organizada nossos originais, ou reproduções de alta qualidade.

Entretanto, já faz um bocado de tempo que dispensei o portfolio-pasta... Primeiro troquei aquele trombolho de portfolio formato A3 por um menor tipo A4 que cabia dentro do mochilão - assim ficava fácil levá-lo para eventos, bienal e editores visitados em outros estado. Isto porque até bem pouco tempo atrás os editores tinham receio de trabalhar com alguém cujos olhos nunca tivessem fitado. Mas isto mudou.

Agora os portfolios são exibidos em sites na Internet. Pode ser um blog, um site pessoal, um endereço no Deviant-Art, Flirk... Até o " feioso" Orkut tá valendo. O ideal é ter um site próprio ou pelos menos um blog bem trabalhado.

Escolha as melhores artes, sendo apenas aquelas relacionadas ao tipo de trabalho que pretende desenvolver e coloque-as em ordem: inicie pela segunda melhor arte, siga então da mais fraca para a mais forte. Creio que o Adriano faz um pouco diferente, mas a idéia é ter artes fortes na abertura e fechamento. É como quando contamos uma história. Ela deve começar forte pra prender atenção do publico e fechar bem pra manter a boa impressão geral.
Na Internet, dá pra colocar mais que 12 imagens... mas não exagere, ou seu editor se confundirá entre tantas imagens, e elas perderão seu impacto.

Depois ligue para as editoras e peça permissão pra enviar um email com um link para onde está seu portfolio. Ter o portfolio online já faz com que seja encontrado pelos editores.

Nos eventos distribua um cartão com uma belíssima ilustração sua e o link para seu site junto aos seus contatos profissionais.

Sucesso em 2010!!!

sexta-feira, novembro 27, 2009

A bússola de Margareth Mee


Foto de minha autoria.

Marina Colasanti e as fadas na Biblioteca Nacional


Fomos, eu a Flávia Côrtes, a Aline Girão, a Sandra Ronca, a Sandra Pina... Olha o Luis Raul Machado ali no palco com a Anna Cláudia, a Marina e o autor e psicanalista Ary Band!

Essa e outras palestras podem ser vistas no Instituto Embratel: www.institutoembratel.org.br

Use a ficha:

Título: CONTOS DE FADAS, A TRADIÇÃO E A PSICOLOGIA INFANTIL COM MARINA COLASANTI,ESCRITORA E POETA,LUIZ RAUL MACHADO,ESCRITOR E ARY BAND, PSICANALISTA, PROFESSOR
Subtítulo: AO VIVOData: 19 / 11 / 2009 16:00
Série: LEITURA EM DEBATE:A LITERTURA INFANTIL E JUVENIL 2009Tipo de Mídia:  Vídeo
Participantes: MARINA COLASANTI,ESCRITORA E POETA,LUIZ RAUL MACHADO,ESCRITOR E ARY BAND, PSICANALISTA, PROFESSORInstituição:  FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

quarta-feira, novembro 25, 2009

Como abordar um ilustrador


Então? Que conclusões tiramos do post anterior (COMO NÃO ABORDAR UM ILUSTRADOR)? Quais seriam a boas dicas de como propor aos ilustradores parcerias criativas?

Antes de tudo, é importante dizer, que tão logo você se torne um ilustrador, ou escritor, conhecido, será comum receber este tipo de proposta de tempos em tempos. Algumas mais gentis, outras mais leigas. Eu mesma já chateei um bocado de gente no passado com um "Ei, posso ilustrar um livro seu?" doidinha que eu tava pra estreiar no mercado de LIJ.

O caso é que o conteúdo da maioria das propostas revela uma ignorância (compreensível, perdoável) do que é o trabalho do ilustrador (ou em outros casos, escritor, editor).

Não raro, o ilustrador tem uma rotina de trabalho intensa. O editor... mais ainda!!
Quem é do meio sabe da importância de ser capaz de se adaptar a prazos limitados, exigências extremas, horas e horas de pura negociação sobre licenças, projetos visuais. Além do envolvimento natural de diversos tipos de profissionais.

Um livro não tem uma só mãe, ou pai. Tem vários. Na família do livro tem editor, designer, escritor, ilustrador, tradutor... por aí vai. 

Esse ilustrador, que tem uma rotina de trabalho intensa, costuma ter de abrir mão de horas de lazer junto à família, e até projetos pessoais, para cumprir metas e prazos do mercado. Saber trabalhar sob pressão, sem perder a qualidade, saber orçar seu material - de forma que sua remuneração seja condizente com a expectativa de mercado, são talentos importantes.

