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domingo, novembro 02, 2014

Porque não basta ilustrar, tem de participar.

Sábado foi o dia do encerramento do Curso Popular em Direitos Humanos promovido pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos – o DDH.
Os trabalhos finais dos alunos foram apresentados, seguidos de show do Apafunk e Mc Leonardo, um delicioso almoço após o qual partimos para a Rocinha para a primeira distribuição, gratuita, da cartilha "Cultura Popular e Direitos Humanos". Ao som do Apafunk descemos a rua atravessando a Rocinha, passamos pela passarela e na quadra da Acadêmicos da Rocinha todos puderam assistir exibição gratuita do filme "Estopim". A obra nos conta sobre o emblemático caso do desaparecimento do pedreiro Amarildo, cujo assassinato se tornou emblemático da luta contra a violência de estado e a corrupção policial. Excelente peça cinematográfica, que mistura documentário com dramatização (as cenas em que conhecemos mais sobre a vida pregressa e a trajetória de Amarildo até sua morte), com produção arrebatadora.

Mc Leonardo e o bloco Apafunk.

Perfil Rocinha.
Na rua.

No batuque.





Dona samba.

No vocal.

Mcs.

Nos pés.

Ize! Amore!

Guito e Matheus.

Rocinha.

No tunel.

Na passarela.

Indo pra Quadra dos Acadêmicos da Rocinha para ver o filme "Estopim".

Na arte,
Zabumba.
A Artista e o Defensor. Com Thiago Melo.

A Cartilha "Cultura Popular e Direitos Humanos":

"O Futuro da favela 
depende do fruto 
que tu for plantar"


Sobre o filme ESTOPIM:

Diretor: Rodrigo Mac Niven
Prod. Associados: Felipe Nahon, Mariana Genescá e Rodrigo Mac Niven
TVa2 Produções
Plot Outline
A coragem da família e de amigos de Amarildo, assassinado por policiais militares dentro da sede da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha em julho de 2013, se transformou em símbolo de resistência e luta da sociedade civil contra a violência do Estado. O caso Amarildo foi o estopim não apenas para a mobilização de outras comunidades, mas principalmente para expor as fragilidades de um projeto de segurança pública militarizado.

O assassinato do ajudante de pedreiro Amarildo, após uma sessão de tortura por parte de policiais da UPP da Rocinha em julho de 2013, trouxe à tona fundamental discussão sobre a política de segurança pública do Rio de Janeiro. Esse é o mote do documentário O Estopim, de Rodrigo Mac Niven, que será lançado na Première Brasil do Festival do Rio no dia 29 de setembro, às 17h, no Cine Lagoon.

O filme usa o caso de Amarildo como pano de fundo para falar sobre a militarização do projeto de governo e denuncia o que vem acontecendo na rotina das comunidades cariocas desde a implantação das UPPs.
Com cenas de ficção vividas pelo ator Brunno Rodrigues na pele do Amarildo, o documentário tem como fio condutor o líder comunitário da Rocinha Carlos Eduardo Barbosa, o Duda, amigo da família do ajudante de pedreiro. Meses antes do desaparecimento de Amarildo, no dia 14 de julho de 2013, Duda já havia denunciado ao Ministério Público os abusos policiais na comunidade. Até hoje, ele luta para que outros casos como este não voltem a acontecer.

A história de vida e coragem do líder comunitário foi o que motivou Rodrigo Mac Niven, diretor e roteirista, a fazer o filme. “A coragem da família e dos amigos de Amarildo se transformou em símbolo de resistência e luta da sociedade civil contra a violência do Estado. O caso Amarildo foi o estopim não apenas para a mobilização de outras comunidades, mas principalmente para expor as fragilidades de um projeto de segurança pública militarizado. Essa história precisava ser retratada”, afirma Rodrigo Mac Niven.

O Estopim foi realizado em menos de um ano, desde a pré-produção até a finalização, de forma independente e colaborativa. Os cerca de 40 profissionais envolvidos foram convidados pelo diretor e aceitaram entrar no projeto por acreditarem na causa e na importância da discussão proposta no documentário.

domingo, agosto 24, 2014

Dia dos Livros na Associação Criança Feliz

Acabo de receber em minha caixa a mensagem de agradecimento da Juliendi.
O projeto está a pleno vapor, as crianças esperam pelo seus livros e carinho. Abaixo a carta e o endereço pra que você participe desta festa também!

Está escrito:

Bom dia!!!!

Na última sexta-feia, 15, foi o dia que levei a Arrecadação de Livros e para a Associação Criança Feliz!
Foi um dia maravilhoso, fiz organização dos livros na estante e nos nichos e contamos com a presença do escritor Jorge Martins pela manhã e com a escritora Márcia Dieter pela tarde para conhecer e interagir com as crianças.

Quero agradecer a todos vocês que nos ajudaram com doações de lindos livros infantis e juvenis, e que agora essas 90 crianças carentes que a associação atende irão poder desfrutar dessas histórias todas...


E o livreiro foi inicializado, agora só mante-lo e melhora-lo ainda mais.. quem tiver livros para doar e quiser mandar pode enviar direto para o endereço da Associação... Ou qualquer outro tipo de doações também é bem-vindo, pois a associação não é governamental e vive somente de doações.


