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terça-feira, fevereiro 10, 2015

Folk na Kombi, Porão e namorados na Paulista

Terça-feira 3 de fevereiro:

Alexandre Lemos tira lágrimas de meus olhos com sua bonita apresentação antes do show. Você quer dançar?

Artes: Traços do show do Folk na Kombi no Tom Jazz – São Paulo. 
Com Gisele "Gigi" Endrigo.












Aqui o som do Folk na Kombi.



Sexta-feira 6 de fevereiro:

Av. Paulista, início de uma agitada noite paulina.
Duas senhorinhas, a primeira robusta, com a beleza Diane Fossey, despacha a segunda, uma delicada bonequinha de porcelana coroada de algodão.
Seguindo minha paranóia de carioca, passei a vigiar cada passo da miúda enquanto ela se dirigia sozinha para chamar um taxi.
Não paravam.
Colei às costas dela, pra que parecesse que a acompanhava. E fiz parar um taxi. Só então ela me descobiru e tomou um susto. Pior, ainda pediu desculpas achando que o taxi tinha parado pra mim, e não para "nós". Eu explico e a ajudo a entrar no carro. Agradeceu, a fofa, queria até me levar junto.
(Mas eu é que queria essa avozinha linda pra mim).

Artes: com Karina Carlla, logo após o desfile do Broco do Burocra, atrás do espelho para descobrir que São Paulo é um ovo e o ninho é o Porão:











Segunda-feira 9 de fevereiro:

A reunião no SESI SP foi fantástica! Imagina apertar a mão do ídolo Walter Ono!?! Com os olhinhos brilhando: "Sou sua fãhnnnn!!!"
Ele: "Há, mas você é da geração (de leitoras) da Ruth Rocha!"

Artes: na Av. Paulista, entre dois "bolos" e um violino nas costas, fiz traços do amor (isto é, usei de modelo os casais que namoravam nos bancos do parque, mas sem colocar nada que os identificasse, mudei algumas coisas, afinal, eles podem não curtir privacidade, mas eu acho necessária).
Meu amigo Alberto Akira Kono identificou o parque pra mim, é o Parque Trianon, bem em frente ao MASP. 



Fiz amizade com a guardadora do WC feminino. Quando você passar por lá diz pra Enésia que mandei um beijo.


Trilha sonora desta tarde solitária.


Auto-retrato com violino e aerogatos:


Até a próxima Sampa da boa música!




sábado, novembro 08, 2014

Seresteiro

Avaré...

Santuário navegando um bosque.

Guiava os mortos de Avaré ao outro lado, até que um dia virou anjo também.

Os trens se foram, deixando sozinha a velha estação.
Ela ainda espera que eles voltem para buscá-la.

***

Ainda não fomos apresentadas, eu e Avaré.
Então fiz essas imagens por telepatia mesmo.
Mas o caboclo aí embaixo eu conheci 
em proximidade de prosa.

***


Mansinha começando o estudo das linhas do seresteiro.


Viver é preciso, desenhar é impreciso
acasos que desguiam o traço.
Minhas linhas não tem rumo marcado
tão perdidas em multiespaço. 

Por isso não fique assim surpreso 
se perceber que não acerto retas. 
Que nessa vida que cobra acerto
sem querer apaguei minhas setas.

É desafio se equilibrar nas cordas em dezena 
escalar com os dedos o seu braço forte 
delisar suave sobre a sua barriga morena. 
Descendo em doce curvatura, sul ao norte.

E desenhar uma viola caipira
fazendo música em pintura.

Daí que aproveitei os estudos da arte da viola 
para uma das cenas do novo livro que estou 
produzindo pras crianças desse Brasilzão.
Fiz braço, barriga, curva – parece às vezes
que estou dançando com o lápis no papel.
Mas ainda falta algo sem o que a música 
não pode escalar até as estrelas: as dez cordas. 
Colocarei amanhã de noite quando subir a alfa de Órion. 
E aí ouvir a voz da viola, o som do violeiro.


Enquanto isso, mais estudos.


Seresteiro em sépia:



Vai sair coisa boa daí!