Logo, é praticamente impossível conseguir mobilizar um ilustrador para um projeto de risco, onde não há garantia concreta de remuneração. Para ser mais claro, o ilustrador verá sua proposta com os mesmos olhos que um editor examina os projetos que lhe chegam. 

Pedir que um ilustrador se dedique ao seu projeto, é o mesmo que pedir que alguém invista uma certa quantidade de dinheiro nele. No texto-exemplo (ver post anterior), o remetente afirma que consegue produzir rapidamente seus textos. E parece concordar que o tempo para a produção das ilustrações é bem maior. De fato é.

Esse tempo é dinheiro. É o ilustrador pagando para que seu texto tenha uma maior chance junto ao editor. E porque ele faria isso? Existem fatores que poderiam convencê-lo a ser seu sócio, ou não. Falando objetivamente, vamos entender como um ilustrador, ou um editor, vai avaliar sua proposta. Primeiro os contras, e em seguida os prós.

Contras:

1-Autor desconhecido, ou iniciante;
2-Projeto gráfico, e ou ilustrador já determinado - e qualquer outro fator que tire do editor o poder de decisão sobre isso;
3-Falta de originalidade;
4-Falta de talento;
5- Público alvo muito específico;
6-Tema polêmico (exceto quando requisitado);
7-Abordagem ansiosa.

Por abordagem ansiosa, me refiro àquelas pessoas que tem dificuldades em receberem uma negativa ou crítica sincera por parte do receptor do texto (costumam tratar pior o ilustrador do que o editor). Quando um editor percebe que está lidando com uma pessoa que se ressente facilmente quando recusada ou criticada, ele costuma evitar qualquer parceria com a mesma. Tal comportamento pode colocar a perder o tempo e dinheiro do parceiro. 

Conheci colegas que perdiam projetos já a ponto de ir pra gráfica, por pura egolatria de algum envolvido. Já soube de caso de editor que recebia telefonemas diários de gente cobrando resposta sobre seus textos (não requisitados!!!). Esquecem que o editor não tem nenhuma obrigação para com ele. E que cabe ao editor decidir quanto e como arriscar seu dinheiro. Ídem para o ilustrador. 
Não é uma questão pessoal. Infelizmente, nem todos entendem.

Por isso muitos editores sequer dão retorno, ou quando o fazem, usam cartas padrão redigidas por um assistente. Como ilustradora, procuro dar uma resposta. Ainda que não seja obrigada a isso também.

Já os fatores que poderiam convencer um ilustrador a trabalhar em parceria de risco seriam, os prós:

1-Autor de renome, boa aceitação no mercado;
2- Originalidade
3- Talento;
4- Acesso ao nicho de mercado pretendido (se for o caso);
5-Flexibilidade no projeto e personalidade;
6- Conhecimento do mercado editorial;
7- Recomendação de terceiros: outros autores, editores, especialistas no nicho pretendido;
8- Texto revisado e previamente criticado por terceiros.

Por flexibilidade, remeto aqui ao oposto da "ansiedade". O remetente deve ser capaz de absorver o impacto da recusa e críticas do editor, ou ilustrador. E mais, de ser aberto a possíveis alterações em seu projeto original, visto que este, uma vez colocado pra desenvolvimento, irá envolver o tempo e talento de outros profissionais. 

Seria interessante analisar cada ítem em separado. Durante os eventos literários, no estande da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, esse tipo de papo amigo costuma ser servido aos visitantes aspirantes a autores - gratuitamente, por puro voluntariado de quem entende o drama (olha a ansiedade aí!) de quem sonha em publicar seus textos ou ilustrações.

Dos pecados cometidos pelo remetente, o pior talvez seja a falta de argumentos realistas que pudessem convencer o ilustrador a investir seu tempo/dinheiro no projeto. Como nos "prós"acima.

No lugar dele, eu convidaria o ilustrador a ler seus textos num blog - o que ele corretamente fez em email posterior - e procuraria revelar certo conhecimento de mercado. Conseguir contato prévio com um editor, ou investidor que pudesse bancar a pré-produção, sem dúvida ajudariam bastante. 

Porém, mesmo assim, não é recomendável apresentar a qualquer editor o projeto fechado (já com ilustrador, formato, etc). Salvo casos especiais.
Particularmente, não foi sensível a abordagem em que minimiza futuros colegas dele. 
Lembro de um rapaz, de grande talento que algum motivo qualquer não consegue deslanchar no mercado, que teceu comentários maldosos sobre outro ilustrador (esse conseguira em menos de um ano ter vários livros publicados) por considerar seu trabalho superior ao do colega.