Rua Nossa Senhora da Conceição 1051 - Bairro Mahias Velho - Canoas - RS
CEP- 92325-220


Obrigada de coração! Tenha uma semana iluminada!

Juliendi Martins - Voluntária






Lindo isso!




Carinho com os livros e abraços de histórias.




Música é a fibra do tempo.


Gentes boas!


Pega e lê. Temos um lugar especial e muitas crianças esperando por você e seus livros!

Mas espere! A festa começou bem antes, no Arraial Crainça Feliz. 

"Teve muitas brincadeiras como Boca do Palhaço, Pescaria, Argolas e Pescaria.
Além da mesa de comidas que tava uma delícia com bolo de chocolate, pipoca, cachorro-quente, pizza, amendoim e muito refrigerante... Eles ganharam muuuitos brindes e ADORARAM! Foi um sucesso!
Segue algumas fotos em anexo." – Endi.





Corpo são e mente sã! Alimento pro corpo e pra mente.


Olha a lindeza!





Feliz, muito!





quinta-feira, novembro 21, 2013

O Cordel da Macaxeira


Fiquei muito feliz em ser novamente selecionada para me apresentar no Paixão de Ler – evento promovido para difusão da leitura no Rio de Janeiro, tudo graças à parceria com a AEILIJ.
Desta vez fui oficineira de cordel e gravura.

Nos encontramos no Calouste, com a turma 1305 da Escola Municipal Tia Ciata e alguns participantes adultos.

Ganhei uma sala enorme, com estrutura de ateliê, e podemos espalhar o material sem constrangimento pelas mesas. Todas as crianças puderam criar e produzir com gosto.



Iniciei o nosso encontro criativo falando sobre os cordéis, sua história e como eram feitos e distribuídos. Em seguida li para eles um cordel cômico, que arrancou boas gargalhadas dos presentes, deixando o desfecho para mais adiante, de forma a manter a expectativa alta.

Então, usando técnicas próprias de criação e roteiro, coloquei a meninada para elaborar seus próprios versos de cordel. O que foi fácil, dado o grande envolvimento e criatividade deles. Vou dizer que fiquei impressionada! Havia ali bons autores – futuros artistas? Quem sabe. O material criativo eles já possuem, e é uma questão de continuar trabalhando com eles.



Com os versos prontos, entreguei a cada participante cadernos montados na forma de cordel, para que neles escrevessem suas histórias e depois imprimirmos as capas.



Terminei então a narrativa do cordel que havia tanto divertido a todos, e ensinei sobre técnicas tradicionais de gravura. Em especial a xilogravura, mostrando os materiais que são usados e como são manuseados.



Ocorre que a xilo, por usar goivas cortantes, não seria apropriada para uma oficina rápida. Algumas pessoas, ainda não tendo habilidade com as faquinhas, poderiam se cortar. Eu mesma, a primeira vez que fiz gravura (com a idade aproximada daqueles alunos), acabei com uma goiva afiada enfiada na palma de minha mão.

Expliquei então que usaríamos lâminas de macaxeira no lugar da madeira, e pontas secas (palitos de churrasco, no caso) para traçar os desenhos nas matrizes.

Espalhei os suprimentos: tintas, pincéis, papéis para estudos, lápis, borrachas, macaxeiras e até lâminas de batatas (para quem quisesse também experimentar a "batatogravura").



As matrizes foram criadas e carimbadas nas capas dos cordéis!
Nos despedimos, as crianças com suas obras autorais, seus cordéis bem coloridos e poéticos nas mãos, e eu com memórias dos bons momentos no Paixão de Ler.



Muito obrigada, sobretudo a professora Aline Dias! Que elegeu minha oficina para seus alunos. Adorei conhecer vocês, e me senti muito honrada pela sua presença.



A seguir o texto de apresentação de minha oficina do Cordel da Macaxeira:

CORDEL DE MACAXEIRA: 
Manigrafia (mani=mandioca + grafia)

Através do princípio muito ecologicamente correto de uso de materiais da terra, e apresentando uma prima da batatografia, imprimimos cordéis de grande bom gosto mediante o emprego de matrizes feitas com lâminas de macaxeira.

Assim o cabra, e a moça, ilustraram seus repentes com bonitas e coloridas imagens. O carimbo de macaxeira, sendo resistente e cheiroso, permitiu uma boa tiragem dos impressos mais arretados que já se viu nestes sertões cariocas de cimento e pedra.

Aí foi: a mandioca, a tinta (plástica comum, não precisaria ser de gravura), grampeador e o papel. No lugar da goiva de metal tradicional, usamos qualquer ponta seca: canetas bic, palitos, colherinhas de café miúdas.

O cordel macaxeira consistiu em duas ou mais folhas de A4 dobras e cortadas para formar o libreto, 1/2 escrito a mão, 1/2 ilustrado.

A vantagem do cordel de macaxeira é que até as crianças pequenas podem fazer, sem perigo de ferir as mãos.

Manígrafa: Thais "da Gota Serena" Linhares

Ilustradora, escritora e gravadora. Associada AEILIJ.
Formada pelo Senai de Artes Gráficas e Bacharel em Artes Plásticas com especialização em gravura pela UFRJ – Escola Nacional de Belas Artes.


Orientações e notícias sobre carreira autoral:

http://thaislinhares.blogspot.com