Ainda que estivessem corretos em suas afirmações, é importante saber, que são muitos os fatores que concorrem para que determinado autor seja publicado. Conheço artistas cujo talento excede até mesmo de grandes autores consagrados, mas cujas obras permanecem desconhecidas. 

Saber mostrar seu trabalho, e estar pronto para receber as críticas é essesncial.
Meus primeiros projetos foram rejeitados. Inúmeros foram os colegas que sequer recebiam resposta dos editores e que agora publicam vários livros por ano.
Persistir, sem se deixar abalar emocionalmente é muito importante.

E, enquanto os louros que sucesso não chegam, participar de Blogs, grupos de estudo, exposições, coletâneas independentes... é uma forma de divulgação super válida, e que tem se tornado até fonte de consulta dos editores. E sempre que um colega mais experiente lhe der uma dica, ainda que seja na forma de uma crítica dolorosa, escute. Aproveite.

PS. Como que pra confirmar o supracitado, o remetente da "proposta de parceria" ficou ofendido pela crítica. Sua mensagem, dentre todas as outras, foi escolhida simplesmente porque vi a inutilidade de ficar tecendo sempre as mesmas recusas. "Blogando" espero ajudar de alguma forma qualquer um que esteja pretendendo propor parcerias, inclusive incentivando-as. Não citei nomes e mantive apenas o tom profissional. A impessoalidade não é apenas uma gentileza, mas para reforçar que é uma orientação genérica, não direcionada. É uma crítica ao fato e não à pessoa. Porém, o tal remetente diz se ressentir justamente da impessoalidade (!!!). Por uma questão de tato, irei alterar o texto mantendo o conteúdo, que como disse, é algo comum nas caixas postais.


PS. O pior de todos os argumentos que um remetente pode usar é o "será uma oportunidade de você divulgar seu trabalho", quase tão ruim quanto o "vai ganhar dinheiro com isso".  Primeiro porque quem está buscando divulgação e dinheiro é o proponente, às custas do risco financeiro do ilustrador (ou editor). Lembre. Ele teve a ideia, agora quer que outro invista o tempo e dinheiro (que poderia bem ser o dele!!!) para promover seu nome.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Como NÃO abordar um ilustrador


Acabo de receber este email:

"Querida Thais,
Faz tempo que não nos falamos (ainda que quase não nos falávamos na época). Descobri que ainda é ilustradora. Eu não ilustrei mais. Atualmente sou apenas escritor. Possuo inúmeros projetos de livros para crianças e jovens, que eu mesmo posso ilustrar. Contudo desenho devagar, e escrevo rápido, com melhor qualidade. E afirmo que sou melhor escritor do que muitos que estão no mercado (suei e estudei muito pra isso, como fazem com desenho). Eu queria me informar se poderíamos marcar uma reunião para que eu mostrasse algumas idéias para você. Acho que uma cooperação iria ser vantajosa para nós dois.
Atenciosamente,
Fulano de Tal.
P.s. - Meus livros não possuem cunho estético, são produtos literário/didáticos com objetivo comercial (em suma: dinheiro)."


Você é capaz de identificar os erros cometidos pelo remetente ao solicitar uma parceria criativa com o ilustrador?
E se você fosse abordado desta forma, estaria convencido a responder positivamente?

PS. Reescrevi o texto original, com minha palavras, a pedido do remetente, que se sentiu ofendido ao saber que sua mensagem seria alvo de análise, ainda que em nenhum momento tenha sequer citado seu nome, ou feito críticas pessoais. Espero, mesmo assim, que o episódio lhe sirva de orientação para futuros contatos. Não poucos seriam os ilustradores que trocariam a orientação, que ofereço gratuitamente, por uma resposta atravessada ao remetente. Seu contato com um profissional de produção (ilustrador, escritor, tradutor, designer) é um ensaio de como deverá se comportar com o editor ou produtor.


quarta-feira, setembro 16, 2009

Em BH!


Muito a contar! Conheci gente legal, estou devendo esse retorno! Por favor aguardem um pouquinho mais.

sábado, agosto 01, 2009

Memória afetiva, Céu D’Ellia e os pãezinhos

Aqui em casa, sempre que os guris pedem pãezinhos eu lembro do ilustrador paulista Céu D’Ellia. Tive a oportunidade de conhecê-lo em pessoa durante um congresso da AEI-LIJ em São Paulo, onde ele foi representando a SIB. Na época debatíamos sobre questões relativas à autoralidade do trabalho do ilustrador e firmávamos, de uma vez por todas, a parceria entre ilustradores e escritores, ambos autores que são, dos livros para crianças.
Céu D’Ellia também é o autor do simpático jacaré que ilustra a embalagem dos pãezinhos favoritos dos meninos. Os meninos adoram pãezinhos, mas gostam muito mais se tiver jacaré na estampa. E assim, entre dois ou três marcas absolutamente idênticas (ou quase), escolhem aquela que agregou valor visual ao produto. Um simpático jacarezinho, criado pelo grande Céu D’Ellia, que de alguma forma enriqueceu a memória afetiva de meus garotos.
Recortei da embalagem o jacaré agora tão familiar. Marketeiros (e seus respectivos e paranóicos críticos) à parte, ele ficou ótimo enfeitando a geladeira. Quando vou ao mercado, os garotos lembram, e pedem, “o pãozinho do jacaré”. Parem de criticar os bichinhos nas embalagens. Ou as crianças também não podem ser exigentes quanto a qualidade do visual das embalagens? Cuidem da qualidade do conteúdo! Isso sim é caso de saúde pública.


Jaques, criação de Céu D'Ellia, aqui em momento inédito, gentileza do autor para meus guris devoradores de pãezinhos com bom gosto pra arte. Visite o Céu: http://www.ailhadoceu.com.br

domingo, junho 28, 2009

Ilustradores unidos...aos escritores! Sempre!


(Da editora Ygarapé, o livro escrito por Luiz Antonio Aguiar e ilustrado por Thais Linhares, autores juntos fazendo lindas criações)


O “problema”



Em nota recente (dia 17 de junho) da coluna Gente Boa o Sr Joaquim Ferreira dos Santos colocou na nota intitulada “Ilustradores Unidos”, como um “novo problema dos editores” o fato dos ilustradores requererem direitos autorais dos escritores. A priori a matéria traz dois grandes erros.

Primeiro é que como colocado no texto do jornalista, o problema não seria do editor, e sim do escritor, que já como parte hipossuficiente em contrato de edição, ainda se veria obrigado a bancar os direitos do ilustrador, sem as benesses próprias do investidor de fato. Seria o caso surreal do editor que poderia se dar ao luxo de explorar comercialmente ambas as artes (texto e imagens) sem precisar investir no autor das ilustrações.

O segundo, e mais grave erro, está na própria notícia. Não há absolutamente nenhuma intenção dos ilustradores (enquanto grupo organizado) de pedir que nossos parceiros criativos arquem com uma responsabilidade que é dos nossos editores. Fato aliás, que se ocorrido, se opõe aos princípios defendidos pelas associações que nos representam nacionalmente. Em uma reunião promovida em 2006 pela AEI-LIJ, o assunto foi amplamente debatido e considerado resolvido por escritores e ilustradores de todo Brasil. Ficou assim esclarecido a importância de se reconhecer o carater autoral do ilustrador – o que já é garantido por lei – e que deveríamos nos precaver de contratos que fossem abusivos, inclusive aqueles que tentassem jogar para o escritor o ônus do investimento nas ilustrações do livro.

No entedimento dos autores dos livros (escritores e ilustradores), e também da Lei dos Direitos Autorais, cabe ao investidor o risco do negócio. É o editor que deve repassar ao ilustrador a parte que lhe cabe pela exploração comercial de suas artes em forma de livro.

O tal “problema”, ainda que não possamos chamar assim, é que a ilustração brasileira está amadurecendo tanto em sua qualidade artística, como profissional. A figura do artista ingênuo, alienado do processo de mercado e que assina sem ver as letras miúdas é que está desaparecendo. Enquanto foi possível, alguns editores – em particular o dos grandes grupos comerciais, que praticamente combinaram entre si um mesmo modelo contratual – impuseram contratos de adesão aos ilustradores onde obrigam que se abra mão de todos os diretos autorais sobre suas artes. São contratos de cessão universal, sem absolutamente nenhuma limitação de prazo, local ou mídia (abarcam até mídias futuras, o que é proibido).

Em um contrato de adesão a parte economicamente mais forte não pode impor cláusulas que prejudiquem a parte fraca no objeto do contrato. Logo, como justificar um contrato de licenciamento de direitos autorais que já prevê lucros ilimitados apenas ao editor em regime de cessão integral?

Esses mesmos grupos editoriais que se apossaram do patrimônio de inúmeros artistas – não raramente utilizando de coerção, pois quem se recusa a assinar nos termos impostos é sumariamente descartado – mantém imensos bancos de imagem que licenciam à vontade, em concorrência desleal com os próprios artistas que as produziram.

Esses contratos leoninos, onde ocorre a cessão integral, são distorções grotescas do conteúdo da Lei, e o pior é que do jeito que colocam na redação, o ilustrador inexperiente no jargão da lei fica com a impressão de que é própria Lei dos Direitos Autorais, e não a editora, que o obriga a assinar os tais termos abusivos.

Com o surgimento de novas mídias, vendas de governo e principalmente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos autores, nós os ilustradores, passamos a questionar os contratos abusivos. Agora é mais comum ver o autor visual acompanhado de seu advogado em negociações de uso de imagens.

Ressalta-se ainda que foi graças a esses absoletos contratos leoninos que a ilustração brasileira viu-se amarrada a relações desgastantes de trabalho, que em muito prejudicaram tanto as carreiras individuais dos artistas, quanto a visibilidade da ilustração no panorama da cultura nacional e internacional. Por isso, junto à pressão por contratos justos, estamos conscientizando as editoras de que manter uma relação onde se reconheça e respeite o trabalho do ilustrador também reverterá em maior qualidade no que é produzido. Ganham todos quando a relação é justa e transparente: o editor, os autores e o leitor.



Temos no Brasil três associações que atuam nacionalmente:

A AEI-LIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto Juvenil; a ABIPRO – Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais e a SIB – Sociedade de Ilustradores do Brasil.

Através destas associações questões de interesse são discutidos, inclusive as relações contratuais e casos de desrespeito aos direitos dos autores. No meio de livros para crianças está a AEILIJ, que acaba de comemorar dez anos de criação. Além de sua forte atuação em eventos e campanhas, a associação mantem uma lista de discussão pública, isto é, aberta a todos que tenham interesse em literatura infantil e juvenil. Foi a partir de discussões desenvolvidas nesta lista que foi convocada a reunião nacional onde firmou-se posição diante da questão do tal “problema” citado na nota.



O mercado de livros no Braisil cresceu por conta de boas políticas públicas de distribuição, além de uma maior conscientização de diversos setores da sociedade para a importância do livro na formação da cidadania. Nosso país é um dos maiores compradores de livros do planeta e isso atraiu a cobiça de grandes grupos editoriais não só nacionais como estrangeiros também. São esses mesmos grupos que se gabam em seus portais na Internet de possuírem vasto catálogo aprovado dentro dos programas governamentais, e também são exatamente eles que impõem aos seus autores (não só aos ilustradores, mas aos escritores também) as piores condições contratuais. Nos encontros recentes do Fórum Nacional de Direitos Autorais a AEILIJ e a ABIPRO, levantaram não só essa questão, mas como o governo, no papel de principal comprador, pode inibir práticas abusivas nos contratos de edição dos ilustradores. Aliás, foi em parte por causa dos editais das vendas, que o ilustrador ganhou um maior reconhecimento. Nas regras dos editais é obrigatório que se estabeleça um contrato de uso das ilustrações que contemple o novo programa e também que se apresente, tanto na forma de créditos visíveis quanto de biografia, os autores ilustradores. Bastante coerente, visto que é isso que obriga a Lei 9610/98 dos Direitos Autorais. Surpreendentemente, muitos ainda eram os editores que simplesmente ignoravam seus deveres no tocante a lida com o trabalho autoral, precisando ser “esclarecidos”. Não se tratava portanto de nada novo”, e sim do fim de um problemão, de verdade.

E aí sim, a nota do Boa Gente acertou em cheio: foi a brecha que precisávamos para fazer valer direitos que já são nossos, garantidos pela Lei que foi criada para tornar possível e digna a produção autoral brasileira.






Para autores, associados ou não, editores e jornalistas que queiram se manter informados sobre questões contratuais além de outros assunto pertinentes à criação, basta contactar-nos em:



www.aeilij.org.br

www.abipro.org

http://thaislinhares.blogspot.com



Temos ainda a lista de discussão sobre Direitos Autorais em:

http://br.groups.yahoo.com/group/direitos_autorais/







Atenciosamente,

Thais Linhares – coordenadora visual da AEILIJ, associada da ABIPRO e ABCA.